Biomecânica a serviço da equipe de natação do Sesi-SP

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A equipe de natação do Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) conta agora com a experiência e o conhecimento técnico de Paulo César Marinho, biomecânico da seleção brasileira. Trata-se do início de uma parceria para trabalhar diretamente com os principais nomes da equipe, mas isso utilizando tecnologia e softwares de ponta para melhorar ainda mais o desempenho dos atletas. Tudo para rechear a sala de troféus da instituição com ainda mais medalhas de ouro.

Marinho, que começou o trabalho ao lado da equipe de natação do Sesi-SP na semana passada, conta que desenvolve o método de análise biomecânica há mais de dez anos. “O método permite a correção de erros dos atletas analisados e a criação também de um banco de dados com informações técnicas”, conta.

Marinho explica que os atletas são filmados com cinco câmeras de alta velocidade, sendo duas submarinas. “Recolhemos informações visuais de todos os movimentos do atleta. Depois das filmagens, levamos esses dados e informações para um estudo minucioso, para depois criarmos um método de correção, atuando ao lado do treinador para que o atleta realize a movimentação de maneira plena”.

Imagens do desempenho dos atletas são analisadas com o auxílio de softwares específicos. Foto: Guilherme Abati/Fiesp

Imagens do desempenho dos atletas são analisadas com o auxílio de softwares. Foto: Guilherme Abati/Fiesp


Segundo Marinho, com a análise são levantados os dados sobre a velocidade média atingida pelos nadadores, além da amplitude e frequência de braçadas. “Com isso, buscamos o nado ideal para cada atleta.” A tendência é a melhora gradual do tempo de prova e do rendimento. “Não há medalha sem uma análise técnica minuciosa.”.

Com o apoio dos atletas

Técnico da equipe de natação do Sesi-SP, Fernando Vanzella aprova a iniciativa. “O Paulo César já trabalha há dez anos com a biomecânica e tem um banco de dados muito grande, com informações detalhadas, inclusive sobre os nossos adversários”, conta.

Vanzella explica o trabalho do biomecânico. “O biomecânico atua em vários níveis. Ele busca os detalhes de maneira clínica, sempre tendo como objetivo a excelência no nado. Depois da análise feita a partir das inúmeras imagens criadas, ele trabalha individualmente com o atleta, corrigindo detalhes observados durante o nado”.

Marinho: “Não há medalha sem uma análise técnica minuciosa”. Foto: Guilherme Abati/Fiesp

Marinho: “Não há medalha sem uma análise técnica minuciosa”. Foto: Guilherme Abati/Fiesp

O técnico diz que, desde novembro de 2012, data em que iniciou seus trabalhos dentro do Sesi-SP, existe a busca pela construção de uma equipe de alto rendimento e multidisciplinar. Além de um time com preparadores físicos, psicólogos e técnicos, Vanzella afirma que “uma equipe de natação de ponta exige a participação de um biomecânico”.

Ele explica que Marinho também trabalhará durante a principal competição deste ano, acompanhando diretamente com os atletas durante o Mundial de Barcelona, a ser realizado entre 19 de julho a 4 de agosto. “O acompanhamento durante a competição é vital. Já que com as análises é possível ganhar alguns centésimos entre uma prova e outra”, afirma.

“É um olhar clínico que pode mudar a cor da medalha”, conta a nadadora Jessica Cavalheiro. Para ela, o trabalho que começa a ser desenvolvido é essencial para alcançar resultados significativos e “corrigir pequenos detalhes do nosso trabalho”. “A natação, hoje, é um esporte integrado”, concluiu.

Também nadadora da equipe, Etienne de Medeiros comemorou a parceria e prevê ótimos resultados com a utilização da tecnologia. “É um trabalho bastante importante, que atua especificamente na correção dos defeitos de cada atleta. Fui surpreendida logo no inicio do meu contato com o método. Acho que já em Barcelona poderei nadar melhor”, disse.

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