Na calçada da Fiesp, centenas de mulheres recebem informações sobre câncer de mama

Agência Indusnet Fiesp

O Instituto Arte de Viver Bem (IAVB) se uniu ao Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude) e à Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) para alertar sobre a importância da prevenção do câncer de mama, da realização da mamografia e para os fatores de risco da doença.

Uma equipe de especialistas fez esclarecimentos nesta terça-feira (3 de outubro), na calçada da Fiesp, a mais de mil pessoas, na maioria mulheres, no espaço +Saúde. A estrutura montada no local incluiu o ônibus rosa do IAVB, chamado de Circuito Casa da Mulher, que ofereceu gratuitamente serviços de manicure, maquiagem e aulas de amarração de turbantes e doação de lenços – mais de 500 – para as pacientes que participaram das atividades. A parceria também disponibilizou folhetos informativos sobre os direitos da mulher com câncer e as formas de prevenção da doença.

Números da doença

Quase 58.000 mulheres receberão o diagnóstico de câncer de mama até o fim deste ano no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa é que, anualmente, a doença mate 14.206 mulheres no país.

Quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente, as chances de cura são de 95%, na maioria dos casos.

Sobre o +Saúde

O “+Saúde – programa de prevenção e educação” é uma iniciativa do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude). Seu objetivo é promover campanhas de educação e conscientização com entidades ligadas ao Comitê, que têm como foco de suas atividades a atenção ao paciente.

O serviço de utilidade pública acontece todos os meses na calçada em frente à Fiesp. Durante o ano são trabalhados diferentes assuntos importantes relacionados à saúde que são pauta contínua de discussão, como o diabetes, hipertensão e doação de sangue e órgãos, por exemplo.

O +Saúde conta com a participação de parceiros voluntários, que representam instituições sem fins lucrativos, sociedades de profissionais da saúde, entidades setoriais, hospitais, profissionais da saúde e empresas do setor.

“Esta ação demonstra o compromisso da Fiesp com a saúde da população, priorizando a informação e a educação como formas de melhoria da saúde”, explica Ruy Baumer, diretor-titular do ComSaude.

Calçada da Fiesp foi palco de atividades do Outubro Rosa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Carreta da mamografia vai às indústrias para atender trabalhadoras

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Uma carreta de alta tecnologia do Sesi-SP, totalmente equipada para fazer mamografias, começou nesta segunda-feira (5/10) a percorrer indústrias da Grande São Paulo, oferecendo o exame, essencial para a detecção precoce do câncer de mama. Na região há mais de 120 mil mulheres que devem fazer o exame, por terem 40 anos ou mais ou por indicação médica. Elas não pagam pelo exame, que é bancado pelas empresas em que trabalham.

A carreta é parte do projeto MUSA – Mulher Saudável, promovido conjuntamente pela Fiesp e pelo Sesi-SP. É equipada com mamógrafo digital de última geração e conta com o conforto da climatização, TVs, som ambiente, vestiário e controle de luminosidade. Antes de começar a viagem pela Grande São Paulo, ficou estacionada na sede das entidades da indústria, na avenida Paulista, realizando mais de 25 mamografias por dia na equipe que trabalha no prédio.

O projeto deve trazer como benefícios a redução do absenteísmo, diminuição de perda de horas de trabalho, facilidade de acesso e conforto e a satisfação e aumento do vínculo afetivo das trabalhadoras com a empresa.

>> Ouça reportagem sobre a MUSA

O programa ainda prevê a realização de ações educativas junto às trabalhadoras da indústria e comunidade, bem como oferecer serviço preventivo de qualidade, de acordo com os padrões e normas vigentes.

Segundo o gerente executivo de Qualidade de Vida do Sesi-SP, o médico Eduardo Arantes, esta ação mostra mais uma vez a importância da promoção da saúde e da prevenção de doenças. “A intenção desta campanha é atender 100% das mulheres da indústria. Um índice nunca alcançado no mundo”, enfatiza.

“A MUSA facilitará o acesso das trabalhadoras a um exame que, realizado anualmente, poderá detectar precocemente o câncer de mama e aumentar muito as chances de cura.”

Unidade móvel do projeto MUSA, que percorre indústrias da Grande São Paulo para fazer mamografias. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Removendo obstáculos

A ideia de ampliar o atendimento preventivo de saúde e facilitar o acesso da trabalhadora paulista à mamografia surgiu em 2013, durante o evento de comemoração do Outubro Rosa na Fiesp. O presidente da entidade, Paulo Skaf, durante conversa com suas colaboradoras, percebeu que a dificuldade de locomoção em uma cidade grande como São Paulo é uma das causas da baixa adesão aos exames.

As mulheres presentes alegaram que a burocracia, o trânsito e a distância dos laboratórios acabam desmotivando a realização da mamografia, apesar de elas terem convênio médico. Skaf estudou as sugestões e teve a ideia de propor uma unidade médica móvel para que todas as mulheres da entidade tenham acesso aos exames e diagnósticos da doença. “Com a unidade móvel a trabalhadora fará os exames com total conforto e segurança em no máximo 15 minutos”, afirmou Skaf.

Na mira da MUSA

O público alvo do projeto MUSA é o das trabalhadoras da indústria paulista com 40 anos ou mais ou que tenham indicação clínica para a realização abaixo da faixa etária. Excepcionalmente, homens poderão ser atendidos, também por indicação médica. Em todos os casos, a mamografia anterior deve ter sido feita pelo menos 10 meses antes.

Câncer de mama no Brasil

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, correspondendo a 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

Sobre o Outubro Rosa

Campanha Mundial Outubro Rosa é um movimento popular que busca sensibilizar a população para os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce para esse tipo de câncer, que é o segundo mais comum no mundo, perdendo apenas para o de pele.

Outubro Rosa: Brasil precisa superar gargalos para melhorar no tratamento ao câncer

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Max Senna Mano: “Lidamos com uma diferença de 3 a 5 anos de diferença na sobrevida do paciente no sistema público em relação ao privado". Foto: Divulgação

No Fórum de Combate ao Câncer da Mulher, evento que acontece na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o chefe do grupo de câncer de mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Max Senna Mano, mostrou tratamentos que deveriam estar disponíveis no SUS mas não estão.

“Trabalho metade do meu tempo no setor público. E parece que em 10 minutos que passo do privado para o público eu mudei de país, porque são realidades totalmente diferentes”, afirma o médico.

Segundo Mano, o Brasil está em um momento único porque enfrenta, ao mesmo tempo, problemas médicos comuns aos países subdesenvolvidos e desenvolvidos. No caso específico do câncer, por exemplo, estômago e colo de útero estão entre os 10 primeiros com maior incidência, maiores marcadores de subdesenvolvimento. Mas entre os dois campeões, próstata e mama, é padrão de país desenvolvido. Muitos gargalos precisam ser solucionados com extrema urgência no país, de acordo com o médico. Entre eles, a atenção ao diagnóstico precoce, o acesso aos tratamentos e a continuidade ao tratamento quando o exame constata a existência de um nódulo.

“Um aspecto interessante é que, quanto mais baixo o nível sócio-econômico-cultural, mais as pequenas medidas proporcionam melhoras incríveis nos índices de saúde da população. No Brasil, ainda temos muita margem para essas medidas simples.”

Com foco nos tratamentos de alto custo no câncer de mama, Mano apresentou as novas descobertas já aprovadas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) para serem usadas no Brasil. Entre elas, o uso de um novo princípio ativo, pertuzumab, ao atual, com trastuzumab e quimioterapia, que aumenta em até 40% a sobrevida do paciente.

No entanto, tratamentos como esse estão restritos ao sistema privado. “Como pode a ANS dizer que um tratamento é eficaz e seguro e ele não entrar automaticamente no sistema público?”, questionou. “Lidamos com uma diferença de três a cinco anos de diferença na sobrevida do paciente no sistema público em relação ao privado. E não tem solução fácil para isso.”

Mano reconheceu ser difícil para qualquer país pagar tratamentos caros em seus sistemas públicos de saúde. “Não é rentável para o Estado pagar um tratamento de um câncer de mama metastático, mas é uma obrigação. Por isso, a situação é difícil não só para nós, mas também para países desenvolvidos.”

Outubro Rosa: câncer de mama mata mais de 13 mil no Brasil por ano

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil registra por ano mais de 570 mil novos casos de câncer. Desses diagnósticos, mais de 57 mil são câncer de mama, que mata ao menos 13 mil homens e mulheres brasileiras todos os anos.

As informações foram apresentadas na manhã desta quarta-feira (01/10) pela Ph.D Maira Caleffi, presidente da Federação das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), em uma palestra realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Câncer de mama é um problema de saúde pública e queremos influenciar as políticas públicas com relação à saúde porque não vai bem”, afirmou Maira ao falar para funcionárias do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Maira Caleffi: na maioria dos casos, o câncer de mama é silencioso. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Segundo tipo de maior ocorrência no mundo, o câncer de mama acomete principalmente mulheres acima dos 40 anos. A doutora Maira alerta que toda mulher acima dessa idade deve fazer o exame de mamografia pelo menos uma vez ao ano.

Ela reiterou que o autoexame, no qual a mulher apalpa a própria em mama, não pode ser confundido como diagnóstico do surgimento ou não da doença. “Eu prefiro não chamar isso de autoexame, mas de autocuidado. Quem faz exame é o médico.”

Maira também afirmou que, na maioria dos casos, o câncer de mama é silencioso. “A gente só nota ele [tumor] na mão quanto já está com mais ou menos dois centímetros”, disse a doutora sobre o que seria o segundo estágio da doença.

Mesmo após o diagnóstico, 50,2% dos pacientes demoram até oito meses para iniciar algum tipo de tratamento, informou a médica.

Presidente da Femama informou que tumores de dois a cinco centímetros têm 70% de chances de serem curados, enquanto nos casos com mais de cinco centímetros as chances de sobrevida são de apenas 40%. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Maira, em casos de tumores com menos de um centímetro de diâmetro, as chances de sobrevida são de 98%, no caso dos tumores com um centímetro, as chances de cura são de 95%. Já tumores de dois a cinco centímetros têm 70% de chances de serem curados, enquanto nos casos com mais de cinco centímetros as chances de sobrevida são de apenas 40%.

A médica também comentou o aumento de mastectomias preventivas após a atriz Angelina Jolie anunciar que havia feito o procedimento nas duas mamas por conta de seu carregamento genético. A mãe da atriz morreu da doença aos 56 anos.

“Ela tinha o gene marcado, vários casos de câncer na família em mulheres jovens. Ela pensou no que poderia fazer pelo seu futuro”, comentou Maira. “Mas se você tem alguns casos na família e não herdou a mutação, porque hoje a gente consegue medir isso, para quê tirar tudo se você tem a mesma probabilidade que o resto da população?”, questionou.


Outubro Rosa

A palestra de Maira Caleffi foi um dos primeiros eventos oficiais do movimento Outubro Rosa para este ano. Nesta noite, a Fiesp vai exibir na fachada do prédio o laço rosa, símbolo da campanha de combate ao câncer de mama. Durante 19 dias, a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP vai projetar o laço, sempre no período entre 20h e 6h do dia seguinte.

Francisca Harley, presidente de Amigas Américas: associação já ajudou a realizar 280 mil exames de diagnóstico do câncer de mama. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Também participou do lançamento oficial da campanha a Amigas Américas, iniciativa de brasileiros e norte-americanos para o combate ao câncer de mama.

De acordo com a presidente da Amigas Américas, Francisca de Paula Harley, a associação já ajudou a realizar 280 mil exames de diagnóstico do câncer de mama, além de doar 22 mamógrafos para 11 estados brasileiros.

O Sesi-SP também deve fazer sua contribuição para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A primeira unidade de móvel da entidade para exames de mamografia também começa a fazer seus primeiros exames ainda este ano, provavelmente em dezembro.

>> Sesi-SP realiza ações de prevenção ao câncer de mama 

Sesi-SP realiza ações de prevenção ao câncer de mama durante o mês de outubro

Agência Indusnet Fiesp

Durante todo o mês de outubro, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) promove ações educativas com o objetivo de conscientizar mais de 244 mil alunos e seus familiares sobre a importância da prevenção ao câncer de mama.

As ações incluem palestras e distribuição de material informativo em 55 Centros de Atividades em todo o estado de São Paulo. Os alunos também recebem uma pulseira para ser entregue aos pais ou responsáveis, como um lembrete da campanha. Na sede da entidade, em São Paulo, um laço rosa, gigante, passa a ser projetado na Galeria de Arte Digital, de 1º a 19 de outubro, entre às 20 e às 6 horas, deixando a avenida Paulista mais feminina.

As iniciativas mostram o apoio do Sesi-SP ao movimento mundial conhecido como Outubro Rosa, campanha que dura o mês inteiro e busca sensibilizar a população para os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce para esse tipo de câncer.

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, correspondendo a 22% dos casos novos a cada ano. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, pois 95% dos casos têm cura, desde que detectados no início.

Para conhecer as ações específicas de cada região, é necessário verificar a programação dos CATs. A relação das unidades está disponível no site: www.sesisp.org.br.

Na luta contra o câncer de mama, Sesi-SP faz parceria com Instituto Se Toque

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em um ciclo de quatro palestras, alunos de 8º e 9º ano das escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) estão recebendo informações e tirando dúvidas sobre o funcionamento do corpo, sexo, gravidez e prevenção de doenças, em especial, o câncer. Por meio do programa Colar da Vida, parceria com o Instituto Se Toque, os jovens se transformam em grandes disseminadores de conhecimento, alertando pais, familiares e amigos para a importância dos cuidados com a saúde.

As ações serão desenvolvidas em 13 escolas da cidade de São Paulo, alcançando 1,5 mil alunos durante todo o ano letivo.

“Saúde e qualidade de vida fazem parte da educação. É um conteúdo dado em sala de aula mas expandido para outros setores da vida da criança e do adolescente”, diz Anne Lise Dias Brasil, supervisora de serviços médicos, da área de saúde e inclusão escolar do Sesi-SP.

Colar mostra as etapas de crescimento do tumor de mama e suas chances de cura. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Os alunos assistem a palestras sobre gravidez não-planejada, doenças sexualmente transmissíveis, câncer de próstata, pulmão e colo do útero e, para finalizar, uma apresentação específica sobre câncer de mama. É quando eles recebem o colar da vida, para entregarem para as mães, avós ou outras familiares na idade-alvo de realizar os exames preventivos para o câncer de mama.

Feito de pérolas em diversos tamanhos, o colar mostra as etapas de crescimento do tumor de mama e suas chances de cura. Tumores de até 1 cm, tamanho da menor pérola do colar, tem 95% de chance de cura. Com mais de 3 cm, maior pérola, as chances caem para 30%. O objetivo do colar é que ele seja um lembrete sobre a importância de fazer a mamografia.

“No Brasil, cerca de 50% das mulheres na faixa-etária alvo, acima dos 50 anos nunca fizeram mamografia. Não sabem que precisam ou que tem direito”, alertou a coordenadora científica do Se Toque, Michelle Miya. “Sabendo da necessidade do exame, as crianças vão informar as mães e as familiares, porque são grandes disseminadoras de conhecimento e influenciadoras dentro de casa.”

Anne Lise defende o importante papel da criança na difusão das informações. “Quando a criança incorpora um conceito, ela leva para a família e para a comunidade em que vive e passa a ser um multiplicador do conhecimento”, diz.

“Ela aprende que fumar faz mal, então cobra o pai cada vez que ele acende um cigarro. Aprendeu que não pode desperdiçar água, então fica atenta para fechar as torneiras. Com as informações de saúde farão o mesmo, para muitas mulheres que não têm acesso a isso.”


Alunos

Atentos e curiosos, a turma que assistiu às palestras na unidade do Sesi-SP do Tatuapé, zona leste de São Paulo, na segunda-feira (07/04), aproveitou as palestras para tirar dúvidas e descobrir mais sobre o corpo e os riscos à saúde.

Os meninos foram os mais participativos durante a palestra. “Foi interessante, porque aprendemos sobre um monte de coisas que a gente não sabia”, disse Matheus Henrique, 12 anos.

Palestras: informação para ajudar na prevenção. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

“A palestra foi bem legal e acho importante saber que preciso me prevenir, quando eu for maior, e tiver minha primeira relação”, comentou Yuri Ferreira, 13 anos. Para João Vitor, também de 13 anos, foi bom ver um novo conteúdo. “Vimos assuntos que não aprendemos nas outras aulas, nem vimos no nosso dia a dia.”

As meninas sabiam da necessidade de tomar a vacina do HPV, mas não sabiam ao certo as consequências da doença. “Não é sempre que podemos ter informações como essa. Muitas coisas que foram faladas eu não sabia e agora me sinto mais informada”, disse Jamile Helder, de 12 anos.

“Tem muito adolescente que precisava de uma palestra dessa, porque os pais não podem ensinar ou eles desistiram da escola. Que bom que a gente pode ter um conhecimento maior”, comentou Julia Chinen, de 12 anos. Já Nicole Assis, também de 12 anos, se surpreendeu. “Não esperava que fosse ser uma palestra legal. Achei muito interessante aprender tudo isso.”

Saúde: Sesi-SP promove campanha de prevenção nas escolas da rede

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), por meio da área de Saúde e Inclusão Escolar da Divisão de Educação e Cultura, realiza desde o início desta semana (17/03) o programa “Colar da Vida” nas escolas da rede.

O programa tem caráter preventivo e educativo com o objetivo de estimular jovens e suas famílias a quebrar os mitos em relação à saúde, prevenindo o câncer de mama, colo uterino e próstata, a gravidez na adolescência e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A iniciativa, em parceria com o Instituto Se Toque, vai promover oficinas de prevenção para os estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental e distribuir cartilhas sobre saúde do adolescente.

Outra ação visa estimular a realização periódica de mamografia entre as mães dos estudantes que participarem das oficinas.  Está programada a distribuição de “Colares da Vida”, bijuteria com pérolas em diversos tamanhos que simbolizam as etapas de crescimento do tumor de mama e suas chances de cura.

As ações desenvolvidas presencialmente têm o alcance de 1.500 alunos em 13 escolas da capital. Já a cartilha será distribuída para 38.000 alunos em todas as escolas da rede a partir do segundo semestre de 2014.


O Instituto Se Toque

Fundado em outubro de 2005, o Instituto Se Toque é uma organização sem fins lucrativos que atua na promoção da saúde da mulher, com foco no câncer de mama.

O instituto promove a educação para a saúde junto às escolas e utiliza, como instrumentos de mudança de hábitos de vida, a realização de palestras, de oficinas de prevenção e de atividades teatrais, estimulando a busca pelo diagnóstico precoce.

Visite o site: www.setoque.org.br

Líberos das equipes de vôlei do Sesi-SP vestem rosa pelo combate ao câncer de mama

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

A partir desta segunda-feira (14/10), até o final do mês, os líberos dos times feminino e masculino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) passam a vestir uniformes cor de rosa. A ideia é chamar a atenção para a campanha Outubro Rosa, desenvolvida para conscientizar a sociedade da importância dos exames de prevenção ao câncer de mama.

A iniciativa é apoiada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Sesi-SP.

Suelen e Serginho receberam as novas camisetas na tarde desta segunda-feira (14/10) no ginásio do Sesi-SP na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. Os atletas mostraram engajamento com a novidade. E fizeram questão de ressaltar a importância de ações como essa, reforçando a diferença que um simples exame preventivo pode fazer na vida de uma mulher e de sua família.

Suelen e Serginho elogiaram a iniciativa e estão empolgados com o apoio à campanha. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Suelen e Serginho elogiaram a iniciativa e estão empolgados com o apoio à campanha. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

“Vai ser legal jogar de rosa. Não tem problema nenhum, não”, completou o campeão olímpico (2004) Serginho, líbero do time masculino do Sesi-SP. É a primeira vez que o atleta faz parte de uma ação como essa. E ele acredita que poderá ajudar muitas mulheres com a sua participação.

Já a jogadora do time feminino também achou a campanha “maravilhosa” e foi só elogios ao novo uniforme. “O problema é que todas as meninas vão querer jogar com ele agora”, brincou.

O regulamento permite que o uniforme do líbero tenha um feitio diferente, preservando-se a numeração com o restante da equipe.

Quem ficou curioso poderá conferir como ficou a nova camiseta ainda nesta segunda-feira (14/10), às 21h, no jogo entre Sesi-SP e Molico Nestlé, com transmissão do canal Sportv.

Fiesp e Sesi-SP unem colaboradores e parceiros pela prevenção ao câncer de mama

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Nessa sexta-feira (11/10), os colaboradores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram convidados a vestir roupas cor de rosa e receberam folhetos sobre a prevenção do câncer de mama. Quem passava pela frente do prédio na Avenida Paulista também foi convidado a fazer parte da campanha, com a distribuição de informativos e de uma pulseira rosa que lembrava a todos da importância de realizar o exame preventivo pelo menos uma vez ao ano.

A ação faz parte de uma série de atividades que estão sendo promovidas pela Fiesp e seus colaboradores, a fim de promover a prevenção ao câncer de mama. No Brasil, o índice de mulheres que morrem por causa da doença chega a 42% e o principal motivo é o diagnóstico tardio.

A campanha de prevenção ao câncer de mama da Fiesp na Avenida Paulista. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A campanha de prevenção ao câncer de mama da Fiesp na Avenida Paulista. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Leila Yoshie, coordenadora da Divisão de Esporte e Qualidade de Vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e uma das organizadoras da campanha, afirmou que, ao ficar ciente desses dados, a equipe se interessou em fazer parte do movimento. “A gente teve acesso às informações da campanha mundial e achamos interessante incentivar as pessoas quanto à prevenção, mostrar que o índice de mulheres com câncer de mama ainda é muito alto.”

Todos por uma mesma causa

Em outubro, o mundo inteiro se une em torno da causa. Um grande símbolo dessa universalização é a Américas Amigas, uma organização da sociedade civil de interesse Público (Oscip) fundada pela mulher do ex-embaixador americano no Brasil, Bárbara Sobel. Criada em 2009, quando Bárbara descobriu que no Brasil o câncer de mama mata mais do que o dobro de mulheres que nos Estados Unidos, a organização trabalhou em parceria com a Fiesp nas ações daquele ano.

A fundadora da Américas Amigas se diz muito satisfeita com as ações e reforçou a importância de iniciativas do tipo no Brasil. “Vocês fizeram um ótimo trabalho. Quando vimos pela primeira vez no jornal o prédio com o laço da campanha, quase choramos de tanta felicidade”, disse. “Nós estamos tentando atingir o mundo todo e tantas pessoas passam aqui na frente todas as noites. Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.”

Bárbara: “Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Bárbara: “Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

O público também aprovou. A venezuelana Karibay Almedo, que passava pela Paulista durante a promoção da campanha, colocou sua pulseirinha e foi só elogios à iniciativa. “Eu acho que é uma ótima ideia! Às vezes não nos lembramos de que temos que fazer os exames e a pulseira nos ajuda com isso quando chegarmos em casa, até mesmo para lembrar outras mulheres.”

Outubro ainda não acabou

Além da panfletagem de hoje, outros eventos já foram promovidos. A sede da instituição está, desde o dia 01 de outubro, das 19h às 20h, divulgando na galeria digital a céu aberto (na fachada do prédio) o laço cor de rosa que representa a luta pela melhoria dos cuidados com a saúde da mulher. Os alunos da rede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de ensino, também foram incluídos e receberam de seus diretores materiais informativos, acompanhados de uma carta para que os alertas cheguem até seus pais ou responsáveis.

Leila confirma que até agora a resposta de todas essas ações tem sido bastante positiva e até superou as suas expectativas. No dia 20 de outubro, a campanha continua durante a Circuito Sesi-SP de Corrida de Rua 2013 e vai incluir folders explicativos sobre a prevenção ao câncer de mama nos kits dos corredores.

Pela prevenção contra câncer de mama, Sesi-SP apoia campanha ‘Outubro Rosa’

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) está apoiando o “Outubro Rosa”, movimento internacional que estimula a prevenção contra o câncer de mama.

Para comunicar a adesão à iniciativa, o Sesi-SP exibiu na noite desta terça-feira (01/10) em sua Galeria Digital, na Avenida Paulista, a imagem do laço rosa, símbolo da campanha. A imagem pode ser vista na fachada do edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Imagem do laço rosa começou a ser exibida às 19h. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A campanha “Outubro Rosa” estimula a participação da população, empresas e entidades. O movimento, que dura o mês inteiro, busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer – o segundo mais comum no mundo, perdendo apenas para o de pele.

Além de expor o síbolo na Galeria Digital, o Sesi-SP está preparando atividades educativas com os alunos da rede de ensino do Sesi-SP, por meio da distribuição de filipetas educativas e pulseiras, com a proposta de sinalizar aos pais a importância da realização de exames preventivos.

Também estão programadas outras ações, em eventos esportivos, por exemplo, com peças relacionadas ao tema proposto pela campanha.

A iniciativa é da Divisão de Esporte e Qualidade de Vida do Sesi-SP.

Fiesp e Sesi-SP recebem Clifford Sobel, ex-embaixador dos EUA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta terça-feira (10/09,) o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel e sua esposa Barbara, fundadora da organização “Américas Amigas”, que milita para reduzir mortes por câncer de mama.

Também participou do encontro o professor Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP).

De acordo com Vicioni, a reunião teve como assunto principal as oportunidades de parceria para sensibilizar as mulheres brasileiras sobre a importância do exame preventivo de câncer de mama. No Brasil, 40% da população feminina não faz esse tipo de exame enquanto nos Estados Unidos este percentual é de 16%, segundo Vicioni.

O primeiro passo para futuras parcerias deve ser a adesão do Sesi-SP ao Outubro Rosa, movimento popular internacional contra o câncer de mama que incentiva a participação da população, empresas e entidades na luta contra a doença.  O Outubro Rosa começou suas atividades nos Estados Unidos.

Américas Amigas

Fundada por Barbara Sobel em janeiro de 2009, o “Américas Amigas” é fruto da parceria de brasileiras e norte-americanas que têm em comum a luta pela diminuição do número de mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil, especialmente entre a população de baixa renda.

O “Americas Amigas” é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e possui o certificado de Entidade Promotora de Direitos Humanos, promulgado pela Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo.

Fiesp e Ciesp participam da campanha Pense Rosa

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Emoção na abertura e no encerramento do encontro, que teve a participação da cantora Gilmelândia, embaixadora da campanha e do movimento Outubro Rosa, no Brasil. Foto: Helcio Nagamine

Na manhã desta segunda-feira (29/10), a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo aderiram à campanha Pense Rosa – uma iniciativa vinculada ao movimento mundial Outubro Rosa – e promoveram um encontro  educativo sobre prevenção do câncer de mama para suas funcionárias.

O evento começou com a emocionada execução do Hino Nacional na interpretação da cantora Gilmelândia, embaixadora da campanha e do movimento Outubro Rosa, no Brasil.

Inês Carvalho, do Consocial da Fiesp e madrinha da Campanha. Foto: Helcio Nagamine

Inês Carvalho, membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp e madrinha da campanha, agradeceu ao  2º diretor secretário da Fiesp, Mario Frugiuelle,  e às gerências de Recursos Humanos das entidades, por abraçarem essa importante causa: “É a primeira oportunidade de levarmos nossa mensagem que impacta decisivamente na saúde das mulheres brasileiras”.

Ela relembrou também o papel de destaque da Fiesp no Humanidade 2012, que deixou como legado “a sua criatividade em prol de causas com o foco em sustentabilidade e responsabilidade social”.

Inês Carvalho esclareceu que o principal objetivo da campanha Pense Rosa, iniciada em 2008, é conscientizar a sociedade na luta contra o câncer de mama e a importância da realização da mamografia para detecção precoce da doença.

“Hoje é o primeiro passo. Espero que no próximo ano possamos fazer esse exame em  100% das mulheres que aqui trabalham” , afirmou, solicitando aos homens presentes que também levem essa mensagem às mulheres de suas famílias.

A especialista Albertina Pizzamiglio apontou os cuidados necessários para a prevenção da doença e os tratamentos disponíveis. Foto: Helcio Nagamine

Palestra

O evento contou com a palestra da doutora Albertina Pizzamiglio, especialista em imunologia e consultora médica em oncologia, que mostrou os números de incidência de câncer de mama no Brasil e no mundo, além dos principais fatores de riscos, os cuidados necessários para a prevenção da doença e atuais tratamentos disponíveis.

Diante do aumento da incidência da doença nos últimos anos, Pizzamiglio enfatizou a necessidade da detecção precoce para ampliar as chances de cura.

A médica explicou que o autoexame por apalpamento das mamas, muito difundido em nossa sociedade,  não é eficiente para detecção precoce de tumores. Daí a importância de todas as mulheres, a partir dos 40 anos de idade, realizarem, anualmente, a mamografia – exame capaz de detectar tumores menores ainda no início da doença.

Após esclarecerem suas dúvidas com a doutora Albertina,  as funcionárias  da Fiesp e do Ciesp assistiram ao show da cantora Gilmelândia e participaram de sorteio de brindes.