‘Corremos o risco de ter um apagão sanitário hospitalar’, diz coordenador do BioBrasil

Agência Indusnet Fiesp

Reportagem do noticiário Bom Dia Brasil, da TV Globo, exibida segunda-feira (11/08), destacou a baixa quantidade de leitos hospitalares no país, menos que o mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Atualmente, o Brasil possui 2,4 leitos para cada grupo de 1 mil habitantes, quando o aconselhado são três leitos para esse mesmo número de pessoas. Além disso, nos últimos quatro anos, 13 mil leitos foram fechados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.

Em entrevista, Francisco Balestrin, coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente conselheiro da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), lembrou que a população brasileira está envelhecendo e isso exige mais leitos.

“Nos próximos quatro anos nós vamos precisar implantar, na melhor das hipóteses, algo em torno de 13 mil leitos. O que conseguimos fazer foi algo em torno de 2 mil nos últimos anos. Se nós realmente não conseguirmos ter uma política de incentivos ao desenvolvimento de novos leitos corremos o risco de ter um apagão sanitário hospitalar no nosso país”, disse Balestrin.

Assista a reportagem completa aqui.

TV Globo: Fiesp aponta que produto brasileiro é um terço mais caro do que os importados

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Reportagem do Bom Dia Brasil mostra percentual de diferença entre produtos brasileiros e estrangeiros.

A edição de hoje do noticiário “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, exibiu uma reportagem sobre os resultados apontados pelo estudo “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Competitividade da Indústria de Transformação Brasileira”, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Um estudo feito pela Fiesp mostra que o produto industrializado no Brasil custa em média 34% mais que um similar importado”, narra a repórter Carla Modena.

“O levantamento lista uma série de fatores que encarecem o produto brasileiro. O primeiro é o dólar baixo, que deixa os importados mais baratos. Depois vêm os impostos. E itens como deficiência de transportes, juros altos e custo dos serviços, que subiram muito com o aumento dos salários”, acrescenta a repórter.

>> Veja a reportagem no site do ‘Bom Dia Brasil’
>> Conheça o estudo na íntegra

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'Produzir no Brasil ficou muito caro', diz Paulo Skaf na reportagem.

Além de outros dois entrevistados, um industrial e um economista, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é ouvido. “[O] Brasil passou a perder a sua competitividade. O custo no Brasil subiu muito. Produzir no Brasil ficou muito caro”, afirma Skaf.

Carla Modena informa que no ano de 2012, segundo estudo da Fiesp, a produção recuou enquanto o varejo cresceu 8,4%. “A indústria local não se beneficiou do aumento do consumo brasileiro. Quem lucrou foi a indústria estrangeira”, explica.

Decomtec

O estudo foi desenvolvido pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.