Especialistas defendem na Fiesp biocombustíveis como base da eletrificação de veículos

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e pesquisadores das áreas de infraestrutura, meio-ambiente e agronegócio participaram nesta segunda-feira (5 de fevereiro) na Fiesp de reunião que teve como tema O Futuro dos Combustíveis para Transporte no Brasil e no Mundo. José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Fiesp, conduziu a reunião. A Fiesp está discutindo de maneira integrada o assunto, destacou Roriz Coelho. A questão envolve emprego e outros aspectos relevantes para a indústria e para a sociedade.

Os palestrantes, Plinio Nastari, representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética, e Antonio Megale, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), defenderam o incentivo ao uso de biocombustíveis.

Ambos veem como desejável o uso futuro de etanol como insumo das células a combustível, que geram eletricidade a bordo dos veículos com que são equipadas.

Segundo Nastari, a produção de biocombustíveis sustentáveis pode ser uma solução integrada para questões estruturais em diversas dimensões. Consegue atacar problemas do setor de biocombustíveis, de petróleo e derivados, da indústria automotiva, do agronegócio, do meio ambiente e do mercado de trabalho.

Ele defendeu o RenovaBio, explicando que o programa tem como centro o fato de inovação e eficiência na produção e uso de biocombustíveis ser o pilar da estratégia brasileira de baixo carbono. Nastari citou as características positivas do programa, apoiado pela Fiesp. Uma delas é o incentivo à contratação de longo prazo. “Ele recompensa quem faz certo.”

Biocombustível, lembrou Nastari, é energia solar convertida em combustível. A opção pela expansão dos biocombustíveis pode dar longevidade ao uso sustentável da reserva fóssil brasileira. Também valoriza a engenharia nacional e pode criar uma plataforma de exportação dessa opção energética.

Nastari considera urgente a implementação e regulamentação do RenovaBio e a aprovação do Rota2030, induzindo a indústria na direção dos vetores eficiência e ganho ambiental. Chamou de irmãos siameses o RenovaBio e o Rota2030, plano de desenvolvimento de longo prazo para o setor automotivo. “É a solução estratégica que devemos adotar como país.”

Biocombustível é patrimônio do país, disse Megale, da Anfavea. “Temos que convencer o governo a que isso seja central.”

Considerando todo o ciclo de produção, poço à roda, ou campo à roda, não há nada mais eficiente, afirmou o presidente da Anfavea, sendo a alternativa aparentemente mais viável no curto e médio prazo para a redução de emissões.

Biocombustíveis (etanol e biodiesel) são solução de curto prazo, menor custo, já têm infraestrutura estabelecida, a tecnologia já é dominada e usa as potencialidades do Brasil, defendeu Megale.

Eletrificação é solução de médio a longo prazo, com maior custo, exigindo a criação de infraestrutura, localização de tecnologias e desafios ambientais. Segundo o presidente da Anfavea, a solução não é biocombustíveis ou eletrificação. É e – a junção dos dois.

Híbridos flex, disse, representam ganho de eficiência. No futuro, célula de combustível a etanol será grande alternativa para o país – e já está em teste no Brasil. É importante intensificar a pesquisa, com foco no potencial brasileiro.

Megale destacou que o futuro é elétrico, mas o mundo ainda vai demandar por muito tempo os veículos com motor a combustão.

O presidente da Anfavea defendeu a manutenção da pesquisa e do desenvolvimento do setor automotivo no Brasil, para o que é preciso apoio. Se P&D passar para outros países, os biocombustíveis não estarão no foco, alertou.

O InovarAuto, de cinco anos atrás e encerrado em 2017, permitiu ganho de eficiência, disse. Defendeu o Rota2030, explicando que a indústria precisa de previsibilidade, de uma visão de longo prazo, com perspectivas para 15 anos. Nesse intervalo será preciso ter ganhos de competitividade, que ainda é baixa no Brasil e dificulta a concorrência com outros países.

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Reunião na Fiesp com o tema O Futuro dos Combustíveis para Transporte no Brasil e no Mundo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp e integrante da mesa principal da reunião, lembrou o papel da Anfavea na criação de um combustível nacional, numa época (década de 1970) de falta de divisas para importar petróleo. Houve valorização da engenharia brasileira também, destacou.

Jacyr da Costa, diretor da Divisão Brasil da Tereos, ressaltou a importância da energia para o setor industrial. O RenovaBio agrega valor dentro do Brasil, disse. Hoje exportamos soja e milho em grão, mas há espaço enorme de agregação, inclusive em biocombustíveis.

Walter Lazzarini, especialista em meio ambiente, considera fundamental a realização de reuniões multidisciplinares na Fiesp. Destacou o grave problema ambiental representado pelas emissões veiculares. Cada habitante da região metropolitana de São Paulo respira cerca de 250 g de poluentes por dia, afirmou, defendendo a implementação do RenovaBio.

Marcos Lutz, CEO da Cosan, disse que infraestrutura tem tudo a ver com planejamento, assim como a integração. Há, destacou, muita gente disposta a investir no Brasil. “Precisamos dar a direção para a sociedade seguir, não tentar extrair dela a fórceps.”

Skaf e Alckmin assinam na Fiesp manifesto de apoio aos biocombustíveis

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta segunda-feira (31 de julho) manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Também firmaram o documento, durante reunião na Fiesp, representantes de diversas entidades, incluindo Fábio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

A cerimônia ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag). No evento, Skaf ressaltou que o RenovaBio “é fundamental para o fortalecimento do uso de biocombustíveis” e disse que a Fiesp apoia o entrelaçamento entre a agricultura e a indústria que resulta no agronegócio, que gera empregos e riqueza em todas as regiões do Brasil. Sobre Alckmin, lembrou que sempre defendeu o desenvolvimento brasileiro. Skaf destacou o trabalho de Jacyr Costa à frente do Cosag. Suas reuniões têm a presença de líderes do agronegócio, lembrou.

“O Brasil verdadeiro é este aqui, o Brasil do trabalho, do desenvolvimento, da indústria, da agricultura. O país daqueles que constroem o dia a dia. O país do emprego.” Skaf afirmou que a recuperação do emprego é a prioridade da Fiesp. “Aqui não há trégua, num trabalho incessante em busca do crescimento econômico”, disse. Para isso, destacou, é muito importante o papel do agronegócio.

Alckmin fez a apresentação Visão do Agronegócio Paulista e Brasileiro. Disse que o convite para participar da reunião do Cosag, feito por Skaf e Costa, foi honroso. Ressaltou a importância do RenovaBio.

O Brasil, disse Alckmin, é extremamente eficiente da porteira para dentro, mas precisa reduzir custos da porteira para fora. “Precisamos ter foco permanente na eficiência”, afirmou.

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RenovaBio

Antes da palestra de Alckmin, foi assinado manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Firmaram o documento Geraldo Alckmin, pelo Governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pela Fiesp, e representantes de diversas entidades presentes, incluindo Fabio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Jacyr Costa, presidente do Cosag, disse que há grande progresso no Estado. O RenovaBio, afirmou, lançado em 13 de dezembro, avançou bastante. A redução de emissões de gases de efeito estufa prevista no pacto do clima, assinado pelo Brasil, tem como pilares a recomposição florestal, campo em que quase já se cumpriu a meta, e o maior uso de biocombustíveis, que ganha mais importância.

Nos biocombustíveis, explicou Costa, o investimento inicial é menor em relação ao dos combustíveis fósseis, mas o investimento para manutenção é maior. Ressaltou que será necessário investir o equivalente ao PIB brasileiro e gerar 4 milhões de empregos para a expansão do uso de biocombustíveis.

Os benefícios dos biocombustíveis incluem ganhos ambientais e em saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia. “São o melhor instrumento de políticas públicas de que o Brasil dispõe”, disse.

Costa destacou a intervenção de Paulo Skaf defendendo junto à Presidência da República a redução anunciada na sexta-feira da alíquota de PIS/Cofins para o etanol.

Skaf e Alckmin junto com os representantes das demais entidades que assinaram na Fiesp manifesto pelo RenovaBio. Foto:Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf e Alckmin junto com os representantes de entidades que assinaram na Fiesp manifesto pelo RenovaBio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Técnicos da ANP esclarecem na Fiesp novas normas para cadastro de plantas de etanol

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto, durante seminário da ANP

Vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto, durante seminário da ANP. Foto: Everton Amaro

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou na manhã desta quarta-feira (19/09) uma reunião de trabalho entre técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a fim de esclarecer quais são os próximos passos para atender à norma de regularização do setor de biocombustíveis prevista pela Resolução 26, sancionada pela ANP em 31 de agosto deste ano.

“Essa reunião é realmente para tirar dúvidas do novo sistema de cadastro de capacidade das empresas produtoras de etanol porque, para regular a comercialização, eles [ANP] precisam de dados da produção dessas empresas”, explicou João Guilherme Sabino Ometto, segundo vice-presidente da Fiesp.

A produção brasileira de etanol amarga uma estagnação, dada a crise que o setor enfrenta com usinas endividadas. Cenário este bem diferente do conferido em 2008, quando a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar atingiu 648,85 milhões de toneladas e projeções apontavam para um volume triplicado até 2020, graças à demanda pelo biocombustível com o crescimento da frota flex a partir de 2003.

Ometto considera que resoluções como as da ANP, que normatizam a produção, podem ajudar o setor a se recuperar da crise que, segundo ele, é estimulada, em parte, pelo controle do governo sobre os preços da gasolina, no qual “o etanol sai prejudicado”.

Resolução 26

Para Guilherme Shinohara, técnico da ANP, as normas previstas pelas Disposições Transitórias, no Artigo 19 da resolução, são, num primeiro momento, as mais importantes de serem cumpridas pelos produtores, já que dizem respeito ao cadastro de capacidade de produção das empresas do setor.

Segundo o documento, as plantas têm um prazo de 90 dias desde a data de publicação da Resolução para apresentar informações, como a capacidade máxima de produção e listagem dos tanques de armazenamento de etanol. Caso não apresentem, a usina pode ser “impedida de comercializar sua produção de etanol combustível”.

Clique aqui para saber mais sobre a Resolução 26.


Para diretor do Deinfra/Fiesp, redução no imposto no combustível deve ser ampliada para energia elétrica

Alice Assunção Agência Indusnet Fiesp

Para evitar que o ajuste de preços feito em junho de 2012 fosse repassado ao consumidor, o governo zerou a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis. Na avaliação do diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, a medida foi eficiente e o mesmo precisa acontecer com a energia elétrica.

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Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp

“O governo fez o certo, reduziu o imposto, é isso que eles têm de fazer com a energia elétrica”, afirmou Cavalcanti, que participará do 13º Encontro Internacional de Energia, que acontece nos dias 6 e 7 de agosto, em São Paulo.

A pauta do encontro anual organizado pelo Deinfra da Fiesp prevê um painel para discutir o futuro do petróleo e do gás. “Vamos discutir muito profundamente as fontes de biocombustíveis e alternativas, mas tem de falar de petróleo”, explicou o diretor-titular.

Visão da Fiesp

A alíquota do Cide também foi zerada para querosene de aviação e etanol. Para Cavalcanti, o governo tem de ser mais radical. “Se o governo permitir o aumento do combustível, vai provocar inflação. E o que acontece para o mercado financeiro? Os juros vão parar lá em cima. Nós não podemos entrar nessa lógica perversa. E a Fiesp, como defesa da sociedade, diz que o governo acertou. Nos Estados Unidos, os impostos no combustível são baixíssimos. Por isso que o preço da gasolina deles é metade do preço da gasolina brasileira”, concluiu.

Serviço
13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp
Data/horário: 6 e 7 de agosto de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4700, Jardim Paulista, capital

Biocombustíveis sustentáveis para aviação: veja o resumo do seminário

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O progresso do projeto de produção, distribuição e utilização de biocombustíveis sustentáveis na aviação, bem como seus impactos no desenvolvimento de tecnologias e mercados relacionados ao tema no Brasil, América Latina e Caribe. Este foi o tema do seminário “Biocombustíveis sustentáveis para aviação”, evento promovido pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Firjan, agenda desta segunda-feira (18/06), no Humanidade 2012 – Iniciativa da Fiesp e parceiros, em paralelo à Rio+20.

Financiado conjuntamente por três instituições – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Boeing e Embraer –, o projeto em discussão analisa um dos processos que permitem a produção de biocombustíveis para aviação a partir da cana-de-açúcar (processo Amyris). Como resultado, espera-se a difusão dos benefícios da utilização de combustíveis provenientes de fontes renováveis, inclusive na aviação.

Durante o encontro, o diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, afirmou que já existem várias empresas de aviação brasileiras que estão realizando testes com combustíveis alternativos desde 2010 e que o Brasil já é o segundo maior consumidor de biocombustíveis do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. “Estamos procurando uma solução para a utilização de biocombustíveis na aviação civil e comercial no país”, declarou.

Os especialistas deixaram explícito que o biocombustível foi desenvolvido para proporcionar desempenho equivalente aos combustíveis convencionais derivados de petróleo, no entanto, com a vantagem de proporcionar elevado potencial de redução da emissão dos gases que causam o efeito estufa.

André Nassar, gerente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), apresentou relatórios e estudos sobre a produção de biocombustível para transporte aéreo a partir da cana-de-açúcar.

O debate, moderado por Leandro Alves, chefe da Divisão de Energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), contou com a participação de representantes de diversas entidades favoráveis aos biocombustíveis aéreos, mas que dependem da iniciativa do governo. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, também esteve presente.

Veja um resumo do debate:

Edegar de Oliveira Rosa (WWF) – “Apoiamos a produção de biocombustíveis para redução de emissão de CO²”, afirmou o representante do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que defendeu a criação de iniciativas governamentais para viabilizar o uso de biocombustíveis. “Dependemos de políticas públicas para tornar medidas efetivas para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera”, ressaltou.

Guilherme Freire (Embraer) – O diretor de Estratégia e Tecnologia Ambiental da Embraer, Guilherme Freire, alertou: “A sociedade está nos cobrando: quais serão os ganhos?”. Lembrou ainda que a cana-de-açúcar também pode ser usada no transporte aéreo e não só nos carros.

Adalberto Febeliano (Azul) – O diretor de Relações Institucionais da Azul Linhas Aéreas, Adalberto Febeliano, foi enfático ao afirmar que acredita nessa nova tecnologia: “Esperamos que, dentro de alguns anos, possamos usar esse biocombustível de forma comercial”. E cobrou uma colaboração mais efetiva do governo. “Temos um grande desafio: o custo. Precisamos trabalhar junto com o governo para encontrar uma melhor política tributária e tornar o custo desse combustível compatível com o do petróleo.”

Rodolfo Bryce (GE Aviação) – O representante dos Programas de Clientes da GE Aviação, Rodolfo Bryce, mostrou-se otimista com os resultados da utilização da cana-de-açúcar como biocombustível: “Os resultados são impressionantes”, afirmou.

Jane Hupe (Icao) – Para Jane Hupe, diretora da Seção de Meio Ambiente da Air Transport Bureau (Icao), o que se conquistou até o momento, em relação a biocombustíveis para transporte aéreo, é um ganho. “Quando começamos a falar sobre alternativas de combustíveis sustentáveis, as pessoas não acreditavam que isso seria possível”, explicou. E ressaltou que a obrigação dessa discussão na Rio+20 é “alertar os governos para tirar barreiras regulamentares e tornar esse voos comercialmente viáveis”. Jane finalizou convidando a todos para assistirem o voo de demonstração “Azul+Verde”, que usará combustível renovável a partir da cana-de-açúcar brasileira. O projeto é uma iniciativa da Azul Linhas Aéreas, Amyris, Embraer e GE, e acontecerá nesta terça-feira (19/06), no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro.

Joel Velasco (Amyris)  – Para o Vice-Presidente Sênior da Amyris, Joel Velasco, com essa tecnologia o Brasil pode se tornar líder mundial em combustíveis para avião.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável

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Fiesp e Firjan abrem espaço para energias renováveis no Humanidade 2012

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

O presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, dedicam suas agendas nesta terça-feira (19/06) ao debate sobre “Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável”. Este é o tema do evento que acontece no Humanidade 2012, das 9h às 17h30, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em paralelo à Rio+20.

O objetivo deste encontro é apresentar a importância do tema, analisar as modalidades de geração de energia limpa, como hidroeletricidade, biocombustíveis e outras fontes.

Além dos presidentes da Fiesp e da Firjan, estão confirmadas as presenças dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário); do diretor de Tecnologias e Política Energética Sustentável da AIE, Philippe Benoit; do diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek; do ministro do Clima, Energia e Construções da Dinamarca, Martin Lidegaard; do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim; do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; do chefe de Energias Renováveis da AIE,Paolo Frankl; do gerente de Meio Ambiente e Infraestrutura do BID, Alexandre Rosa; do diretor executivo da Unica, Eduardo Leão de Souza.

Após os debates, haverá o lançamento do filme de Biodiversidade da Fiesp, Firjan e BID.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net. A reunião será transmitida ao vivo pelo site.

Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp

Produção limpa também gera ganhos econômicos para empresas, diz diretor-adjunto da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin

A prática de produção limpa gera às empresas ganhos econômicos e reduções de custos fantásticos e precisam continuam sendo mostradas, segundo o diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin.

“Ao debatermos questões ligadas à redução de consumo de água, por exemplo, a empresa também reduz custo”, explicou San Martin, que também é diretor-adjunto do DMA na Fiesp.

Ele moderou o painel Pesquisa, Desenvolvimento e Logística de Distribuição de Biocombustíveis da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, no qual empresas como a Martin-Brower (MB), gigante norte-americana especializada em logística e soluções para o mercado de fast-food, mostraram casos bem-sucedidos de produção limpa.

Mediante parceiras com uma rede de restaurantes do mercado de fast-food, a MB implementou um ciclo fechado para recuperação do óleo utilizado no preparo dos alimentos para conversão em biodiesel para uso na logística, com o objetivo é reduzir as emissões de gás carbônico.

“No momento em que o óleo comestível volta ao processo e é transformado no óleo combustível, há um circuito fechado desse processo. É o que se pretende com todos os produtos, com todos os materiais e com todos os elos da cadeia de consumo”, afirmou San Martin.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada por Lei em 2010, estabelece a reinserção de um resíduo ao processo produtivo de determinada indústria.

Importação de etanol poderá beneficiar União Europeia e Estados Unidos

Agência Indusnet Fiesp,

A adoção de mandatos de consumo e mistura de biocombustíveis na Europa e nos Estados Unidos deverão beneficiar produtores agrícolas, consumidores e o meio ambiente. É o que aponta o resultado do estudo “Impactos das políticas de biocombustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos nos mercados globais”.

A análise foi produzida pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI), com cooperação técnica do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), e teve apoio do Departamento de Infraestrutura da Fiesp e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O documento simula três cenários que podem servir de orientação para estratégia brasileira de produção de biocombustíveis.

1- Mandatos: aquele em que haverá implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Europeia e nos Estados Unidos para alcançar as metas de consumo de etanol e biodiesel em 2020, mantendo as atuais políticas comerciais (incentivos aos produtores locais e barreiras comerciais às importações).

2 – Mandatos e reforma das políticas comerciais: implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Européia e nos Estados Unidos nos mesmos moldes, mas com a hipótese de liberalização dos mercados.

3 – Mandatos sem o etanol da cana-de-açúcar: implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Européia e nos Estados Unidos nos mesmos moldes, sem importação do etanol da cana-de-açúcar.

Despreparo
Mesmo com a possibilidade de o Brasil produzir mais etanol para exportação, o diretor geral do Ícone, André Nassar, acredita que a indústria brasileira não está preparada para atender uma grande demanda.

Ele acredita que, caso a importação seja liberada para Estados Unidos e União Europeia, o preço do produto será maior no Brasil. “Se o País exportar muito, como num cenário de liberalização, você tem um impacto no consumo doméstico e o preço subiria um pouco”.

O estudo aponta ainda que poderá haver redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente se as reformas das políticas comerciais forem adotadas. “Estas reformas também poderão impactar positivamente no consumo dos alimentos, com queda no preço das commodities”, completa.

Biocombustíveis são essenciais para mitigar mudanças climáticas

Foto: Flávio Martin


Isaias de Carvalho Macedo,

pesquisador da Unicamp

A geração de energia poderá atingir cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa, em 2030, aletrou nesta segunda-feira (5) o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Isaías de Carvalho Macedo.

“Os biocombustíveis são essenciais na mitigação e na alta redução das emissões de gases de efeito estufa”, reiterou, ao participar do 


10º Encontro Internacional de Energia


que a Fiesp e o Ciesp realiz em São Paulo.

Segundo o especialista, apesar de a comunidade internacional reconhecer os impactos das mudanças climáticas, a redução e a adaptação a uma economia de baixo consumo de carbono ainda são caras, difíceis e exigem esforço global.

Pessimista, Macedo disse que não acredita em grandes ações para minimizar os efeitos das mudanças climáticas até 2030. Para ele, as negociações sobre clima que ocorrerão na Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro, na Dinamarca, terão que continuar.


Trópicos

O ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, Roberto Rodrigues, afirmou que os biocombustíveis – que ele enfaticamente propõe que seja chamado de agroenergia – mudarão a geopolítica mundial neste século. “Qualquer país pode produzir alimentos, mas agroenergia não”, destacou.

“Para a produção de agroenergia são necessários: terra, planta e sol. E estes quesitos só podem ser encontrados, de maneira competitiva, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio”, ressaltou. Na avaliação de Rodrigues, o Brasil tem todas as condições para liderar este novo modelo econômico, também chamado de economia verde.


Cana

A partir dos anos 70 do século passado, o Brasil saiu na frente, quando começou a produzir álcool combustível de cana-de-açúcar. Atualmente, não existe mais gasolina pura no País, tendo em vista que são adicionados 25% de etanol ao combustível fóssil, e 90% dos carros fabricados têm tecnologia flexfuel (que permite o uso tanto de gasolina quanto de álcool).

Foto: Flávio Martin


Marcos Jank, presidente da Unica

“O clima é o grande debate do futuro”, destacou o presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank. Segundo ele, ao mesmo tempo em que é ameaçada pelas mudanças climáticas, a agricultura pode representar perigo, por conta do desmatamento. “Por outro lado, ela também pode ser amiga, por sequestrar gases de efeito estufa”, sublinhou.

Jank defende a criação de marco regulatório para que o setor se desenvolva com segurança. “Também temos uma bagunça na tributação que precisa ser corrigida. E os meios de comercialização da cana são modernos, mas os do álcool são muito atrasados”, criticou.


Bioeletricidade

A produção de biomassa deverá crescer 1,7% entre 2009 e 2010, segundo o vice-presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Carlos Roberto Silvestrin. Percentual pequeno, conforme ele, se comparado ao potencial brasileiro de geração de energia a partir do bagaço de cana, que é de 20 mil Megawatts.

Silvestrin apontou seis razões para que a indústria utilize bioeletricidade:

  • É geração distribuída no centro de carga;

  • Pode ser escoada pela rede de distribuição, sem necessidade de reforços da rede básica;

  • A indústria nacional está apta a fornecer equipamentos à cogeração;

  • É energia limpa e utiliza biomassa nacional;

  • O potencial de bioeletricidade até 2020 poderá atingir 14.000 MW medios, com oferta de 125.960 GWh, com balanço ambiental positivo;

  • Tem importante papel importante na redução da intensidade de CO2 na matriz elétrica industrial.


    O diretor-titular do Deinfra/Energia da Fiesp e do Ciesp, Carlos Cavalcanti, falou à Agência Radioweb sobre fontes renováveis de energia

    .


    Clique aqui para ouvir.

  • Novas tecnologias podem desenvolver mais biocombustíveis

    Foto: Flávio Martin


    Fernando Galembeck,

    pesquisador da Unicamp

    “As patentes de hoje podem ser tecnologias do futuro”. A afirmação é do pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Galembeck, que participou nesta segunda-feira (5) do 


    10º Encontro Internacional de Energia


    que a Fiesp e o Ciesp realizam em São Paulo.

    “Há muitas novas rotas e novas possibilidades, muitos nichos e com possibilidade de coexistência”, explicou. Galembeck defende a necessidade de explorar alternativas e sinergias, e de investimento em logística. “O açúcar impulsionou o álcool, o aço poderá impulsionar os BTLs (biomassa para líquidos)”, acrescentou.

    A indústria automobilística também está pesquisando novas tecnologias para ampliar o uso de biocombustíveis. De acordo com o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Henry Joseph Júnior, estão sendo desenvolvidas duas células de combustível a partir de etanol e de biogás.

    Segundo Joseph, o Brasil tem onze montadoras que já produziram 8,5 milhões de carros de 78 modelos com tecnologia flexfuel. Os próximos passos serão dados em direção à construção de veículos flex que utilizem menos combustíveis (com melhor relação potência/cilindrada e motores de injeção direta); veículos híbridos e elétricos.


    Case

    Uma empresa da Califórnia já está lucrando com investimento em uma nova tecnologia desenvolvida com a cana-de-açúcar brasileira. O diretor-geral da Amyris-Crystalserv, Roel Collier, explicou que utiliza a biologia sintética para manipular o caldo da cana-de-açúcar e dar origem a um novo tipo de combustível. “O mundo precisa de carbono renovável e o Brasil é o único lugar para produção da cana-de-açúcar em larga escala”, reiterou.

    A gigante Petrobras também levou para o painel seus investimentos em biocombustíveis. Em meados de 2008 foi criada uma subsidiária com este propósito, com capacidade para produzir 171 mil metros cúbicos por ano em três unidades. No plano de negócios da empresa estão previstos US$ 2,8 bilhões para produção de biodiesel (84%) e etanol (16%).