Folha: Skaf diz que câmbio reduz competitividade do Brasil para atender à ‘nova classe C’

Agência Indusnet Fiesp

O caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, publicou no domingo (15/07) a reportagem “A menina dos olhos”, na qual afirma que a nova classe média é foco de interesse empresarial não só no Brasil – é objeto de livros e estudos que buscam mapear o perfil de um grupo de consumidores tão cobiçado quanto desconhecido.

A matéria de Vaguinaldo Marinheiro destaca que, para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a indústria nacional só não se beneficiou ainda mais desse aumento do mercado consumidor por causa do câmbio, que desviou o dinheiro da nova classe média para produtos importados. “Esse é um bom momento para que as empresas brasileiras possam não só ganhar escala, mas ampliar sua especialização”, afirmou Skaf à Folha.

Câmbio

A defasagem cambial, de acordo com o presidente da Fiesp, é um dos um problemas que afeta a competitividade brasileira.

Em entrevista à rádio CBN na sexta-feira (13/07), Paulo Skaf analisou: “Se você pegar a fábrica mais moderna e competitiva do mundo hoje e colocar ela no Brasil, com energia cara, gás caro, juros altos, custo de logística caro, um câmbio que agora melhorou um pouco, mas ficou totalmente defasado durante anos e ainda continua defasado, mas melhorou um pouco, e todos esses custos, dificuldade na educação… enfim, toda essa somatória prejudica a competitividade. Qualquer fábrica aqui instalada sentiria a mesma coisa”.

A solução multilateral para o desalinhamento cambial na década de 80 e o paralelo com o contexto atual

Avaliação do desalinhamento atual entre as moedas dos principais países e suas características análogas as da década de 80.

Análise do acordo, denominado Acordo de Plaza (1985), como exemplo de iniciativa que pode trazer elementos importantes para a discussão atual. Estudo elaborado pela Área de Análise Econômica do Comércio Exterior do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP.