Em Cancun, setor produtivo brasileiro apresenta propostas para combater mudança do clima

Lucas Alves, de Cancun, México, para Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (7), representantes da indústria e da agricultura do Brasil promovem um evento em Cancun, no México, para demonstrar como estão tratando a questão da mudança do clima.

O encontro acontece a partir das 9h30 (hora de Cancun e 13h30 em Brasília), no Cancun Messe, local oficial onde estão ocorrendo os eventos paralelos da 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Cop16), que prossegue até sexta-feira (10).

No primeiro painel serão discutidas ferramentas para redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE). A coordenadora para o Mercado Internacional de Energia da Fiesp, Carolina Lembo, traçará um panorama sobre o setor de energia no Brasil, destacando a participação de fontes renováveis na matriz.

Ela também mostrará como a integração energética na América Latina pode contribuir, de maneira significativa, para a redução de GEE na região, por meio do intercâmbio de experiências bem sucedidas em energias renováveis.

Participam do painel o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Olavo Machado; o presidente da União das Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank; e a diretora-executiva do Fórum Brasileiro do Setor Elétrico, Silvia Calou.

Investimentos de baixo carbono

No segundo painel, o coordenador da Área de Negociações Internacionais da Fiesp, José Luiz Pimenta Júnior, mostrará as perspectivas de investimentos de baixo carbono no Brasil.

Os setores que estão se adiantado na promoção de aportes para contribuir com as políticas brasileiras de mudança do clima. Também serão apresentados os fundos setoriais já criados que contemplam este novo momento. Ao debate se juntarão o diretor da CNI, Olavo Machado, e a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth Carvalhaes.

Finalmente, o especialista em Meio Ambiente da Fiesp, Marco Antônio Ramos Caminha, abordará os avanços da indústria brasileira nas questões ambientais e o que as empresas têm feito para reduzir, de maneira voluntária, as emissões dos GEE. Estarão na mesa o representante da Braskem, Jorge Soto, e Erlon Rodrigues, da Fiat Power Train.

Fiesp participará das negociações internacionais da COP16

Agência Indusnet Fiesp

Uma delegação de técnicos e diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se juntará aos representantes do governo brasileiro para participar das negociações internacionais que ocorrerão no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês). A retomada do processo começou nesta segunda-feira (29) e prossegue até o dia 10 de dezembro, em Cancun, no México.

“A Fiesp tem acompanhado, desde meados de 2009, as discussões sobre mudanças do clima por entender que este assunto é sério, grave e que afetará a todos”, destaca o segundo vice-presidente e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade, João Guilherme Sabino Ometto.

Apesar da baixa expectativa sobre os resultados da conferência de Cancun, a Fiesp acredita que este encontro é mais um passo no complexo processo que busca a construção de um novo acordo global sobre o clima do planeta.

“Sabemos que esta negociação envolve distintos interesses políticos, ambientais, sociais e comerciais. Entretanto, é preciso discutir e buscar o consenso, que é o que a ONU está propondo aos países”, argumenta o dirigente industrial.

Posição

Em meados de novembro, a Fiesp realizou um seminário que discutiu os rumos da competitividade da indústria ante as mudanças do clima. Na oportunidade, foram divulgados os posicionamentos da instituição para a COP16 e sobre as Políticas Nacional e Estadual de Mudança do Clima.

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Evento em Cancun

Na próxima terça-feira (7/12), das 9h30 às 12h30 (das 13h30 às 16h30, no horário de Brasília), a Fiesp realizará, com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), um evento do setor produtivo brasileiro em Cancun.

Fiesp se posiciona sobre as discussões da COP16

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

Às vésperas da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP16), que se realizará a partir de 29 de novembro em Cancun, no México, a Fiesp reuniu, nesta terça-feira (16), autoridades, especialistas, empresários e governo para discutir o assunto.

Na oportunidade, foram divulgados:

 

“Este encontro de hoje, na Fiesp, tem como objetivo uma reflexão sobre a mudança do clima. Este tema ocupa espaço cada vez maior nas discussões internacionais e nacionais sobre os rumos do desenvolvimento econômico e social”, disse o segundo vice-presidente e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade, João Guilherme Sabino Ometto.

Ele destacou o protagonismo do setor privado e a necessidade de seu engajamento: “É com esse compromisso que a Fiesp, representante do maior parque industrial brasileiro, acompanha atentamente a questão desde meados de 2009 e participou da COP15, em Copenhague”.

Por envolver diferentes aspectos em sua discussão, na Fiesp, o tema é debatido pelos Departamentos de Competitividade e Tecnologia, Meio Ambiente, Energia, Relações Internacionais e Comércio Exterior e Agronegócio. Juntas, essas áreas compõem o Comitê de Mudanças do Clima.

“A dedicação a esse tema reflete a preocupação da nossa entidade com tais questões e seus impactos na indústria paulista e brasileira. A entidade trabalha para que não se estabeleçam retaliações ou restrições aos nossos produtos no mercado internacional”, salientou Ometto.

Baixo carbono

Ele disse ainda que o País já está em uma economia de baixo carbono, viabilizada por diferenciais expressivos, como a matriz elétrica renovável, o programa de biocombustíveis, os motores flexfuel, redução sistemática das emissões de carbono pelo setor industrial e progressos significativos na diminuição do desmatamento, particularmente na Amazônia.

“Cabe ressaltar que os processos industriais respondem apenas por 3% das emissões brasileiras, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mesmo assim, a indústria preocupa-se com a melhoria do desempenho dos outros setores, no intuito de defender a competitividade do produto brasileiro”, pontuou.