Senai-SP Superação: “Eu não era melhor do que ninguém, só tinha o esforço”

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A hora da decisão veio aos 14 anos. Era ficar na roça, trabalhando por ali mesmo, como fazia o pai, ou sair de Valetim Gentil, a 540 quilômetros na capital, e estudar numa escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em São José do Rio Preto. A dica veio de um amigo e, aproveitando o fato de que na época a instituição oferecia auxílio-moradia aos alunos com renda familiar menor, ele fez as malas e partiu. Não se arrepende e, até hoje, o Senai-SP faz parte da sua vida, onde trabalha há 29 anos e, atualmente, é instrutor de formação profissional.

Trabalhando com alunos dos cursos de Mecânica Geral, Técnico em Mecânica e Tecnólogo em Processos de Produção na Escola Senai Roberto Simonsen, no bairro do Brás, em São Paulo, Valter Siarpelleti nunca perdeu o encantamento com o local em que bate ponto todos os dias. “Comecei fazendo um curso de Mecânica Geral que hoje se chama Mecânica de Usinagem”, lembra Siarpelleti. “E fiz a minha vida aqui”.

Depois de passar por algumas indústrias, primeiro em Fernandópolis e depois na capital paulista, o instrutor achou boa a sugestão do irmão, que viu o anúncio do processo seletivo para dar aulas de retificação. “A escola aqui no Brás estava cheia no dia da seleção”, diz.

No início, as aulas eram dadas somente no horário noturno até que, em 1996, ele passou a ser 100% do Senai-SP. “Meu destino estava aqui”, conta. “A minha história não seria a mesma sem o Senai”.

Valter Siarpelleti: “A minha história não seria a mesma sem o Senai”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

De acordo com Siarpelleti, o “rigor do ensino” e “o respeito que os professores impunham” o fizeram aprender, desde os tempos de aluno, a ter foco e disciplina. “Por isso tenho tanto orgulho dos alunos que vencem na vida, é isso que me faz sentir que fiz um bom trabalho”, conta. “Me vejo neles: eu não era melhor do que ninguém, só tinha o esforço”.

Hoje casado e pai de um homem e uma mulher, até tentou que os filhos quisessem trabalhar na instituição, mas respeitou os caminhos dos dois, da filha Natalia, tecnóloga em Oftalmologia, e do filho, Vitor, estudante de Engenharia de Produção. “Só peço que eles não parem de estudar e tenham força de vontade”, conta. “Só cheguei até aqui porque tive muita vontade de vencer”, diz. “E porque tive, no Senai-SP, um esteio na minha vida”.

Senai-SP Superação: ‘Ganhei conhecimento e reconhecimento’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ela sempre achou que viveria entre números. Estudante de Administração, se via trabalhando em algum banco ou corretora. Não foi o que aconteceu, nunca houve uma oportunidade. Obesa mórbida na época, a hoje professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) simplesmente não conseguia emprego. Ia bem nas provas escritas e testes gerais, mas nunca tinha retorno depois das entrevistas. Até o dia em que o proprietário de uma confecção no Bom Retiro, na capital paulista, resolveu contratá-la como assistente. Nada mais seria como antes.

Dessa experiência de trabalho, ela foi para uma outra confecção, em Pinheiros, onde tomou conhecimento do curso técnico de vestuário do Senai-SP, na Escola Senai “Francisco Matarazzo”, especializada em indústria têxtil, no Brás, na capital paulista. “Peguei R$ 30 emprestados com a minha mãe para me inscrever na seleção do curso”, lembra Fernanda.

Aprovada e matriculada, não demorou a receber o convite de um professor do curso para trabalhar na consultoria que ele tinha além das aulas na instituição.

Cada vez mais envolvida com o setor têxtil, o passo seguinte foi ser convidada para dar aula no próprio Senai-SP, primeiro prestando serviços e depois conseguindo ser efetivada com carga horária de 20 horas semanais. Depois, chegou ao patamar em que se encontra hoje, com 40 horas semanais e responsável por disciplinas como Logística 1 e 2, Planejamento Estratégico, Projeto Integrado, Gestão da Produção de Vestuário e Gestão de Negócios da Moda. Isso nos cursos de graduação e pós da Faculdade de Tecnologia Senai “Antoine Skaf”, também no Brás, nas mesmas instalações da escola da instituição no bairro.

“Aqui no Senai-SP o que interessa é o conteúdo”, disse Fernanda. “Sempre fui reconhecida pela minha dedicação aos estudos, sendo do jeito que eu fosse”.

Fernanda Marinho: reconhecimento pela dedicação aos estudos no Senai-SP, sendo do jeito que fosse. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

A possibilidade de crescimento que a professora encontrou na instituição veio para reforçar uma história de crescimento pessoal que veio da família em que nasceu. “Meu pai morreu quando eu tinha 16 anos, de acidente de carro”, conta. “Minha mãe, que não trabalhava, começou a fazer faxina para me ajudar a pagar a faculdade”, disse. “Eu também fiz trabalhos variados com esse objetivo, como tomar conta de crianças”.

De esforço em esforço, ela encontrou o seu lugar no Senai-SP. E hoje ajuda a mãe, que não trabalha mais, e está pagando as prestações da compra do seu primeiro imóvel, um apartamento em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. “Não teria conseguido fazer um décimo do que eu fiz se não estivesse no Senai”, afirma Fernanda. “Ganhei conhecimento e reconhecimento, construí uma carreira”.

Para ela, as equipes da escola e da faculdade da instituição voltadas para o setor têxtil trabalham no melhor clima “de família”. “Somos muito unidos e é nessa união que está a nossa força”, explica. “Aqui há respeito pelas pessoas e todos trabalham para oferecer a melhor formação possível aos alunos”.

Aos seus estudantes e a todos os interessados em fazer carreira no Senai-SP, Fernanda recomenda dedicação e proatividade. “Entrem como alunos, estudem, conheçam a cultura da instituição, entendam o carinho com o qual a gente trabalha”, diz. “As oportunidades virão. Não me vejo fora daqui”.

 

Orquestra Filarmônica Senai-SP: quando a música é o melhor presente

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Muito obrigado. Ver vocês foi o melhor presente que eu já recebi na vida”. O agradecimento, ouvido pelo maestro Thomaz Ferreira Martins, em março de 2014, veio de um gari. E logo após uma apresentação da Orquestra Filarmônica Senai-SP, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) por ele tocada. O concerto aconteceu numa empresa de coleta de lixo em Osasco, na Grande São Paulo, como parte das comemorações do dia dos coletores.

Além de emocioná-lo até hoje, aquelas palavras resumem o principal objetivo da orquestra. “A nossa função é levar a arte para perto das pessoas, aproximar algo que parece distante”, explica Martins. “Muita gente ainda tem medo de ir a um concerto por falta de roupa adequada ou por não saber qual a hora certa de aplaudir”.

Exatamente para quebrar barreiras, a Orquestra Filarmônica Senai-SP foi criada em 2006, desde sempre sob a orientação do maestro Martins, responsável pelo projeto pedagógico da iniciativa. Atualmente, 75 músicos formam o grupo, sendo estimulados com aulas de instrumento, música de câmara e teoria musical. São todos alunos ou ex-alunos do Senai-SP, com ensaios realizados na Escola Senai “Roberto Simonsen”, no Brás, na capital.

O maestro Martins e os integrantes da Orquestra Filarmônica Senai-SP: com aulas de instrumento, música de câmara e teoria musical. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O maestro Martins e os integrantes da Orquestra Filarmônica Senai-SP: com aulas de instrumento, música de câmara e teoria musical. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Tivemos 200 interessados somente nessa escola quando abrimos as primeiras fichas de inscrição”, conta Martins. “Fiquei surpreso e ali quebrei qualquer ideia pré-concebida sobre o fato de trabalhar com música ao lado de profissionais da indústria, do chão da fábrica: o que vale é a sensibilidade de quem está ali tocando”.

De acordo com o maestro, a Filarmônica é uma das únicas no Brasil vinculadas a uma instituição de ensino que não seja um conservatório, escola de música ou projeto social. “Somos uma orquestra jovem, com repertório de peso. Não conheço outra entidade educacional que tenha um plano consolidado como o nosso”.

Fanfarra

O projeto que hoje encanta as plateias é fruto de toda uma tradição do Senai-SP na área musical. “Temos o registro de uma fanfarra na escola desde 1948”, conta Martins. “Depois, em 1990, essa fanfarra se transformou numa banda marcial, que existiu até a formação da orquestra”.

Beethoven na igreja

Ponto fundamental para entender o sucesso do grupo, o envolvimento dos músicos é destacado por Martins. “Até os amigos e as famílias se envolvem”, conta. “Esses jovens levam a música para a sua vida, falam de Beethoven na igreja, no bairro, colaboram para a formação de público”.

Martins: “Até os amigos e as famílias se envolvem”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Martins: “Até os amigos e as famílias se envolvem”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Prova desse vínculo, o maestro lembra, comovido, de uma apresentação feita no velório de um flautista do grupo, falecido aos 17 anos, em decorrência de uma hidrocefalia. “Ele foi sepultado com o uniforme da orquestra e, naquela hora difícil, seu pai ainda veio me agradecer por tudo o que nós tínhamos feito pelo filho”, diz. “A música era a felicidade dele e aquela família vai guardar a lembrança dele tocando conosco, feliz”. Uma recompensa que, segundo Martins, “vale o trabalho de uma vida”.

Quem quiser acompanhar a Filarmônica do Senai-SP deve ficar atento às apresentações do grupo, normalmente realizadas duas vezes por mês, nos teatros do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) no estado (veja abaixo as datas dos próximos concertos).

No repertório da temporada 2013 e 2014, compositores como Beethoven, Schubert, Strauss e Debussy, entre outros.

A quem interessar possa, jeans no vestuário e aplausos em cena aberta estão liberados. “Já fui a muitos concertos de jeans e camiseta quando era estudante”, conta Martins. “E acho que, se deu vontade, tem que mais é que aplaudir mesmo:  a arte deve estar ao alcance de todos”.

Serviço

Confira as próximas apresentações da Orquestra Filarmônica Senai-SP

13 de Setembro – Teatro do Sesi em Itapetininga

Horário: 18h

Endereço: Avenida Padre Antônio Brunetti, 1360

27 de Setembro – Teatro Sesi Amoreiras– Campinas

Horário: 18h

Endereço: Avenida das Amoreiras, 450, Parque Itália

11 de Outubro – Teatro do Sesi Indaiatuba

Horário: 18h

Endereço: Avenida Francisco de Paula Leite, 2701

01 de Novembro – Teatro Municipal de Mairiporã

Horário: 20h

Endereço: Avenida Tabelião Passarella, 850, Centro

Mais informações sobre a orquestra:

https://www.facebook.com/OrquestraSenai

Roberto Simonsen: alunos da Olimpíada do Conhecimento ‘são o sonho das empresas’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Os melhores equipamentos, os professores mais bem preparados e as tecnologias mais avançadas. É esse o cenário na escola Roberto Simonsen, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) localizada no bairro do Brás, na capital paulista.

De acordo com o diretor da escola, João Roberto Campaner, esse é o grande diferencial de toda rede do Senai-SP em São Paulo. “Só nessa escola passam 5 mil alunos por dia, que estão em contato com novos parâmetros, no caso de usinagem, e novas tecnologias, na área de eletrônica”.

“Nossa unidade recebeu um investimento de R$ 30 milhões nos últimos quatro anos e isso permite que os estudantes estejam sempre trabalhando com a tecnologia de ponta, com os professores transferindo o conhecimento da melhor qualidade para eles”, afirmou o diretor.

Campaner: novos parâmetros em nome da boa formação dos alunos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Campaner: novos parâmetros em nome da boa formação dos alunos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O ex-aluno Alasi Silva dos Santos, de 20 anos, é testemunha dessas boas condições de trabalho. “Os equipamentos disponibilizados pelo Senai-SP são de tão alto nível que, em muitos casos, são até mais tecnológicos que os da própria indústria”, explica ao lembrar que a entidade já tinha uma impressora 3D, desde que ele começou a estudar, em 2009.

“Para nós, ter a oportunidade de trabalhar com esse tipo de equipamento é um diferencial, porque a experiência com que chegamos ao mercado de trabalho é superior. Não é à toa que, na época em que cursei o curso técnico em mecatrônica, em 2012, a taxa de empregabilidade era de até 96%”, diz Santos.

Na opinião de Santos, o investimento do Senai-SP se prova pelo fato de que há muitas indústria que buscam o Senai-SP em busca de novos talentos.

“O Senai-SP se adianta em relação à necessidade da indústria. E isso faz com que os empresários nos procurem”.

Olimpíada do Conhecimento

Para o diretor Campaner, a Olimpíada do Conhecimento traz diversos ganhos para o Senai-SP. “Os competidores já são profissionais prontos, não só tecnicamente, mas do ponto de vista de postura, de ser cidadão.”

Na visão de Campaner, esses alunos são referência. “Como o treinamento é de alto nível, os alunos passam, muitas vezes, a saberem mais do que o próprio professor que os preparou”, explica.

“Esses meninos são o sonho de qualquer empresa”, afirma o diretor. “O Senai-SP contrata como trainees os campeões das últimas etapas, o que foi uma visão estratégica muito importante, pois são excelentes profissionais que acabaram ficando dentro da casa e alimentam esse ciclo virtuoso.”

Para ele, os professores que preparam os competidores transferem mais que o conhecimento de ponta, mas também as competências pessoais que já fazem parte do perfil dos cursos do Senai-SP, como responsabilidade e dedicação. “São alunos que trabalham muito para terem sucesso na Olimpíada do Conhecimento, mas que também sabem expressar suas ideias”, explica.

Na onda

Santos não tem dúvidas disso. Formado eletricista de manutenção e técnico de mecatrônica, ingressou no Senai-SP aos 15 anos. “Eu tinha uma visão um pouco preconceituosa do que era o Senai-SP, me imaginava trabalhando de terno algum dia”, conta. “Mas descobri que ser eletricista é bem diferente do que eu pensei, principalmente com a visão técnica que eu tenho hoje.”

Ele entrou no Senai-SP seguindo uma “onda”, porque tinha vários amigos se inscrevendo na instituição. “Passei na prova, me matriculei e, assim que eu comecei a fazer o curso, minha visão do Senai-SP mudou”, diz.

Competidor da Olimpíada do Conhecimento na Modalidade Fresagem CNC, Santos conta que conheceu a competição desde que ingressou no Senai-SP e, desde então, esse se tornou o seu principal foco: “queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”.

Santos: “Queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Santos: “Queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Meu pai sempre me apoiou. Como ele não pôde estudar, então, por ele, eu só estudava. Minha mãe é que tinha uma resistência no começo, com medo de eu me dedicar demais à Olimpíada e não atuar no mercado de trabalho”, conta Santos, que já foi campeão da etapa estadual, em 2011, na modalidade Manufatura Integrada. “Eu consegui a medalha de ouro, mas, no desempate para o Nacional, não consegui a classificação.”

Tente outra vez

Santos não desistiu e tentou novamente. Em 2013 foi vencedor, dessa vez pela modalidade Fresagem CNC e passou pela classificação para representar o estado de São Paulo na etapa nacional, que acontece de 03 a 07 de setembro, em Belo Horizonte.

“Hoje, sou muito grato ao Senai-SP porque foi lá que eu me tornei adulto. Entrei uma criança e aprendi tudo sobre responsabilidade e disciplina”, afirma o competidor que enxerga a instituição como um ambiente transformador.

Futuro

Sem pensar suas vezes, Santos diz que vê seu futuro no Senai-SP. “Quero trabalhar como instrutor e seguir a carreira dentro da entidade. É muito gratificante ver o retorno do aluno e saber que você fez a diferença na vida de alguém”, afirma.

Na visão dele, o tempo em que o competidor da Olimpíada do Conhecimento e seu instrutor o passam juntos é determinante. “É possível moldar o competidor e transferir todo o conhecimento para ele.”

A vontade de se dedicar ao Senai-SP tem um motivo: gratidão. “Tudo o que eu sou, hoje, devo ao Senai-SP. Tudo o que tenho, minha vida, minha carreira, eu consegui por aqui”, diz. “Foi o Senai-SP que me moldou e me formou como profissional, como ser humano.”

Membros do Comtextil visitam unidade do Senai-SP no Brás

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estiveram, na tarde desta terça-feira (28/01), na Escola Senai Francisco Matarazzo, no Brás, na capital paulista, para conhecer os trabalhos, serviços e programas que a unidade oferece para melhorar o desempenho e a produtividade das indústrias do setor.

Membros do Comtextil visitam unidade do Senai-SP no Brás. Foto: Everton Amaro/FIESP

 

Durante a visita, Marcelo Costa, diretor da unidade, apresentou  os serviços que a escola atualmente presta para atender as demandas das indústrias do setor têxtil e de vestuário. Segundo Costa, atualmente a unidade disponibiliza cinco programas de aprendizagem industrial, “cada um recebendo cerca de 110 alunos por ano”.

Um dos objetivos da unidade é formar mão-de-obra qualificada para atender as mais variadas demandas dos setores relacionados à cadeia produtiva da indústria têxtil. “Temos também cursos técnicos nas áreas têxteis e de vestuário”, disse Costa. “Alguns de quatro semestres oferecidos pela manhã, tarde e noite”.

Além disso, a escola oferece um curso superior de tecnologia, com mensalidades em torno de R$ 700. O valor, porém, não deve ser visto como obstáculo, já que a unidade oferece várias formas de auxiliar o estudante a pagar seus estudos. “Temos o financiamento estudantil, bolsas de estudos e descontos para facilitar o ingresso e o aprendizado do aluno”, afirmou Costa.  São 40 vagas semestrais oferecidas para este curso.

A unidade oferece também 15 programas de pós-graduação.  “Podemos criar um programa especial que atenda especificamente as empresas do setor”, informou o diretor da unidade.

Além disso, segundo Costa, a escola disponibiliza mais de 110 programas de formação continuada, de 40 a 200 horas.  “Também criamos o Núcleo de Relações com o Mercado, laboratórios de ensaios e serviços, com acesso a equipamentos e processos, e  o Programa de Apoio à Pesquisa e Inovação”, informou.

Os profissionais da unidade ressaltaram durante a visita que desenvolvem linhas de pesquisa em parceria com nove universidades em São Paulo. Entre elas, USP e Unesp.

Serviços tecnológicos

Segundo Costa, por ano, a unidade emite 10 mil certificados. “Com um total anual de 25 mil horas de serviços tecnológicos”.

Além do trabalho de ensino e qualificação realizado na unidade, o corpo docente do Senai-SP Francisco Matarazzo ressaltou que pode realizar a preparação de mão-de-obra nas instalações das indústrias do setor – atendendo assim as necessidades de cidades do interior paulista.

Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, esteve presente no encontro.

Senai-SP realiza palestra sobre tendência do mercado internacional de moda e apresenta livro colecionável para o setor

Agência Indusnet Fiesp

O Senai-SP lança nessa terça-feira (21/08), às 19 horas, na Escola Senai Francisco Matarazzo, no Brás, o livro de moda Apontamento, Inspirações e Memórias, da Senai-SP Editora. A apresentação do book será seguida por palestra sobre tendências para a temporada outono/inverno 2013. O lançamento faz parte de evento homônimo que, durante dois dias, promoverá gratuitamente workshops e palestras para estudantes e profissionais da área de pesquisa e desenvolvimento de moda.

Na quarta-feira, às 20 horas, haverá um desfile de moda promovido pelos novos talentos do Senai-SP.

Até o dia 18 de setembro, outros sete ciclos de palestras e lançamentos estão previstos em sete municípios: (28/08); São José do Rio Preto (29/08); Ribeirão Preto (31/08); Americana (3/09); Cerquilho (5/09); Santo André (11/09); e Ibitinga (18/9).

As atividades são gratuitas e voltadas a empresários e profissionais dos segmentos têxtil, do vestuário, de couro e calçados. As inscrições devem ser realizadas por meio do site www.sp.senai.br/vestuario.

Os eventos irão falar sobre as tendências do mercado internacional de moda para as próximas estações. Para incentivar o design autoral e criativo serão trabalhadas as memórias afetivas de cada participante, aplicadas na criação de produtos de moda e no desenvolvimento de minicoleções baseadas nas informações das próximas tendências.

As palestras realizadas por profissionais da área e do Senai-SP ressaltam a importância da pesquisa e do planejamento estratégico no desenvolvimento de novos produtos. O objetivo da iniciativa é estimular as empresas a observar o comportamento e os perfis de seus consumidores para a criação de produtos diferenciados e competitivos, que atendam as necessidades e os desejos do público-alvo.

O conceito da primeira edição do livro Apontamentos, Inspirações e Memórias é a importância de aspectos como a leveza, a delicadeza e o respeito praticado entre as pessoas na realidade cotidiana das metrópoles. O caderno traz além das próximas tendências, orientações de estampas, peças-chaves e cartela de cores.

Serviço

Palestras e Workshops sobre Moda e Lançamento do livro Apontamentos, Inspirações e Memórias.
Datas: 21 e 22 /8/2012
Horário: das 8h às 19h
Local: Escola Senai Francisco Matarazzo – R. Correia de Andrade, 232 – Brás São Paulo

Senai Roberto Simonsen prepara alunos para Olimpíada 2011

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

João Roberto Campaner, diretor da unidade: ganhos no processo educacional

Quem vê de fora o prédio da Escola Senai Roberto Simonsen, no bairro do Brás em São Paulo, não imagina as modernas instalações, máquinas e salas de aula lá existentes.

Esta unidade, na qual os alunos têm um histórico de sucesso em Olimpíadas do Conhecimento, vem preparando 32 participantes de 24 modalidades para a etapa estadual da competição, que acontece em novembro próximo.

Das cinco modalidades da etapa nacional em que a escola participou em 2010, o resultado foi excelente: cinco medalhas de ouro, nas modalidades Mecânica Geral – Ajustagem, Mecânica de Precisão,Manufatura Integrada, Robótica Industrial e Sistema de Transporte de Informação (STI). E o que impulsiona tantas conquistas é a seriedade dos alunos e o apoio irrestrito dos experientes professores.

Segundo João Roberto Campaner, diretor do Senai Roberto Simonsen, a Olimpíada do Conhecimento traz vários ganhos ao processo educacional. Ele percebe que o jovem do Senai, quando participa da competição, passa a desenvolver comprometimento e responsabilidades.

“Os outros alunos têm aquele menino como modelo de seriedade, de empenho. Então fazemos com que ele seja referência”, afirmou.

Marcel Porto, coordenador de atividades técnicas, posa ao lado da galeria de troféus conquistados pela unidade

O coordenador de Atividades Técnicas, Marcel Porto, explicou que durante o treinamento há também reuniões com os pais dos alunos e acompanhamento psicológico: “Há três meses promovemos encontros dos competidores com psicólogos, a fim de desenvolver um trabalho comportamental e emocional”.

Preparação 

Em meio às salas de aula, alguns alunos treinam com afinco para a competição em ambientes separados. Pelos semblantes, é visível o alto grau de concentração. Os alunos Eraldo Silva e Wellington Souza, estreantes na competição em Sistema de Transporte de Informação (STI), há um ano se dedicam com o objetivo de defender a medalha de ouro da modalidade, conquistada em 2010 pelo colega Othon Alonso.

“Também quero a medalha de ouro, mas, independentemente do resultado na Olimpíada do Conhecimento, a minha expectativa é terminar o nível técnico e cursar engenharia para depois dar aulas na rede Senai”, relatou Eraldo.

raldo Silva e Wellington Souza querem repetir medalha de ouro em STI conquistada em 2010

 

Caio Agostinho, 18 anos, não pensa diferente. Concluiu a aprendizagem industrial de eletricista de manutenção e, atualmente, frequenta o curso técnico de Mecatrônica. Estreante na Olimpíada do Conhecimento pela modalidade Eletricidade Industrial, treina desde junho de 2010 para o evento e tem a mesma expectativa que seus colegas em relação ao futuro. “Primeiramente, quero adquirir conhecimento prático na indústria para, depois, dar aulas no ramo da eletricidade e automação no Senai”, planeja.

Caio Agostinho (esq.) treina na modalidade Eletricidade Industrial, enquanto Fábio Nascimento (de branco) orienta os alunos Max Mazakina e Eduardo Bonilho na modalidade Robótica Industrial

Na modalidade Robótica Industrial, o professor Fábio Nascimento treina os alunos Max Mazakina, Eduardo Bonilho e Vinícius Vermieiro. De acordo com ele, a função dos competidores é melhorar cada vez mais a sinergia entre software e estrutura física.

“É fundamental uma mecânica e um software precisos, pois na competição eles têm apenas uma hora para fazer a programação do robô. Então é necessário que este processo seja realizado o mais rápido possível, daí a necessidade de desenvolver um programa mais simples e eficiente para reduzir o tempo da atividade”, esclareceu Nascimento.

Leia mais:

Visite a página da Olimpíada do Conhecimento 2011

Conheça o site da Escola Senai Roberto Simonsen

Paulo Skaf apresenta investimentos no Senai Roberto Simonsen

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

Escola Senai Roberto Simonsen recebeu R$ 15 milhões de aporte para modernização tecnológica

Em homenagem aos 67 anos do Senai-SP, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, apresentou nesta sexta-feira (28/08), o aporte de R$ 15 milhões para a modernização tecnológica da Escola Senai Roberto Simonsen, no Brás.

A unidade, primeira de uma rede que já contabiliza 86 unidades, foi responsável pela qualificação de mais de 330 mil alunos em seus 66 anos de existência, dentre eles o presidente Luiz Inácio da Silva, no início da década de 60.

“Nada se compara ao prazer de investir em educação”, falou o presidente da Fiesp/Ciesp após ouvir a apresentação da Orquestra Filarmônica do Senai-SP, que concentra seus ensaios na unidade no Brás, na capital paulista.

“Mais do que promover capacitação profissional de qualidade e aplicar recursos em equipamentos de alta tecnologia, desejamos formar o indivíduo integralmente”, declarou, Skaf.

Com os investimentos, a unidade ganha um dos mais tecnológicos espaços de educação profissional da América Latina, responsável por 15 mil matrículas anuais nas áreas de eletroeletrônica, metalmecânica, marcenaria, robótica, telecomunicações e automação da manufatura.

Em sua grade de cursos, há cerca de cem títulos que atendem desde jovens que buscam qualificação para o primeiro emprego até profissionais em busca de reciclagem e aperfeiçoamento.

Para Walter Vicioni, diretor regional da entidade, a metodologia do Senai-SP inspirou várias instituições que estão comprometidas com o ensino de qualidade. “Em nossa instituição, o aluno é capacitado a fazer cada parte de seu trabalho como se olhasse em um microscópio, mas também é estimulado a conhecer novas tendências tecnológicas, como um telescópio que se abre para diferentes oportunidades”, afirmou.

O potencial de promover soluções educacionais para toda a capital também foi destacado por José Roberto Ramos Novaes, diretor regional da Fiesp. “Essa escola respira o pioneirismo de Roberto Simonsen, seu patrono e um dos fundadores do Senai.”