Delegação chinesa participa de encontro para estimular oportunidades de negócios

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta terça-feira (25/11), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou um encontro de empresários e representantes do governo chinês, organizado pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT).

Encontro na Fiesp, organizado pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), pretende estreitar relações e ampliar oportunidades de intercâmbio entre os dois países. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A delegação chinesa demonstrou interesse em conhecer mais sobre economia brasileira e as oportunidades para incrementar as relações comerciais e os investimentos no Brasil. Também foi destacada a realização da feira China Import Expo 2015, que acontecerá no mês de maio na cidade de Kunshan.

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, elogiou a iniciativa, que representa o bom momento das relações entre os dois países. “Nos últimos 40 anos, Brasil e China têm tido uma ótima relação de negócios e trade, mas a partir de 2014, essa relação ganhou características estratégicas”, afirmou.

Tomaz Zanotto: investimentos de ambas as partes irão ocorrer, agora, com mais intensidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Acreditamos, nesse sentido, que a visita do presidente da China, Xi Jinping, em julho ao Brasil, onde ele ficou cinco dias, é uma mostra clara da aproximação entre os países”, completou Zanotto, que foi acompanhando, durante o evento, pelos diretores Antonio Bessa e Harry Chiang.

O diretor titular do Derex enfatizou que os governos dos dois países fizeram sua parte aproximando essas duas nações tão importante em suas respectivas regiões, o Brasil na América do Sul e a China no leste da Ásia. “Cabe a nós empresários levar adiante essa relação com medidas práticas e investimentos de ambas as partes, o que nós acreditamos que, agora, irão ocorrer com mais intensidade”.

O diretor titular ressaltou que a Fiesp e a CCPIT têm um importante trabalho a fazer no sentido de facilitar esses investimentos e relembrou uma série de memorandos já assinados entre instituições importantes dos dois países.

O cônsul geral da China em São Paulo, Chen Xi, também destacou os esforços de cooperação que vem sendo feitos por meio de acordos mútuos, econômicos, cooperativos e culturais. “Em seis anos já se estabeleceram mais de dez Institutos Confúcio no Brasil, ampliando o conhecimento sobre os nossos costumes. Esperamos que possamos aperfeiçoar essa relação e continuar a buscar nossa complementariedade”.

Chen Xi também comentou que a relação comercial entre Brasil e China, que é longeva, nos últimos tem se intensificado ainda mais. “O Presidente Xi Jinping estabeleceu 35 bilhões de dólares de investimentos abarcando vários setores. Queremos que esse relacionamento prolongue e aprofunde”, declarou, afirmando que encontros como esse devem ser uma oportunidade aprofundar essas relações.

O secretário geral do CCPIT, Xu Hubin, agradeceu à Fiesp por sediar o evento e destacou a importância do Brasil para a China. Segundo ele, o país tem sido a maior nação comercial na América Latina, mesmo nos momentos de crise financeira mundial e ressaltou que o comércio bilateral entre os dois países não foi afetado nesses períodos. “As duas partes alcançaram 5% de crescimento e tendo avanços positivos”. E, além disso, o Brasil é o principal território de investimento chinês na América Latina, ele ponderou.

Xu Hubin: "é preciso buscar soluções sistemáticas, principalmente nos setores de serviços e infraestrutura, o que pode representar uma grande oportunidade para o empresário brasileiro". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Xu Hubin comentou que a economia chinesa, atualmente, passa por um período de estabilização e o mais importante é buscar soluções sistemáticas, principalmente nos setores de serviços e infraestrutura, o que pode representar uma grande oportunidade para o empresário brasileiro.

Ele destacou como dois sinalizadores positivos: o anúncio do governo chinês de investir 40 bilhões de dólares em países desenvolvimento e também a criação do Banco dos Brics, realizada no mês de junho.  “Nós buscamos aqui oportunidade e investimento para empresas brasileiras e estaremos incentivando a cooperação entre a CCIT e a Fiesp, criando assim uma nova ponte entre Brasil e China.”

Hubin declarou que a CCPIT tem interesse em avançar relacionamento com o governo e entidades brasileiras e almeja que mais empresas brasileiras possam participar das reuniões de alto nível realizada entre instituições dos dois países.

Apoio da Fiesp

Zanotto, ao apresentar seu painel sobre “Tendência da Economia – Brasil e China”, destacou a importância do parque industrial paulista na economia brasileira. “Somos 42% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial e o PIB de São Paulo é mais que duas vezes o da Argentina.”

O diretor da Fiesp comentou que, apesar da queda do preço das commodities, o fluxo de comércioentre Brasil e China tem crescido de forma impressionante e há grandes possibilidades de investimentos nos setores de infraestrutura, óleo e gás, agronegócio e setor de manufatura.

“A dimensão dos investimentos é gigantesca não apenas em relação à construção de infraestrutura e logística, mas também dos equipamentos e tecnologias, por meio de concessões e PPPs”, destacou o diretor titular, enfatizando o papel de apoio da Fiesp em colaborar com os investidores.“Iremos trabalhar juntos com o CCPIT no sentido de esclarecer ao máximo essa sistemática e processo para ajudar a facilitar a participação de empresas chinesas nos projetos de infraestrutura brasileira”, explicou.

Na área de agronegócio ele destacou que Brasil está entre os maiores produtores que interessam a China. No setor de óleo e gás também há boas perspectivas. “No consorcio que irá operar o Campo de Libra tem duas empresas chinesas em sua composição e a informação que temos é que estão sendo bem sucedidos”, ressaltou.

Para as manufaturas chinesas que têm intenção de se estabelecer no Brasil ou fazer joint ventures com empresas brasileiras, o Derex/Fiesp também poderá ajudar na orientação dos investidores.

Mercado Digital 

A reunião contou ainda com a apresentação de Kaio Philipe, gerente de negócios no Brasil da Baidu – terceiro maior portal de busca do mundo e dominante na República Popular da China.

Philipe falou sobre as mudanças na busca de investidores, sendo que o modelo online tem apresentado grandes vantagens, não só em termos de custo como de alcance.  Ele também deu panorama sobre as características do mercado online chinês. “Em 2018 a China terá mais de 1 bilhão de usuários, crescendo quase três vezes mais que a população brasileira”, informou ele, acrescentando  que o e-commerce continuará crescendo de forma acelerada até 2018.

Comitiva chinesa visita Fiesp em busca de oportunidades de negócios no setor de agronegócio

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, quer conhecer as demandas do mercado brasileiro. Foto: Everton Amaro

Em visita ao Brasil, o subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, participou nesta quinta-feira (29/11) de um encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) .

Jianmim veio acompanhado por uma comitiva de 20 pessoas, entre representantes do governo e de grupos empresariais do setor de agronegócio chinês.

De acordo com Jianmim, a visita da comitiva chinesa tem como principal objetivo conhecer as demandas do mercado brasileiro e, também, prospectar ações e projetos de cooperação comercial no setor de agronegócio entre os países, contemplando as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

“Nós queremos ouvir o empresário brasileiro e tenho certeza de que este encontro organizado pela Fiesp vai aprofundar o nosso conhecimento sobre o mercado. Vamos saber de que forma podemos cooperar com o país”, salientou o representante do governo chinês.

O interesse da comitiva na área de inovação e tecnologia foi visto com bons olhos pelo presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho.

João Sampaio Filho, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag): China e Brasil têm um potencial enorme neste campo – pesquisa, tecnologia e inovação agrícola. Foto: Everton Amaro

“A China e o Brasil têm um potencial enorme neste campo [pesquisa, tecnologia e inovação agrícola] e tenho certeza que, se juntos encararmos este desafio, muito conseguiremos fazer em busca da segurança alimentar e do alimento seguro”, afirmou.

Neste sentido, o diretor de assuntos comerciais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Benedito Rosa, ressaltou a importância deste processo de aproximação comercial entre os países. “Hoje se abre uma oportunidade histórica nas relações comerciais entre Brasil e China. E o governo federal e a Fiesp passaram informações para os empresários chineses sobre o potencial de crescimento e expansão da agricultura para novas áreas no Brasil”, avaliou Rosa.

Durante o encontro, os empresários chineses manifestaram interesse em futuras parcerias comerciais no setor de insumos agropecuários – o que coincide com uma prioridade nacional, tendo em vista a grande dependência do Brasil nas importações – e, ainda, em logística, armazenamento de portos e processamento dos produtos agrícolas.

Valor agregado

Embaixador Sérgio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China: parceria em crescimento. Foto: Everton Amaro

De acordo com o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, embaixador Sérgio Amaral, a parceria comercial entre os países registrou um franco crescimento nos últimos anos. Prova disto, segundo o embaixador, é que nós últimos dois anos a China investiu US$ 24 bilhões no mercado brasileiro.

No entendimento de Amaral, o Brasil pode ampliar a oferta de produtos manufaturados para o mercado chinês – principalmente no setor de alimentos. Atualmente, 90% das exportações brasileiras para China são de soja, ferro e petróleo – produtos estes mais baratos se comparados aos importados que o Brasil traz do gigante asiático.

Benedito da Silva Ferreira, diretor-titular do Departamento do Agronegócio também participou do evento. Foto: Everton Amaro

“A exportação de produtos primários, por si só, tem um alto valor de produto agregado. Mas nós temos a intenção de ampliar um pouco este nível de agregação de valor. Então, vamos começar pelos setores em que somos mais competitivos. E a competitividade da agricultura e da pecuária brasileira é inegável”, afirmou o embaixador.

Na avaliação de Amaral, o encontro na Fiesp apresentou uma série de oportunidades de novas parcerias entre os setores produtivos dos dois países: “Acredito que esta visita foi muito oportuna e servirá como o primeiro passo na identificação de parcerias extremamente importantes entre empresas brasileiras e chinesas, que, a meu ver, devem envolver todo o espectro das relações de agronegócio brasileiras”.

Missão empresarial à China

No final do encontro, o presidente do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João Sampaio Filho, respondendo favoravelmente a um convite oficial de Xie Jiammim, sugeriu que a federação organizasse uma missão empresarial para a China no primeiro semestre de 2013. O encontro, de acordo com o presidente do Cosag, dará continuidade ao processo de aproximação entre os empresários dos dois países.

“O desafio é muito grande e temos uma grande gama de oportunidades. Então, a gente está incentivando isso: que as empresas do agronegócio lideradas pela Fiesp possam ir à China e, quem sabe, possam concretizar bons negócios” , concluiu Sampaio Filho.

Missão chinesa busca parcerias e investimentos no agronegócio, na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Em visita ao Brasil, missão empresarial chinesa participa nesta quinta-feira (29/11) de encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento envolverá uma delegação chinesa composta de 18 altos executivos do agronegócio da China, além de representantes do Ministério de Agricultura dos dois países.

O objetivo da missão é prospectar oportunidades, estabelecer parcerias para investimentos e, também, buscar fornecedores a fim de suprir as demandas internas daquele país.

A China é hoje um dos principais parceiros comerciais do Brasil e grande importador mundial de commodities. Em 2011, o Brasil exportou para China 16,5 bilhões de produtos agropecuários.

O agronegócio respondeu por 17,5% do total embarcado para o país. Entre os principais produtos agro: complexo soja 71%, celulose 8%, açúcar 7%, algodão 3%, carne de frango 3%, couro bovino 2%, fumo 2%, e demais produtos 3%.

Serviço
Data/horário: 29/11/2012, quinta-feira, das 10h às 12h
Local: Av. Paulista, 1313, 15º andar, capital

Em Xangai, Fiesp mostra oportunidades para investir no Brasil

Agência Indusnet Fiesp,

A missão empresarial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participou, nesta quarta-feira (2), do seminário Oportunidades de Investimentos no Brasil, organizado pelo Ministério das Relações Exteriores, em Xangai, na China.

Cerca de seiscentas pessoas – entre autoridades, empresários e imprensa – estiveram presentes no evento que tem como objetivo alavancar relações comerciais entre Brasil e China e potencializar as exportações brasileiras para aquele país. A abertura contou com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e da vice-ministra do Comércio da China, Ma Xiu Hong.

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti, um dos palestrantes do seminário, destacou dois setores da economia brasileira que considera estratégicos e que podem atrair ainda mais investimentos nacionais e estrangeiros: o setor de alimentos e o de energia renovável.

Segundo Giannetti, a abundância de bens naturais de nosso país, com quase 300 milhões de hectares disponíveis para plantação, é um diferencial que o transforma em um dos maiores produtores de alimentos do mundo. “Somos o primeiro exportador do mundo em café, suco de laranja, açúcar, carne bovina e frango; o segundo país em exportação de milho e soja; e o quarto em carne suína, entre outros produtos”, detalhou. Atualmente, o Brasil é o principal fornecedor de alimentos da China.

“A energia renovável é capaz de reduzir o ciclo de produção, gerar empregos, criar exportação para muitos países, diversificar as fontes de energia para além da fóssil e usar as potencialidades da biomassa para produção elétrica e combustível”, ressaltou o diretor do Derex.Em sua apresentação, mostrou como o setor de energias renováveis brasileiro pode ser considerado o mais experiente produtor de etanol do mundo e o número um em exportações: aproximadamente 20% da produção estão disponíveis para o mercado externo. Além disso, o país se posiciona como uma economia de baixa emissão de carbono, tendo mais de 45% da produção de energia baseada em matéria-prima renovável.

Giannetti enfatizou que o potencial do mercado de etanol é enorme e, para que cresça ainda mais, é preciso que alguns mitos sejam desfeitos. Entre eles, o de que o etanol compete com o petróleo e que a produção do combustível renovável causa impactos negativos à biodiversidade brasileira. “O etanol é produzido a mais de dois mil quilômetros de distância da floresta Amazônica, nas regiões de cerrado dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso”, lembrou.


Parceria Brasil-China

 

Roberto Giannetti em Xangai

Mas é na área de biocombustível que está grande parte das oportunidades. E o Brasil espera ampliar as fronteiras desse mercado com a participação da China. “Podemos trabalhar juntos, brasileiros e chineses, na criação de novos negócios para que a África possa ser também exportador líquido de combustível renovável em parceria com Brasil e China”, ressaltou.O diretor do Derex acredita que há muitas possibilidades de investimentos conjuntos entre os dois países. Segundo Giannetti, o Brasil possui a melhor tecnologia de agricultura tropical do mundo para processar e exportar alimentos. Setores como de logística e de infraestrutura também são bons gargalos para investimentos estrangeiros.

Em 2009, Brasil e China tiveram um comércio bilateral de US$ 36,1 bilhões. A China é o primeiro destino das exportações brasileiras e os investimentos recentes do dragão asiático em solo brasileiro alcançaram mais de US$ 6 bilhões.

Giannetti reforçou a reivindicação da classe empresarial brasileira para que a China se transforme, o mais rápido possível, em uma economia de mercado, com adoção de sistema de câmbio flutuante e a condenação mais firme de ações de comércio desleal, como dumping e crime de contrabando, práticas que prejudicam o setor produtivo brasileiro.

Ao final do seminário, a Federação promoveu rodadas de negócios entre empreendedores chineses e o grupo da missão empresarial de brasileiros, com representantes de setores variados, que vão de metalurgia ao design.


País bom para investir

Ministro da Fazenda, Guido Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou um panorama da conjuntura brasileira e ressaltou que enquanto as economias de todo o mundo se recuperam da crise financeira de 2008, o Brasil, já mostra sinais de crescimento consolidado para o ano. “Em 2010, as economias que terão crescimento maior são as emergentes e a previsão para o Brasil é de um aumento acima de 5,5% do PIB”, destacou.

Os outros países do Bric devem acompanhar essa tendência. Para a China, o crescimento deve ser de quase 10%. De acordo com o ministro, o cenário que se desenha é ideal para que os dois países aumentem as trocas comerciais. Ele destacou os fatores que transformam o Brasil num país confiável para receber investimento estrangeiro: a solidez do sistema financeiro, a expansão do crédito, o aumento do mercado consumidor e os investimentos em infraestrutura, referindo-se ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, ambos realizados no Brasil, também contribuem para o aumento das oportunidades de negócios entre os países. “O crescimento da economia brasileira é sustentável e de qualidade, porque não gera desequilíbrios macroeconômicos, como o aumento da inflação”, explicou.

Apesar do cenário otimista, o ministro alertou que as importações brasileiras cresceram mais que as exportações, especialmente, de produtos chineses. Para mudar isso, o governo estaria tomando medidas para aumentar a competitividade dos exportadores nacionais. “O Brasil reúne as condições para dar continuidade ao crescimento sustentável e temos o potencial, junto com a China, de nos tornarmos uma das grandes economias do mundo nos próximos anos”, finalizou.