Iniciativas Sustentáveis: Bunge & TNC – Impulsionando a agricultura sustentável

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Por Karen Pegorari Silveira

A demanda mundial por alimentos é crescente, porém a previsão é de que seja necessário dobrar a produção atual para garantir alimentos à população até 2050. Uma das medidas mais importantes para promover o crescimento ambientalmente responsável da agricultura é aumentar o volume da produção de alimentos em áreas já abertas.

Por isso a Bunge, uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do mundo, procurou a The Nature Conservancy (TNC), organização líder em conservação ambiental, com o objetivo de promover a agricultura sustentável no país.

O Projeto com a Bunge começou em janeiro de 2013 através de ações nos estados do Mato Grosso (MT), Bahia (BA) e Pará (PA). No MT, as ações se concentram em 13 municípios. Em Porto dos Gaúchos, por exemplo, está programado o mapeamento dos imóveis rurais para buscar a regularização ambiental das propriedades por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Nos outros 12 municípios (Sapezal, Campo de Júlio, Brasnorte, Juína, Juruena, Cotriguaçu, Tapurah, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Nova Ubiratã e Feliz Natal), onde a TNC já desenvolveu o mapeamento das propriedades e tem uma base de dados consolidada, o projeto fará novas análises, denominadas “Go e No Go Zones”. Trata-se de uma avaliação de áreas-chave em cada município, no que diz respeito ao seu potencial e à sua aptidão para conversão em agricultura. Espera-se, com isso, mitigar impactos ambientais da atividade econômica, além de orientar a logística de futuros investimentos.

No oeste da BA, o projeto atua nos municípios de Luis Eduardo Magalhães, São Desiderio e Formosa do Rio Preto. Entre as atividades programadas, estão a atualização do mapeamento do uso do solo, o mapeamento das propriedades em si e a inserção no CAR estadual da Bahia, chamado de Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais ou CEFIR. Os municípios de Correntina, Barreiras, Jaborandi, Cocos, Baianópolis, Riachão das Neves e Santa de Cássia também serão beneficiados, por meio de estudos relacionados à disponibilidade hídrica e ao potencial para atividades de Pagamentos por Serviços Ambientais, além de um Manual de Restauração de Áreas Degradadas.

E no PA, o foco é na melhoria da governança local por meio do monitoramento ambiental e do controle do desmatamento ilegal. Os municípios são Itaituba e Trairão, além de alguns trechos de Aveiro e de algumas atividades na região de Barcarena.

Na Bahia e no Mato Grosso, os fornecedores estão sendo informados sobre as estratégicas para adesão ao CAR e uma das contribuições mais significativas aos fornecedores será a oferta gratuita de mapas de alta qualidade e padronizados com as exigências do CAR. As principais atividades ensinadas a esses agricultores, nos casos da Bahia e de Mato Grosso, está na orientação para a regularização ambiental por meio do CAR e na produção de estudos que informarão a comunidade sobre as melhores práticas agrícolas para a região e as técnicas aplicáveis para a recuperação de áreas degradadas. A iniciativa TNC-Bunge também informará quais áreas, já desmatadas, têm mais aptidão para a expansão agrícola (GoZones) e quais são as recomendações para o uso sustentável da água nessas propriedades.

Nesses três primeiros semestres de projeto na Bahia e em Mato Grosso, o trabalho concentrou-se na organização das informações e mapeamentos básicos, necessários para a etapa seguinte, de contato com os produtores. No próximo semestre, começarão as ações ligadas às comunidades, como o repasse gratuito dos mapeamentos das propriedades aos produtores, para que eles possam inserir suas propriedades no CAR.

Para Michel Santos, gerente de sustentabilidade da Bunge, o trabalho conjunto com a TNC já está trazendo resultados positivos. “A empresa acredita que a soma de esforços é prioritária para as duas organizações, pois possibilita a conservação e o desenvolvimento sustentável ao longo dos novos corredores de exportação. Em vista dos investimentos logísticos necessários para aumentar a capacidade de escoamento da produção agrícola, é imprescindível uma atuação responsável e em linha com as novas diretrizes da legislação ambiental”, relata o gerente.

O especialista em conservação da TNC, Adolfo Dallapria, diz que além dos estudos citados anteriormente, a TNC e a Bunge esperam que a adesão ao CAR traga a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais que estejam degradadas, bem como a implantação de boas práticas agrícolas que aumentem a conservação do solo, da água e da biodiversidade da região. “A ideia é que os produtores possam aumentar sua produtividade e também sua capacidade de trabalhar de forma sustentável”, completa ele.

Adolfo Dallapria conta ainda que o projeto está na fase de diagnóstico e identificação dos fornecedores e que em breve iniciará o repasse das informações e o apoio para elaboração do CAR. Ele destaca que essa iniciativa é importante por atuar em uma área ampla e variada. “Contar com recursos significativos e desenvolver atividades que vão fazer a diferença tanto em termos de adoção de boas práticas agrícolas quanto de conservação ambiental, mostra que a produção e conservação são questões que devem andar juntas, e que esse conceito já está sendo incorporado pelas principais empresas do setor”, completa.

Segundo a assessoria de imprensa da Bunge, ao todo, a empresa investirá US$ 4 milhões até 2018 para a realização desse projeto.

No Brasil, a Bunge é hoje uma das principais empresas de agronegócio e alimentos e conta com cerca de 20 mil colaboradores. Na área de Alimentos e Ingredientes, possui marcas como Salada, Soya, Cyclus, Delícia, Primor, Cardeal, Etti, Salsaretti, entre outras.

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