Bolsa eletrônica de resíduos da Fiesp oferece serviços gratuitos a 24 estados

A Bolsa Eletrônica de Resíduos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) completou sete anos de atividade. Antes, o serviço criado em 1985 não estava disponível eletronicamente. Trata-se de um mecanismo de divulgação gratuita de ofertas de compra, venda e doação de resíduos industriais recicláveis, contando, em média, com 100 acessos diários.

O objetivo é dar destinação aos resíduos, reduzir custos e contribuir com o meio ambiente. Para se ter ideia, a região metropolitana produz diariamente 15 mil toneladas de resíduo domiciliar e a indústria faz a sua parte ao criar mecanismos de destinação adequada.

Em 16 de abril de 2002, a Bolsa entrou em operação on-line, contabilizando 427 inscritos no ano. Em 2009, alcançou-se a marca de 2.100 empresas inscritas, ou seja, praticamente quintuplicou a procura desde que o serviço começou a ser oferecido pela Fiesp.

Vinte e quatro Estados integram a iniciativa. Estão na liderança São Paulo – o interior é mais participativo –, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. As transações ocorrem prioritariamente em âmbito regional devido a questões operacionais e logísticas.

Os setores que mais procuram a Bolsa são indústrias (46%), recicladores (26%) e intermediários (20%), sendo, em sua maioria, micro e pequenas empresas (41%), médias (12%) e grandes (6%).

No balanço da bolsa, 66% dos produtos são ofertados contra 34% dos procurados, entre eles, plásticos, resíduos químicos, metal/metalúrgico, borracha e madeira/mobiliário.

Entre as vantagens, há duas de maior impacto:

  • A conscientização de que resíduo não é lixo e sim um subproduto com potencial de comercialização, podendo dar lucro;

  • A redução de custos diretos de manuseio, armazenamento, transporte e destinação final, o cost avoid, que pesa no negócio.

    Para se ter ideia do quanto é dispendioso dar destinação ao resíduo, no aterro o descarte custa de R$ 150 e R$ 300 a tonelada; a incineração, de R$ 2.000 a 3.000; e o co-processamento (queima em forno de cimento) de R$ 500 a 600 a tonelada.

    Outros benefícios da iniciativa da Fiesp são a preservação e a melhoria da qualidade do meio ambiente e da saúde pública, o uso sustentável e racional dos recursos naturais, a valorização do resíduo que passa a ser utilizado como matéria-prima de outra empresa ou setor e a minimização de multas e/ou autuações.

    Uma das conquistas a ser mais do que comemorada é que a Bolsa de Resíduos da Fiesp, como ferramenta, tem ampla aceitação em diversos setores, não só industriais, mas também governamentais e junto a ONGs.