Com atividades interativas na Avenida Paulista, Sesi-SP faz alerta sobre saúde auditiva

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para alertar sobre a importância da saúde auditiva, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) instalou uma orelha gigante na Avenida Paulista. Dentro dela, as pessoas podem conhecer mais sobre o funcionamento da audição. A ação faz parte da Campanha de Saúde Auditiva, realizada nos dias 27 e 28 de março.

A instalação que simula uma orelha humana está aberta para visita das 9 às 15h. Ao entrar no túnel, os visitantes serão recebidos por um fonoaudiólogo que vai mostrar as partes que formam a orelha, a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, estribo e bigorna) e a condução do som da cóclea até o cérebro, além de tirar dúvidas sobre o assunto.

Orelha gigante inflável mostra o funcionamento de ossos do ouvido. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Orelha gigante inflável mostra o funcionamento de ossos do ouvido. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


A estudante Gabriela Scalco, de 22 anos, gostou da visita. “Achei bem bacana, a fonoaudiólogo explicou de uma forma bem clara, com bastante detalhe. Para quem não tem noção nenhuma, deu para entender bem. O ideal seria a gente conhecer tudo no nosso corpo para cuidarmos melhor dele.”

Visitando São Paulo, as baianas Andréa Alves de Souza, de 28 anos, e Isis Carla Cardoso, de 35, aproveitaram a oportunidade de saber mais sobre audição. “Conhecia bem pouco sobre o funcionamento da orelha. Ainda pude esclarecer uma dúvida que eu tinha sobre labirintite”, disse Andréa, que é professora de canto. “Dentro da orelha, consegui escutar os sons da Paulista, vi o quanto é alto. Passamos muitas vezes conversando e nem prestamos atenção. Mas, quando estava lá dentro, percebi o quanto a orelha sofre com o barulho”, comentou a professora de música Isis.

Profissional da área, a fonoaudióloga Daniela Laiz Abramczyk, de 42 anos, aprovou a iniciativa do Sesi-SP. “Queria uma orelha como essa para colocar na empresa em que eu trabalho! De forma lúdica, é possível passar informações básicas, que ajudam a mudar alguns hábitos. O primeiro passo é ter o conhecimento teórico, entender como funciona, que faz com que a pessoa se conscientize e faça alguma mudança”, disse.

“Hoje em dia, a gente sabe que cada vez mais as pessoas têm problema de audição, por causa da poluição sonora e dos hábitos inadequados. Por isso, ações assim são importantes para prevenir problemas. Parabéns para o Sesi-SP.”

Medição de ruído

Além da orelha gigante, o público também poderá assistir o vídeo Audição, do projeto Homem Virtual, e verificar o mapa sonoro local, que faz a medição de ruídos em tempo real. Na tarde desta quinta-feira (27/03), a média na Paulista era de 73 decibéis, nível considerado alto, como explica o engenheiro acústico, Victor Becard.

“A Organização Mundial da Saúde recomenda um nível máximo de 55 decibéis, para garantir um conforto acústico. A Avenida Paulista tem corredor de ônibus, muitos carros, helicópteros, o que gera altíssimos níveis de ruído. Tudo isso torna a situação acústica ruim para a saúde”, explicou Becard. “Teoricamente, as pessoas que andam na Paulista deviam usar protetores nas orelhas para se proteger do ruído”.

Sesi-SP promove campanha pela saúde auditiva; tráfego urbano é o grande vilão

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Conscientizar a população sobre os riscos dos ruídos e a importância dos cuidados com a audição. Este é o objetivo principal da primeira Campanha de Saúde Auditiva do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). A programação de dois dias teve início na manhã desta quinta-feira (27/03) com palestras, exibição de vídeos e atividades interativas, prosseguindo até sexta-feira (28/03).

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Especialistas falaram sobre fatores que causam perda da saúde auditiva. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para abrir o evento, os especialistas Davi Akkerman, Ana Cláudia Fiorini e Alice Penna apresentaram diferentes aspectos da saúde auditiva.

Akkerman, presidente da Associação Brasileira para Qualidade Acústica – ProAcústica, falou sobre o problema da poluição sonora urbana, que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o segundo pior tipo de poluição no planeta, perdendo apenas para o ar.

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Davi Akkerman: “Nossa cidade vive em um caos de ruído”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para Akkerman, o grande vilão da poluição sonora nas grandes cidades é o tráfego urbano. “Existe uma série de medidas importantes que podem ser tomadas, como a redução do número de veículos pesados circulando em áreas residenciais, alteração do tipo de pavimentação utilizada na rua, redução do limite de velocidade, incentivo ao ciclismo, pedestrianismo e todo tipo de ecomobilidade”, explicou o presidente da ProAcústica, que criticou a ação do poder público nessa área e alertou também para a necessidade de campanhas educativas.

“Nossa cidade vive em um caos de ruído e nunca se prestou atenção para isso. O Psiu é um órgão público que está mais interessado em fiscalizar casas noturnas e bares, mas isso é muito pouco frente à grande quantidade de ruído que é gerado em todas as ruas e avenidas expressas da cidade”, completou Akkerman.

Perdas auditivas

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Ana Claudia Fiorini: irritabilidade, stress, distúrbios do sono podem ter relação com ruído. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para falar sobre perdas auditivas induzidas por níveis de pressão sonora elevados, a convidada foi a professora doutora do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp-EPM, Ana Cláudia Fiorini.

“A perda auditiva é uma preocupação internacional, por causa do impacto que ela tem na vida da pessoa. Seja na aprendizagem, na orientação vocacional, no isolamento social, sempre haverá um impacto”, disse Ana Cláudia. “E os principais agentes causadores da perda auditiva são o ruído e o processo de envelhecimento.”

A professora da Unifesp-EPM falou também dos outros efeitos na saúde desencadeados pela poluição sonora. “Irritabilidade, stress, distúrbios do sono podem ter relação com ruído, mas as pessoas não são alertadas com relação a isso. Às vezes as pessoas já sofrem com esses problemas e não sabem qual a causa.”

Por fim, a fonoaudióloga do Cerest/SP e professora dos cursos de especialização em audiologia e saúde do trabalho do Cefac Saúde e Educação, Alice Penna, fez uma palestra sobre o programa de conservação auditiva (PCA) para as empresas.

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Alice Penna: perda auditiva relacionada ao trabalho ainda é uma das doenças mais prevalentes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“A perda auditiva relacionada ao trabalho ainda é uma das doenças mais prevalentes em todos os ambientes de trabalho. Só não é uma pandemia, porque estamos controlando e isso está declinando. Mas o fato de existir essa perda auditiva no ambiente de trabalho já mostra um descuido, porque é possível prevenir”, disse a fonoaudióloga.

Alice reforçou que é preciso empenho das empresas para controlar o número de pessoas que sofrem com os ruídos no ambiente de trabalho. “Praticamente 95% das empresas têm recursos tecnológicos, mas não têm organização e o real dimensionamento do que é o PCA.”, afirmou a especialista. “Potência não é nada sem controle. Se os recursos tecnológicos não são empregados com inteligência no processo, não há controle.”

Atividades interativas

Além das palestras, foi instalada uma orelha gigante inflável na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP.

O público poderá entrar na orelha e passear por um túnel interativo e, com a orientação de um fonoaudiólogo, conhecer as partes que formam a orelha, sentir a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, estribo e bigorna), visualizar a condução do som da cóclea até o cérebro e entender o funcionamento da audição.

Nos dois dias de campanha, das 9 às 15h, os interessados também podem ver um vídeo sobre Audição, do Projeto Homem Virtual, além de conhecer a medição de ruído e projeção do mapa sonoro local em tempo real.

A iniciativa é realizada pela Diretoria de Esporte e Qualidade de Vida do Sesi-SP.

Sesi-SP promove campanha de saúde auditiva nos dias 27 e 28 de março

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539748180Conscientizar a população sobre os riscos do ruído e a importância dos cuidados com a audição. Este é o objetivo do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) com sua primeira campanha de saúde auditiva.

A iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de março com diversas atividades , das 9h às 15h, no edifício-sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313.

Ao longo dos dois dias de campanha, o público em geral pode realizar uma visita monitorada a uma orelha gigante inflável que será montada no recuo em frente ao prédio da Fiesp e do Sesi-SP.

A instalação, um grande túnel interativo que simula uma orelha humana, permite entender o funcionamento da audição.

Ao entrar no túnel, os visitantes – orientados por um fonoaudiólogo – têm a chance de conhecer todas as partes que formam a orelha, sentir a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, bigorna e estribo) e visualizar a condução do som da cóclea até o cérebro.

O evento também conta com a medição do efeito da poluição sonora na Avenida Paulista, em São Paulo, em tempo real, por meio de um mapa de ruído.

Debate com especialistas

Na cerimônia de abertura, no dia 27 de março, das 9h às 11h, os participantes podem assistir a uma mesa redonda técnica, mediada pela equipe da gerência executiva de Qualidade de Vida do Sesi-SP.

O debate tem a presença confirmada do professor e mestre Davi Akkerman, presidente da Associação Brasileira para Qualidade Acústica – ProAcústica, sobre o tema “Poluição Sonora Urbana”; da professora doutora Ana Cláudia Fiorini, professora do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp-EPM, trata das “Perdas Auditivas Induzidas por Níveis de Pressão Sonora Elevados”; e da professora doutora Alice Penna, fonoaudióloga do Cerest/SP e professora dos cursos de especialização em audiologia e saúde do trabalho do Cefac Saúde e Educação, sobre “Programas de Conservação Auditiva”.

O evento é aberto ao público em geral: funcionários do prédio, trabalhadores, graduandos e pós-graduandos da área e demais interessados.

As inscrições para a cerimônia de abertura já estão abertas. Interessados podem confirmar presença enviando uma mensagem para o e-mail jfarkas@sesisp.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG, telefone e instituição. A participação é gratuita.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ruído é considerado um problema mundial de saúde pública e a segunda causa de poluição que mais afeta o planeta, atrás apenas da poluição do ar.

Com isso, vem crescendo, inclusive em crianças e adolescentes, a incidência da chamada Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (Painpse).

Conheça a programação

Dia 27/03/2014
1. Fórum de abertura
2. Visita monitorada à Orelha Gigante Inflável
3. Projeção do vídeo sobre Audição, do Projeto Homem Virtual, desenvolvido pela Telemedicina, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
4. Medição de ruído e projeção do mapa sonoro local, em tempo real
5. Distribuição, aos participantes da Campanha, de pendrive, no formato da orelha humana, com orientações de Saúde Auditiva

Dia 28/03/2014

1. Visita monitorada à Orelha Gigante Inflável
2. Projeção do vídeo sobre Audição, do Projeto Homem Virtual
3. Medição de ruído e projeção do mapa sonoro local, em tempo real
4. Distribuição, aos participantes da Campanha, de pendrive, no formato da orelha humana, com orientações de Saúde Auditiva.