Brasil tem pressa e as reformas não podem esperar, afirma Benjamin Steinbruch

Agência Indusnet Fiesp

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Terminado o segundo turno, que culminou com a reeleição da presidente Dilma Rosseff, Não cabem revanchismos nem de eleitos nem de não eleitos, de acordo com o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch. “A obrigação de todos é respeitar a decisão popular, trabalhar e torcer pelo Brasil, que, mais do que nunca, tem pressa –as reformas não podem esperar”, afirma ele em artigo no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (04/11).

De acordo com Steinbruch, a presidente deveria propor, “o mais rápido possível, uma reforma fiscal, cujo principal objetivo seria reduzir a carga tributária e agregar competitividade à economia.”

“Claro que cortes de gastos públicos serão necessários, mas nunca poderão atingir investimentos e a área social –os alvos devem ser despesas correntes da pesada estrutura governamental”, ressalva.

Segundo ele, o alívio fiscal tornaria ainda mais viável a redução das taxas de juros sem provocar mais inflação. “De surpresa e na contramão dos movimentos em outros países, o Banco Central elevou a taxa de juros para 11,25% ao ano na semana passada. Não há economia que consiga ser competitiva com essa taxa, enquanto o resto do mundo opera com juros negativos”, comenta Steinbruch.

Steinbruch diz que o corte dos juros ajudaria a manter o câmbio em um patamar que dê apoio aos exportadores. “O câmbio é um dos fatores responsáveis pelo encolhimento da indústria nacional nas últimas décadas e pela perda de espaço nas exportações.”

Ele diz ainda que o desenvolvimento da indústria nacional precisa ser reorientado. “Para a criação de uma estrutura produtiva mais avançada tecnologicamente e integrada nas cadeias globais.”