Para fundador da Smart Fit, lucro é resultado de uma equipe engajada e cliente satisfeito

“É importante cuidar do seu time para que ele cuide do seu cliente. Se o líder não tiver humildade para mudar sua convicção, terá dificuldades para formar a cultura da sua empresa”, afirmou Edgard Corona, fundador das academias Bio Ritmo e Smart Fit, durante reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), nesta terça-feira (20/9).

Formado em engenharia química, Corona contou que ensaiava alguns passos de empreendedor e foi tocar uma usina de açúcar da família no interior de São Paulo. Durante 16 anos o negócio passou da décima para a terceira posição no setor de açúcar e álcool. Porém, numa fase de crise, estressado, ele conta que resolveu sair de férias e teve um acidente de esqui. “Com a perda de dois músculos da perna, resolvi mudar de vida”.

Começou como sócio de uma academia de ginástica no bairro paulistano de Santo Amaro. “O prédio era muito ruim mesmo, e então decidimos mudar para um espaço diferenciado no Conjunto Nacional.” A reforma, com um arquiteto famoso, teve por base o conceito de criar uma experiência para o cliente. Foi um sucesso, e os sócios compraram mais duas academias, uma no Morumbi e outra no Shopping Continental. Já eram 4 academias. E os sócios sempre buscando novidades.

“Foi em um seminário nos EUA que conheci uma consultora que entendia muito de vendas. Ela mandou contratar mais 20 pessoas, e fizemos várias alterações nos processos. Mas os clientes não ficavam”. Foi quando uma nova consultoria entrou no projeto, iniciando a ação “face to face” que trabalhava os primeiros 45 dias do cliente na Bio Ritmo.

Segundo Corona, a inspiração veio de academias americanas. Novo erro, porque nem todo modelo funciona igual num país diferente. Com nove unidades, algumas davam lucro; outras, nem tanto.

“E foi nesta ‘loucura’ que recebi um convite de um amigo para fazer uma espécie de curso, o Metanoia. Na época o programa tinha 240 horas e custava R$ 60 mil. Saí transformado dessa vivência.” Ele lembra que depois disso percebeu que tudo estava errado. “Tinha uma cultura de senhor de engenho, e a minha turma funcionava diferente.”

A partir das mudanças, Corona explicou que o grupo passou a acreditar que é preciso mudar o líder para mudar a empresa.  Em 2009 lançou a Smart Fit, com um pacote mais acessível para democratizar a atividade física, com bons equipamentos e design do espaço. Mas o modelo precisava de volume, ou seja, mais unidades. Com a entrada de investidores, conquistaram aporte e tecnologia.

Desde então cresceram quase 60% ao ano, com unidades próprias. Deram um salto de 26 para mais de 200 clubes. Expandiram para o México e estão chegando à Colômbia. Hoje a Smart Fit tem 1,1 milhão de alunos, e a Bio Ritmo já é a maior rede da América Latina.

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Edgard Corona, fundador das academias Bio Ritmo e Smart Fit, durante reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp