Apex aponta mercados não tradicionais como oportunidade de negócios para exportadores brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Ana Repezza, gerente geral da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Ana Repezza, gerente geral de negócios da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

O crescimento das exportações para os mercados não tradicionais – formados pelos países da América Latina, Oriente Médio, África, China e Índia – pode ser uma excelente oportunidade de negócios para empresários brasileiros, na avaliação da gerente geral de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ana Repezza.

Segundo ela, com as restrições dos produtos brasileiros nos mercados tradicionais – Estados Unidos e países da Europa –, a Apex adotou uma estratégia de explorar os mercados não tradicionais, que possibilitam o aumento do volume de vendas dos exportadores nacionais.

“Nós temos tido um sucesso muito grande com a chegada das empresas brasileiras [nos mercados não tradicionais], porque eles são pouco explorados e permitem que as nossas empresas entrem com uma posição mais competitiva”, disse Ana Repezza, durante a reunião mensal do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta terça-feira (18/09).

A gerente geral Apex-Brasil deixou claro, porém, que Apex não abandonou os mercados tradicionais, que, no seu entendimento, têm um forte poder de compra. “Estamos buscando estratégias de diluir o risco com novas oportunidades”, explicou.

De acordo com Ana Repezza, atualmente o Brasil conta com 22 mil empresas exportadoras, dentre as quais 13 mil são atendidas pela Apex. Em 2011, informou, a instituição teve participação de 21,24% no índice de exportações indústrias do país – resultado dos 977 eventos realizados pela instituição que beneficiaram 81 setores produtivos. “Nós temos um desafio muito forte de sensibilizar os empresários para as oportunidades do mercado internacional”, enfatizou a gerente geral.

Parcerias comerciais com o Paraguai

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

O presidente do Coscex/Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, aproveitou a oportunidade para relatar aos conselheiros sua visita ao Paraguai, onde conversou com empresários locais e concluiu que o país vizinho pode ser “um excelente parceiro comercial do Brasil”.

Algumas das vantagens apontadas pelo embaixador são os incentivos fiscais e “impostos baixíssimos” oferecidos pelo país. “Se fizermos isso, estaremos beneficiando a economia brasileira e ajudando um parceiro pequeno que, por uma série de questões políticas e ideológicas, sofreu uma violência muito grande”, salientou, referindo-se aos últimos conflitos políticos que desencadearam o impeachment do presidente Fernando Lugo.

Barbosa defendeu, por exemplo, a criação do corredor ferroviário interoceânico entre a cidade de Paranaguá (Brasil) até o município de Antofagasta (Chile): “Para o Paraguai é importante porque abre mais um canal para o Pacífico e Atlântico”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto: “Nos precisamos enxergar o Paraguai como um instrumento da competitividade da indústria brasileira”, disse.

Seminário de Tecnologia em Segurança: dirigentes alemães apresentam suas empresas na Fiesp

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Alemães apresentaram suas empresas. Foto: Everton Amaro.

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Durante o “Seminário de Tecnologia em Segurança Brasil e Alemanha”, realizado na manhã desta segunda-feira (10/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), integrantes da missão alemã de tecnologia em segurança apresentaram suas empresas e produtos a empresários brasileiros. O Brasil é o parceiro comercial mais importante da Alemanha na América Latina.

Com inovações tecnológicas e serviços específicos em segurança para empresas, como armazenamento e tráfego seguro de dados, tecnologia de software e hardware, além de inspeção de obras de construção, as empresas alemãs buscam conhecer as demandas do mercado nacional e estabelecer possíveis parcerias.

A seguir, um resumo das apresentações das empresas e seus produtos e serviços disponíveis para o setor no Brasil.

Carl Wittkopp GmbH

A empresa fundada em 1957 na cidade alemã de Velbert, a Carl Wittkopp GmbH fabricava fechaduras e se especializou na eletronificação de seus produtos. A partir daí, as fechaduras eletrônicas de segurança deram o diferencial para a empresa, que conta com 50 funcionários altamente qualificados.

Todos os produtos da Wittkopp são certificados: fechaduras de caixas eletrônicos, cofres de alta tecnologia, cadeados e sistemas de segurança eletrônicos. De acordo com Wolfgang Brede, diretor da empresa, a meta é atuar no mercado brasileiro. “Isso só vai ser viável com um ou mais parceiros do Brasil adequados nesse grande mercado”, anotou Brede.

MSM Net Meissner GmbH

Há quatro anos no mercado, a MSM Net Meissner GmbH atua na tecnologia de redes e atende a empresas de qualquer porte. Com serviços de informações transferidos de forma segura, a companhia aplica a combinação de empresas com várias localizações e cliente s móveis, com acesso remoto a informações.

“Fazemos conexões logicas de uma empresa utilizando a internet como meio de transporte. Para aumentar a segurança, os processos são registrados em logs, com rede de dados que registra toda a situação ou interferências, inclusive para comprovação de ocorrências”, explicou Manfred Meissner, gerente geral da empresa, ao revelar que a empresa alemã quer saber quais são os interesses e o que pode ser implementado no Brasil. “Estamos abertos ao que pode ser feito em colaboração”, completou.

Transit GmbH

Fundada em 1998, a empresa de consultoria oferece software em tempo real. A partir de 2008, se especializou em tecnologia da informação e consultoria em três áreas: software, informação e comunicação.

A especificidade da empresa, apesar de pequena, é estar em uma região que é caracterizada por muitas empresas inovadoras em software, e o contato destas com universidades. “Essa é a nossa marca, de proporcionar soluções rapidamente. Temos contatos com outras empresas no Brasil e vamos oferecer e aliar nosso know how”, afirmou Ivo Reitzenstein, diretor da Transit GmbH.

Plath GmbH

Desde 1837 a Plath oferece soluções na área de inteligência de comunicação. É um grupo que desenvolve produtos em toda a cadeia de reconhecimento e inteligência de comunicações, oferecendo soluções individuais. Produz softwares e hardwares de UHF e VHF, faz análises de comunicação e monitoramento do conteúdo.

“Nossos clientes são autoridades governamentais, unidades de polícia locais, forças armadas e serviços de notícias”, detalhou Roland Behmenburg, gerente internacional de vendas da Plath. Ele revelou que todos os processos da empresa tem o certificado ISO 9001, classificados com a chancela do governo alemão. “Estamos habituados a trabalhar com dados sigilosos, que são guardados com segurança e segue as normas europeias”, adicionou.

ISA GmbH

Atuando na fase de preparação, controle e inspeção de obras de construção, a ISA faz estudos, pareceres e perícias. “Os serviços nos oferecemos tem como pano de fundo 20 anos de experiência e  know how, e trabalhamos com prazos curtos”, apresentou Gerd Förster, diretor da Isa GmbH.

De acordo com Förster, o trabalho da ISA pode ser dividido em duas áreas: projetos/desenhos e estudos. Os trabalhos estão baseados em tecnologias de diagnósticos, medição de trincas e fissuras, análise do concreto de carga, proteção contra incêndios, entre outros.

“Viemos conhecer o mercado brasileiro e podemos transpor as barreiras do idioma, vamos ver como pode funcionar a cooperação com os brasileiros e quais produtos podem demandar”, assinalou.

Dermalog Identification Systems GmbH

Biometria, id-cards (cartões de identificação), bio payment (pagamento por meio de leitura biométrica) e fabricação de scanners é o que a Dermalog oferece desde 1995. A empresa atende órgãos governamentais, bancos e rede varejista.

“No Brasil somos pioneiros, o governo do Rio de Janeiro usa o sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System), sistema informatizado de identificação da Dermalog há 13 anos”, declarou Oliver von Treuenfels, diretor da Dermalog. A tecnologia que assegura identidades únicas evita, em média, segundo o diretor, 15 mil tentativas de fraudes anuais em setores de imigração em aeroportos e controle de fronteiras em vários países.

“Todos os dias cerca de 300 a 500 pessoas com passaportes ou identidades duplicadas são localizadas pelo sistema AFIS, com tempo de resposta de menos de 1 segundo”, explicou Treuenfels. Em supermercados, o sistema biométrico reduz pela metade o tempo de pagamento e dispensa o cartão do banco, entre outras vantagens.

Empresários brasileiros têm pouco conhecimento de fornecedores argentinos, aponta Fiesp

 Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

O estudo, detalhado em mais de 90 páginas, foi desenvolvido pelo Departamento de Relações Internacional e Comércio Exterior (Derex) da entidade com dois objetivos: avaliar a viabilidade de substituir importações de países de outras origens por produtos da Argentina e, ainda, dimensionar o potencial de substituição conforme o segmento em setores como alimentos, bebidas, autopeças, farmacêuticos, químicos e máquinas. Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

Foram entrevistadas 221 empresas, por telefone ou por e-mail. A pesquisa explorou, de forma detalhada, os motivos que levam as empresas a buscar insumos em outros países que não a Argentina, incluindo aspectos de preço, tecnologia e condições de mercado. Das empresas ouvidas, 29% já fazem importações da Argentina, 15% possuem unidade produtiva em território argentino e 7% têm plano de investimento no país vizinho.

O principal motivo apontado, em 24% das respostas, é o desconhecimento de fornecedores. Em segundo lugar, pesam as importações intercompany (18%). Em seguida, fatores como preço (17%), qualidade (15%), tecnologia (6%) e baixa capacidade produtiva (6%).

Resultados

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540204740Do volume de US$ 12.155.918.715 de importações brasileiras, apenas 16,90% é proveniente da Argentina (US$ 2.054.389.786).

Quatro por cento dos entrevistados justificaram não importar da Argentina por trabalharem somente com fornecedores homologados. Outros 4% afirmaram ter bom relacionamento com fornecedores atuais, enquanto 3% dizem trabalhar com fornecedores exclusivos.

Apenas 2% dos empresários responderam que os produtos argentinos têm pouca aceitação no mercado brasileiro. Outros 2% informaram que o tema está vinculado a uma decisão global da empresa.

No contexto atual, 21% dos empresários consideram viável a substituição da importação por fornecedores argentinos e 4%, “muito viável”. No médio prazo, de três a cinco anos, esse percentual de viabilidade sobe para 45% (35% viável e 10%, muito viável).

Pesquisa com Importadores Brasileiros

A pesquisa classificou ainda o potencial de substituição em três níveis: alto, médio e baixo. Entre os produtos com possibilidade elevada de vir a ser importada estão alimentos, como filés congelados de peixes, alhos frescos ou refrigerados, diversos tipos de arroz e azeite de oliva.

Produtos com melhor potencial

Entre os produtos de médio potencial estão itens automotivos, como pneus para veículos de passageiros e caixas de marchas; insumos como tereftalato de polietileno em forma primária e pasta química madeira de conífera, além de alimentos como leite integral em pó e diversos tipos de batata.