Dinamarca quer ampliar negócios e investimentos no Brasil

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Svend Roed Nielsen, embaixador da Dinamarca no Brasil, Newton de Mello, diretor do Derex/Fiesp, e Lene Espersen, ministra das Relações Exteriores da Dinamarca, durante encontro empresarial na Fiesp



Energias limpas, tecnologias sustentáveis aplicadas aos setores alimentícios e da construção civil e oportunidades de negócios são os focos do Encontro Empresarial Brasil-Dinamarca, que se realiza ao longo desta quarta-feira (dia 30), na sede da Fiesp.

A ministra das Relações Exteriores da Dinamarca, Lene Espersen, na abertura do evento, ressaltou que tanto Brasil como Dinamarca estão em franco crescimento econômico, apoiados na economia sustentável. Por esse motivo, têm muito a aprender um com o outro e podem compartilhar suas experiência no desenvolvimento em tecnologias amigas do meio ambiente. “O mundo já descobriu, o que para a Dinamarca não é nenhum segredo, que soluções sustentáveis são um bom negócio”, afirmou.

Espersen apresentou dados que comprovam que soluções sustentáveis acompanharam o crescimento econômico do seu país. Graças às soluções tecnológicas para armazenamento e tratamento dos resíduos, o país conseguiu saltar, desde a década de 1980, de 10% para 90% no tratamento e reúso da água. Na década de 1990, reduziu seu índice de poluição em 40%. Quanto ao impacto ao aquecimento global, também diminuiu suas emissões de CO2 em 40%, e mais da metade do seu consumo enérgico provém de energia renovável.

Parceria público-privada

A chanceler relembrou que isso foi possível devido à parceria público-privada, com legislações que acompanham e orientam o desenvolvimento do país para uma economia verde. Para a ministra, o que acontece hoje no mundo exige soluções globais: “Acreditar que os governos conseguirão resolver sozinhos essas questões, sem o apoio do poder econômico das empresas, é no mínimo ingênuo”.

Espersen finalizou suas palavras expressando seu otimismo na relação entre Brasil e Dinamarca, uma cooperação já evidente na presença de empresas dinamarquesas em solo brasileiro.

O diretor-adjunto do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Paulo Dallari, admitiu que o Brasil ainda tem problemas em preservação ambiental e que as empresas nacionais têm consciência disso. Porém, observou que o País está se movimentando para resolver esses problemas e quer aprender com a Dinamarca nesse tema.

O evento contou com a presença de Svend Roed Nielsen, embaixador da Dinamarca no Brasil, Newton de Mello, diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Fiesp, e de representantes de 17 empresas dinamarquesas que participarão das rodadas de negócios no período da tarde.

Na parte da manhã, especialistas brasileiros e dinamarqueses apresentaram, em três painéis, estudos sobre tecnologia de alimentos, green building e inovações e oportunidades de negócios na geração de energia limpa.