Bruno Covas participa de encerramento de seminário na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O secretário do Meio-Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, participou do encerramento do Seminário de Investigação e Biorremediação de Áreas Complexas Contaminadas, que aconteceu nesta terça-feira (16/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento foi realizado pela Câmara de Comércio Holanda-Brasil e teve como objetivo avaliar a situação do solo no estado.

De acordo com Covas, dobrou o numero de áreas contaminadas no estado nos últimos anos. “São mais de 2 mil hectares que ainda precisam passar por algum processo de reabilitação atualmente”.

Covas no seminário realizado na Fiesp: cuidar das áreas contaminadas é prioridade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Covas no seminário realizado na Fiesp: cuidar das áreas contaminadas é prioridade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Apesar disso, dobramos o número de áreas tratadas durante a nossa gestão”, disse.

Para o secretário, são vários os desafios ambientais em São Paulo: mudanças climáticas, gestão dos resíduos sólidos, licenciamento ambiental e gestão das unidades de conservação. “E uma delas é a remediação de áreas contaminadas”, afirmou.

Covas elogiou a realização do evento na Fiesp. “Encontros como esse são muito importantes. Ano passado assinamos um acordo bilateral de ajuda mútua com a Holanda. Ver esse acordo gerar frutos é muito gratificante”.

Covas encerrou sua participação durante o encerramento do encontro destacando a importância das parcerias. “A secretaria trabalha buscando parcerias com universidades e com a iniciativa privada, buscando que São Paulo tenha crescimento sustentável conciliado ao desenvolvimento econômico e à proteção ambiental”.

Fiesp recebe seminário sobre áreas contaminadas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (16/07), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu especialistas da área de meio ambiente para o Seminário de Investigação e Biorremediação de Áreas Complexas Contaminadas, realizado pela Câmara de Comércio Holanda-Brasil. O objetivo foi avaliar a situação do solo no estado de São Paulo, apresentar estudos de casos do Brasil e do exterior e debater as soluções possíveis.

A abertura do seminário foi feita pelo diretor do Departamento de Meio-Ambiente (DMA) da Fiesp e diretor do Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais (Sindirrefino), Walter Françolin. “Ao longo do tempo, os campos da investigação e da biorremediação de áreas contaminadas obtiveram mudanças tecnológicas importantes”, disse. “E essas mudanças vêm contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida da sociedade, com menos impactos ao meio ambiente.”

Seminário sobre áreas contaminadas na Fiesp: experiências do Brasil e da Holanda. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Seminário sobre áreas contaminadas na Fiesp: experiências do Brasil e da Holanda. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Françolin destacou a ação da Fiesp na área ambiental e o lançamento, em 2011, da cartilha com informações básicas sobre áreas contaminadas, disponível gratuitamente aqui no site da instituição.

Françolin: mudanças tecnológicas importantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Françolin: mudanças tecnológicas importantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor executivo do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral dos Países Baixos, Theo Groothuizen, apresentou um panorama das ações ambientais da Holanda, segundo ele, o primeiro país do ranking de tecnologia ambiental na Europa.

“A Holanda é um país pequeno, mas é o 5º do mundo em competitividade, o 4º em inovação e o 3º em índice de citação científica. Também foi o primeiro da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente, em especial o solo, já que isso foi fundamental para a criação do nosso país”, afirmou o diretor. De acordo com Groothuizen, uma das metas holandesas é de que, até 2030, todos os solos estejam limpos e adaptados para o seus uso específico.

Segundo o diretor, há interesse da Holanda em oferecer sua experiência de tecnologia ambiental ao Brasil. “Há uma grande urgência nesse setor, não só por causa do aquecimento global e das mudanças climáticas, mas porque danificamos muito o solo nos últimos séculos. Algo precisa ser feito e estamos preparados para colaborar com o Brasil”, disse. “Temos tecnologia para oferecer e também podemos aprender muito com vocês”.

Groothuizen: Holanda foi o primeiro país da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente. Foto: Helcio Naganime/Fiesp

Groothuizen: Holanda foi o primeiro país da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Hans Mulder, diretor da Câmara de Comércio Holanda-Brasil, o público presente no Seminário foi uma mostra da importância que a consciência ambiental tem hoje no meio empresarial. “Não se trata mais de ideologia, mas de nossa própria sobrevivência. Estamos cada vez mais responsabilizados pelo que fazemos ou deixamos de fazer”, afirmou Mulder, que contou um pouco da história da manipulação da natureza na Holanda.

“A Holanda foi obrigada a cuidar do seu solo e aprendeu com seus erros. Mas o bom é que essa aprendizagem resultou em um modelo de gestão de parceria entre poder público e iniciativa privada e também no desenvolvimento de tecnologias, que podem servir de exemplo a outros países.”

BioSoil e Cetesb

Martin Slooijer, vice-presidente da empresa BioSoil, multinacional holandesa líder em remediação ambiental, esteve entre os palestrantes do seminário, apresentando o trabalho realizado pela empresa e sua atuação no mundo. “Inovação é uma parte muito importante na nossa empresa. Além de melhorar as tecnologias que já utilizamos, trabalhamos também na descoberta de elementos nocivos e novas formas de remediação.”

Mulder: cuidados ambientais são questão de sobrevivência para empresas. Foto:  Helcio Nagamine/Fiesp

Mulder: cuidados ambientais são questão de sobrevivência. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) com relação ao Estado de São Paulo foram apresentados  pelo gerente de áreas contaminadas, Elton Gioden. Segundo ele, São Paulo tem hoje 4572 áreas contaminadas. Dessas, 7% encerraram seus processo de recuperação e 22% estão em processo de reabilitação. Em 42% estão sendo aplicadas técnicas de remedição e 29% foram identificadas recentemente e ainda não foi iniciado nenhum processo de tratamento.