Iniciativas Sustentáveis: Ambev – Treinamentos técnicos para todas as áreas

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Por Karen Pegorari Silveira

Em 1952, nascia em Nova York, nos Estados Unidos, a primeira universidade corporativa do mundo: Crotonville Hill, o centro de treinamento de uma multinacional de tecnologia e serviços. Pelas salas de aula americanas passaram alunos renomados, presidentes da empresa e executivos muito admirados do mundo.

Universidade corporativa é um tipo de instituição de ensino técnico e superior, em nível de graduação e pós-graduação, vinculada a empresas privadas e públicas. Seu objetivo é oferecer cursos customizados para os colaboradores da organização, reduzir custos com treinamentos externos e obter rapidez na formação da mão de obra.

Muitas empresas também utilizam esta estratégia no Brasil, como é o caso da companhia de bebidas Ambev, que oferece a Universidade Ambev (UA) a funcionários de todos os níveis hierárquicos.

Criada há 20 anos, inicialmente como Universidade Brahma, a UA oferece hoje 42 programas, em módulos presenciais e online, com treinamentos técnicos para todas as áreas funcionais da companhia.

O diferencial da UA é seu modelo de formação, que conta com a participação ativa de líderes de diversos setores ministrando treinamentos, identificando lacunas e elaborando propostas educacionais para suprir as necessidades dos colaboradores em todos os níveis organizacionais. A coordenação da universidade é feita por uma equipe corporativa, que conta com um gerente e um especialista, além de uma equipe do Centro de Serviços Compartilhados formada por um coordenador e quatro analistas de gente e gestão.

Atualmente, a UA é dividida em três eixos temáticos – Liderança e Cultura, Funcional e Método – e os treinamentos abrangem as áreas de vendas, fabril, marketing, logística, administrativo e financeiro.

O eixo Liderança e Cultura promove o perfil do líder e tem como premissa utilizar exemplos de liderança e de funcionários que trabalham dentro das diretrizes da Cultura Ambev, com foco nos pilares Sonho, Gente e Cultura. Além de oferecer dicas práticas, ferramentas e conceitos a respeito dos temas, os programas utilizam ferramentas que ajudam o líder e o funcionário a conhecer e entender seu próprio perfil e, a partir daí, buscar a evolução constante.

O eixo Funcional procura desenvolver e aprimorar o conhecimento técnico em todas as funções da companhia, tendo como base melhorias no desempenho operacional, comercial, produtivo e em áreas de suporte. Já o eixo Método está focado em disseminar as práticas e ferramentas de gestão por meio da visão sistêmica do negócio.

Os cursos são presenciais ou realizados por meio de ferramentas como e-learning (UA on-line) e televisão corporativa (TV AmBev), transmitida via satélite, que tem as funções de veículo de comunicação e de transmissão de conhecimento para todas as unidades da empresa. Em 2014 a empresa iniciou um projeto piloto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que contempla cursos profissionalizantes de 180 horas, mais de 1450 funcionários se formarão em 21 unidades da cervejaria.

Por ano, a instituição capacita mais de 1450 mil técnicos e só em 2015 o investimento foi de R$ 40 milhões, com treinamento de mais de 5.600 mil pessoas. Em 2016, a meta é atingir até 1600 colaboradores.

A gerente de desenvolvimento de gente e engajamento, Fabíola Higashi Overrath, diz que o investimento em gente é contínuo. “Ele integra todos os programas de treinamento e aprendizagem da companhia e atinge todos os níveis hierárquicos. Todo esse trabalho fez com que fôssemos reconhecidos pela Fundação Instituto de Administração (FIA) como uma empresa ‘fábrica de líderes’”, diz.

Sobre a Ambev

Nascida no ano 2000, com a fusão das centenárias cervejarias Brahma e Antarctica, a Companhia de Bebidas das Américas foi sucedida pela Ambev. Hoje opera em 16 países das Américas e está entre as maiores cervejarias globais. Sua marca de cerveja Skol é a 3ª mais consumida no mundo e seu refrigerante Guaraná Antarctica é líder histórico no mercado brasileiro do segmento de guaraná.

Iniciativas Sustentáveis: Ford – Formação técnica e comportamental

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Por Karen Pegorari Silveira

A cidade de Camaçari (BA) é um dos municípios mais ricos do Nordeste do Brasil. Fundado em 1758, conheceu grandes modificações populacionais na década de 70 com a implantação do polo petroquímico e, em 2000, com a chegada da Ford, que gerou empregos, demandou maior oferta de serviços e, em troca de benefícios e subsídios, qualificou e formou a mão-de-obra local.

Para isso, a empresa lançou um programa de educação para jovens da rede pública municipal de ensino, com foco no ingresso no mercado de trabalho. Ele faz parte das ações de responsabilidade social da empresa e é financiado pela Ford Fund, braço filantrópico da montadora, em parceria com o SESI e o SENAI.

Foram selecionados estudantes da rede estadual de ensino que apresentaram melhor histórico escolar (foco em português e matemática) e boa performance na entrevista pessoal. Todas as escolas de ensino médio de Camaçari foram envolvidas na seleção.

As aulas são de segunda à sexta-feira, 4h por dia, com frequência mínima obrigatória de 75% das aulas. Também é oferecido lanche e transporte e a execução é feita pelo Sesi, instituição parceira da Ford na operação de projetos sociais. 

Na fase 1, há aulas de comportamento no ambiente de trabalho, Comunicação escrita; matemática e lógica; inglês básico; informática; segurança e proteção da saúde no ambiente do trabalho; 5S; 3R; higiene pessoal; gerenciamento do tempo; administração do seu dinheiro; ética; relacionamento interpessoal; formação social e pessoal. Além de palestras de executivos da empresa sobre carreira; visita à fábrica da Ford; atendimento odontológico; e teste de aptidão para a fase 2.

Na fase 2, os cursos técnicos capacitam para os cargos de auxiliar de eletricista; auxiliar de mecânico de automóveis; auxiliar de mecânico de máquinas industriais; e auxiliar administrativo.

Na fase 3 é a seleção para o Programa Jovem Aprendiz da Ford com 30 vagas, o que inclui 9 meses de curso no Senai e mais 8 meses de experiência prática na fábrica.

Este programa teve início em 2013 e, desde então, já foram atendidas 90 escolas, 2855 alunos e 263 professores. No ano passado, 40 escolas participaram e mais de 1200 alunos e 122 professores foram beneficiados.

Para o presidente da Ford na América do Sul, Steven Armstrong, o programa vai além de premiar os alunos com melhor desempenho. “O seu propósito é incentivar todos os estudantes a se desenvolver, com uma perspectiva de futuro focada nas competências para a inserção no mercado de trabalho. Além disso, tem um grande poder de multiplicação, com um modelo que pode ser replicado por outras empresas”, disse.

Sobre a Ford

A Ford do Brasil começou seus primeiros investimentos em 1919, sendo a primeira produtora de automóveis a se instalar no Brasil. Possui atualmente fábricas nas cidades paulistas de São Bernardo do Campo, Taubaté e sede na cidade baiana Camaçari (BA), além de um campo de provas na cidade de Tatuí – SP.


Entrevista: Ricardo Terra, diretor técnico do SENAI-SP, fala sobre educação profissional e empregabilidade no Brasil

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Por Karen Pegorari Silveira

Conversamos com o diretor técnico do SENAI-SP para entender o cenário da qualificação profissional e a responsabilidade da instituição na contribuição para a melhoria da competitividade da indústria brasileira e da formação de mão de obra qualificada, visando à melhoria de qualidade de emprego no país. Assim, conhecemos um pouco mais sobre o trabalho de uma das maiores redes de educação profissional do mundo, o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, criado em 1942 para atender às necessidades de formação de trabalhadores para a indústria. Atualmente está em 2,7 mil municípios do país e já formou 65 milhões de brasileiros nesses mais de 70 anos.

Pesquisas mostram que cerca de 80% dos técnicos de nível médio formados pela instituição são contratados no ano seguinte após o término das aulas.

O diretor fala ainda sobre a intensa competitividade do capital humano exigido pelo mercado industrial.

Leia mais na íntegra da entrevista:

Como o senhor avalia a qualificação profissional no Brasil?

Ricardo Terra – O Brasil conta hoje com instituições muito sérias e competentes na área de formação profissional, principalmente na formação básica e de nível técnico, a exemplo do SENAI e SENAC, reconhecidas mundialmente.

Desde a sua criação, o SENAI-SP atua de forma articulada com as indústrias, estudando as demandas de mercado e envolvendo os técnicos das empresas na concepção de perfis profissionais de conclusão do curso para atendimento das suas necessidades.

O maior desafio atualmente é a melhoria da Educação Básica e a articulação dela com a educação profissional. Nos últimos anos avançamos na universalização, um aspecto quantitativo e não qualitativo.

A melhoria da qualidade da mão de obra pressupõe a necessidade de uma formação geral sólida que sirva de base para a formação profissional, como ocorre no SESI e no SENAI, que proporcionam aos seus alunos a Educação Básica e a Profissional articuladas.

Como a educação profissional pode ajudar na empregabilidade?

Ricardo Terra – A educação profissional pode ajudar na empregabilidade desde que bem planejada e aplicada com foco na demanda. Em processo contínuo o SENAI-SP acompanha o mercado de trabalho e atualiza a sua oferta.

E como está a empregabilidade desses jovens atualmente?

Ricardo Terra – Nossas pesquisas demonstram que mais de 80% dos egressos em cursos técnicos são inseridos no mercado de trabalho. O levantamento é realizado um ano após a conclusão do curso, por meio de entrevistas com alunos e supervisores das empresas.

No que se refere às formações nos cursos superiores de tecnologia, este índice chega a 93%.

O levantamento revela ainda que, do total de pessoas empregadas, 71,9% atuavam na área de formação escolhida – sendo que 39,2% cumpriam a função aprendida no curso e 32,7% trabalhavam em áreas relacionadas.

Quais conselhos o senhor daria para o jovem que deseja se destacar no mercado de trabalho? Alcançar sempre níveis mais elevados de formação, adquirindo uma visão sistêmica de sua área de atuação, por meio da educação continuada. As pessoas aprendem ao longo da vida.

Na globalização dos mercados e na internacionalização dos processos produtivos terá melhor oportunidade aquele mais bem preparado, mais adaptado, dotado de flexibilidade, resiliência e capacidade de convergência para acompanhar as tendências e saber inovar, contribuindo para a superação de problemas e apresentando-se como “indispensável” num mercado tão competitivo.

Programa Nagi P&G de inovação no setor de petróleo e gás é finalizado com sucesso

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Para capacitar, apoiar e assessorar empresas na introdução ou no aprimoramento do sistema de gestão da inovação, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e a Universidade de São Paulo (USP), criaram o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi P&G), financiado pela Finep.

O programa, que foi encerrado em cerimônia na sede da Fiesp e do Ciesp nesta quarta-feira (14/10), teve duração de 14 meses, com 5 módulos, somando 116 horas entre capacitações coletivas e consultorias individuais. O processo começou com mais de 200 empresas, e 83 delas continuaram até o final do programa, nos 10 polos formados. Também houve a participação de 15 instituições apoiadoras, 20 consultores e bolsistas atuantes.

Além de capacitar e apoiar as empresas ao desenvolvimento da inovação tecnológica, o programa se insere no esforço do país para aumentar a competitividade das empresas brasileiras por meio de maior inovação, facilitando a aproximação de micro, pequenos e médios fornecedores das demandas da cadeia produtiva de petróleo e gás, visando ao aumento do conteúdo local, seja para produtos ou serviços.

O segmento de petróleo e gás tem demandado produtos e serviços com características e exigências mais severas, e o Nagi P&G pode auxiliar os empresários nessa missão, avalia Romeu Grandinetti, especialista em Projetos de Inovação Tecnológica do Ciesp. “O Nagi P&G coloca na gestão da empresa o assunto qualidade, faz com que as empresas aprendam a gestão de inovação, praticada no setor de petróleo e gás”, disse.

Grandinetti explicou ainda que a gestão de inovação é algo abrangente, que pode envolver atividades variadas. “A proposta do Nagi é dar um salto na gestão da empresa, potencializando-a para novas situações.”

De acordo com Oswaldo Kawakami, gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, a inovação precisa ser trabalhada constantemente, devido ao seu crescimento exponencial, e o país necessita de mais projetos que tragam e promovam a inovação, como o Nagi-PG. “Se as pequenas empresas conseguirem se capacitar nesse processo de inovação contínuo, provavelmente vão crescer muito.”

“Espero que essas empresas continuem tendo sucesso e que transfiram o conhecimento ao próximo, criando uma malha de empresas inovadoras e desenvolvendo ainda mais o país”, disse.

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Evento de encerramento do programa Nagi P&G, parceria entre Ciesp, Fiesp, Senai-SP, USP e Finep. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Veja abaixo o conteúdo dos módulos do programa Nagi P&G:

Módulo 1 – Oportunidades e Exigências do Setor de Petróleo e Gás.
Módulo 2 – Gestão da Inovação e Planejamento Estratégico.
Módulo 3 – Parceiros para a Inovação, Linhas de Financiamento e Incentivos à Inovação.
Módulo 4 – Ferramentas e Serviços disponíveis para as indústrias de P&G (Senai-SP).
Módulo 5 – Construção de Propostas de Planos de Gestão e/ou Projetos de Inovação.

Clique aqui para assistir aos depoimentos de empresas participantes do programa.  

Oficina de capacitação na Fiesp aborda tecnologias de baixo carbono

Agência Indusnet Fiesp

Com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realiza dia 30 de julho oficina de capacitação com foco em metodologias para “Mapeamento de Tecnologias de Baixo Carbono” e “Construção de Cenários de Baixo Carbono” nos segmentos industrial e energético. Esse treinamento faz parte das ações do projeto Opções de Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), integrando os esforços do país quanto à mudança climática.

A implantação do projeto é feita em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Os cenários integrados do potencial de mitigação das emissões de GEE auxiliam na tomada de decisão sobre ações que possam reduzir as emissões.

A oficina será dividida em duas etapas:

Tecnologias de baixo carbono aplicáveis para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa nos segmentos energético e industrial. Das 9h às 12h.

Construção de cenários de baixo carbono nos segmentos energético e industrial. Das 14h às 17h.

A Fiesp – por meio de seu Comitê de Mudança do Clima – participa desde 2009 das Conferências Climáticas Mundiais, quando foi assinado o Acordo de Copenhague e reconhecido que o aumento da temperatura global não deve exceder 2º Celsius até o final do século para evitar mudanças irreversíveis no sistema climático. Desde então tem integrado a delegação brasileira, acompanhado a agenda internacional e participado de todas as Conferências das Partes (COP) da Organização das Nações Unidas (ONU). Na agenda nacional, integra os fóruns governamentais e da sociedade civil, defendendo a competitividade brasileira na construção dessa nova economia de baixo carbono. Outra iniciativa é a divulgação do tema para as pequenas e micro empresas, como a oficina que está sendo realizada no próximo dia 30. O Comitê de Mudança do Clima da Fiesp participará da COP21, em Paris, no final do ano.

SERVIÇO:

Mapeamento de Tecnologias de Baixo Carbono e Construção de Cenários de Baixo Carbono nos segmentos industriais e energético

Data e hora: 30 de julho das 9h às 17h

Local: Avenida Paulista, 1.313, São Paulo, SP

Inscrição: inscrições podem ser solicitadas até 28/07 pelo e-mail ctc_mitigacao@mcti.gov.br. Vagas limitadas.

Iniciativas Sustentáveis: OJI Papéis – qualificação profissional

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Por Karen Pegorari Silveira

Nos países desenvolvidos os empregadores investem ativamente na educação profissional de seus funcionários. De acordo com um estudo do Banco Mundial, nos países membros da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), mais de metade de todas as empresas oferecem aos seus funcionários educação continuada de algum tipo.

Este cenário também tem inspirado empresas pelo Brasil, como a OJI Papéis Especiais, que desde 2012, investiu em diversos programas de formação profissional, como por exemplo o Bolsa de Estudos, e já concedeu 41 bolsas e 36 cursos de idiomas.

Em 2014, quatorze profissionais foram beneficiados com a bolsa de idiomas; mais seis profissionais receberam bolsa de graduação; quatro bolsas de pós-graduação, além de três com bolsa de pós-graduação em Celulose e Papel – que faz parte de outro programa da empresa. Este segundo programa tem o curso 100% pago pela empresa aos profissionais para os quais os conhecimentos são necessários no desenvolvimento de suas atividades. Dois profissionais já estão formados e outros três em fase de conclusão do curso.

Através destes cursos, um dos profissionais utilizou o Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) para desenvolver um projeto de melhoria em um dos processos de produção da OJI e ajudou a empresa a reduzir o consumo de vapor em mais de 3% e a economizar cerca de R$600 mil por ano, sendo que o projeto ainda tem potencial para atingir uma diminuição total de até 5%.

Segundo o vice-presidente da empresa, Agostinho Monsserocco, a formação interna é uma alternativa viável e rentável. “Quando encontramos um bom profissional, temos que valorizá-lo. Hoje, a nossa taxa de rotatividade é baixíssima e quase 80% dos profissionais dizem que querem continuar trabalhando aqui pelos próximos cinco anos. Isto reflete também na qualidade dos nossos produtos e no índice de satisfação de nossos clientes, que está acima de 90%”, aponta.

Ainda segundo Monsserocco, a empresa, que possui quase 600 profissionais e produz mais de 70 mil toneladas de papel por ano, conta com um processo produtivo de alta tecnologia, com operações e monitoramentos feitos, em sua maioria, por softwares. Por isso a necessidade de um profissional com capacidade analítica e capacitação técnica.

Sobre a OJI Papéis Especiais

Líder do mercado de papéis térmicos na América Latina, o Grupo OJI Holdings Corporation, fundado em 1873 no Japão, atualmente conta com mais de 26 mil profissionais e atua em quatro continentes com mais de 300 subsidiárias e unidades fabris. Em setembro de 2011 o grupo japonês assumiu o controle da fábrica de papéis especiais de Piracicaba, iniciando suas operações no setor de papel no Brasil. A OJI PAPÉIS ESPECIAIS tem como princípios a proteção ao Meio Ambiente, a promoção da Cultura, a Geração de Trabalho e Renda e o incentivo ao Esporte.

 

Senai-SP E Sescoop-SP assinam convênio para capacitar trabalhadores

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-SP) assinaram na manhã desta quinta-feira (11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), convênio inédito para capacitação de mais de 1.300 trabalhadores e associados de cooperativas.

A iniciativa prevê atender 90 turmas, de 12 a 16 alunos cada, nas áreas tecnológicas de alimentos, automação, eletroeletrônica, logística e refrigeração. O convênio terá duração de um ano e a capacitação poderá ocorrer nas 91 escolas da rede Senai-SP, dependendo das necessidades específicas dos cooperados. A oferta de serviços, portanto, será flexível e personalizada.

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Cerimônia de assinatura de convênio entre o Senai-SP e o Sescoop-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Senai-SP, afirmou que a partir desse convênio as duas entidades vão estreitar suas relações. “Estamos selando uma parceria que será de longa data e muito eficiente para as duas entidades. Existem muitas áreas de convergência entre o Senai-SP e o Sescoop-SP, instituições que são sérias e que podem produzir excelentes resultados com essa união.”

Para Edivaldo Del Grande, diretor presidente do Sescoop-SP, a aproximação cria um novo paradigma. “A intercooperação com o Senai-SP mostra que é possível utilizar racionalmente os recursos já existentes. Vamos ganhar bastante ao usarmos a expertise acumulada pela entidade ao longo de toda sua existência.”
Durante a solenidade, os representantes das duas entidades detalharam outras demandas e serviços que podem ampliar a parceria no futuro.

Walter Vicioni Gonçalves, diretor regional do Senai-SP, falou sobre alguns dos serviços prestados pela instituição na escola de saúde, instalada no bairro da Vila Leopoldina. “Temos tecnologia de ponta e profissionais altamente qualificados na operação e manutenção de equipamentos como os de ressonância magnética, por exemplo. Podemos fazer atendimentos sob medida para os cooperados da área de saúde.” Gonçalves também afirmou que a partir da identificação das diferentes demandas dos cooperados é possível oferecer produtos especializados ao Sescoop.

A grade de cursos ficará disponível no site do Sescoop-SP (www.sescoopsp.coop.br). Entre os cursos que serão oferecidos estão os de padeiro, confeiteiro, manipulação de alimentos, auxiliar de eletricista, auxiliar de eletrônica, operador de empilhadeira, sistema de injeção eletrônica diesel e motor ciclo diesel. Para participar, a cooperativa interessada deve entrar em contato com o departamento de formação profissional do Sescoop-SP, pelo telefone (11) 3146-6200.



Fiesp e Ciesp realizam o fórum de inclusão profissional de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o fórum “Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional” será realizado dia 14 de agosto, às 8h30, no Ciesp Ribeirão Preto. O objetivo é discutir práticas para a inclusão profissional, saúde, segurança e educação de pessoas com deficiência física, reabilitados e aprendizes e apresentar casos de sucesso na indústria. Estará presente no evento o diretor do Ciesp de Ribeirão Preto, Guilherme Cinuciusky Feitosa.

Sou Capaz

O “Sou Capaz” foi criado em 2010 com o objetivo de oferecer capacitação técnica a pessoas com deficiência física e aprendizes, por meio de fóruns e cursos itinerantes que percorrem o Estado de São Paulo, assim como ações do Depar. O programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais visando obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Em quatro anos, cerca de três mil pessoas participaram dos 27 fóruns realizados, 11 cursos, um Seminário Internacional de Reabilitação Profissional com a participação de especialistas do Brasil, Portugal e Alemanha, além da formação da Comissão de Estudos, com o objetivo de apresentar propostas de aperfeiçoamento das Leis 8213/91 (Lei de Cotas) e 10097/00 (Lei do Aprendiz).

Fórum “Sou Capaz – Promovendo Inclusão Profissional”

Informações e inscrições
Data: 14 de agosto
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Rua Bernardino de Campos, 1.001, 15° andar (cobertura), Centro – Ribeirão Preto/SP

Petróleo & Gás: conheça a programação do Nagi para capacitar empresários da área

Agência Indusnet Fiesp

Está aberta a temporada de oportunidades no setor de petróleo e gás. O Núcleo de Apoio de Gestão à Inovação da Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi), uma parceria da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp) e da USP, já tem a sua agenda de capacitações definidas para o período de maio a setembro de 2014.

Para visualizar o Cronograma dos próximos encontros, clique aqui.

Ciesp e Fiesp realizam 2ª etapa do Módulo 1 do Nagi-PG, em São Paulo

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A segunda etapa do Módulo 1 do Programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi-PG) aconteceu na quarta-feira da semana passada (06/02), na sede da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

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O Nagi-PG é uma parceria com a USP para capacitar, até 2014, 400 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás

O evento contou com a participação de Claudia Pavani, professora e pesquisadora do Núcleo de Política Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou o tema “Introdução à Gestão da Inovação”.

Após São Paulo, o Nagi-PG vai atender empresas do interior do Estado. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o programa inicia a capacitação de empresas de Sertãozinho. Para as empresas inscritas no Vale do Paraíba, o atendimento tem início nos dias 7 e 8 de março.

O Nagi-PG é uma parceria com a USP para capacitar, até 2014, 400 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás. A iniciativa tem como objetivo fazer com que as empresas implantem a cultura da inovação, desenvolvam e forneçam seus produtos e serviços para a cadeia de P&G e aumentem o conteúdo local.

Tripé de ações

Em 2011, o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, deu a partida para o inicio do programa que previa formar mil empresas inovadoras, com alto investimento em pesquisa. Com foco na competitividade, a Fiesp e o Ciesp foram buscar a expertise da Agência USP de Inovação e do próprio Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Juntos, montaram um tripé de ações que nos próximos anos vão capacitar empresas em diversas regiões do Estado de São Paulo. E os resultados começam a aparecer.

O Programa de Extensão Tecnológica Fiesp/Ciesp/Senai-SP já iniciou atendimento a 240 empresas em Sorocaba, Campinas e ABCD.

Em outubro do ano passado, teve início o Curso de Gerenciamento e Execução de Projetos de Inovação Tecnológica, ministrado pela Agência USP de Inovação Tecnológica, que beneficia mais de 300 profissionais de diversos setores da indústria no Estado de São Paulo, por meio de ensino a distancia e encontros mensais.

O tripé se completa com o Programa Nagi-PG, que atenderá 400 empresas paulistas.

Inscrições no site www.fiesp.com.br/nagi  .

Entrevista com Sylvio de Barros: ‘investir em Capital Humano é necessário para a competitividade’, diz diretor da Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil teve um crescimento econômico nos últimos anos, mas o país terá dificuldades no futuro se não investir em educação. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o desenvolvimento. A opinião é de Sylvio de Barros, diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que promove nesta terça-feira (02/10) o Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.

Veja a entrevista com  o titular do Depar/Fiesp:

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Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp

Nesta terça-feira, a Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP  promovem o Fórum do Capital Humano. Quais os principais objetivos do evento?

Sylvio de Barros – O evento foi idealizado para aproximar as indústrias, por meio de seus profissionais de Recursos Humanos (RH), às escolas mantidas pelas indústrias. Queremos que eles conheçam os  produtos e serviços do Sesi-SP e Senai-SP. Mas, mais do que isso, o objetivo é construirmos, juntos, um relacionamento dinâmico voltado ao desenvolvimento humano como fator de competitividade nas organizações.

O conceito Capital Humano no mundo empresarial não é novo. O senhor acredita que as empresas já assimilaram esse conceito ou essa nova visão de RH na gestão de suas estratégias e investimentos?

Sylvio de Barros Eu diria que não é uma “nova visão”, mas uma necessidade para empresas hoje. É uma necessidade que os gestores de Recursos Humanos estejam presentes em todas as decisões das empresas.

Até que ponto investir em capital humano pode impactar na competitividade das indústrias e do país?

Sylvio de Barros – Hoje o Brasil encontra-se em uma situação privilegiada. Ocupa a 6ª posição na economia global, com um PIB perto dos US$ 2,5 trilhões, superando países como Inglaterra, Itália, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e Coreia.

Mas, se analisarmos outro ranking internacional, o da Competitividade, veremos, surpresos, que estamos na 48ª posição. E no ranking da Educação estamos na 116ª posição.

Embora tenhamos alcançado o crescimento econômico,  enfrentaremos uma equação difícil no futuro se não investirmos em Educação. E diria mais: para suportarmos a nova condição econômica do País, recursos financeiros e tecnológicos não bastam. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o nosso desenvolvimento. É preciso desenvolver mais competências.

Países como a China e Coreia, que obtiveram forte crescimento econômico e tecnológico nas últimas décadas, incluíram Educação e Formação Profissional como itens estratégicos de desenvolvimento de longo prazo.  No Brasil isso não ocorreu. O senhor considera que o empresariado pode contribuir com isso?

Sylvio de Barros – Não só pode como deve. Acredito que o empresário tem a obrigação de contribuir para capacitação profissional. A indústria já dá uma importante contribuição mantendo instituições de referência como Sesi e Senai.

Mas, é necessário que o empresário tenha conhecimento sobre essas escolas e se integre mais a esse processo, incentivando seus funcionários a se beneficiar dessa capacitação o que, no final, beneficiará não só o colaborador como também a empresa. Criar essa sinergia é exatamente o intuito do Fórum que estamos realizando hoje.

Qual a principal dificuldade das micro e pequenas empresas em investir na capacitação de seus funcionários?

Sylvio de Barros – Sabemos que as indústrias enfrentam alta taxa tributária e juros que impactam sua competitividade. Mas não há outro caminho. É preciso investir em competências e em talentos para manterem-se competitivas. E isso é válido para empresas de todos os portes.

Nesse Fórum convidamos escritórios de contabilidade que, na prática, executam o trabalho de Departamento Pessoal para as pequenas empresas. Os empresários devem exigir desses escritórios uma consultoria mais focada na gestão de Recursos Humanos. E para isso eles podem contar com todas as ferramentas e serviços do Sesi e Senai.

As pequenas indústrias, com poucos funcionários, que necessitam dos cursos tecnológicos do Senai, podem se unir a outras pequenas empresas do mesmo setor e solicitarem, juntas, um módulo específico dos Cursos do Senai para esse grupo.

Elas podem utilizar também o Sistema do Capital Humano, uma plataforma online, por meio do qual localizam as escolas e cursos de sua região ou cidade, entre outros dados importantes. Para utilizar esse serviço basta acessar o site da Fiesp no item Capital Humano. É gratuito e acessível para todas as indústrias.

Investir em Capital Humano implica em vários aspectos, como educação tecnológica, inclusão social e de Pessoas com Deficiências (PCDs) e até qualidade de vida e cultura.  Quais as informações e serviços sobre esses tópicos serão disponibilizados para as empresas durante o Fórum?

Sylvio de Barros – O Fórum está abordando temas pertinentes à visão moderna de Recursos Humanos (RH) e das relações de trabalho. Estamos mostrando o Sesi e o Senai como ferramentas para tornar as empresas mais competitivas e oferecendo atendimento exclusivo com os responsáveis dessas escolas.

Convidamos representantes do Ministério do Trabalho e do INSS para esclarecer as dúvidas das empresas sobre a aplicação da Lei de Cotas e a melhor forma de implementá-la.

Contamos também com a participação dos profissionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP) que trazem informações específicas à gestão de Recursos Humanos, como os entraves encontrados ao longo do processo e a nova visão do papel do Capital Humano nas empresas.

Excesso de tributos prejudica desenvolvimento da indústria de telecomunicações, apontam especialistas

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Telecom - Sérgio Quiroga. Foto: Everton Amaro

Sérgio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina

Custo Brasil e falta de incentivos para capacitação da mão de obra especializada no setor de telecomunicações foram alguns dos temas abordados durante o painel “Competitividade da indústria brasileira no setor de telecomunicações: desoneração tributária, incentivos à produção nacional, no VI Seminário de Telecomunicações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado nesta terça-feira (25/09), na sede da entidade.

O presidente da Ericsson para a América Latina, Sérgio Quiroga, destacou que as despesas com logística correspondem a 15% dos custos das importações. Em sua avaliação, isso representa um nicho de mercado para a indústria brasileira. Mas que, para ser aproveitado, depende de política governamental de estímulo à produção industrial, além de projetos de capacitação de mão de obra. “A falta de competitividade da indústria não pode ser confundida com a falta de competência dos profissionais brasileiros”, enfatizou Quiroga.

O representante da Nokia Siemens Networks para América Latina, Aluízio Bretas Byrro mostrou-se pouco otimista quanto à discussão da carga tributária brasileira que, a seu ver, é um problema muito mais político do que econômico.

Tecom - Raul Antonio Del Fiol. Foto: Everton Amaro

Raul Antônio Del Fiol, do Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia

“Com a redução da carga tributária, registraremos um aumento no número de empregos, mas, para isso, vamos precisar de governantes lúcidos e corajosos”, afirmou.

Raul Antônio Del Fiol, do Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia (Gente), considera o setor de telecomunicações estratégico para a construção da sociedade do conhecimento: “Não há uma sensibilidade do governo para importância do setor de telecomunicações. Com isso, a carga tributária continua sendo um grande opressor para os clientes e também para nós [empresários]”, pontuou o executivo.

Incentivos

Telecom - Laerte Cleto. Foto: Everton Amaro

Laerte Cleto, do Ministério das Comunicações

O gerente de Projetos do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, Laerte Cleto, apresentou ações desenvolvidas pelo governo para estimular o crescimento do setor de telecomunicações. Entre elas, o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que oferece linhas de créditos, subsidiadas pelo governo federal, a juros que não chegam a 4% ao ano, voltado a empresa e instituições de ensino que desenvolvam projetos inovadores na área de tecnologia e telecomunicações.

“O Funttel sempre tem privilegiado projetos e instituições de pesquisas que trabalhem em parceria com empresas no sentido de facilitar a transferência tecnologia para indústria”, finalizou.

Fiesp realiza curso de gestão em excelência para policiais civis e peritos criminais

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 20 policiais civis e peritos criminais de unidades do interior e da capital participaram esta semana, nos dias 11 e 12/09, do curso “Rumo à Gestão de Excelência”, uma realização do Departamento de Segurança da Fiesp (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A turma foi a primeira a ser formada no curso criado pelo Deseg/Fiesp  para profissionais de segurança pública com base na metodologia de capacitação de gestores da iniciativa privada adotada pela Fundação Nacional de Qualidade.

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Ricardo Lerner, diretor-titular do Deseg da Fiesp. Foto: Everton Amaro

“É uma iniciativa da Fiesp em benefício da sociedade. O curso tem o objetivo de incentivar os policiais a praticar os fundamentos da excelência em gestão. O conteúdo programático tem ênfase na importância de uma administração absolutamente estratégica, a partir de uma visão de futuro e de 11 princípios adotados mundialmente em organizações excelentes: liderança, visão de futuro, valorização da força de trabalho, tomada de decisões baseadas em informações, visão sistêmica e foco no cliente (a comunidade), entre outros”, afirma o diretor-titular do Deseg, Ricardo Lerner.

O curso foi preparado e ministrado por outro diretor do Deseg, o coronel PM Renato Aldarvis, doutor em planejamento estratégico para organizações públicas, mestre em gestão de segurança pública e especialista em gestão de qualidade.

Metodologia

Deseg/Fiesp. Curso "Rumo à Gestão de Excelência" Cel. Renato Aldarvis. Foto: Everton Amaro

Coronel PM Renato Aldarvis: , doutor em planejamento estratégico para organizações públicas, mestre em gestão de segurança pública e especialista em gestão de qualidade. Foto: Everton Amaro

Segundo o professor do curso, a proposta estimula o aprendizado organizacional – o ato de rever a organização, de tempos em tempos, buscando a melhoria contínua. Seu diferencial é respeitar o ambiente e a cultura policial da instituição que busca aperfeiçoar sua gestão.

“A experiência [na Polícia Militar] tem demonstrado que modelos externos provocam mais resistência, em razão de conflitos com a cultura policial, do que benefícios”, explica Aldarvis, também coordenador do comitê técnico Rumo à Excelência, da Comissão Nacional da Qualidade.

“Boa parte das vezes em que a polícia foi ‘ajudada’ por terceiros, traziam para o Brasil modelos exitosos em polícias internacionais ou modelos teóricos concebidos nas universidades e que se mostravam distantes da cultura policial. Isso causava dificuldade de compreensão e até de aceitação”, completa o professor, lembrando que experiências bem sucedidas da Polícia de Nova York não prosperaram nas tentativas de replicá-las em São Paulo.

O método do curso busca ser um instrumento de otimização do trabalho já feito na polícia – a implementação deve ser proposta pelos próprios profissionais que atuam no dia a dia.

“Que práticas de gestão atenderiam à polícia?”, raciocina Aldarvis. “As práticas”, prossegue ele, “que a polícia tem e da forma que a polícia faz, mas com um método, para que se garanta o êxito do que vai fazer. Com essas características, a gente acredita que conseguiremos resultados.”

Além do curso, o Deseg/Fiesp está à disposição dos participantes para prestar assessoria técnica na implementação de determinadas práticas. O planejamento estratégico da delegacia é um deles. Outro incentivo é o apoio aos interessados em concorrer no ano de 2013 ao Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão.

Leia também: Alunos elogiam curso ‘Rumo à Gestão de Excelência’ do Deseg/Fiesp

Senai-SP forma ao menos 10 gestores industriais para capacitar jovens na Nigéria

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 10 gestores de departamentos técnicos do Industrial Training Fund (ITF – Nigéria) que receberam certificado de conclusão de curso nesta quarta-feira (29/08) serão multiplicadores de mão de obra qualificada no país africano. A informação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Paulo Skaf.

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Paulo Skaf e Walter Vicioni entregam certificado de conclusão de curso do Senai-SP a 10 gestores de departamentos técnicos do ITF

Skaf entregou o certificado para um grupo que, por quatro semanas, recebeu capacitação do Senai-SP em gestão de unidades de ensino profissional. “As senhoras e os senhores serão multiplicadores no seu país. Vão dirigir escolas profissionalizantes que vão dar o melhor preparo para as pessoas, para poderem ter o melhor trabalho, o melhor emprego, o melhor salário”, disse o presidente da Fiesp e do Senai-SP.

O “Nigeria Industrial Revolution Plan” é um projeto de cooperação entre o Senai-SP e autoridades nigerianas para realinhar a educação profissional na Nigéria. O processo de treinamento é dividido em seis etapas:

  • Programa de capacitação de diretores do ITF;
  • Programa de capacitação de coordenadores do ITF;
  • Programa de capacitação de instrutores do ITF;
  • Atualização das unidades;
  • Criação e implantação de unidades;
  • Projeto “Construção e Operação de Unidades Móveis.

Nesta quarta-feira (29/08), o certificado de conclusão foi entregue aos participantes do programa de capacitação de diretores do ITF.

Expectativas

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Ibrahim Lawal presenteia Paulo Skaf (à esq.) e Walter Vicioni (à dir.), durante cerimônia na sede da Fiesp e do Senai-SP

Também presente à cerimônia de certificação, na sede das entidades da indústria, o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves, declarou: “Nós esperamos que os senhores tenham encontrado nesse processo o que vieram buscar aqui. Espero que a gente tenha correspondido às expectativas de todos”.

A experiência, segundo Ibrahim M. Lawal, representante da comitiva nigeriana, superou as expectativas do grupo e atingiu um nível elevado. “Gostaria de agradecer à equipe do Brasil pelo seu amor ao projeto, apesar da diferença de línguas. O que aconteceu aqui é apenas o começo do aprendizado. Obrigado, obrigado, obrigado”, concluiu Lawal.

Senai de Itu capacita professores no ensino de Matemática para deficientes visuais

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

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Livro Brafia Braile em Operações Matemáticas.

A Escola Senai Italo Bologna, de Itu, acaba de lançar o livro Grafia Braile em Operações Matemáticas, que auxilia professores no ensino dessa disciplina para deficientes visuais.

Elaborado por grupo de docentes da própria unidade, a Escola capacitou, no ano passado, 126 professores da rede Sesi/Senai em todo o Brasil, de abril a dezembro, pelo sistema de Ensino a Distância (EAD). Trata-se de curso inédito que atende solicitação do Departamento Nacional, no âmbito do Programa Senai de Ações Inclusivas.

“Nas demais disciplinas basta o domínio da leitura e escrita no sistema Braile. Mas na Matemática é preciso que o deficiente visual saiba também utilizar tábuas de cálculos, como o sorobã, que faz parte do kit didático do professor e do aluno”, explica o professor Helvécio Siqueira, diretor da Escola Senai de Itu. “A meta agora é difundir o método também nas escolas da rede pública”, acrescenta.

“Sou Capaz”

Desde janeiro de 2010, um projeto do Departamento de Ação Regional da Fiesp – o Sou Capaz – vem contribuindo para identificar e qualificar pessoas com deficiência e orientar empresas no processo de contratação.

O projeto vem sendo apresentado em todas as regiões do Estado, com a participação de governo, executivos das áreas de RH, Sesi, Senai e outras agências de capacitação profissional.

“Muitas indústrias deixam de cumprir a Lei de Cotas (legislação que determina a contratação de PcDs) porque falta qualificação ao candidato. De outras vezes, o candidato está preparado, mas é a indústria não está adaptada para recebê-lo”, conclui Helvécio.

Fiesp participa do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva

Mariane Corazza, Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto, segundo vice-presidente da Fiesp. Foto: Kenia Hernandes

O segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, participou na quarta-feira (22) do XVIII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), em São Paulo.

Nesta edição, o tema escolhido foi a harmonização regional e global das regulamentações do setor automotivo. Na abertura do evento, os palestrantes ressaltaram a posição de destaque conquistada pelo País no cenário internacional do mercado automobilístico.

O Brasil está entre os maiores compradores de veículos do mundo. Neste ano, superou a Alemanha e passou a ocupar o quarto lugar. Apenas nos primeiros três meses, foram vendidos 1,32 milhão de veículos e as perspectivas para o segmento são muito positivas: a comercialização, que em 2003 era de pouco mais de 1 milhão, deve fechar 2010 com o recorde de 3,4 milhões de veículos vendidos.

Em termos de produção, o Brasil ocupa a 6ª posição. “Entendemos que todos nós, em especial o governo, devemos prestigiar as indústrias que têm engenharia brasileira. Afinal, foram os nossos engenheiros, com sua inteligência e criatividade, que criaram o veículo a álcool e o carro flex”, ressaltou Ometto.

O vice-presidente da Fiesp defendeu a implantação de mecanismos de incentivo, inclusive no aspecto fiscal, que agiriam como indutores de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para que a engenharia brasileira prossiga evoluindo tecnologicamente.

Capacitação profissional

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Cledorvino Belini, presidente da Anfavea. Foto: Kênia Hernandes

O trabalho do Senai de São Paulo pela capacitação profissional na área automotiva foi lembrado na abertura. Só em 2009, 45 escolas do Senai receberam mais de 50 mil alunos para cursos ligados à produção automotiva.

“Nossas unidades que atendem à área receberam mais de R$ 44 milhões de investimentos para atualização tecnológica, nos últimos seis anos”, disse Ometto.

Para o presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, o Brasil vive um momento de oportunidades, quando o setor assiste a um redirecionamento de investimentos para países emergentes. Entre 2010 e 2012, as montadoras investirão US$ 11,2 bilhões no País.

“Precisamos estar preparados para profundas mudanças estruturais com novas concepções de produtos e de processos”, disse Belini na abertura do simpósio. “Mas para ser o principal produtor de veículos do mundo, o Brasil precisa resolver alguns problemas como alto custo do capital, deficiência em educação e em logística e legislações que oneram”, destacou o presidente da Anfavea.

Senai-SP capacitou 318 jovens, em 2008, através do Programa Pedalando e Aprendendo

Agência Indusnet Fiesp,

Desde a sua implantação, há cerca de um ano, o programa Pedalando e Aprendendo permitiu com que 318 estudantes da rede estadual de ensino aprendessem o ofício de consertar e montar bicicletas. Com isso, os jovens tiveram a chance de ganhar uma profissional para que pudessem aumentar a renda familiar.

Parceiro do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp) nesta empreitada, coube ao Senai-SP capacitar tais jovens.

Cada grupo de alunos, indicado pelo Fussesp através de parcerias com as prefeituras municipais ou entidades assistenciais, tiveram 100 horas de aula durante um mês.

As primeiras turmas, capacitadas no início de 2008, em um projeto piloto, foram formadas por 129 jovens dos municípios de São Vicente, Rio Claro e Caçapava.

No segundo semestre, mais 189 alunos da capital, Santos, Sorocaba, Lorena e Ubatuba freqüentaram o curso do Senai-SP. As aulas aconteceram nas próprias cidades, em locais cedidos pela parceria local do Fussesp.