Reformas políticas dependem de boa vontade do próximo Presidente, diz Bornhausen

Agência Indusnet Fiesp,

Jorge Bornhausen, ex-senador e presidente de honra do partido Democratas (DEM-SC)

O ex-senador e presidente de honra do partido Democratas (DEM), Jorge Bornhausen (SC), assegurou nesta segunda-feira (16), na Fiesp, que reformas partidárias e eleitorais consistentes no Brasil só serão possíveis caso o próximo presidente da República demonstre apoio e vontade política em relação às transformações propostas.

Independentemente de posições ideológicas, para Bornhausen a necessidade das reformas é suprapartidária, e seu objetivo é “trazer avanços ao desenvolvimento da democracia brasileira”, sublinhou durante o encontro do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da federação.

De acordo com o ex-senador, além do apoio do chefe de Estado, a viabilidade da reforma política depende de uma filtragem das propostas a serem apresentadas. A seu ver, as prioridades devem mirar os pontos que realmente têm chance de aprovação, para que o debate não fique desgastado em torno de medidas já praticadas ou conjunturalmente inviáveis.

“Não devemos gastar esforços com coisas que já são praticadas, como o voto facultativo, por exemplo. Quem não quer votar não vota, vai aos correios ou viaja a algum município vizinho”, argumentou. “Também a votação pela redução do número de senadores e suplentes é um caso perdido: seria barrada na primeira comissão que entrasse”, prosseguiu Bornhausen.