Integrantes da delegação brasileira na Worldskills visitam Sesi de Osasco

Alex de Souza, da Agência Indusnet

Parte da delegação brasileira que estará na Worldskills São Paulo 2015 visitou nesta terça-feira (11/8) a escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em Osasco. Os competidores foram recebidos no ginásio poliesportivo do Centro de Atividades (CAT) da unidade por alunos do ensino fundamental II.

O encontro fez parte do One School One Country (Uma escola, Um país), programa que leva competidores da Worldskills às escolas do país anfitrião.

A organização do evento elegeu 55 escolas de ensino fundamental da cidade de São Paulo e de seu entorno para receber os competidores de 60 países que disputarão, de 12 a 15 de agosto, o título de melhor profissional do mundo em 50 ocupações industriais e do setor de serviços.

Competidores brasileiros da WorldSkills no Sesi de Osasco. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Competidores brasileiros da WorldSkills no Sesi de Osasco. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

A Worldskills São Paulo 2015 será disputada no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O objetivo do programa é estimular o interesse pelo ensino profissionalizante e divulgar as opções de carreiras técnicas da indústria e do comércio.

Sesi Osasco
Ao chegarem ao CAT de Osasco, os 20 jovens da equipe do Brasil foram recepcionados por 150 alunos do 6º ao 9º ano da entidade e encaminhados ao ginásio poliesportivo, onde o diretor do Centro de Atividades, David Vieira, deu as boas-vindas e desejou sorte aos competidores.

Depois da recepção e já ambientados, os competidores tiveram a oportunidade de responder a questões dos alunos sobre o ensino profissionalizante e as expectativas da delegação em relação ao torneio. Para os irmãos William e Igor Barbosa, também alunos da instituição, a visita dos competidores despertou mais interesse pelo ensino profissional.

“Muito legal saber que eles vão competir com os melhores do mundo”, afirma William, que deseja fazer algum curso profissionalizante na área química. Para Igor, a visita também aguçou seu interesse. “Quero estudar lá (Senai-SP), mas ainda não sei exatamente o que vou fazer, talvez Design Gráfico”.

Para o chefe da delegação brasileira na Worldskills, Marcelo Mendonça, esse tipo de interação é essencial para difundir a importância da formação profissional e conceder aos jovens uma nova perspectiva de possibilidades. “Essa modalidade de ensino é uma porta eficaz para o mercado de trabalho. Mais do que isso, esses jovens [da Worldskills] mostram aos mais novos que é possível construir uma carreira, com planejamento e força de vontade”, afirma Mendonça.

É mais barato levar minério de ferro à China do que a Bauru, diz conselheiro do Consic/Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcelo Vespoli Takaoka. Foto: Everton Amaro

O setor de construção sofre com os custos de transporte de commodities no Brasil, segundo Marcelo Vespoli Takaoka, membro Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Levar minério de ferro do porto de Vitória para a China é o equivalente a levar, de caminhão, minério de ferro do porto de Santos para a Bauru”, comparou Takaoka nesta terça-feira (05/03) durante reunião do Consic.

Segundo Takaoka, aplicar soluções integradas entre os setores envolvidos é a receita ideal para mudar esse cenário de ineficiência e de custo elevado da logística e da infraestrutura no Brasil.

O presidente do conselho deliberativo do Consic ressaltou que a produção brasileira e o setor financeiro também tem muito a ganhar com infraestrutura eficiente. “Se a qualidade do transporte melhora, a qualidade de produção do país melhora e isso tem um retorno, inclusive, para o agente financiador”, afirmou durante o encontro, que tinha como principal ponto de pauta avaliar o cenário e os obstáculos ao crescimento do setor.

“A sugestão que eu faria seria organizar reuniões entre os setores envolvidos em infraestrutura do país para implementar ações concretas”, completou Takaoka.

2012 começa ruim para a produção industrial brasileira

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Depois de um 2011 decepcionante para o setor produtivo, com a indústria de transformação estagnada e crescimento de 1,6% da indústria em geral – de acordo com o PIB divulgado, nesta terça-feira (6), pelo IBGE –, 2012 começa confirmando tendência negativa e ainda não ensaia melhora.

O resultado do levantamento da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (7) pelo IBGE, trouxe mais um resultado péssimo para a Indústria brasileira: -2,1% na comparação de janeiro (2012) contra dezembro (2011).

“Todas as pesquisas, incluindo as do IBGE, mostram exatamente o que temos falado há bastante tempo sobre o processo de desindustrialização que o país está vivendo. Agora só falta o governo tomar as medidas corretas para enfrentá-la. Hoje, o governo demonstra descaso com setor produtivo brasileiro”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf cita o câmbio, os juros, o preço da energia elétrica, o spread bancário, a carga tributária, a infraestrutura deficiente e os incentivos fiscais a produtos importados (“Guerra dos Portos”) como fatores decisivos para o fraco desempenho da Indústria Brasileira. A Fiesp e o Ciesp projetam crescimento de 2,6% para o PIB do país e 0,0% para a indústria de transformação em 2012. “Mas não devemos nos conformar com isso”, diz Skaf.

“Há notícias de novas medidas sendo planejadas pelo governo. Não podemos aceitar medidas semelhantes às tomadas até aqui. Precisamos de uma ruptura com esse de política econômica e industrial. Quem quer resultados diferentes, precisa tomar atitudes diferentes”, conclui.

Senai completa 70 anos de existência e incentivo à competitividade da indústria brasileira

Edgar Marcel e Rosângela Gallardo, Agência Indusnet

Ao longo de sete décadas o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), fundado em 22 de janeiro de 1942, capacitou gerações da força do trabalho industrial em todo o Brasil. Referência mundial em educação profissional, a entidade forma profissionais altamente especializados para 28 setores da indústria.

Entre 55 milhões de pessoas capacitadas pelo Senai em suas 797 unidades espalhadas pelo Brasil estão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro cosmonauta brasileiro, Marcos Pontes, e o tricampeão de Fórmula 1, Nelson Piquet.

O presidente da Fiesp/Senai-SP, Paulo Skaf, diretores, funcionários e alunos da entidade participaram da missa comemorativa na Catedral da Sé, em SP

Para comemorar a data, o Senai-SP promoveu nesta segunda-feira (23/01) uma missa em ação de graças pelo 70º aniversário da instituição na Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé, centro da capital paulista.

Celebrada pelo cardeal arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, a cerimônia contou com acompanhamento do Coral da Catedral da Sé e da Orquestra Filarmônica do Senai-SP, para um público de aproximadamente 2.000 pessoas, sendo mais da metade alunos da entidade em São Paulo.

O presidente da Fiesp e do Senai-SP, Paulo Skaf, prestigiou a missa ao lado de autoridades do executivo e do legislativo, empresários, funcionários alunos e ex-alunos diretores e funcionários da entidade.

Carlos Eduardo Moreira Ferreira, presidente emérito da Fiesp e do Ciesp, sentou-se ao lado de Skaf, dividindo a primeira fila com Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai, e o astronauta brasileiro Marcos Pontes, aluno da entidade pelo município de Bauru, na década de 70.

“Educação voltada ao crescimento do bom fruto”

“O Senai é um exemplo de educação profissional bem-sucedida. Essa missa abre o calendário de comemorações que realizaremos ao longo do ano”, declarou Skaf, após a celebração religiosa.

Durante a solenidade, Dom Odilo destacou o trabalho educacional realizado pela entidade, especialmente com os jovens de todo o país. “É a história da educação voltada para o crescimento do bom fruto”, disse o cardeal. Nacionalmente. O Senai é responsável por 797 unidades operacionais, sendo 471 fixas e 326 móveis. Somente o estado de São Paulo é detentor de rede com 165 escolas.

Segundo Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP e superintendente operacional do Sesi-SP, poucas instituições nasceram para durar. “Só chegamos aos 70 anos porque tivemos a graça de Deus, fomos portadores de uma boa obra e nossos dirigentes tiveram visão de futuro, a exemplo de Skaf, que colocou como meta de sua gestão o foco na pessoa humana.”

Desde sua criação, em janeiro de 1942, o Senai já capacitou cerca de 55 milhões de pessoas em todo o país, resultado que foi comentado por Marcos Pontes, primeiro e único astronauta do Hemisfério Sul. “A gestão do Senai precisa ser copiada, pois é um modelo de organização de sucesso, com resultados irrefutáveis.”

Conheça as histórias de alunos que já passaram pelo Senai no endereço: http://www.senai70anos.com.br/.