Micro e pequena indústria de SP registra baixa de 25.500 empregos em junho, aponta Sebrae-SP


Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A micro e pequena indústria de transformação de São Paulo registrou uma baixa de 25,5 mil empregados em junho de 2012 na comparação com o quadro de funcionários no mesmo mês do ano passado, revelou a pesquisa Indicadores da Micro e Pequena Indústria Paulista, divulgada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) nesta quarta-feira (10/10).

Os dados, divulgados durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, uma realização conjunta da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), apontam uma queda de 2,3% entre junho deste ano e junho de 2011 no que se refere ao pessoal ocupado nas pequenas e micro indústrias de transformação. Durante o primeiro semestre de 2012 a média mensal fechou em 2,2 pontos percentuais negativos.

“Quando um empresário observa uma redução do seu faturamento, normalmente o emprego é o primeiro que sofre e o ultimo [item] a se recuperar”, avalia Bruno Caetano, superintendente do Sebrae-SP.

Em junho de 2012, as micro e pequenas indústrias paulistas registraram um faturamento de R$5,9 bilhões, o equivalente a um crescimento de 2,8% na comparação com junho de 2011. Apesar da alta, empresários ainda estão cautelosos quanto a novas contratações, segundo a pesquisa.

Cresce 2,6% faturamento real das micro e pequenas no 1º semestre de 2012, informa Sebrae-SP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A evolução do faturamento real das micro e pequenas indústrias foi de 2,6% no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. A taxa da indústria, no entanto, é a menor apresentada na comparação com outros setores, mostrou a pesquisa Indicadores da Micro e Pequena Indústria), desenvolvida conjuntamente pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (10/10) durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI).

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Bruno Caetano, superintendente do Sebrae-SP

O crescimento do faturamento no setor de serviço foi destaque no primeiro semestre. O segmento, segundo levantamento do Sebrae-SP, apresentou uma evolução de 10,3% em seu faturamento nos primeiros seis meses de 2012 contra o mesmo período de 2011. Já o comércio registrou o segundo maior faturamento entre os três setores, com um crescimento de 7,2% na leitura semestral.


“O setor de serviço sofreu um quarto do que sofreu a indústria”, disse Bruno Caetano, superintendente do Sebrae-SP, referindo-se ao quesito faturamento.

Esta é a primeira vez que o Sebrae-SP faz um estudo detalhado voltado para a indústria. O relatório apresenta um descolamento do faturamento das micro e pequenas empresas de todos os setores com relação à indústria de transformação.

Tomando como base a média de 100 pontos do ano de 2008, o documento aponta uma evolução do faturamento das micro e pequenas empresas em geral de 112,1 pontos no primeiro semestre de 2012, enquanto somente as empresas da indústria registraram um avanço de 101 unidades no mesmo período.

Perpectivas de crescimento

O faturamento das micro e pequenas indústrias em agosto de 2012 foi superior em 15,4% na comparação com agosto de 2011, de acordo com pesquisa do Sebrae-SP.

Em julho deste ano o faturamento foi superior em 9,4% na comparação de julho de 2011. Segundo o Sebrae-SP, no ano de 2011 a indústria começou a produzir para o Natal após setembro e outubro – este ano ela começou um pouco mais cedo: no meses de julho e agosto.

“Empresários se mostram otimistas com relação ao seu faturamento no segundo semestre de 2012”, informou Bruno Caetano, superintendente do Sebrae-SP.

Segundo o especialista, mais de 80% dos empresários consultados sustentaram que tanto a economia do Brasil quanto o faturamento das suas empresas vai permanecer no mesmo patamar ou vai crescer.

Ainda conforme dados da pesquisa, as micro e pequenas indústrias injetaram R$35,7 bilhões na economia paulista durante 1º semestre. A receita medida deste tipo de empresa no setor industrial, no mês de junho de 2012, foi de R$ 38,7 mil no universo estimado de 151,2 mil empresas industriais.

O economista Antonio Correa de Lacerda, professor-doutor do departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), credita o otimismo das micro e pequenas indústrias a estimativas mais otimistas do Produto Interno Bruto (PIB) para os próximos 12 meses.

“Se compararmos o desempenho da economia brasileira nos 12 meses encerrados em junho nós vamos ter uma estagnação. Olhando para os próximos 12 meses, incluindo o terceiro trimestre, já tem um crescimento de pelo menos 4%. Então desde o efeito macro, até as micro e pequenas empresas, isso acaba produzindo um ambiente mais favorável”, explica Lacerda.