Boeing melhora proposta para tentar vencer licitação do F-X2

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Bob Gower, da Boeing

A Boeing está aprimorando a proposta de oferta que fará ao governo brasileiro para fornecer ao País 36 caças a serem adquiridos por meio do programa FX-2. Nesta terça-feira (15), em coletiva de imprensa realizada na Fiesp, representates da empresa disseram estar trabalhando para vencer a concorrência com a francesa Dassault e com a sueca SAAB.

Os vice-presidentes da empresa, Ronald Shelley e Bob Gower voltaram a afirmar que a proposta garante plena transferência de tecnologia, o que permitiria ao Brasil integrar seu próprio armamento às aeronaves.

Os representantes disseram estar confiantes na oferta da Boeing em relação às concorrentes no processo. “A Boeing é a melhor opção para o Brasil devido à proporção de relações internacionais da empresa, do contato com a tecnologia mais avançada e disponível, e especialmente no quesito preço”, destacou Gower.

Nos próximos dois dias, a fabricante norte-americana se reunirá na Fiesp com 140 empresas brasileiras que têm potencial para fazer parcerias e se tornarem fornecedoras da empresa.


Emprego

Segundo Shelley, se for escolhida, a Boeing poderá gerar aproximadamente cinco mil postos de trabalho. “A expectativa vem da experiência de 30 anos no setor. Precisamos ser realistas e ver que o número cinco vezes maior dado pela concorrência é inatingível neste momento”, explicou.


Embraer

Além dos caças, os executivos disseram ter interesse em unir forças e trocar tecnologias com a Embraer no desenvolvimento do cargueiro KC-390. “A Embraer e a Boeing estão em estágio avançado em relação ao cargueiro brasileiro”, reiterou o vice-presidente para o programa F/A-18E/F, Robert Gower.

Boeing pretende investir US$ 1,5 bilhão no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

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James Albaugh, José Carlos Carvalho e Thomas White. Foto: Vitor Salgado/FIESP

Transferência de tecnologia e inclusão de empresas brasileiras de pequeno e médio porte no processo de fabricação do caça F-18 E/F Super Hornet para as Forças Armadas do Brasil. Estes foram temas abordados durante o encontro entre executivos da empresa norte-americana Boeing com representantes brasileiros do setor, realizado na segunda-feira (10), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

O evento, promovido por meio de parceria entre o Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), fecha o ciclo de debates das empresas finalistas da licitação. “O encontro é importante para discutir com as empresas brasileiras os projetos a serem desenvolvidos, com os quais poderemos cooperar”, afirmou o diretor do Comdefesa, José Carlos Carvalho.

O presidente do Integrated Defense Systems (IDS) da Boeing, James Albaugh, apresentou o modelo F-18 E/F Super Hornet e informações sobre a empresa, considerada a maior exportadora dos Estados Unidos. Segundo ele, a companhia brasileira Embraer terá papel decisivo na proposta apresentada pela Boeing. “Não é só pela compatibilidade na elaboração de projetos de defesa, mas também na troca de experiência e tecnologia”, explicou.


Coletiva de imprensa

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Público presente à reunião. Foto: Vitor Salgado/FIESP

Mais cedo, em entrevista coletiva, Albaugh reiterou que o processo de venda dos caças tem total apoio do governo norte-americano, que deseja ampliar suas relações comerciais com o Brasil. Isso porque a compra brasileira prevê que o vencedor faça transferência de tecnologia ao Brasil, o que é proibido pelo Congresso dos Estados Unidos. “Se formos selecionados, vamos desenvolver uma base para se tornar parte da nossa cadeia de fornecedores globais”, prometeu.

Segundo o representante da Boeing, 27 empresas brasileiras já estão selecionadas para participar de 28 programas da companhia para a fabricação do Super Hornet, o que representa um investimento de cerca de 1,5 bilhão de dólares no País.

“Estamos interessados no Programa FX-2, mas também queremos ser parceiros a longo prazo. Encontramos no Brasil organizações com as quais queremos trabalhar, independente do resultado da licitação”, revelou. Duas companhias citadas por ele foram a Embraer e a Santos Lab.

Albaugh disse ainda que toda sua equipe teve a preocupação de ler a Estratégia Nacional de Defesa (END), documento do governo brasileiro que contem o planejamento para o setor de Defesa até 2030. “Vemos o Brasil como potência econômica mundial e a Boeing tem condições de atender às necessidades previstas na Estratégia. Podemos ajudar o Brasil a chegar aonde ele quer”, completou.

O resultado da licitação das Forças Armadas deverá ser divulgado no dia 7 de setembro. Além da Boeing, participam da disputa a companhia francesa Dassault e a sueca SAAB.


Boa vizinhança

Durante encontro reservado com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, nesta terça-feira (11), James Albaugh reforçou que a Boeing está disposta a fazer o possível para garantir a parceria com o Brasil e que a transferência de tecnologia e inteligência serão tratadas após o resultado da licitação.

Skaf, por sua vez, disse que “os brasileiros admiram muito a seriedade dos americanos nos negócios, mas, que nesse momento é indispensável pensar na relação pós-acordo. A criação de empregos e a troca de informações são fundamentais”, concluiu.