Encontro da Fiesp deve reforçar continuidade de programa de biocombustível para aviação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apresentado pela Fiesp durante o evento Humanidade 2012, em junho deste ano, no Rio de Janeiro, o projeto conjunto de instituições e empresas internacionais para desenvolver biocombustível destinado à aviação deve entrar na pauta de discussões do 13º Encontro Internacional de Energia, que acontece dias 6 e 7 de agosto, no Hotel Unique, em São Paulo.

Financiado conjuntamente por três instituições – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Boeing e Embraer –, o projeto analisa um dos processos que permitem a produção de biocombustíveis para aviação a partir da cana-de-açúcar. A empresa norte-americana de biotecnologia Amyris também participa do desenvolvimento do combustível alternativo.

Na ocasião de seu lançamento, na capital fluminense, o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, afirmou que empresas de aviação brasileiras já realizam testes com combustíveis alternativos desde 2010. Leia mais aqui.

“O diálogo estratégico continua. Temos o maior programa de utilização de biocombustível do mundo. A coisa mais importante da linha de pesquisa é o bioquerosene de aviação. Há uma fortíssima colaboração entre as empresas brasileiras e americanas. E temos todo o interesse no desenvolvimento de tecnologias”, afirma Cavalcanti, do Deinfra, responsável pela organização do Encontro de Energia anual da Fiesp.

América do Sul

Para Cavalcanti, quanto mais isolado um sistema de energia, mais ineficiente ele é. E a integração dos mercados energéticos da região será discutida em painel que reúne a embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues e a ex-assessora econômica da missão brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), Vera Thortensen, entre outras autoridades.

“Quanto mais você interliga o sistema, mais eficiente ele se torna. Você aumenta integração e não a dependência. A Bolívia, por exemplo, poderia não exportar gás para o Brasil, mas está exportando e está faturando”, explicou o diretor da Fiesp.

Segundo Cavalcanti, falta aos países da América Sul um planejamento longo, de ao menos 30 anos, para ajustar a oferta à demanda sem comprometer o crescimento local. “Se um país constrói suas usinas, mesmo que oferta seja maior que a demanda, ele pode imediatamente vender na América do Sul, para o Brasil, que é um grande mercado. Com isso ele viabiliza as usinas. Conforme vai consumindo, vai diminuindo a venda.”

Serviço
13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp
Data/horário: 6 e 7 de agosto de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4.700, Jardim Paulista, capital
Veja a programação no site: http://www.fiesp.com.br/agenda/encontro-energia/