Divisão de Nozes e Castanhas da Fiesp divulga data do VI Encontro Brasileiro e II Latino Americano “Nozes para a Vida”

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

A divisão de nozes e castanhas do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgou, nesta terça-feira (30/05), durante reunião plenária, a data  do VI Encontro Brasileiro e II Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas “Nozes para a Vida”. O evento, que acontecerá em 16 de outubro, tem o objetivo de reunir grandes entidades do setor e representantes mundiais dessa área, para discutir o panorama mundial das nozes e castanhas, as perspectivas do setor e o papel do Brasil nesse cenário.

“Fomentar a cadeia de nozes e castanhas tem sido nosso trabalho diário. Não precisamos só abrir mercados para essa cultura, mas estimular pessoas a entrarem nele”, destaca José Eduardo Mendes de Camargo, diretor da divisão.

Mais castanhas e nozes na mesa dos brasileiros em 2017

Agência Indusnet Fiesp 

A Divisão de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organizou uma reunião com empresários do setor nesta semana para planejar as ações da área em 2017.

Uma das iniciativas previstas é a realização do sexto workshop sobre essa cadeia do agronegócio. O objetivo, segundo José Eduardo Mendes de Camargo, diretor da divisão, é estimular a produtividade e a participação desses alimentos na mesa dos brasileiros.

Segundo informações da divisão, em 2015  o Brasil exportou US$ 135 milhões em nozes. No Chile, esse valor foi de US$ 300 milhões no mesmo período, com um aumento de vendas externas de 15 vezes nos últimos dez anos. Os números apontam o potencial de crescimento da área no Brasil.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544925562

A reunião da Divisão de Castanhas e Nozes do Deagro: workshop e aumento do consumo. Foto: Cristina Carvalho/Fiesp


Saúde, agilidade e sabor: indústria de alimentos avança com o uso de castanhas e nozes em seus produtos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de alimentos nunca usou tantas castanhas e nozes no preparo dos seus produtos. Uma opção que já estimula e tende a estimular ainda mais a produção desses itens no Brasil. Para debater o tema, foi realizado painel sobre o assunto, na  tarde desta segunda-feira (29/08), no V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento foi realizado na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na capital paulista.

No caso da fabricante de pães Wickbold, os chamados nuts entram principalmente em linhas como aquelas 100% integrais, que levam ingredientes como castanha de caju, do Pará e até noz pecan. “Queremos oferecer produtos saborosos, mas que tragam algum benefício para os consumidores”, explicou a gerente de Suprimentos da empresa, Márcia Lopes.

A castanha de caju é, entre os nuts, o item mais usado pela Wickbold. A empresa tem seis unidades fabris no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para acompanhar o fornecimento de matéria-prima, a fabricante tem um projeto com comunidades extrativistas na Amazônia, batizado de Projeto Xingu. A ideia é negociar diretamente com esses fornecedores, que também passam a conhecer o trabalho de fabricação dos pães. “Queremos fazer esse trabalho de base com a cadeia produtiva, ajudar essa cadeia a prosperar”.

Para o moderador do debate, o diretor da Tradal Adrian Franciscono, a experiência da WickBold mostra que até empresas tradicionais conseguem evoluir propondo novos produtos a partir das castanhas. “Com um pouco de imaginação a gente consegue apresentar novidades”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544925562

O debate com representantes da indústria de alimentos: ser criativo com castanhas e nozes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao natural

Também consumidora das castanhas e nozes em seus produtos, a Mãe Terra, de 1979, se denomina a primeira empresa de produtos naturais do Brasil, com uma linha com 120 itens. “Trabalhamos num mercado que cresce 40% ao ano no país”, disse Marcela Scavone, gerente de Suprimentos da Mãe Terra. “Não usamos conservantes, aromas e corantes artificiais, mesmo sendo uma indústria”.

Segundo Marcela, o desafio é produzir alimentos para pronto consumo que sejam 100% naturais, com biscoitos e salgados feitos com alimentos orgânicos. E os mixes de nuts e frutas secas, por exemplo. “Não estamos falando de ser ou não natureba, mas de um negócio mesmo”, afirmou. “Espero muito que esse encontro na Fiesp cresça a cada ano”.

Saudável e rápido

Representante da Mintel, empresa de pesquisa de mercado, Naira Sato apontou tendências para a indústria de alimentos que envolvem os nuts.

Segundo ela, tudo passa pelo conceito de vida conveniente e agilidade, mas sem deixar de valorizar o fator saúde. “Cerca de 38% dos brasileiros dizem que cozinhar toma muito tempo”, explicou. “Por isso é interessante investir nos chamados ‘atalhos da cozinha’, como kits que permitem fazer refeições a partir de itens pré-prontos, deixando a preparação mais rápida”, disse. “No caso das castanhas e nozes,  pode ser usado um mix de salada com nuts, por exemplo”.

Também ganham força os lanches ou snacks para usar uma expressão do inglês. “São opções para comer em trânsito, de consumo fácil e rápido. Melhor ainda se trouxerem sensação de saciedade e forem saudáveis”, disse Naira. “Mais uma vez, a noção de velocidade aliada à saúde”.

Segundo ela, 83% dos consumidores brasileiros acham que vale a pena gastar mais com alimentos saudáveis. “Os fabricantes estão trabalhando para entregar produtos menos artificiais”, explicou. “A indústria precisa apresentar soluções”.

E por falar em soluções, de acordo com o vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo, a federação estuda fechar parcerias com órgãos internacionais para ações de estímulo à produção dos nuts no Brasil e na América do Sul.


Abertura de mercado para as nozes e castanhas do Brasil em debate na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de abrir mercado para as nozes e castanhas.  Para debater as potencialidades nesse campo, foi realizado, nesta segunda-feira (29/08), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em São Paulo, o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas.

“Mais do que um encontro, aqui temos o sonho de transformar essa atividade, vista por muitos como de fundo de quintal, em negócio”, disse o vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “O potencial é muito grande”.

Também presente à abertura do evento, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho, lembrou da participação de Camargo num evento do setor, há alguns anos. “Na época, havia uma sensação de euforia em vários setores, como algodão e eucalipto, por exemplo. Todo mundo citando boa rentabilidade de produção em sua área”, disse. “Quando o Camargo levantou a mão e contou o que estava acontecendo com as nozes e castanhas, todos ficaram quietos. São muitas as oportunidades”, explicou.

Para Sampaio Filho, há espaço para novas culturas em São Paulo.  “Olhamos muito para a soja e para a laranja, mas cabe diversificação”, afirmou. “As castanhas e nozes têm tudo para emplacar no estado, pois aqui temos gente preparada para produzir e mercado consumidor”.

>> Ouça boletim sobre o encontro de nozes e castanhas

Nessa linha de oportunidades, foi apresentado um panorama dos destaques nacionais na área.

Representante da Pecanita Agroindustrial, do Rio Grande do Sul, Claiton Wallauer destacou a produção da noz pecan. “A noz pecan ainda é pouco conhecia no Brasil”, disse. “A nossa meta é trazer cada vez mais renda para o pequeno agricultor, assumir o desafio da sustentabilidade do campo”, explicou.

Segundo Wallauer, o crescimento da produção, no caso da pecan, é de 500 a 600 hectares por ano em novas áreas de cultivo.

A floresta em pé

Gerente de Desenvolvimento do Ciex do Amazonas, Daniel Benzecry destacou a produção de Castanha do Brasil ou do Pará.

“A castanha do Brasil é o principal produto ecologicamente amigável que se conhece hoje, a maior fonte de renda do interior do Amazonas”, disse.

De acordo com Benzecry, a coleta da castanha depende da floresta, da preservação das árvores. “Quem trabalha com castanha do Brasil tem interesse de manter a floresta em pé”, explicou.

Uma curiosidade: a Bolívia, dona tem 70% da produção mundial, segundo números de 2015, é uma grande compradora da castanha do Brasil. “Cerca de 90% da castanha com casca que sai do Brasil vai para a Bolívia e para o Peru, com 17 mil toneladas exportadas por ano para os dois países”, disse. “Assim temos uma ideia do nosso potencial, do quanto nós podemos processar aqui”.

As possibilidades são grandes também quando o assunto envolve macadâmia. Segundo Ricardo Picard, da Tribeca Agroindustrial e Comercial, do Rio de Janeiro, a noz representa 2% das vendas mundiais da área. “Temos experiências boas no Brasil, onde pequenas e médias empresas podem ter um bom retorno a médio prazo, com a produção podendo durar 70 anos”.

A macadâmia é originária da Austrália e o consumo do alimento no Brasil é de três gramas por pessoa por ano.

Com vocês, o baru

Diretor comercial da Flora do Cerrado, de Goiás, Peter Oliveira é um entusiasta do baru, castanha extraída do fruto de uma árvore, o baruzeiro, considerada um símbolo do cerrado brasileiro.

“O baru vem ganhando espaço, é uma joia do cerrado”, disse. “Entre os benefícios para quem consome o produto estão o fato de que ele é antioxidante, rico em cálcio, fósforo e manganês, ajudando a combater a anemia e sendo capaz de fortalecer os ossos”.

Hoje, há produção do baru nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

O exemplo do Chile

Do Centro Oeste brasileiro para o Chile, a experiência do país na produção de nozes foi apresentada pelo diretor embaixador para o Chile do International Nut and Died Fruit Council (INC), Siegfried Von Gehr.

Os chilenos conseguiram elevar as suas exportações do produto de US$ 20 milhões para US$ 300 milhões em dez anos. Hoje, o país é dono de 6% da produção mundial de nozes e de 11% das exportações.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544925562

A abertura do encontro na manhã desta segunda-feira na Fiesp: potencial grande de crescimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Vendemos para o exterior 90% da nossa produção”, explicou Gehr. “Somos um país pequeno, com 18 milhões de habitantes, não conseguimos consumidor tudo”.

As explicações para o bom desempenho na área? Uma combinação de clima e vontade do governo e da iniciativa privada. “Temos um clima mediterrâneo na zona central do Chile, muito propício à agricultura”, disse Gehr. “E incentivamos a produção de muitas formas, como a partir de uma lei que só permite a venda de alimentos saudáveis, como frutos secos e sementes, nas escolas chilenas”, afirmou. “Combatemos a obesidade infantil e valorizamos o consumo desses alimentos”.

Para o presidente do Datagro, Plínio Nastari, o Chile “deve servir de inspiração para o Brasil”. “O crescimento médio no consumo das nozes e castanhas no mundo está entre 6% e 8% ao ano”, disse. “Temos espaço para crescer”.

O Brasil exportou US$ 150 milhões em castanhas e nozes em 2015, sendo a castanha de caju o principal item nacional a ser vendido lá fora. “Não estamos falando de produtos exóticos, mas de alimentos com alto potencial de negócios”.

‘Temos muito o que crescer’, afirma 3º vice-presidente do Ciesp sobre mercado de nozes e castanhas no Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O potencial de mercado é enorme. Basta parar e observar que, assim como você, mais pessoas incluem, todos os dias, as nozes e castanhas como opção saudável de alimentação. Uma escolha que, do campo à mesa, tem tudo para ganhar força no Brasil. Para debater o assunto e apresentar os exemplos das empresas e as mais recentes pesquisas acadêmicas na área, será realizado, nesta segunda-feira (29/08), o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento será na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na Avenida Paulista, das 8h às 15h30.

“Em 2015, o Brasil exportou US$ 135 milhões em nozes. No Chile, esse valor foi de US$ 300 milhões”, afirma o 3º vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “Temos muito o que crescer: no Chile, o aumento das vendas externas foi de 15 vezes nos últimos dez anos”.

Para exemplificar o que diz, Camargo conta que, somente no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, as exportações de nozes foram de US$ 7,2 bilhões em 2015. “Podemos abrir mercado, criar uma nova fonte de negócios para o Brasil”.

Segundo ele, para chegarmos lá é preciso que exista uma união entre “os agricultores, os industriais e o governo”. “Segundo o International Nut and Died Fruit Council (INC), o crescimento anual de nozes e castanhas é de 8% em todo o mundo, com um aumento de preço em dólares de 400% nos últimos dez anos”, afirma.

Além disso, a indústria de alimentos cada vez mais usa esses itens em seus produtos, como pães e biscoitos, por exemplo.

Participação Internacional

Nessa linha de expansão, o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas receberá empresas brasileiras e da Argentina, Bolívia, Chile e Equador.

Nos painéis de debates, destaque para a experiência chilena, o potencial de mercado na área na América Latina, produtos e distribuição e ações bem-sucedidas de empresas produtoras.

Para saber mais sobre o evento, só clicar aqui.