Em Brasília, Skaf procura soluções para evitar demissões

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, se reuniu nesta quarta-feira (10/6) em Brasília com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para discutir o projeto de mudança da desoneração da folha de pagamento.

Durante o encontro, Skaf manifestou o repúdio dos empresários à proposta, que eleva a carga sobre a indústria.

“O Brasil não aguenta mais o aumento de impostos e o aumento dos juros. O governo tem que fazer o ajuste fiscal cortando suas próprias despesas”, disse Skaf.

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Eduardo Cunha e Paulo Skaf durante encontro em Brasília. Foto: Alex Ferreira/Fiesp


Com o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade, Skaf discutiu o risco de demissões e a procura de caminhos para evitar o desemprego.

Depois de se reunir com os deputados, Skaf disse que torce para que o governo tente votar nesta quarta-feira o projeto de lei que revoga a política de desoneração do primeiro governo Dilma. “Estamos torcendo para que se ponha em votação e o governo perca. Aumentar a tributação sobre a folha de pagamento significa aumentar o risco de desemprego.”

Clique aqui e veja entrevista com Paulo Skaf.


Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp apresenta estudo em Brasília

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Dando continuidade à reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) e do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que aconteceu neste mês, representantes do Deconcic tiveram outro encontro com o deputado Julio Lopes, presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, para a apresentação de um estudo sobre produtividade na construção civil brasileira.

O encontro foi realizado na semana passada, em Brasília, no gabinete do deputado. O Deconcic foi representado pelo diretor titular adjunto e coordenador do Programa Compete Brasil da Fiesp, Mario William Esper, e pelo gerente do departamento, Filemon Lima.

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Durante reunião em Brasília, Deconcic apresenta estudo sobre produtividade na construção. Foto:Divulgação/Fiesp


O estudo apresentado tem como objetivo medir o nível de produtividade e de crescimento da produtividade na construção civil brasileira, relacionar os níveis e ritmos de aumento da produtividade nas principais economias desenvolvidas, e em desenvolvimento, e fazer comparações com os níveis e a evolução da produtividade com setores competitivos internacionalmente.

Para ler a síntese do estudo, clique aqui.

Regulamentação da Terceirização preserva os direitos dos trabalhadores, afirma Skaf

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O projeto de lei (PL 4330/2004) que pretende regulamentar a terceirização dos contratos de trabalho deve gerar emprego, estabilidade e organizar um sistema que está “totalmente solto e prejudica todo mundo”, afirmou nesta terça-feira (7/4) o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Em Brasília para acompanhar a votação do projeto pela Câmara dos Deputados. Skaf rebateu críticas de que o projeto seria prejudicial aos trabalhadores.

“Todos os direitos dos trabalhadores serão preservados. E todos os funcionários da empresa prestadora de serviços serão registado pela CLT, com todos os direitos que a lei determina hoje. Quem fala que há uma perda de direito, não está falando a verdade”, disse o presidente da Fiesp.

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Paulo Skaf em Brasília para acompanhar votação do PL 4330. Foto: Divulgação/Fiesp


No dia anterior, os ministros de Articulação Política, Pepe Vargas, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, procuraram o relator do projeto para propor alterações à regulamentação, entre elas que o FGTS seja recolhido por empresas contratantes.

Na manhã desta terça-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na manhã desta terça-feira para conversar, entre outros temas, sobre o PL 4330.

A principal mudança prevista pelo projeto de lei é que empresas poderão contratar trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função dentro da organização. Atualmente, a contratação de terceiros é permitida apenas para a atividade-meio, ou seja, serviços de limpeza, segurança e manutenção. Mas o texto do PL 4330 permite a contratação para as chamadas atividades-fim, quando o trabalhador é contratado para exercer qualquer função na empresa.

Skaf defende aprovação do Supersimples e veto à mudança no auxílio-doença

Agência Indusnet Fiesp,

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu na quarta-feira (25/2) ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que não haja a alteração proposta pelo governo nas regras de pagamento do benefício auxílio-doença.

A posição da Fiesp já é conhecida pelo governo federal. Em janeiro deste ano, Skaf afirmou, durante visita do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que a federação estava disposta a discutir no Congresso Nacional as mudanças das regras para pagamento do benefício. Na ocasião, ele afirmou que a entidade não estava de acordo com a proposta.

“Está muito clara a posição do governo. Mas a posição da indústria é contrária a essa ampliação”, disse durante a visita em janeiro. “A indústria tem uma carga tributária muito elevada e vamos discutir isso no Congresso”.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


No encontro em Brasília, Skaf reiterou que a mudança afeta a competitividade do setor.

Na proposta do governo, o prazo de responsabilidade do empregador com o salário do trabalhador afastado por doença aumentaria de 15 dias para 30 dias. A partir desse período, a Previdência Social assumiria as despesas.

A senadora Gleisi Hoffmann negocia, no entanto, uma flexibilização dessa proposta, para que o empregador assuma o pagamento por 20 dias.

O presidente da Fiesp também pediu mais esforço do Congresso para a aprovação do aumento do limite do Supersimples, sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas. Atualmente, o teto de faturamento é de R$3,6 milhões.  Segundo o presidente da Câmara, será criada uma comissão especial para avaliar a proposta de aumento.


Fabiana desequilibra no último set e Sesi-SP vence o Brasília pela Superliga feminina

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Em partida contra o Brasília Vôlei pela Superliga feminina, a capitã da equipe de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foi a responsável pela vitória no tie break. A central Fabiana comandou e chamou para si a responsabilidade do quinto set. Com 20 pontos, sendo seis de bloqueio, a melhor central do mundo foi fundamental na vitória por três sets a dois (25/19, 25/21, 23/25, 22/25 e 15/13) nesta sexta-feira (20/02), na Vila Leopoldina.

No confronto, o time do técnico Talmo de Oliveira abriu dois sets a zero e seguia bem na partida. No terceiro set a equipe do Brasília passou por algumas mudanças e corrigiu os erros que vinha cometendo. As adversárias não só garantiram o set como empatou a partida levando para o tie-break. No desempate, o Sesi-SP contou fechou o set e garantiu a vitória.

“Todos os jogos são muito importantes, temos que entrar e jogar bem. Brasilia é uma equipe muito boa e não poderíamos vacilar. Foi uma partida difícil e no quinto set nós tínhamos a obrigação de ganhar. Eu estava brava comigo mesma porque não estava conseguindo jogar bem os outros sets, eu estava jogando abaixo, e no ultimo eu falei que eu tinha que fazer o meu jogo e graças a Deus nós conseguimos buscar no finalznho e sair com a vitoria”, disse Fabiana, que ao final da partida levou o troféu Viva Vôlei.

Talmo ressaltou ainda a dificuldade que o time enfrentou na partida e avaliou o jogo desta sexta-feira como um aprendizado e experiencia para as próximas fases da competição.

“Nós sabemos que não tem jogo fácil. Nós tivemos dificuldades. A Fabiana foi importantíssima ali, assumiu o jogo, foi muito bom. No final eu acho que tudo isso que a gente viveu hoje faz com que a equipe cresça e assim vamos criando uma casca boa para suportar a fase final desse campeonato”, completou.

A equipe do Sesi-SP atuou com a levantadora Carol Albuquerque, a oposta Barbara, as centrais Fabiana e Bia, as ponteiras Pri Daroit e Suelle, e a líbero Suelen. Entraram Claudinha, Liz e Mari. A ponteira Pri Daroit marcou 23 pontos. Enquanto as centrais Fabiana e Bia, marcaram 20 e 28 pontos respectivamente, sendo sete pontos de Bia no bloqueio.

O resultado desta noite mantém a equipe na segunda colocação da Superliga 2014/15 com 49 pontos. O próximo confronto será em 24 de fevereiro, fora de casa, contra o São Cristóvão Saúde/São Caetano.

O jogo
O primeiro set começou com as meninas do Sesi-SP abrindo três pontos contra o Brasília. O set seguiu com as meninas da indústria mantendo uma boa distancia no placar e fechando o segundo tempo técnico na frente. Após três defesas seguidas do Sesi-SP, a ponteira Pri Daroit ataca forte e garante o primeiro set em 25/19.

Já o segundo set começou com a equipe do Brasília abrindo três pontos de vantagem. Mas logo as meninas do Sesi-SP se recuperaram e, com Bia e Fabiana arrasando no bloqueio, viraram o placar e garantiram mais um período (25/21).

No terceiro set, a equipe de Brasilia se organizou em quadra e virou a partida, fechando o segundo tempo técnico na frente. O time de Talmo chegou a empatar, mas foram as adversárias que se saíram melhor e levaram o set com 23/25.

O quarto período começou equilibrado, mas, assim como no terceiro set, o Brasília acertou a mão e mais uma vez arrancou na frente no marcador,  chegando a abrir cinco pontos de vantagem. Após ponto mal marcado pelo juiz, a líbero Suelen levou cartão vermelho por reclamação e as adversárias fecharam o segundo tempo técnico do set na frente. Mari entrou na partida, atacou forte, inflamou a torcida e aproximou o Sesi-SP no placar. O Brasília levou, no entanto, a melhor e fechou o set a seu favor.

O tie-break começou com as adversárias abrindo vantagem no marcador. Mas as meninas do Sesi-SP foram buscar a diferença. Após um ponto de saque da ponteira Pri Daroit, Fabiana desequilibrou o jogo e saiu com a vitória do set (15/13), e da partida com três sets a dois para o Sesi-SP.

Fiesp assina memorando de entendimento com o governo da China em Brasília

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinou, nesta quinta-feira (17/07), em Brasília, no Distrito Federal, em cerimônia no Palácio do Planalto, na presença dos presidentes da China, Xi Jinping, e do Brasil, Dilma Rousseff, memorando de entendimento com a China Overseas Development Association  (Coda). Participou do evento o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outros convidados.

A Coda é uma organização social chinesa sem fins lucrativos que ajuda no desenvolvimento de empresas da China no exterior. Isso sob a supervisão direta da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), principal órgão do governo chinês responsável pelo planejamento e administração da economia do país.

A cerimônia na capital federal foi às 11h do dia 17 de julho, com a assinatura do memorando. A iniciativa foi resultado de visita institucional da Fiesp à China em abril de 2014, quando os representantes da federação se reuniram com a NDRC em Pequim. Assim, o documento foi assinado entre Thomaz Zanotto e o chairman da Coda, Zhang Guobao.


Zanotto (à esquerda na mesa) assina o memorando na presença dos presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, ao centro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Zanotto (à esquerda na mesa) assina o memorando na presença dos presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, ao centro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


O objetivo da medida é promover a cooperação entre as partes para fomentar e intensificar investimentos entre os dois países, principalmente em projetos nas áreas de infraestrutura, construção, energia, recursos naturais, agronegócio e manufatura.

Essas formas de cooperação poderão incluir o compartilhamento de informações sobre projetos de interesse, a elaboração de estudos e proposição de políticas públicas e outras ações para facilitar a formação de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas.

Fiesp e Firjan agora têm escritório conjunto em Brasília

Agência Indusnet Fiesp

Escritório Fiesp/Firjan em Brasília - Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz

Os presidentes Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Firjan) e Paulo Skaf (Fiesp) inauguram escritório conjunto das entidades em Brasília. Foto: Junior Ruiz

As Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan), a partir de agora, irão dividir o mesmo escritório em Brasília (DF). O espaço conjunto foi inaugurado pelos presidentes das entidades paulista (Paulo Skaf) e fluminense (Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira) na noite de quarta-feira (05/12).

O endereço (Setor Comercial Norte, quadra 02 bloco A – Ed. Corporate Center sala 301)  já era ocupado pela Fiesp desde 2005, para viabilizar relações governamentais e institucionais da entidade na capital federal.

Com a chegada da Firjan, três profissionais da entidade fluminense juntam-se à equipe técnica da Fiesp, composta de 10 pessoas, no mesmo espaço, cujas salas da presidência e de reunião serão compartilhadas pelos dois presidentes. Além disso, as placas das duas entidades agora estarão afixadas lado a lado na porta de entrada principal.

Visita à Fiesp é primeiro compromisso oficial do presidente eleito do México

Agência Indusnet Fiesp

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Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México

Eleito em julho deste ano, Enrique Peña Nieto escolheu a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para seu primeiro compromisso oficial como presidente do México.

Nieto reúne-se com Paulo Skaf e empresários paulistas na manhã desta quarta-feira (19/09), antes de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 20/09.

O presidente mexicano ainda passará por outros cinco países latino-americanos: Guatemala, Colômbia, Chile, Argentina e Peru. Enrique Peña Nieto toma posse no dia 1º de dezembro e abraçou a tarefa de estreitar laços e aprofundar o relacionamento político e econômico com os países da América Latina.

Após a crise econômica de 2009, o México tomou novo fôlego e voltou a ser um país competitivo a fim de suprir a demanda do mercado norte-americano por bens industriais, desbancando a China e demais países asiáticos. Seu parque industrial conta com duas fortes variáveis para chegar a esse resultado: reajustes salariais abaixo dos ganhos de produtividade e desvalorização cambial.

Os indicadores do México apontam para investimento com projeção de 26% do PIB, em 2012 ante 25,6% em 2011, inflação e taxa de desemprego em queda, enquanto as reservas internacionais giravam, no começo deste ano, em torno de US$ 149 bilhões.

As exportações mexicanas têm como principal destino os Estados Unidos e o Canadá (84% do total exportado em 2010), ambos países que formam, em conjunto com o México, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). O Brasil é seu principal parceiro na América Latina, tendo somado US$ 3,8 bi, em 2010.

A balança comercial Brasil-México, em 2011, apresentou déficit de US$ 1,2 bilhão, sendo que as exportações somaram US$ 4 bi e as importações US$ 5,1 bi.

Setor produtivo será ouvido em Brasília nos próximos dias

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em encontro na sede da federação



A indústria de transformação está sofrendo muito com os efeitos do real sobrevalorizado, do dólar barato e das importações intensas. O alerta foi dado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, após reunião com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (16) na sede da entidade, em São Paulo.

Na avaliação de Skaf, o ministro entendeu o momento sensível vivido pela indústria e se comprometeu a conversar mais de perto, já na próxima semana, com os setores que tiveram a folha de pagamento desonerada recentemente. O ministro prometeu, ainda, levar as demandas dos empresários ao Ministério da Fazenda.

No plano Brasil Maior, anunciado pelo Governo Federal, os benefícios alcançaram quatro setores: calçados, móveis, confecções e software. Para Pimentel, é natural que se faça uma calibragem das medidas no momento de sua regulamentação, já que, segundo ele, elas ainda não têm formato final. “É o momento de recolher opiniões e discutir com os setores. E há um trabalho próximo com a Fiesp”, afirmou.

Pimentel descartou, por enquanto, a ampliação da lista dos contemplados pelo plano do governo. Skaf, porém, pediu atenção a outros setores com mão de obra intensiva, como o de fundição, por exemplo.

Na mesa de debates estiveram presentes temas como medidas para agilização da defesa comercial – como preços de referência – para produtos com importação aquecida nos últimos meses, como armações de óculos, escova de cabelo e pisos laminados. E, ainda, o Reintegra – devolução de parte do valor exportado às empresas.

Paulo Skaf pediu que o Reintegra fique na casa dos 3%. O porcentual definido no plano pode variar de 0,5% a 3%. “Considerando o dólar a menos de R$ 1,60, devolver 3% não resolve, mas ajuda. Mas menos de 3% ajuda pouco”, avaliou.