Espanha quer atrair mais investimentos brasileiros

Agência Indusnet Fiesp 

Embaixador espanhol Carlos Alonso Zaldivar. Foto: Vitor Salgado

Dona de uma economia moderna em que os serviços representam 68,2% dos negócios, a Espanha quer atrair mais investimentos brasileiros. Durante o seminário “Oportunidade de Investimentos e negócios”, realizado nesta terça-feira (11),  na Fiesp, o embaixador espanhol, Carlos Alonso Zaldivar, chamou atenção para os incentivos fiscais e o alto poder aquisitivo do mercado consumidor em seu país.

De acordo com o embaixador, as empresas brasileiras podem, através de filiais, fazer negócios tanto pela ferramenta Investimento Estrangeiro Direto (IED) quanto pelas distribuidoras autorizadas para a comercialização direta de produtos.

“São 46 milhões de consumidores. Devido ao nosso ambiente competitivo e atraente, as principais oportunidades que temos a oferecer estão ligadas a setores estratégicos como telecomunicação, energias renováveis, biotecnologia, meio ambiente, indústrias aeroespacial e automotiva”, indicou Zaldivar.

José Augusto Corrêa, diretor-adjunto do Derex/Fiesp. Foto: Vitor Salgado

Duas das três agências de rating de maior prestígio, a Fitch e a Moody’s confirmaram a classificação mais alta para Espanha em 2009. O diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, José Augusto Corrêa, ressaltou que o país é um dos poucos que não sofreu os abalos da crise europeia e cresce pelo menos 5% ao ano.

“Na Europa, a economia espanhola é a que tem mais contato com a América Latina. Só com o Brasil, são 15 anos de uma relação que enfrentou bons e maus momentos na economia global. Vendo que a partir das crises saem grandes negócios, precisamos aproveitar o momento de estabilidade econômica vivida pelos dois países”, argumentou Corrêa.

Segundo o embaixador espanhol, além do acesso aos mercados da região EMEA (Europa, Oriente Médio e Norte da África) com alto poder aquisitivo, as empresas, ao se instalarem na Espanha, terão incentivos fiscais, baixos custos de transação e estabilidade econômica. “As principais características do nosso país são a demografia, estrutura política e territorial, economia estável e posição geográfica privilegiada”, concluiu.