Senai-SP apresenta três direções criativas para inspirar indústria no design de vestuário

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em um mundo caótico, as pessoas estão cada vez mais buscando rotas de fugas em busca de alívio e prazer. Essa é a base conceitual do trabalho de pesquisa desenvolvido para o caderno de Vestuário do box Senai-SP Mix Design Outono-Inverno 2015, lançado na noite desta terça-feira (29/07), na escola Francisco Matarazzo, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no Brás, zona leste de São Paulo.

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Alessandra Lanzeloti (de pé) apresenta padrões de tecidos que podem ser utilizados. Débora Catelani (sentada) deu as bases conceituais para inspirar as criações. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O evento – o primeiro de um ciclo que envolve palestras e oficinas na capital e no interior – contou com uma palestra das designers e consultoras Débora Catelani e Alessandra Lanzeloti para um público formado principalmente por designers, estilistas e microempresários na área de vestuário.

“Nessa edição temos três direções criativas, cada uma baseada em um tipo de escape”, explicou Débora, responsável pela pesquisa de referências conceituais que servem de inspiração para a moda de outono e inverno de 2015.

“A direção de número 1, denominada escape essencial, trata do resgate de valores cruciais, entre eles, mais especialmente, a necessidade de resgatar o contato da natureza. A direção 2 aponta para a busca constante por novas experiências, de potencializar o sentido de vida. E na direção 3, a gente fala de imaginação, desejo de fantasia, desejo de transformar, de um mundo surreal˜, completou a designer.

Para cada direção criativa, a também designer Alessandra Lanzeloti detalhava a aplicação prática das inspirações para cores, tipos de tecido e padronagem em roupas femininas, masculinas e infantis. Os detalhes podem ser conhecidos no caderno, parte integrante do box, uma publicação da Senai-SP Editora.

“A vedete da estação são os xadrezes. A nossa orientação é a seguinte: para cada direção os xadrezes estarão presentes, mas cada uma delas tem um tipo de cor”, orientou Alessandra.

Para desenvolverem o trabalho, as designers visitaram tecelagens no Brasil. A obra também buscou referência na feira Premiere Vision, em Paris, e nas tendências lançadas em desfiles internacionais.

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Ana Paula Alcântara: direcionamento do Senai-SP é fundamental. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ana Paula Alcântara, 30 anos, proprietária e estilista da marca de roupas femininas Manali, não economizou elogios ao trabalho desenvolvido pelo Senai-SP nas tendências em vestuário. “Para mim é um direcionamento fundamental”, destacou ela, observando que antes, com medo de errar, desenvolvia peças mais sóbrias, e ao conhecer as tendências apontadas pelo Senai-SP começou a ousar mais nas suas criações.

Mas não apenas profissionais do mercado de vestuário mostraram interesse pelo trabalho.

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Sérgio Faria: Senai-SP traz o conceito para o mundo real. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

É o caso de Sérgio Faria, 41,  supervisor de design da Sage, uma indústria que produz revestimentos de interiores automotivos para montadoras como GM, Ford e Hyundai. “O mais legal [do trabalho do Senai-SP Mix Design] é que traz o conceito para o mundo real, pronto para usar no mundo do seu negócio˜, comentou Faria após a palestra.

Segundo ele, o design dos tecidos dos assentos é cada vez mais um aspecto observado por quem vai comprar um carro. “As pessoas buscam no interior do carro uma confirmação daquilo que esperam do veículo. O conforto visual é muito importante˜, resumiu.