Brasil-Cuba: empresários avaliam canais de cooperação e comércio no setor biofarmacêutico

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

No segundo dia de missão cubana na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários do setor biofarmacêutico de Cuba e do Brasil tiveram um encontro na manhã desta terça-feira (09/10) com o objetivo de identificar canais de comunicação entre os setores. A ideia é ampliar parcerias bilaterais no desenvolvimento de novos produtos e na cooperação entre laboratórios cubanos e brasileiros.

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Na foto, o ministro Rodrigo Malmierca; o presidente do Comitê de Saúde da Fiesp, Ruy Baumer; e o embaixador Carlos Zamora. Foto: Julia Moraes

A avaliação foi feita pelo ministro do Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Malmierca, ao final do encontro.

“Além da embaixada e do consulado de Cuba em São Paulo, eu acredito que temos de usar todos os canais possíveis. Os dois governos negociam entre si, mas as empresas também podem. Não estamos deixando nenhuma possibilidade de fora”, afirmou Malmierca.

Conversações sobre parcerias e convênios no setor biofarmacêutico são familiares para o Brasil e Cuba.  Em 2011, ambos os países assinaram acordos de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas e produtos de alta tecnologia para tratamento de doenças como câncer e diabetes.

Algumas empresas brasileiras já participam de processos de desenvolvimento de medicamentos em Cuba, como é o caso da Eurofarma, laboratório nacional que desde 2006 trabalha em parceria com o país ibérico em projetos na área de oncologia.

“Por um lado, empresas brasileiras buscam possibilidade de parceria com Cuba, seja na utilização de produtos existentes ou no desenvolvimento de novos produtos. Por outro, essas empresas também têm interesse de vender a Cuba”, afirmou Ruy Baumer, presidente do Comitê de Saúde da Fiesp.

“Em São Paulo está a maior concentração de empresa de biotecnologia do Brasil, cerca de 40%, então vale a pena uma aproximação”, concluiu Baumer.