Artigo: Sustentabilidade – inovação e perenidade do negócio

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por Maria Eugenia Sosa Taborda *

Foi-se o tempo em que a sustentabilidade era vista como um tema acessório nas organizações. Nos últimos anos o assunto ganhou relevância nas empresas, no governo e na sociedade, e passou a ser considerado um item imprescindível na governança, na estratégia, no negócio e no dia-a-dia das empresas. Ou seja, tem que fazer parte do “chassi” da organização.

Prova disso é a recente Resolução 4327 do Banco Central, que estabelece que as instituições financeiras integrem a gestão de risco e de responsabilidade socioambiental em suas operações e negócios. O que isso significa? O que era prática de alguns bancos passa a ser exigência para todas as instituições financeiras, inclusive cooperativas de crédito. Em suma, as questões socioambientais começam a fazer parte do chassi de todos os bancos e estabelecerão um padrão mínimo de gestão socioambiental nessas organizações.

O mais interessante desta regulação é que há um efeito multiplicador em toda a cadeia das instituições financeiras, pois seus clientes serão impactados em maior ou menor escala. A norma traz os princípios da relevância e da proporcionalidade, fazendo com que cada instituição financeira avalie o seu grau de exposição ao risco socioambiental e estabeleça políticas, processos e procedimentos conforme sua natureza, suas atividades e seus produtos e serviços financeiros. Isso quer dizer que, na perspectiva das empresas, clientes, haverá uma análise socioambiental, porém, a rigidez ou profundidade da análise dependerá do tamanho e ramo de atividade da empresa cliente, tipo de operação e crédito e a destinação do financiamento.

O intuito não é limitar o acesso a crédito às empresas, mas sim melhorar a qualidade do crédito concedido. Os bancos, como intermediadores, contribuem com a propulsão de melhores práticas socioambientais e mitigam riscos legais, de crédito e reputacionais.

Se até então sustentabilidade era encarada por alguns como “bom mocismo”, agora fica claro que esse não é o caminho. Hoje já se entende que uma empresa que tem uma boa gestão de negócios, finanças e intangíveis, como marca e reputação, poderá ter maior e melhor acesso ao capital. Isso pode acontecer por meio do crédito, investimento ou outros mecanismos financeiros. E os agentes financeiros já começam a analisar as questões socioambientais como mais uma variável. No limite, podemos dizer que o custo de capital de uma empresa poderá sim ser influenciado conforme lida com os desafios da sustentabilidade. Os próprios índices de sustentabilidade das Bolsas de Valores reforçam essa tendência.

Ainda temos um caminho a percorrer e setores econômicos mais críticos e projetos de maior porte tendem a estar no topo da relevância das análises socioambientais, mas as organizações menores também terão avaliações adequadas ao seu perfil. Entretanto, as empresas não devem focar nas análises que serão realizadas pelos bancos, mas sim como antever as tendências e integrar na sua estratégia as questões sociais e ambientais que afetarão direta ou indiretamente os seus negócios. Aquelas bem sucedidas nesse processo estarão à frente e se diferenciarão na forma como atendem seus colaboradores, clientes e acionistas. Lembrando que a escolha final é sempre dos clientes e consumidores e que esses, sim, estão aprimorando seu “chassi” de sustentabilidade.

* Maria Eugenia Sosa Taborda é gerente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, responsável pelos temas de Riscos e Oportunidades Socioambientais e de Educação Financeira.  Graduada administração de empresas pela PUCCAMP, com especialização em Gestão responsável pela Fundação Dom Cabral e administração pela Universidade de Berkeley.

Boletim Sustentabilidade Fiesp

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O Boletim Sustentabilidade Fiesp é um informativo eletrônico, mensal, que tem o objetivo de compartilhar conhecimentos e tendências em Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa. Em cada edição, ele traz o ponto de vista de um especialista, uma entrevista com um profissional do mercado e cases de sucesso em sustentabilidade de empresas industriais. O objetivo é apresentar as iniciativas de Responsabilidade Social do setor, seus desafios e  resultados, a fim de estimular empresários e profissionais a integrarem princípios e diretrizes que contribuam para o desenvolvimento sustentável. Nestes três anos, já foram apresentados mais de 30 cases de sucesso da Indústria. O Boletim é destinado ao público em geral, sobretudo a empresários, empreendedores e profissionais do meio empresarial.

Produção – Equipe do Comitê de Responsabilidade Social – Cores

  • Direção: Grácia Elizabeth Fragalá
  • Coordenação: Alberto Ogata e Claudia Saka
  • Conteúdo: Karen Pegorari Silveira
  • Colaboração: Elisângela Bueno e Raquel Corrêa Sajonc

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Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 12/08/2013 e 25/08/2013

Agência Indusnet Fiesp,

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, que apurou que a indústria paulista encerrou julho com 5,5 mil empregos a menos ante junho.

Na semana passada, a Fiesp recebeu a visita de delegações do Japão e do Reino Unido. Nos encontros foram discutidas oportunidades de negócios em investimentos entre o Brasil e os dois países.

Outros destaques do período foram a realização do seminário Paulínia Petróleo e Gás pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), no interior de São Paulo , a aula inaugural para duas novas turmas do MBA em Gestão Empreendedora para profissionais da educação  e a estreia do espetáculo A Madrinha Embriagada, adaptação da Broadway que faz parte do projeto educacional do Sesi-SP para estimular formação de atores e público para o teatro musical no país.

Confira todos os acontecimentos de 12/08/2013 a 25/08/2013:

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 10/05/2013 e 21/06/2013

Agência Indusnet Fiesp,

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca a pesquisa de emprego, elaborada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). A indústria deve encerrar 2013 com até 30 mil novos empregos, diz a análise.

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, recebeu o ministro da Defesa, Celso Amorim, em encontro que contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Rio Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. A Fiesp recebeu ainda a visita do ministro de Negócios Estrangeiros do Sudão, Ali Karti.

Na última quinzena, a Fiesp realizou o seminário Política Migratória, Produção e Desenvolvimento,  com a presença do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Marcelo Cortes Neri. Os conselhos superiores do Agronegócio (Cosag), da Construção (Consic), de Estudos Avançados (Consea), do Comércio Exterior (Coscex) e o Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) também realizaram seus encontros mensais.

Veja todos os acontecimentos da quinzena 10/06/2013 a 21/06/2013:

Primeiro boletim aquícola coletado por IBGE deve ser divulgado no 1º tri de 2014, diz secretária da Aquicultura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Maria Fernanda Ferreira, secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

A partir do primeiro trimestre de 2014, produtores aquícolas podem ter acesso a dados mais atualizados sobre o setor. Fruto de parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com o Ministério da Pesca e Aquicultura, o primeiro boletim com dados atualizados da produção brasileira deve ficar pronto nos primeiros três meses ano que vem, informou a secretária da pasta Maria Fernanda Nince Ferreira.

“A boa notícia é que conseguimos um convenio com o IBGE que iniciou este ano a coleta de dados da aquicultura no Brasil inteiro”, disse Ferreira, secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura.

Maria Fernanda apresentou na manhã desta sexta-feira (17/05) o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura sem Impactos nas Águas da União para membros do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O pescado, a carne de peixe, ainda perde espaço para a carne bovina, de frango e de porco no mercado consumidor brasileiro. Embora o Brasil detenha uma das maiores reservas de água doce do mundo, a produção aquícola no país é defasada. Um dos sintomas dessa deficiência é a falta de informações organizadas e atuais sobre o setor. “Os países que têm menos água que a gente têm uma organização muito maior”, reconheceu Ferreira.

Com o objetivo de regularizar e estimular a produção de peixes e frutos do mar no Brasil, o Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou em 2012, por meio do Plano Safra para o setor, o investimento de R$ 4,1 bilhões.

“Desses R$ 4,1 bilhões, pelo menos R$ 3,8 bilhões são destinados para a atividade aquícola”, afirmou Maria Fernanda. Segundo ela, “parte desse crédito tem linhas voltadas ao pescador artesanal, para ele reformar, por exemplo, o seu barco […] Tudo visando principalmente à prevenção de desperdício”.

Desoneração

A secretária do Ministério também afirmou que há estudos conduzidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da pasta, para identificar os Estados com melhores práticas tributárias para o produtor aquícola.

“Os trabalhos da FGV estão em conclusão. Nos próximos meses teremos o mapeamento dos melhores Estados em termos de desoneração de cadeia, de quando ela é viável e quando não é”, salientou Ferreira ao sugerir que o estudo seja apresentado na Fiesp. “Esses dados estão começando a ser discutidos no Ministério e seria interessante o Compesca fazer o convite à FGV para apresentá-los.”

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre os dias 22/04/2013 e 03/05/2013

Agência Indusnet Fiesp,

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca a vista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e reunião com ao menos 20 empresários.  Durante encontro o presidente da entidade, Paulo Skaf, propôs uma reunião quinzenal com o governo em caráter propositivo.

A imprensa também deu destaque para a nota oficial da Fiesp de apoio à MP 595/2012,  conhecida como MP dos portos, na qual a entidade se compromete a ajudar o governo. Outro destaque na imprensa foi a divulgação do Índice de Nível de Atividade da indústria (INA), que apontou um crescimento 1,1 % em março, com ajuste sazonal.

Outros destaques são as inaugurações das novas escolas Sesi em Bragança Paulista, a qual deve atender ao menos 900 alunos, e em Pirassununga, com capacidade para mais de 1100 alunos do ensino fundamental e médio.

Thiago Pereira e Etiene Medeiros garantiram vaga no Campeonato Mundial dos Esportes Aquáticos de Barcelona durante a edição 2013 do Troféu Maria Lenk, enquanto Giovanna Diamante se classificou para Mundial Junior de Dubai 2013 em duas provas.

Info MPMIs – O boletim das Micro, Pequenas e Médias Indústrias

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O Info MPMIs  é um boletim mensal, produzido pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp.

Ele traz informações sobre as melhores formas de financiamento e investimentos, as novidades legislativas, além das atuações do poder executivo e judiciário que impactem no dia a dia das micro, pequenas e médias empresas.

Você poderá  ter acesso aos artigos de renomados professores das principais universidades do País com foco na gestão de empresas e saber dos  eventos realizados pela Fiesp e Sindicatos de indústrias.

Acesse os últimos boletins, no menu ao lado.




Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre os dias 18/02 e 08/03/2013

Agência Indusnet Fiesp

Entre outros assuntos, o vídeo destaca o lançamento da ferramenta online que permite verificar o desconto na conta de luz, em vigor desde 25 de janeiro, iniciativa da Fiesp que ganhou destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo; a desoneração da cesta básica,  medida defendida pela Fiesp desde 2008 e anunciada pela presidente Dilma Rousseff no dia 08/03 e a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, em reunião inaugural dos Conselhos Superiores.

Desin, da Fiesp, lança Boletim Sindical

Agência Indusnet Fiesp,

O Departamento Sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Desin) passa a publicar, quinzenalmente, seu Boletim Sindical, com destaque para matérias das áreas Trabalhista, Previdenciária, Medicina e Segurança do Trabalho.

A 1ª edição, lançada nesta segunda-feira (23), traz informações sobre negociações coletivas de trabalho, indicadores econômicos como o INPC acumulado e o índice mensal.

Outros assuntos que merecem destaque são as alterações legislativas, entre elas, as que determinam os novos valores do seguro-desemprego. Entre as jurisprudências, a que conclui que a adesão ao Plano de Demissão Voluntária-PDV não obriga a empresa a fornecer guia de seguro-desemprego e o fato de o TST iniciar discussões sobre a terceirização nas telecomunicações.

Para ler o Boletim Sindical, clique aqui.

Informe Comin Mineração (Edições antigas)


O boletim, produzido pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração da Fiesp, que divulga informações da atividade mineira e de assuntos comuns ao setor.

Acesse, ao lado, as últimas edições.