Retrospectiva 2014 – Valorização da mão de obra foi o centro das ações das entidades

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539741935O Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante o ano de 2014, destacou-se como um indutor de sinergia e parcerias para dar mais força e credibilidade às ações da entidade, dentro da visão de que investir no capital humano, isto é nos trabalhadores, é investir na indústria e também no futuro do país.

Dentre os esforços esteve a divulgação de informações e esclarecimentos às áreas de Recursos Humanos das indústrias, com iniciativas como as etapas do “Fórum Sou Capaz”, que percorreram 13 regiões do estado, e o programa “Meu Novo Mundo”, que enfocou a capacitação e a inclusão social e profissional de Pessoas com Deficiência e Aprendizes.

No Seminário FAP-RAT-NTEP, realizado na Fiesp, especialistas orientaram as empresas sobre os riscos de acidente de trabalho. E, para aproximar os trabalhadores das indústrias dos serviços disponibilizados pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizado Industrial de São Paulo (Senai-SP), foi criado o projeto Mural da Indústria.

Investimentos para a ampliação e modernização das escolas Senai-SP também ganharam fôlego durante o ano, permitindo que a entidade contribua com a educação profissionalizante de qualidade.

NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014 


DEZEMBRO

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Sylvio de Barros, do Depar da Fiesp, apresenta programa "Meu Novo Mundo" em escolas municipais. Foto: Divulgação

Equipe do Depar/Fiesp e técnicos Sesi-SP e do Senai-SP apresentaram o programa “Meu Novo Mundo” em três Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. >> Leia mais

Para ampliar a inclusão de pessoas com deficiência, o programa “Meu Novo Mundo” é apresentado a representantes de grandes empresas e sindicatos, em reunião na Fiesp. >> Leia mais


NOVEMBRO

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539741935Site da Fiesp publica especial com reportagens e infográfico que apresenta os resultados e depoimentos sobre o modelo itinerante do “Fórum Sou Capaz”. >> Leia mais 

Diretores três regionais da Fiesp falam da importância do programa “Sou Capaz” para as indústrias de suas localidades. Os fóruns do programa percorreram 13 cidades neste ano. >> Leia mais

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Elaine Ribeiro, da Santa Helena Alimentos, comentou a participação no Fórum. Foto: Divulgação

Gestoras de RH da Coca-Cola Brasil e Santa Helena Alimentos falam de suas boas experiências de contratação de pessoas com deficiência e da importância de terem participado no “Forúm Sou Capaz”, promovido pela Fiesp. >> Leia mais

Para Dr. Kal, da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, o programa “Sou Capaz”, da Fiesp, contribui para a real inclusão de Pessoas com Deficiência. >> Leia mais


OUTUBRO

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Diretores regionais do Depar avaliam projetos de 2014 e perspectivas para 2015. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Os programas “Meu Novo Mundo” e “Fórum Sou Capaz” e o projeto-piloto “Mural da Indústria”, todos desenvolvidos pelo Depar/Fiesp, foram avaliados em reunião com diretores regionais na Fiesp. >> Leia mais

Uma versão piloto do projeto “Mural da Indústria” é lançada em São Bernardo do Campo. O projeto visa aproximar trabalhadores da indústria ao universo de serviços do Sesi-SP e do Senai-SP. >> Leia mais


SETEMBRO

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Sylvio de Barros: empresa poderá se beneficiar com o bônus do FAP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Depar/Fiesp promove Seminário sobre Fator Acidentário Previdenciário (FAP), os Riscos de Acidente de Trabalho (RAT) e o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) . No encontro foi lançada a cartilha para orientar os empresários sobre o tema. >> Leia mais

Durante Seminário na Fiesp, é lançado a cartilha “FAT-RAT-NTEP – Efeitos na Gestão Empresarial” para orientar empresários sobre tributos ligados a acidentes do trabalho. >> Leia mais

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Nova escola móvel do Senai-SP é apresentada em Feira de Esquadrias. Foto: Divulgação

Senai-SP apresenta uma nova escola móvel, especializada em soluções construtivas em alumínio, para promover cursos de capacitação profissional para o setor da construção.

Realizado em São Bernardo do Campo, o curso “Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizes no Mercado de Trabalho – Diretrizes Legais, Melhores Práticas e Cases de Inclusão”. >> Leia mais


AGOSTO

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Livros sobre qualidade de vida nas empresas são lançados na Bienal.

Quatro livros sobre atividade física e treinamentos corporativos foram lançados pela Sesi-SP Editora durante a Bienal Internacional do Livro. >> Leia mais

Escola Senai-SP especializada em construção civil apresentou novidades na feira de materiais da construção Concrete Show South América. >> Leia mais


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Fiesp e SRTE/SP assinam termo de compromisso. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A Fiesp e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-SP) assinam termo de compromisso para viabilizar o programa “Meu Novo Mundo”. >> Leia mais

Em reunião na Fiesp, especialistas avaliam que o programa “Meu Novo Mundo” proporciona segurança jurídica para interessados no projeto de inclusão de pessoas com deficiência. >> Leia mais


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Osvaldo Maia, gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, com o livro lançado. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dezenove dos 50 projetos selecionados para concorrer na Inova Senai (competição que premia as melhores criações desenvolvidas em escolas do Senai de todo o Brasil), foram de São Paulo. Gestores das escolas comentam a participação paulista. >> Leia mais

Sesi-SP e Senai-SP participam seus programas de capacitação de mão de obra na maior feira de Joias Folheadas da América Latina, em Limeira, e no maior evento mundial do setor sucroenergético em Sertãozinho. >> Leia mais

JULHO

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Alasi Silva dos Santos, ex-aluno do Senai: “Queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para diretor da escola ‘Roberto Simonsen’, do Senai-SP, competidores da Olimpíada do Conhecimento “são o sonho de qualquer empresa”. >> Leia mais

Inspirados nos jogadores da Alemanha, competidores do Senai-SP se preparam para a Olimpíada do Conhecimento. >> Leia mais

Programas de capacitação do Senai-SP são apresentados em feira internacional da indústria de madeira e móveis. >> Leia mais


JUNHO

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A cerimônia de premiação em Paris: trabalho de formação reconhecido. Foto: Divulgação

Senai-SP é premiado na França por formação profissional e inovação. >> Leia mais

Senai-SP vence o Benchmarking Brasil e classifica outros cinco projetos como as melhores soluções inovadoras do Estado. >> Leia mais

Depar/Fiesp realiza reunião de diretorias regionais em Santo André. >> Leia mais


MAIO

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Skaf com os alunos na nova escola em São Bernardo do Campo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Novos espaços de capacitação profissional do Senai-SP são inaugurados. Em São Bernardo foi apresentada unidade móvel especializada em Estruturas Aeronáuticas e, em Bragança Paulista, a especializada em manutenção mecânica. >> Leia mais

Em Campinas, Senai-SP inaugura laboratório de bebidas e planta de alimentos para animais. >> Leia mais


ABRIL

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Formatura da turma de alunos de egressos dos sistema profissional. Foto: Beto Moussali/Fiesp

Senai-SP forma mais uma turma de egressos do sistema prisional; desta vez, na área automobilística. >> Leia mais

Em lançamento de ONG de apoio às mulheres na Fiesp, presidente do Magazine Luiza afirma que quem manda no mundo hoje é quem tem conhecimento. >> Leia mais

Senai-SP inaugura escola móvel de simulação de colhedoras de cana-de-açúcar. >> Leia mais

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Maquete de nova escola da instituição em Santos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Em Santos é apresentado projeto do Centro de Petróleo e Gás. A nova escola do Senai-SP, que ficará pronta em 2016, contará com tecnologia de ponta, como robôs subaquáticos e simuladores 3D. >> Leia mais

Investimentos em escolas do Sesi-SP e do Senai-SP são apresentados para as cidades de Osasco, Cubatão, Praia Grande, Itapevi e Diadema. Uma nova unidade em Monte Alto irá atender cerca de 1.400 jovens. >> Leia mais


MARÇO

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Primeira edição do Fórum Sou Capaz é realizado na sede da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Depar/Fiesp realizou, na sede da entidade, o “Fórum Sou Capaz”, iniciativa que busca propiciar equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes. O evento contou com áudio-descrição e interpretação em Libras. >> Leia mais

Em Congresso em Campos do Jordão, Sesi-SP e Senai-SP são apresentados como exemplos >> Leia mais

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Sala de aula da escola do Senai-SP no Tatuapé. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Das salas de aula aos canteiros de obras, Senai-SP impulsiona a construção civil em SP com 106 mil profissionais formados por ano. >> Leia mais

Senai-SP deve superar 8.500 matrículas para pessoas com deficiência em 2014, afirmou diretor técnico da entidade. >> Leia mais



FEVEREIRO

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Maior feira do setor gráfico da América Latina terá participação do Senai-SP

Escolas Senai especializadas no setor gráfico participaram da ExpoPrint Latin America 2014. Uma série de palestras, em diferentes horários, foram ministradas pelos professores das escolas.

Na feira, os visitantes puderam testar softwares de simulação de impressão nas estações de trabalho. >> Leia mais

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Investimento no Senai-SP Guarulhos: equipamentos modernos e mão de obra qualificada. Everton Amaro/Fiesp

Os municípios de Taubaté, Mauá, Pindamonhangaba, Caçapava, São José dos Campos, Jacareí, Suzano, Agudos, Diadema, Mogi Mirim, Itapira, Arujá, Bariri, Guarulhos e Igaraçu do Tietê foram contemplados com investimentos para melhorias, ampliações e modernizações das escolas do Sesi-SP e do Senai-SP. Para a escola Senai-SP em Guarulhos foi destinado um aporte de R$ 14 milhões em estrutura e equipamentos. >> Leia mais


JANEIRO

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539741935O ano de 2014 foi iniciado já com anúncio do presidente da Fiesp sobre investimentos em educação para as entidades da indústria.

Para o município de Araraquara foi anunciado investimento de R$ 40 milhões no Senai-SP. >> Leia mais


Senai-SP forma mais uma turma de egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Um momento especial para 16 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Assim foi a tarde desta terça-feira (29/04) para a turma de egressos do sistema prisional formados no curso de Mecânica Automobilística e Funilaria oferecido pela escola Conde José Vicente de Azevedo, unidade no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

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Formatura da primeira turma de alunos de egressos dos sistema profissional no curso de Mecânica Automobilística do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Na cerimônia de formatura, mais que um diploma com a certificação do Senai-SP, eles receberam a confirmação para recomeçarem suas vidas com um emprego formal, em empresas do setor de reparação de veículos.

A iniciativa faz parte de uma ação do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), dentro da área de capacitação do Capital Humano.

O Depar articulou o apoio de parceiros importantes: a organização não-governamental AfroReggae, que selecionou os egressos para participar do programa; o Senai-SP, que elaborou um curso específico para a turma em sua unidade especializada no setor automobilístico; e o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), que fez um trabalho de sensibilização com as empresas do setor, garantindo a total empregabilidade dos alunos.

Em novembro de 2013, Fiesp, AfroReggae e Senai-SP promoveram um evento de formatura para 10 outros egressos do sistema prisional que se formaram em panificação na unidade da Barra Funda. A empregabilidade foi viabilizada com o apoio do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan). Leia mais.

A cerimônia

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Sylvio de Barros, do Depar da Fiesp, incentiva alunos a serem exemplos para as próximas turmas. Foto: Beto Moussali/FIESP

Antes de entregar os certificados de conclusão do curso, Sylvio de Barros, diretor titular do Depar/Fiesp, destacou que o engajamento pessoal dos empresários do setor e dos professores do Senai-SP foram essenciais para concretização dessa etapa do projeto.

“Depende muito de vocês daqui pra frente”, disse ele aos alunos. “Cada dia de vocês, cada hora de trabalho será fundamental para que vocês abram caminho para quem vem depois. Vamos abrir novas turmas na medida em que vocês tiveram sucesso”, ressaltou.

No evento, o diretor da escola do Senai -SP, Fabio Rocha da Silveira, agradeceu a oportunidade de contribuir com o projeto. “É o nosso papel fazer isso. Alguns projetos são especiais, mas o de vocês, para nós, foi muito especial”, contou. “Foi uma satisfação para toda a nossa equipe e recebemos muitos elogios dessa turma exemplar.”

Emerson Ferreira, instrutor do AfroReggae, ressaltou que um dos maiores benefícios da parceria foi possibilitar aos egressos a valorização como ser humano, com o efetivo ingresso mercado de trabalho.

Dirigindo-se aos formandos ele expressou o desejo de que cada um agarrasse com unhas e dentes a oportunidade oferecida. “Vamos fazer com que uma mudança melhor e maior seja alcançada na vida de vocês e com a vida de seus familiares”, incentivou.

Oportunidades e engajamento do setor

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Antônio Carlos Fiola, do Sindirepa, entrega carta garantindo a contratação de formando do Senai. Foto: Beto Moussali/FIESP

Coube ao presidente do Sindirepa, Antonio Carlos Fiola Silva, a tarefa de apresentar aos formandos as empresas que irão empregá-los.

Ele entregou a cada formando uma carta que garante a respectiva contratação – já a partir do mês de maio –  nas empresas do setor. O empresário irá contratar cinco dos formandos em suas três oficinas. “A vida não é nada fácil.  A nossa luta é no dia a dia. Tropeça, cai, levanta. A nossa vida não é diferente da de vocês.”

Fiola também elogiou a dedicação dos professores do Senai-SP e expressou seu carinho a instituição. “Há 30 anos atrás, com 16 anos, foi aqui o meu primeiro treinamento. Foi aqui que eu comecei. E por isso posso dizer a vocês que nos próximos 30 anos as oportunidades serão infinitas”.

O empresário também comentou que o setor de reparação de veículos é muito carente de profissionais. “Tem muito carro na rua. E se vocês forem bem e se dedicarem, tenho certeza que vão crescer no ramo. Não vai ser fácil, mas pelo que vocês já passaram, tenho certeza que vão aguentar o tranco”, afirmou.

Satisfação de professores e alunos

Para o professor Stevie da Silva, que ministrou aulas de Mecânica de Motor Ciclo-Otto, os alunos dessa turma de egressos conseguiram perceber a grandeza do projeto.

“Eles vieram com foco e enxergaram o Senai-SP de uma forma diferente dos demais alunos. Eles identificaram que o sistema deu uma oportunidade a eles. E, de certa forma ,se mostraram mais comprometidos do que alguns alunos dos cursos regulares. Pelo fato de ser um curso gratuito, outros alunos dos cursos regulares  não veem a gratuidade com o mesmo valor que eles viram.”

Retrospectiva 2013 – Parcerias em prol da capacitação profissional foram destaque na área de Capital Humano

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“Crescem as pessoas, cresce o País”. Esse slogan, adotado pela Fiesp nos últimos anos, foi o que norteou as ações da entidade na área de Capital Humano.

Ao longo de 2013, uma série de iniciativas e parcerias firmadas tiveram como enfoque, a capacitação profissional, além do resgate e inclusão social por meio do trabalho. 

Capacitação de egressos do sistema profissional

Uma das iniciativas que mereceu destaque, em 2013, foi o programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional, fruto da parceria da Fiesp, a ONG AfroReggae, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e Sindipan-SP.

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Paulo Skaf na abertura do escritório do AfroReggae em São Paulo. Foto: Ayrton Vignolla/FIESP

A iniciativa começou a ser delineada no primeiro semestre, logo após a inauguração do escritório da ONG carioca em São Paulo, no mês de abril.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, expressou suas expectativas: “Utilizaremos a experiência que o AfroReggae conquistou com sua atuação no Rio de Janeiro para criar políticas sociais e projetos aqui no nosso estado. Ao lado do AfroReggae podemos fazer ainda mais pela sociedade”.

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No mês de setembro, a parceria deu os primeiros frutos. Uma turma, composta por dez egressos do sistema prisional, começou as aulas do curso de panificação na escola Senai-SP no bairro da Barra Funda, em São Paulo.

Para o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, o apoio do setor de panificação ao projeto foi imprescindível e trará benefícios para toda a sociedade.

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Sylvio de Barros Filho, diretor titular do Depar Fiesp

“As empresas panificadoras abriram a possibilidade dos egressos [do sistema prisional] saírem daqui empregados. E eles contribuirão para os resultados das empresas do setor produzindo o pão francês, que é o carro-chefe das panificadoras.”

A experiência mudou o rumo da vida dos alunos. Luis Carlos de Souza, empresário do setor de panificação e diretor técnico do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), também expressou o lado positivo de empregar um ex-detento.

No mês de outubro o curso foi concluído e os alunos do programa de formação profissional para egressos do sistema prisional já estavam empregados.  E, em novembro, foi realizada a formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional.  Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a formatura é muito significativa. “Essas pessoas erraram, pagaram pelos seus erros e têm, sim, que ter oportunidade na vida. E a oportunidade vem com formação, trabalho e emprego.”

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No púlpito, Antero José Pereira, presidente do Sindipan, elogiou a qualificação dos alunos pelo Senai-SP; Ao fundo, representantes da Fiesp e do AfroReggae Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Empresários confirmaram seu otimismo com o sucesso do programa. “Precisamos tirar esse estigma. Eles são tão bons ou melhores do que qualquer pessoa”, afirmou. “Eu, por exemplo, preferiria ter um egresso trabalhando comigo. Eles têm uma vontade de fazer as coisas que outras pessoas não têm,” afirmou Sylvio de Barros.

Oportunidades a moradores de rua 

No mês de março, na capital paulista, foi celebrada parceria entre a Fiesp, Senai-SP, Prefeitura e secretarias municipais de Assistência Social e do Direitos Humanos e Cidadania, com o compromisso de somar esforços para capacitar profissionalmente pessoas em situação de rua na capital paulista.

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Paulo Skaf parabeniza iniciativa da Prefeitura de São Paulo de prover qualificação profissional para moradores de rua, com o apoio do Senai-SP. Foto: Junior Ruiz/FIESP

O intitulado “Programa de Qualificação Profissional da População em Situação de Rua”, com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Ministério da Educação, teve a meta de garantir profissionalização e emprego para 2.000 pessoas em situação de rua na cidade.

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Aula inaugural no Senai Ipiranga: oportunidade para entrar no mercado de trabalho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

No mês de junho, deu-se início, na unidade do Senai-SP Ipiranga, às aulas da primeira turma com 14 alunos no curso de mecânico de motor ciclo diesel. A perspectiva era de que essa oportunidade era mais do que uma chance de ingressar no mercado de trabalho, mas sim a possibilidade de mudar de vida.

O presidente da Fiesp,  Paulo Skaf, justificou o apoio das indústrias à essa iniciativa: “O Senai-SP e o Sesi-SP têm essa preocupação com as pessoas. Nós abrimos, todos os anos, um milhão de matrículas por ano no estado de São Paulo. E esse projeto, que é do carinho e vem do coração do prefeito, agora também faz parte do nosso coração”.

Lei de Cotas e capacitação de pessoas com deficiência

Em 2013, a Fiesp celebrou os 22 anos da Lei de Cotas (a de número 8213/91) e a importância da inclusão ao promover a acessibilidade, o respeito e a cidadania.

Durante o encontro, que debateu a inclusão de trabalhadores com deficiência na sede da Fiesp), constatou-se que São Paulo está acima da média nacional na inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.   O ministro do Trabalho e do Emprego, Manoel Dias, também participou do ato na sede da Fiesp e afirmou que a participação da federação no cumprimento da lei é “fundamental”.

Na ocasião, a fim de expandir a celebração, a Rua das Flores, uma travessa da Avenida Paulista, em São Paulo, virou palco de algumas das melhores práticas adotadas no Brasil em nome da inclusão de deficientes físicos.

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Informações e serviços na Alameda das Flores

O Senai-sp, ao longo de 14 anos, realizou um significativo trabalho de inclusão profissional de pessoas com deficiência, formando milhares os alunos. O resultado prático do trabalho pioneiro realizado pela instituição pode ser visto nas grandes empresas e indústrias paulistas.

A escola Senai Ítalo Bologna, na cidade de Itu, é o grande destaque e referência mundial na capacitação de pessoas com deficiência. São mais de 6 mil alunos preparados para o ingresso no mercado de trabalho.

Cerca de 430 empresas atendidas através de uma assessoria que prepara as instalações para o apropriado recebimento de pessoas portadoras de deficiência. Esses são apenas alguns dos feitos alcançados pela Escola Senai-SP Ítalo Bologna.  

Profissionais do futuro 

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Laboratório do Senai-SP: formação de alto nível, com 16 jovens no WorldSkills. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Para manter a qualidade de ensino, o Senai-SP recebeu, somente no ano de 2013, investimentos de R$ 362,6 milhões, valor 16% maior em relação ao investido no ano anterior. A finalidade foi ampliar unidades, construir novas, adquirir equipamentos de tecnologia e capacitar os profissionais da entidade.

Os investimentos valeram a pena: 16 alunos do Senai-SP foram destaque na Alemanha, durante a 42ª edição do WorldSkills, um dos maiores torneios de ensino profissionalizante do mundo, na cidade de Leipzig.

No total, eles ganharam sete medalhas: duas de ouro, quatro de prata e uma de bronze. O resultado foi motivo de orgulho e os vencedores foram homenageados pelo presidente da Fiesp e do Senai-SP, Paulo Skaf, na sede das entidades.

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Richard Silva, à esquerda, levou a medalha de ouro em polimecânica: talento do Senai-SP. Foto: Divulgação

2013 foi também o ano da etapa estadual da competição: o São Paulo Skills, que aconteceu de 25 a 28 de setembro, no Anhembi e reunindo s mais de 700 alunos competidores.

Ao final, foram premiados os vencedores em 55 categorias diversas. Simultaneamente também aconteceram o “Inova Senai 2013” e o “Desafio de Ideias 2013”.


Retrospectiva 2013 – Maior atuação e interlocução da indústria em todas as regiões do estado

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“Pensar globalmente e agir localmente”. Com essa premissa, as entidades da indústria – a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e a Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai-SP) – no ano de 2013, atuaram em benefícios do desenvolvimento regional, desenvolvendo uma forte articulação e parcerias com prefeituras locais, visando valorizar cada cidade.

Ação regional em prol a educação

No mês de setembro, durante o São Paulo Skills, Paulo Skaf, realizou um encontro com diretores das bases regionais do Ciesp e diretores do Depar/Fiesp.

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Paulo Skaf com empresários e diretores regionais. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Ao falar aos empresários paulistas, Skaf destacou as iniciativas que as entidades da indústria protagonizam em prol da educação e qualificação profissional. “O que está acontecendo aqui é coisa de primeiro mundo. Em poucos países se vê o que está sendo mostrado hoje. Este é um trabalho que faz bem à indústria, ao país e ao nosso Estado”, afirmou.

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Paulo Skaf entre os prefeitos de Cajati, Luiz Henrique Koga, e Penápolis, Célio José de Oliveira. No canto direito: Walter Vicioni, do Sesi-SP e Senai-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Durante todo o ano, os diretorias regionais do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp realizaram forte articulação junto às prefeituras para divulgar e estimular a adoção do Sistema Sesi de Ensino em várias cidades.

No mês de dezembro, foi realizada a assinatura de convênio para implantação do Sistema nos municípios de Cajati e Penápolis, fruto da articulação dos diretores regionais com as autoridades dessas localidades.

Outros municípios que implantaram o Sistema Sesi de Ensino no ano de 2013 foram: Agudos, Anhembi, Araraquara, Bom Jesus dos Perdões, Cajati, Garça, Iperó, Jarinu, João Ramalho, Mairinque, Penápolis, Presidente Epitácio, Reginópolis, Tietê, Guaiçara e Itupeva.

No mês de fevereiro, o recém-empossado  prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, realizou uma visita à sede da Fiesp. O objetivo do encontro foi discutir as possibilidades de parceria na área educacional e de atuação conjunta na candidatura de São Paulo para sediar a Expo 2020, entre outros temas.


Estímulo à inovação em várias cidades 

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Cerca de 50 empresários participaram de palestras no primeiro módulo do NAGI-PG, na Fiesp/Ciesp

A Fiesp, com o apoio do Ciesp e Senai-SP, promoveu uma verdadeira maratona de palestras, por várias cidades paulistas, para capacitar as indústrias a aproveitarem as potencialidades e oportunidades de negócios do setor de Petróleo e Gás.

Por meio do Núcleo de Apoio à Gestão e Inovação do Petróleo e Gás (Nagi-PG) foi desenvolvido um programa para estimular as empresas implantem a cultura da inovação, desenvolvam e forneçam seus produtos e serviços para a cadeia de P&G e aumentem o conteúdo local.

Além da capital paulista, as cidades contempladas com eventos do programa foram Sertãozinho São José dos Campos, Campinas, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto e Campinas.

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Participantes do curso do Programa Nagi-PG visita a Refinaria de Paulínia. Foto: Colaboração Ciesp Campinas

No mês de abril, os participantes do Projeto Nagi-PG visitaram Refinaria Replan, na cidade de Paulínia, com o objetivo de conhecer os procedimentos de cadastramento e identificar oportunidades de projetos e negócios com empresas do setor de Petróleo e Gás. 

Ampliando negócios regionais 

Dois eventos, realizados em ano, tiveram o propósito de valorizar a vocação econômica regional e estimular mais oportunidades de negócios para as indústrias: a Feira Fenasucro e o Dia do Empresário da Indústria da Região de Campinas. 

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Skaf (o segundo da esquerda para a direita) e autoridades na abertura da Fenasucro. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Na abertura da Fenasucro em Sertãozinho, no mês de agosto, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ressaltou a importância da dos investimentos no setor. “[Essa feira] é a vitrine de um setor eficiente, e que faz muito bem ao Brasil”.

Ele afirmou, ainda, que sem investimentos o Brasil poderá enfrentar uma falta de combustível, com a necessidade de importação de gasolina.

Também no mês de agosto foi realizado o evento setorial “Dia do Empresário da Indústria da Região de Campinas”, um encontro para os novos associados das entidades sindicais participantes.

A apresentação, organizada pela Central de Serviços (CSER) da Fiesp, com o apoio da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), contou com a presença de presidentes de sindicatos e de representantes de aproximadamente 100 empresas.

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Empresários conheceram os serviços oferecidos pelos departamentos da Fiesp. Foto: CSER

Durante o evento, representantes do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) de Campinas também mostraram o que as entidades oferecem aos empresários.

No mês de novembro, a Fiesp e o Ciesp realizaram sua maior rodada de negócios em 2013, com a participação de mais de 200 empresários. O evento visou proporcionar o contato com empresas dos mais segmentos, promovendo os primeiros contatos das pequenas e médias com grandes empresas.

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Empresários aprovaram o formato “cara a cara” da Rodada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A rodada fomentou a relação comercial entre os participantes durante as reuniões agendadas previamente e foi uma oportunidade única para dinamizar compras e vendas de produtos e serviços em um mesmo local. “Para 2014, traremos novas oportunidades para as empresas paulistas na área de negócios”, adiantou o coordenador das rodadas e diretor de Produtos e Serviços do Ciesp, José Henrique Correa de Toledo.


Baixada Santista

No início de junho, foi oficializada a ampliação do terminal da Copersucar no Porto de Santos, em cerimônia que contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e de diversas autoridades, como o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab e o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto.

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Paulo Skaf e o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, observam maquete do novo terminal. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Na ocasião, Skaf defendeu a ampliação da capacidade portuária e ferroviária no Brasil: “sou um grande defensor da modernização dos portos. A MP dos Portos é muito positiva para o Brasil. Gera concorrência, o que traz maior eficiência e redução de custos. E é disso que precisamos: reduzir os custos dos serviços nesse país”, afirmou.

No mês de dezembro foi realizado, na sede da Fiesp, o Fórum para o Desenvolvimento do Polo Industrial de Cubatão, evento que reuniu especialistas, empresários e autoridades para discutir e buscar soluções para os principais problemas que entravam os processos de desenvolvimento do polo industrial do município.

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Problema com logística foi tema de debate no fórum Megapolo Cubatão. Foto: Everton Amaro/FIESP


Na abertura do evento, Skaf destacou a importância da região. “A região metropolitana da baixada santista abriga quase 2 milhões de pessoas e tem uma importância tremenda por causa do Pré-sal. E é uma região que está com uma carga de oportunidade muito grande, o que é bom por um lado, mas por outro há uma necessidade de prever coisas e tomar providências para não agravar ainda mais os gargalos”.

Fiesp, AfroReggae e Senai-SP realizam formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Uma noite especial para dez alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Após quase um mês de curso intensivo de panificação na escola especializada no setor alimentício, no bairro da Barra Funda, eles tiveram a oportunidade de receber, na noite desta terça-feira (05/11), os seus diplomas de formação em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Antero José Pereira, presidente do Sindipan, elogiou a qualificação dos alunos pelo Senai-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mais que um diploma, os alunos – todos egressos do sistema prisional – conquistaram a oportunidade de retorno ao mercado de trabalho formal, graças a uma iniciativa conjunta da Fiesp, do Senai-SP e do grupo cultural AfroReggae, com o apoio do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a formatura é muito significativa. “Essas pessoas erraram, pagaram pelos seus erros e têm, sim, que ter oportunidade na vida. E a oportunidade vem com formação, trabalho e emprego.”

Skaf disse ter ouvido depoimentos emocionantes dos alunos e está convencido de que o programa está no rumo certo. “Nosso esforço, através do Senai-SP, é a formação, e através da Fiesp, pelo convênio com o setor da panificação e outros que queremos firmar, é encontrar vagas nas indústrias. A oportunidade do trabalho e do emprego é o que faz com que esse ciclo se forme. Pois não adianta dar a formação profissional e não ter a possibilidade de trabalhar.”

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O presidente da Fiesp e do Senai-SP disse que ficaria ainda mais feliz se estivesse entregando diplomas para um número maior de alunos. “Hoje estamos formando dez alunos, mas o grande desafio é ampliar muito mais e para outros setores. Formarmos centenas, milhares e dando real oportunidade a esses indivíduos de serem pessoas do bem e de poderem ter direito a uma vida feliz e ter tudo o que nós queremos ter.”

Panificadoras

Acreditar nas pessoas. Essa é a razão para o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan) apoiar a iniciativa, segundo o presidente da entidade, Antero José Pereira. “Achamos que as pessoas devem ter novas oportunidades. Após cumprirem suas penas, eles são cidadãos normais e devem ter oportunidades iguais.”

O presidente do Sindipan disse acreditar que o projeto terá pleno êxito, principalmente, devido à participação do Senai-SP. “Se [os alunos] são qualificados pelo Senai-SP, então são profissionais bem qualificados. E o setor da panificação precisa de mão de obra de qualidade”, afirmou.

Chinaider Pinheiro, coordenador do programa “Empregabilidade” do AfroReggae, falou da alegria de estar ajudando esses dez egressos. “É um sonho que muitos vivem sozinhos e não conseguem realizar. E quando eles têm a oportunidade de serem recolocados no mercado de trabalho, depois de encarar diversos preconceitos, é a transformação.”

Agradecendo aos parceiros da iniciativa – Fiesp, Senai-SP e Sindipan – e a todos que direta e indiretamente contribuíram para o projeto, o representante do AfroReggae relembrou que serão muitos os beneficiários dessa ação. “Não estamos ajudando a realização apenas dos egressos, mas de seus familiares, pessoas que buscam apenas uma coisa: oportunidade. Pois são todos iguais a nós”, concluiu.

Convênio

No início da cerimônia de formatura, foi firmado o convênio entre a Fiesp e o Sindipan, que possibilitou a empregabilidade dos alunos em panificadoras  da capital e Grande São Paulo.

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Feira do Trabalho 2013 conta com presença do Senai-SP

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Feira do Trabalho 2013, que acontece entre os dias 13 e 24 de maio, conta com a presença do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) .

O evento é promovido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e atende aos interessados em reciclagem profissional ou aperfeiçoamento através de palestras, cursos e orientações profissionais.

A feira acontece no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo. Mais informações sobre a feira podem ser acessadas através do site: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/trabalho/.

Retrospectiva 2012 – Fiesp investe em ações com foco no capital humano

Agência Indusnet Fiesp

Um dos fatores mais significativos para ampliar a competitividade das empresas – o investimento na qualificação e bem-estar dos profissionais – foi alvo de iniciativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante o ano de 2012.

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Paulo Skaf e Altamiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), durante o Fórum Capital Humano. Foto: Everton Amaro

A entidade promoveu, pela primeira vez, o Fórum Capital Humano Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, um encontro de especialistas e profissionais de Recursos Humanos com o intuito de discutir as questões que afetam o desenvolvimento humano como fator de competitividade nas organizações.

De acordo com o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, o evento teve também o objetivo de aproximar as empresas, por meio de seus profissionais de recursos humanos, às escolas mantidas pelas indústrias, além de apresentar os  produtos e serviços disponibilizados pelo Sesi-SP e Senai-SP.

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VII Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Everton Amaro

A gestão de recursos humanos como fator estratégico para as empresas também esteve no centro dos debates do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Fiesp.

Durante o evento, os empresários tiveram a oportunidade de conhecer serviços e cursos disponíveis em conceituados centros de ensino, como Universidades São Judas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Em junho, a sede da Fiesp e do Ciesp recebeu o fórum setorial ‘Sou Capaz’, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a Lei de Cotas e as regras para empregar pessoas com deficiência no Brasil, parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo.

Capacitação para diversos setores

Outro foco das entidades da indústria foi atender à demanda de capacitação das indústrias de diversos setores. Já no início do ano foram oferecidas, em 42 escolas Senai-SP de 26 municípios paulistas, mais de 3.500 vagas gratuitas para os 28 cursos técnicos. A entidade também ofereceu vagas em 13 cursos superiores de tecnologia nas Faculdades Senai.

No mês de maio, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, anunciou cursos inéditos do Senai-SP em Santos para atender ao setor portuário e retroportuário. O programa contempla a oferta de 1,2 mil vagas em diferentes programas de iniciação, qualificação, aperfeiçoamento e especialização.

Para atender à procura por projetos para o pré-sal, a Fiesp, em parceria com o

Senai-SP e a Universidade de São Paulo (USP), lançou o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi P&G). O programa tem a meta de formar, entre 2012 e 2014, 400 empresas que receberão assessoria para elaborar projetos de inovação e para aprender a requisitar verbas em instituições de fomento. A Iniciativa da Fiesp em conjunto com o Ciesp e o Senai-SP foi destaque no caderno de negócios e carreiras do jornal Folha de S.Paulo.

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Programa NAGI P&G em Sertãozinho, interior de São Paulo. Foto: Divulgação

A Fiesp ainda promoveu uma série de encontros com sindicatos de indústrias, visando desenvolver um programa voltado a necessidades específicas de capacitação de mão de obra. No mês de março, ocorreram os primeiros encontros privilegiando os sindicatos que representam os fabricantes aparelhos elétricos e eletrônicos, as indústrias de iluminação, de fios elétricos e dos setores de borracha e plástico.

Para suprir a demanda de 40 mil profissionais nas áreas de costura, modelagem e corte, o Programa de Formação de Mão de Obra de Costura Industrial disseminou as diversas opções de capacitação para profissionais das indústrias têxteis e de confecção.

Valorização humana

Com o objetivo de estimular as boas práticas no quesito gestão e valorização de seus colaboradores, as entidades da indústria promoveram o Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho (PSQT). Quatro empresas paulistas estiveram no pódio nacional de premiadas.

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Vencedores do Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho. Foto: Julia Moraes


Em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), a Fiesp realizou programas dirigidos ao bem-estar e à qualidade de vida dos trabalhadores, como o Ação Indústria Saudável, na cidade de Birigui, no mês de outubro.

O também ofereceu uma programação especial aos trabalhadores da construção civil. Em pleno canteiro de obras, operários da capital assistiram de forma lúdica à palestra do programa do Administre seu Dinheiro de Forma Consciente.

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Palestra da Dra. Albertina Pizzamiglio, durante a Campanha Pense Rosa. Foto: Helcio Nagamine

A preocupação com a mão de obra feminina foi destacada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.  Durante o Humanidade 2012, ele propôs campanha para garantir creches a todas as mães que trabalham.

No mês de outubro, a entidade participou da campanha Pense Rosa, promovendo uma palestra de conscientização sobre prevenção e combate ao câncer de mama às funcionárias das entidades da indústria.

Retrospectiva 2012 – Fiesp lidera ações para vencer desafios do emprego na indústria brasileira

Agência Indusnet Fiesp

Ao longo do ano de 2012, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhou mês a mês os números de ocupação na indústria paulista por meio da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada pelo Departamento de Economia da entidade (Depecon).

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Paulo Francini divulga a Pesquisa do Nível de Emprego na indústria. Foto: Julia Moraes

Na pesquisa mais recente, em novembro, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecom) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Francini, fez uma estimativa de 60 mil vagas de trabalho a menos no ano de 2012. No entanto, ele avaliou que a desaceleração da queda no emprego em novembro “pode ser o princípio de um sinal positivo” para a indústria em 2013.

Preocupada com a competitividade e o crescimento do país, se engajou em debates e ações em busca de soluções para aumentar a competitividade brasileira e assim garantir mais empregos, diminuindo a enorme lacuna de profissionais qualificados.


Busca de soluções

Em fevereiro, o presidente da Fiesp encontrou-se com líderes dos trabalhadores para discutir recuperação da indústria.


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Paulo Skaf e líderes de centrais sindicais. Foto: Junior Ruiz


Esses diálogos culminaram em um movimento de empresários e trabalhadores pela competitividade brasileira e manutenção do emprego.

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Equipes de reportagem cobriram o Grito de Alerta na Assembleia Legislativa de SP


Manifesto Grito de Alerta em Defesa da Produção e Emprego movimentou trabalhadores e empresários em cinco capitais brasileiras e foi destaque na imprensa.

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Cassius Marcellus Zomignani e Sydney Sanchez em reunião do Dejur. Foto: Everton Amaro

Os obstáculos à geração de emprego foram alvo de vários debates na Fiesp ao longo do ano. No mês de abril, o Conselho Superior Jurídico (Conjur) da Fiesp reuniu especialistas para discutir a oneração da folha de pagamento .

Em setembro, o Ministério da Fazenda divulgou lista com 25 setores que entraram para a lista de desoneração da folha de pagamento. Entre eles, 20 eram de segmento industrial. O presidente da Fiesp, em nota oficial,  elogiou a iniciativa, mas enfatizou a importância de desonerar também os itens da cesta básica dos trabalhadores.

No mesmo mês, a senadora Marta Suplicy veio à Fiesp apresentar aos empresários suas propostas para mudança do FGTS. O anteprojeto defende extinção da multa de 10% devida pelo empregador ao FGTS, em caso de demissão sem justa causa.

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Senadora Marta Suplicy é recebido por Paulo Skaf e Guilherme Sabino Ometto. Foto: Junior Ruiz



A proposta da senadora Marta Suplicy também foi avaliada em reunião do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp. O especialista Cassius Zomignani, diretor do Desin, avaliou que há necessidade de adequação da base de cálculo do FGTS, para afastar a insegurança jurídica que as empresas enfrentam.

Debates

Ao longo do ano, a Fiesp se engajou em debates e ações para vencer esses desafios. A visão empresarial sobre investimento em Capital Humano esteve presente nas pautas de grandes eventos promovidos pela entidade, como o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria e o Forum do Capital Humano .

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A gestão de recursos humanos foi destaque no Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Everton Amaro



No Fórum Capital Humano, o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, afirmou que a expectativa é de aquecimento dos empregos.

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Fórum Capital Humano debateu os instrumentos para capacitação competitiva dos trabalhadores. Foto: Everton Amaro

No mesmo evento, levantamento do Sebrae-SP demonstrou que a queda de emprego foi sentida ainda mais nas micro e pequenas indústrias.

A perspectiva de redução do desemprego foi apontada no seminário A Indústria Frente à Necessidade e Conhecer seu Mercado, na Fiesp, como item essencial para manter o varejo aquecido e a economia brasileira em crescimento.

Salário não é o principal fator de retenção de mão de obra, segundo professor da FEA-USP

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Há uma ênfase excessiva no papel do salário para retenção das pessoas. A afirmação é de Luiz Stevanato, doutor em administração de empresas e professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

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Luiz Stevanato, professor da FEA-USP

Ao participar do painel A gestão de pessoas alinhada à estratégia das micro e pequenas empresas, durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI),  Stevanato disse que, mesmo com o aumento salarial, o trabalhador, em pouco tempo, estará novamente insatisfeito.

Na visão do professor há outros fatores mais relevantes para reter mão de obra: política adequada de remuneração, benefícios e carreiras; preferência a quem tem facilidade de acesso ao local de trabalho; avaliação da personalidade e de valores mais adequados à empresa; objetivos desafiadores e premiação; avaliação do desempenho e feedback – o gestor precisa ser treinado para isso; ouvir com atenção as pessoas (isso muda a qualidade da relação); e criar um ambiente mais acolhedor.

O painel também abordou temas como retenção de talentos, capacitação empresarial, área de recursos humanos estratégica, benefícios e cargos e salários. “O gestor deve tomar muito cuidado com quem contrata. Os critérios mais usados para avaliar um profissional são: resultado, competência e personalidade”, afirmou Stevanato ao ressaltar que “é preciso discutir qual sistema de RH melhor se adequa ao seu negócio”.

O professor alertou ainda que, embora a mão de obra seja abundante, há escassez de qualificação, principalmente porque o índice de analfabetimo funcional é uma realidade. “Todo empresário enfrenta essa difícil situação”, afirmou Stevanato.

Segundo ele, as empresas precisam saber dimensionar e escolher diferentes sistemas de gestão de pessoas. “É preciso encontrar um caminho para conduzir a gestão de RH da sua empresa”, aconselhou Stevanato ao apresentar um estudo que mostrou empresas do mesmo segmento que atuam com diferentes modelos de estratégia em gestão de pessoas.

“Quem é gestor de uma empresa – pequeno ou grande – não resolve um problema, mas gerencia a confusão. Você faz o melhor que pode para administrar uma situação”, afirmou.

Ao finalizar, o professor lembrou que toda empresa, seja de pequeno, médio ou grande porte, precisa de um sistema de gestão de pessoas, e que um sistema de RH de baixo custo não significa má remuneração ou se afastar da realidade do mercado: “você vai ter que descobrir formas para se adequar ao mercado e não ficar para trás”, concluiu.

Gestão de recursos humanos como fator estratégico é debatida no VII Congresso da MPI

Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

“Criar um negócio exige uma responsabilidade muito grande. Você sonha com o empreendimento e para desenvolvê-lo é preciso trazer pessoas capacitadas para realizar este sonho ao seu lado”, afirmou Carlos Bittencourt, diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp, durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, na manhã desta quarta-feira (10/10), no hotel Renaissance, em São Paulo.

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Carlos Bittencourt, diretor do Dempi/Fiesp

No painel A Gestão das Pessoas alinhada a Estratégia das Micro e Pequenas Empresas, Bittencourt enfatizou a importância do investimento em capital humano e afirmou que as organizações devem voltar suas ações para a satisfação de seus colaboradores.

Carlos Bittencourt (ao centro na foto) considerou ainda a relevância das funções ligadas ao setor de recursos humanos no processo de recrutamento e capacitação de funcionários dentro das médias e pequenas indústrias (MPIs), onde muitas vezes este papel é desempenhado pelo proprietário ou outro gestor da empresa.

Projeto Capital Humano

Para compor o grupo de debatedores do painel, também estava presente o diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho.

Ele demonstrou a importância do Projeto Capital Humano, além de outros projetos da Federação, nos processos de seleção e aprimoramento de mão de obra em indústrias distribuídas por todo o Estado de São Paulo.

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Da esquerda para direita: Donizetti Tadeu Moretti, Luiz Stevanato, Carlos Bittencourt, Sylvio de Barros, Ana Paula Henriques.

O Projeto Capital Humano é uma pesquisa que consiste num ranking estatístico de vários segmentos de atuação profissional, como o da construção civil, têxtil, petroquímico, entre outros.

O estudo, desenvolvido pela Fiesp, oferece dados sobre as capacidades exigidas para o exercício da profissão, os municípios preponderantes onde ela é comum, o salário médio e a quantidade de funcionários existentes no Estado.

Barros também comentou o incentivo que as escolas do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) representam para as MPIs. Com 85% de suas vagas destinadas aos filhos de industriários, as escolas podem ser um fator determinante para a capacitação de mão de obra e retenção de talentos.

“A aproximação entre indústria e escola é uma ferramenta que pode ser muito bem utilizada pelos empresários. As indústrias devem investir na capacitação de seus colaboradores e, para isso, necessitam de profissionais qualificados na área de Recursos Humanos”, concluiu o diretor do Depar.

Estratégias e desenvolvimento humano

“Não existe um caminho único para gerenciar funcionários. Cada empresa possui uma forma própria de lidar com a gestão de pessoas”, afirmou o diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), Donizetti Tadeu Moretti.

O diretor da ABRH-SP falou sobre a individualidade empresarial no que diz respeito à gestão de recursos humanos, destacando a influência e a participação do setor nas estratégias das organizações.

Moretti comentou a falta de verba das MPIs na formação de um setor de RH bem estruturado e lembrou: “empresários, vocês fazem a gestão de pessoas”.

A líder de remuneração executiva da Mercer, Ana Paula Henriques, abordou as cinco principais âncoras no processo de retenção de mão de obra dentro das empresas. São elas: perspectivas de carreira, remuneração, reconhecimento, o gosto do profissional pelo trabalho em si e o equilíbrio entre qualidade de vida profissional e pessoal.

A executiva frisou que a felicidade dos funcionários está diretamente associada ao lucro das empresas. Neste contexto, os profissionais mais engajados e mais satisfeitos com seu trabalho resultam em índices elevados de estratégias de sucesso dentro das organizações.

‘Estamos preparados para atender à demanda de mão de obra da indústria paulista’, afirma Walter Vicioni

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Walter Vicioni, no Fórum Capital Humano

O Senai-SP é uma agência que oferece soluções para indústria e também para os trabalhadores. Esta é a opinião do Superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, que ministrou a palestra Sesi Senai de São Paulo – Compromisso da indústria com a educação básica e profissional, no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado nesta terça-feira (02/10), no Teatro do Sesi São Paulo, na capital.

“O Senai-SP é uma instituição que conseguiu se moldar às mudanças do tempo. Oferecemos uma formação profissional em sintonia com as necessidades do mercado de trabalho. Os cursos de educação profissional podem ser aplicados na escola, na empresa ou assumir uma forma mista na empresa e escola ”, avaliou.

Durante sua explanação, Vicioni afirmou que os investimentos realizados na área de educação tornaram-se a grande marca da gestão do presidente das entidades Paulo Skaf. Entre os projetos, o superintendente do Sesi-SP destacou a implantação do ensino fundamental em tempo integral e o ensino médio articulado com os cursos de formação profissional do Senai-SP.

“Com a articulação do Sesi e do Senai vamos formar um profissional que de fato faça a diferença no mercado. Para que uma indústria se torne competitiva ela precisa ter na sua base profissionais capacitados e é isso que  Fiesp deseja”, afirmou.

De acordo com Viconi, o Senai-SP e o Sesi-SP são duas instituições de ensino que estão à frente de sua época.  Como exemplo, destacou a metodologia aplicada pela instituição que possibilita a formação completa, por meio de prática esportiva, recursos tecnológicos e alimentação, estimulando o desenvolvimento econômico e social do país.

“Nós implantamos o regime de tempo integral com currículo de 36 horas, educação articulada com base no currículo planejado em articulação com Senai-SP. Com isso, passamos a oferecer 300 mil refeições por dia”, disse Vicioni ao ressaltar as parcerias realizadas entre o Sesi-SP e prefeituras do município de São Paulo: “a melhor escola é aquela que oferece educação para todos e, por isso, a Fiesp decidiu contribuir com a melhoria do ensino oferecido pelas  escolas públicas”, completou.


Entrevista com Sylvio de Barros: ‘investir em Capital Humano é necessário para a competitividade’, diz diretor da Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil teve um crescimento econômico nos últimos anos, mas o país terá dificuldades no futuro se não investir em educação. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o desenvolvimento. A opinião é de Sylvio de Barros, diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que promove nesta terça-feira (02/10) o Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.

Veja a entrevista com  o titular do Depar/Fiesp:

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Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp

Nesta terça-feira, a Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP  promovem o Fórum do Capital Humano. Quais os principais objetivos do evento?

Sylvio de Barros – O evento foi idealizado para aproximar as indústrias, por meio de seus profissionais de Recursos Humanos (RH), às escolas mantidas pelas indústrias. Queremos que eles conheçam os  produtos e serviços do Sesi-SP e Senai-SP. Mas, mais do que isso, o objetivo é construirmos, juntos, um relacionamento dinâmico voltado ao desenvolvimento humano como fator de competitividade nas organizações.

O conceito Capital Humano no mundo empresarial não é novo. O senhor acredita que as empresas já assimilaram esse conceito ou essa nova visão de RH na gestão de suas estratégias e investimentos?

Sylvio de Barros Eu diria que não é uma “nova visão”, mas uma necessidade para empresas hoje. É uma necessidade que os gestores de Recursos Humanos estejam presentes em todas as decisões das empresas.

Até que ponto investir em capital humano pode impactar na competitividade das indústrias e do país?

Sylvio de Barros – Hoje o Brasil encontra-se em uma situação privilegiada. Ocupa a 6ª posição na economia global, com um PIB perto dos US$ 2,5 trilhões, superando países como Inglaterra, Itália, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e Coreia.

Mas, se analisarmos outro ranking internacional, o da Competitividade, veremos, surpresos, que estamos na 48ª posição. E no ranking da Educação estamos na 116ª posição.

Embora tenhamos alcançado o crescimento econômico,  enfrentaremos uma equação difícil no futuro se não investirmos em Educação. E diria mais: para suportarmos a nova condição econômica do País, recursos financeiros e tecnológicos não bastam. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o nosso desenvolvimento. É preciso desenvolver mais competências.

Países como a China e Coreia, que obtiveram forte crescimento econômico e tecnológico nas últimas décadas, incluíram Educação e Formação Profissional como itens estratégicos de desenvolvimento de longo prazo.  No Brasil isso não ocorreu. O senhor considera que o empresariado pode contribuir com isso?

Sylvio de Barros – Não só pode como deve. Acredito que o empresário tem a obrigação de contribuir para capacitação profissional. A indústria já dá uma importante contribuição mantendo instituições de referência como Sesi e Senai.

Mas, é necessário que o empresário tenha conhecimento sobre essas escolas e se integre mais a esse processo, incentivando seus funcionários a se beneficiar dessa capacitação o que, no final, beneficiará não só o colaborador como também a empresa. Criar essa sinergia é exatamente o intuito do Fórum que estamos realizando hoje.

Qual a principal dificuldade das micro e pequenas empresas em investir na capacitação de seus funcionários?

Sylvio de Barros – Sabemos que as indústrias enfrentam alta taxa tributária e juros que impactam sua competitividade. Mas não há outro caminho. É preciso investir em competências e em talentos para manterem-se competitivas. E isso é válido para empresas de todos os portes.

Nesse Fórum convidamos escritórios de contabilidade que, na prática, executam o trabalho de Departamento Pessoal para as pequenas empresas. Os empresários devem exigir desses escritórios uma consultoria mais focada na gestão de Recursos Humanos. E para isso eles podem contar com todas as ferramentas e serviços do Sesi e Senai.

As pequenas indústrias, com poucos funcionários, que necessitam dos cursos tecnológicos do Senai, podem se unir a outras pequenas empresas do mesmo setor e solicitarem, juntas, um módulo específico dos Cursos do Senai para esse grupo.

Elas podem utilizar também o Sistema do Capital Humano, uma plataforma online, por meio do qual localizam as escolas e cursos de sua região ou cidade, entre outros dados importantes. Para utilizar esse serviço basta acessar o site da Fiesp no item Capital Humano. É gratuito e acessível para todas as indústrias.

Investir em Capital Humano implica em vários aspectos, como educação tecnológica, inclusão social e de Pessoas com Deficiências (PCDs) e até qualidade de vida e cultura.  Quais as informações e serviços sobre esses tópicos serão disponibilizados para as empresas durante o Fórum?

Sylvio de Barros – O Fórum está abordando temas pertinentes à visão moderna de Recursos Humanos (RH) e das relações de trabalho. Estamos mostrando o Sesi e o Senai como ferramentas para tornar as empresas mais competitivas e oferecendo atendimento exclusivo com os responsáveis dessas escolas.

Convidamos representantes do Ministério do Trabalho e do INSS para esclarecer as dúvidas das empresas sobre a aplicação da Lei de Cotas e a melhor forma de implementá-la.

Contamos também com a participação dos profissionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP) que trazem informações específicas à gestão de Recursos Humanos, como os entraves encontrados ao longo do processo e a nova visão do papel do Capital Humano nas empresas.

Sesi e Senai são fundamentais para superar dívida com educação, comenta ministro do Trabalho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Brizola Neto: Sesi e Senai são parceiros na execução de politicas que oferecem educação para população

Os programas de educação básica e qualificação profissional oferecidos pelo Sesi e pelo Senai são exemplos para todas as instituições do país, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto.

Brizola Neto participou da edição 2012 do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.  O encontro reúne gestores de Recursos Humanos da indústria e especialistas do setor para discutir como aproveitar melhor a formação educacional e qualificação profissional.

“O Sesi e o Senai são parceiros fundamentais nesse desafio que o Estado brasileiro tem de superar essa dívida secular com educação. São parceiros justamente na execução de politicas que oferecerem educação para nossa população”, afirmou Brizola Neto a jornalistas após participar da abertura do evento.

Projeto Capital Humano

O Fórum, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira (02/10), é fruto do Projeto Capital Humano, elaborado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da entidade.

“O objetivo principal é aperfeiçoar as diversas ações da Fiesp implementadas a partir do Ciesp, Sesi e Senai, todos envolvidos na formação educacional e na capacitação profissional num esforço único e orquestrado”, afirmou Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Depar.

Fórum Capital Humano: ‘Mais que falar em educação, indústria faz e busca resultados’, diz Skaf

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na cerimônia de abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, evento que acontece ao longo desta terça-feira (02/10) no Teatro do Sesi-SP, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf,  valorizou as realizações do sistema Sesi-SP/Senai-SP de ensino, que atende a cerca de um milhão de alunos.

“A gente prega, mas muito mais que pregar e falar [sobre educação], a indústria realmente faz e busca resultados concretos”, afirmou Skaf, também presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).


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Paulo Skaf em seu pronunciamento. Sentados, Sylvio de Barros (diretor-titular do Depar), Brizola Neto (ministro do Trabalho), Walter Vicioni (superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP) e Carlos Ortiz (secretário estadual do Emprego). Paulo Skaf. Foto: Everton Amaro.

Em seu pronunciamento, Skaf enumerou iniciativas do Sistema Fiesp para melhorar a qualidade da educação do país. Entre elas, o novo telecurso em conjunto com Fundação Roberto Marinho, o convênio com o governo do Estado de São Paulo para proporcionar MBA em gestão a 3.200 diretores de escolas públicas e as parcerias com prefeituras para adoção do Sistema Sesi de ensino.

Destacou ainda o investimento da indústria paulista na formação de base em tempo integral por meio do Sesi-SP. “Tem que começar na base, com as crianças, desde cedo, com alimentação, esporte, atividades culturais.”

Citando a recente visita do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP disse ainda que o Brasil ultrapassou os britânicos como potência econômica, mas ainda tem muito a avançar para atingir o mesmo status como país. “Enquanto não tivermos educação de qualidade, enquanto não dermos a verdadeira independência, a verdadeira emancipação, não adianta. Porque o que importa mesmo são as pessoas.”

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Skaf: Quem é gestor de capital humano tem que ter coragem de defender políticas que respeitem e valorizem as pessoas. Foto: Junior Ruiz

Conversando com a plateia, formada principalmente por gestores de recursos humanos, Skaf disse que a missão desses profissionais ultrapassa o limite das empresas. “Vocês são responsáveis pelos talentos. Quem é gestor de capital humano não pode ter receios. Nessa área tem que ter coragem de defender aquilo que seja correto: uma política que respeite e valorize as pessoas para que alcancem o potencial máximo. O que é muito bom para as empresas e para a competitividade do país.”

O presidente da Fiesp convidou Altamiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), para subir ao palco e adiantar alguns pontos da parceria entre as duas entidades, visando a formação de gestores no segmento.

Por fim, fez um elogio ao ministro do Trabalho,  Carlos Daudt Brizola Neto, que discursara momentos antes. “O senhor é um homem de bem, que quer fazer as coisas corretas. Tudo isso significa Brasil. E nós estamos aqui como brasileiros acima de tudo. Eventuais divergências há entre todo mundo. Temos que estar realmente juntos para a construção do Brasil”, disse Skaf, sugerindo em seguida ao ministro a solução de obstáculos que, de acordo com o presidente da Fiesp, prejudicam o emprego e sobre os quais todo mundo é contrário, inclusive centrais sindicais.

Gestores de RH discutem melhor utilização de produtos e serviços na formação educacional e qualificação profissional

Agência Indusnet Fiesp

No próximo dia 2 de outubro, gestores de RHs estarão lado a lado na discussão dos melhores métodos de gestão nesta área das empresas. Durante todo o dia, os participantes vão acompanhar, no Teatro do Sesi São Paulo, o Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.

O evento, gratuito, será realizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

O objetivo dos organizadores é promover a aproximação entre os gestores de recursos humanos da indústria, do Sesi e do Senai, visando à melhor utilização dos produtos e serviços referentes à formação educacional e qualificação profissional.

Organizado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, o Fórum reunirá empresários e RHs das empresas filiadas aos 131 sindicatos da entidade da indústria paulista.

Confira a programação.

Atividade industrial sobe 0,3% em julho; recuperação ocorre com pouca força e ano será negativo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon, durante coletiva do INA. Foto: Everton Amaro

O crescimento de 0,3% do Indicador de Nível de Atividade da indústria (INA) na série com ajuste sazonal em julho sobre junho sinaliza recuperação do setor, porém não dever ser suficiente para que 2012 seja um ano positivo para o setor produtivo. A avaliação é de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

As entidades divulgaram os números da indústria de transformação na manhã desta quinta-feira (30/08).

“Já transcorremos sete meses de 2012, nos restam cinco e não teremos prorrogação. Mesmo acreditando em certa recuperação no segundo semestre, 2012 ainda será considerado um mau ano”, projetou Francini.

De acordo com cálculos da Fiesp e do Ciesp, para fechar 2012 negativa em 4,4%, a atividade industrial terá de registrar, de agosto a dezembro, um crescimento de 0,8% ao mês. “Portanto, mesmo com uma recuperação forte nos meses restantes vamos terminar em torno de 4%”, afirmou o diretor-titular, acreditando ser um movimento praticamente impossível.

O prognóstico da Fiesp para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 também não é otimista. Enquanto a previsão da entidade em julho para o PIB era de 1,8%, em agosto, no entanto, ela foi revisada para baixo a um crescimento de 1,4%. Para o segundo trimestre a federação espera crescimento de 0,4% em relação ao primeiro período do ano.

Recuperação “aquietada”

Os resultados positivos do INA em junho e julho forjam um cenário de recuperação com força “aquietada”, na avaliação de Francini. “Já tivemos o segundo mês positivo do índice. Isso nos dá base razoável para dizer que estamos em processo de recuperação e também para dizer que ela não é violenta, e não é como outras que já vivemos”, completou.

INA – Julho/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A variação negativa em 6,4 entre janeiro e julho apurou a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa, com exceção de 2009, quando o indicador chegou a -12%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 4,4%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira alta, passando para 81,3% em julho, ante 80,5% em junho deste ano. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente aumentou cerca de dois pontos percentuais, 82,2% no mês passado contra 80,7% em junho.

Dos setores avaliados pela pesquisa em julho, o segmento de Produtos Têxteis apresentou leve queda 0,5% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. Já o setor de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 2,7% sobre junho, em termos ajustados. Enquanto a atividade da indústria de Veículos Automotores se destacou entre os comportamentos de alta, com variação positiva de 5,3%, com ajuste, na comparação com junho.

Selic

Na véspera (29/08), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou um corte na taxa básica de juros Selic em 0,50 ponto percentual, para 7,50 por cento ao ano. “Há muito tempo não víamos isso no Brasil. É um movimento extremamente exitoso conduzido pelo Banco Central que no prazo de um ano promoveu uma redução de cinco pontos percentuais na taxa Selic”, afrimou Francini.

De acordo com o diretor-titular, a trajetória de queda da Selic já surtiu efeito na economia, mas o reflexo não é sentido em sua totalidade uma vez que existe uma demora entre a tomada da decisão e sua chegada ao mercado. “Se não fosse a redução da taxa Selic teria sido pior.”

Expectativa

Pesquisa Sensor – Agosto 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de agosto, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 50,5 pontos contra 49,6 pontos em julho.

Já o item Mercado registrou alta de três pontos no mês corrente e chegou a 55,8 pontos versus 52,2 pontos em julho. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas que também subiu de 47,9 pontos no mês anterior para atuais 55 pontos.

O indicador de Estoque passou para 45,3 pontos em agosto ante 43,2 pontos em julho. Enquanto o Emprego ficou estável em 47,4 no mês corrente contra 48,5 pontos no mês anterior. Já a percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de sete pontos, passando de 56,3 pontos em julho para 49,3 pontos em agosto.

Sesi-SP ganha Prêmio Marca Brasil pelo 7º ano consecutivo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O trabalho do Sesi-SP para bem-estar e segurança no trabalho foi reconhecido pela 13ª edição do Marca Brasil, importante prêmio que laureia práticas do setor empresarial brasileiro.

A marca Sesi-SP venceu, pelo sétimo ano consecutivo, na categoria Melhor Marca de Ginástica Laboral e pela primeira vez como Melhor Marca de Serviços para a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat).

Nesta edição de 2012 foram pesquisadas 238 categorias de 14 setores da atividade econômica e premiadas 166 marcas de empresas ou produtos. Em 12 anos, o prêmio apurou  442 votos, pesquisou 587 categorias, abrangeu 26 setores econômicos e premiou 679 marcas de empresas ou produtos.

Skaf anuncia cursos inéditos do Senai-SP para atender setor portuário e retroportuário

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf, anunciou na última sexta-feira (11), no Salão Nobre da prefeitura de Santos, a criação de mais de 1.200 vagas para cursos profissionalizantes do setor portuário e retroportuário.

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Atualmente, o porto de Santos é o 41º no ranking mundial de movimento de carga e apresenta crescimento de 8% ao ano, o que significa a movimentação de mais de 100 milhões de toneladas de mercadorias por ano.

Os novos programas serão ministrados da Escola Senai Antonio Souza Noschese, na Ponta da Praia, com foco na iniciação, qualificação, aperfeiçoamento e especialização profissional. As vagas, gratuitas e pagas, estarão disponíveis para empresas do segmento e a comunidade em geral.

Técnico em portos

O pacote de programas de capacitação também contemplará o Curso Técnico em Portos, o primeiro do gênero ofertado pelo Senai-SP no país. O curso será oferecido no período noturno, terá 32 alunos e o ingresso será realizado via processo seletivo. A expectativa da entidade é iniciar as inscrições no próximo mês.

O conjunto de cursos para o setor atenderá às áreas de gestão, operação, manutenção e segurança, com a finalidade de preencher as necessidades todas as vertentes da cadeia produtiva portuária. Após a formação, os profissionais poderão executar operações portuárias em conformidade com a legislação e as normas de saúde, higiene, segurança e meio ambiente.

Para desenvolver os conteúdos programáticos, o Senai-SP obteve a colaboração de agências marítimas, consultorias, terminais de contêineres e do Centro de Excelência Portuária (Cenep).

Educação como prioridade

Segundo Skaf, foram investidos mais de R$ 12 milhões no Senai de Santos para adequá-lo às necessidades de capacitação do segmento. “O que está faltando no país é a qualificação do século XXI, que exige novo perfil da mão de obra, por isso a indústria paulista investe maciçamente em educação”, ressaltou.

O prefeito de Santos, João Paulo Papa, destacou que o município de Santos assumiu o papel estratégico para o desenvolvimento do país em decorrência da importância do porto de Santos.

O secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos, Sergio Aquino, sublinhou a grande participação do presidente da Fiesp e do Senai-SP na questão da competitividade do Porto de Santos. “A criação desses cursos é o resultado desse importante envolvimento”.

Para Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP, os novos cursos promoverão o crescimento regional. “Paulo Skaf elegeu a educação como prioridade de sua gestão por acreditar que o desenvolvimento do país está ligado ao crescimento das pessoas”.

Ampliação do Sesi Santos

Durante a solenidade, Skaf também informou que a indústria paulista investirá mais de R$ 37 milhões no Sesi de Santos. A unidade receberá uma nova escola e modernizará as instalações existentes para ampliar o ensino fundamental em tempo integral.

Segundo o prefeito Papa, na próxima semana será formalizado o projeto de lei para a doação definitiva do terreno onde já funciona o Centro de Atividade Dr. Paulo de Castro Correia.


Fiesp promove em junho debates sobre inclusão profissional no Fórum Sou Capaz

Evento: Fórum Setorial Sou Capaz – Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência

Área: Eventos


Local de realização:

Edifício-sede da FIESP – Av. Paulista, 1313 – São Paulo – SP


Data do evento:

27/6/2012


Horário do evento:
08:00 às 12:30


Programa:

PROGRAMA

08h00 – Credenciamento e Welcome Coffee

08h45 – Abertura e composição da mesa principal

09h00 – Apresentações do Programa “Sou Capaz”

09h30 – Contextualizando a Lei de Cotas de Pessoas com Deficiência: Elaboração, Vigência e Eficácia
Frederico Antônio Gracia, Presidente da 73ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB de Guarujá

10h10 – Práticas da Fiscalização do Trabalho para a Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência
José Roberto Melo, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo – MTE.

10h50 – Programa de Reabilitação do INSS como Alternativa de Cumprimento de Cota
Mauro Luciano Hauschild, Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS

11h20 – Acessibilidade e Compatibilidade de Ocupações Profissionais
Helvécio Siqueira, Diretor da Escola SENAI “Ítalo Bologna”, em Itu

12h00 – Panorama da Inclusão Profissional sob o Ponto de Vista do Empresário
Sylvio Alves de Barros Filho, Diretor Titular do Departamento de Ação Regional da FIESP

12h30 – Encerramento

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É preciso previsibilidade para garantir segurança jurídica, diz especialista

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Mestre em Direito Tributário pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Junia Gouveia Sampaio, foi uma das convidadas da reunião do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur), realizada nesta segunda-feira (23/04).

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Da esq. p/ dir.: Cassius Marcellus Zomignani, Sydney Sanches (pres. do Conjur) e Junia Gouveia Sampaio. Foto Everton Amaro

A especialista  ressaltou que é preciso um mínimo de previsibilidade para garantir a segurança jurídica e o posicionamento coerente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua avaliação, uma das causas da insegurança é a dificuldade em se estabelecer coerência entre os argumentos utilizados. “Muitas vezes se parte do pressuposto de habitualidade. Auxílio-educação é um benefício habitual, mas o STJ entendeu que tem caráter indenizatório, verba paga não pelo trabalho executado, mas para o trabalho, a fim de melhorar a condição de seu empregado. O mesmo ocorre quanto ao auxílio-creche”, alegou, defendendo o necessário estabelecimento de pressupostos.

No entendimento da especialista, é preciso definir o que é remuneração. “Por exemplo, se equivale ao conceito de salário e contribuição que está na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Lei 8.212, e se estes valores estão ligados a um serviço efetivamente prestado, pois isto terá impacto em férias, auxílio-doença, salário maternidade etc”, pontuou.

Junia acredita que a mesma discussão em torno da legalidade envolve o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) e o Fator Acidentário de Prevenção (FAP): “O STJ considerou a matéria de índole constitucional. Há uma ausência de transparência na determinação do que seria este fator previdenciário e qual a distinção correta entre as empresas que justifica seu reenquadramento e os graus considerados leve, médio e grave”, concluiu.