Prefeito de Joinville vê eficiência e transparência na gestão um caminho irreversível

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Vista aérea de Joinville (SC)

Mais populosa e industrializada em seu estado, Joinville foi considerada uma das melhores cidades em gestão na Região Sul do País, conquistando, em 2010, o primeiro lugar no Prêmio Municípios que Fazem Render Mais, na categoria de cidades com mais de 250 mil habitantes.

Neste ano, as prefeituras paulistas terão oportunidade de participar do Prêmio Municípios que Fazem Render Mais que está sendo promovido, no estado, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. As inscrições vão até o dia 31 de agosto. Mais informações já estão disponíveis no site do Prêmio: www.fiesp.com.br/premio-municipios.

Em entrevista à Agência Indusnet Fiesp, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, incentiva prefeitos paulistas a participarem da premiação que, pela primeira vez, é realizada no estado de São Paulo

Agência Indusnet Fiesp – Prefeito, sua cidade é uma das mais populosas do estado. Na sua avaliação, esse fator oferece dificuldades na obtenção de resultados?

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Carlito Merss, prefeito de Joinville (SC)

Carlos Merss – De fato Joinville é a primeira mais populosa de Santa Catarina e a mais rica, mas também possui problemas gigantescos. Por exemplo, 45% das vias não têm asfalto e calçamento. Herdei uma cidade com apenas 14% de acesso a saneamento. Nesses dois anos, foram investidos R$ 220 milhões em obras nessa área (contando também com verbas do PAC), o que permitirá que 38% da população tenha acesso a saneamento. Até o fim do mandato quero chegar a 50%.

AI – A que o senhor atribui a conquista do Prêmio?

CM – Sem dúvida, o principal motivo foi a transparência e honestidade, que é a marca do nosso governo. Criamos o Portal da Transparência, que tem se tornado referência para outros municípios. Pelo portal você pode consultar no mesmo dia uma compra realizada pela prefeitura, com todos os detalhes. Esse  é apenas um aspecto, mas sei que podemos melhorar mais. Somos, por exemplo, considerados pelo Ministério das Cidades como uma Cidade Acessível, pois todas as nossas obras já estão sendo planejadas com acessibilidade.

AI – Como foi a avaliação dos itens sustentabilidade, transparência da gestão pública, participação popular, contribuição para o desenvolvimento local, custeio e qualidade do investimento, responsabilidade fiscal e social?

A questão do orçamento participativo, avaliado no Prêmio, já era uma prática em nossa Prefeitura. Temos aqui o Conselho de Desenvolvimento de Joinville (Desenville), composto por associações e representantes dos vários setores da sociedade, que acompanha e fiscaliza a qualidade das nossas obras.

A questão da responsabilidade fiscal foi um grande desafio, pois, no primeiro ano do meu mandato, 52% do orçamento referia-se a folha de pagamento, algo inviável. Temos feito esforços, com total responsabilidade, para baixar esse custo em 47% do orçamento. Eu me orgulho de dizer que 35% do nosso orçamento é destinado à Saúde, enquanto a constituição prevê 15%. Conseguimos aumentar a receita da prefeitura com medidas de combate à sonegação, realizando a revisão do IPTU e ampliando a fiscalização.

AI – O senhor acredita que o Prêmio pode ser considerado um Raio X da gestação municipal?

CM – Sim, com certeza. E, em minha opinião, não há outra saída. É um fato irreversível que os gestores públicos busquem a eficiência e transparência. Fiquei extremamente feliz de participar e ganhar esse Prêmio com apenas dois anos de mandato.

AI – Como considerou toda a organização e processo da avaliação do Prêmio?

CM – Ser avaliado pela Fundação Getúlio Vargas, uma instituição de referência no País, foi maravilhoso. É claro que nos exigiu esforços. Um grande desafio foi colher os dados, pois nem todos estavam disponíveis, além de saber usar corretamente as informações. Ter esse acompanhamento dos técnicos da FGV, durante 60 dias, foi muito bom e nos ajudou a ser mais organizados.

AI – Neste ano, a Fiesp promoverá, pela primeira vez, o Prêmio Municípios que Fazem Render Mais, no estado de São Paulo. O que o senhor diria aos prefeitos paulistas?

CM – Eu diria que participem do Prêmio, mostrem seus números, façam sua autoavaliação e escolham as prioridades que consideram convenientes para seus municípios. Em Joinville, eu escolhi o saneamento básico. Em uma conferência em Istambul, ouvi que a cada unidade monetária gasta com Saneamento, você economiza quatro em Saúde. No meu entendimento, isso também é pensar em futuro.