Senai-SP reúne especialistas do setor farmacêutico para debater pesquisa, desenvolvimento e formação profissional

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) realizou, nesta segunda-feira (16/09), o I Workshop com a Bioindústria, reunindo profissionais de várias áreas do setor farmacêutico para debater os caminhos para desenvolver a inovação. A iniciativa faz parte do objetivo do Senai-SP de tornar-se provedor de tecnologia no país, por meio da estruturação de centros de inovação.

Para dar início ao workshop, o gestor do Departamento de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, Carlos Alberto Pereira Coelho, fez uma breve apresentação sobre a instituição e seus planos na área tecnológica.

“Em São Paulo, os quatro institutos da área de inovação com os quais vamos atuar são os de Materiais Avançados e Nanocompostos, Microtecnologia, Defesa e Biotecnologia, que é o alvo desse encontro”, explicou. “Um dos objetivos é discutir as competências que podem ser desenvolvidas no centro de biotecnologia, além de detalhar necessidades como equipamentos, profissionais que vão atuar e perfil das pessoas que serão formadas.”

O diretor do Comitê de Cadeia Produtiva de Biotecnologia (Combio) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo Giacomazzi, também esteve presente no workshop. “Agora é o momento de usar a colaboração para que a gente consiga atingir objetivos mais interessantes e mais complexos, posicionando o Brasil no mapa mundial.”

Um dos temas centrais do debate foi o desafio da inovação no país. “O vale da morte da inovação é aquela região que se encontra entre a pesquisa acadêmica, onde não faltam recursos, e a pesquisa que deve ser feita pela iniciativa privada”, afirmou o diretor-presidente da empresa de biotecnologia Recepta Biopharma, José Fernando Perez. “Essa região é terra de ninguém, onde morrem os projetos de inovação, por falta de plantas em escala piloto para fazer a prova de conceito.”

Outro argumento debatido no encontro foi a importância de contar com profissionais e conteúdo de outros países. “A gente vai perder o bonde da biotecnologia se continuarmos tentando fazer as coisas de forma caseira”, defendeu o vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), Lauro Moretto.