Foto: Secretário do Ministério da Saúde participa de jantar do comitê BioBrasil da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

O secretário do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, participou na noite desta quinta-feira (5/2) de um jantar para iniciar o ano de ações do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria, o BioBrasil, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro, conduzido pelo coordenador do Bio Brasil, Ruy Baumer, contou ainda com a participação de empresários de setores como de odontologia, farmacêutico e de biotecnologia.

Secretário Jarbas Barbosa durante jantar do Bio Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Vencedor da 2ª edição do Hackathon/Fiesp apresenta projeto ao ministro da Saúde

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Manoel Netto: objetivo é tornar frequente e costumeira a doação aos hemocentros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Uma chance rara. Em dinâmica similar ao de um elevator pitch, o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do aplicativo Heroes, teve alguns minutos para apresentar a inovação diretamente para o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A oportunidade aconteceu na tarde desta sexta-feira (26/09), durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde Chioro era o principal convidado do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil).

Com o Heroes – um dos ganhadores da segunda edição do Hackathon, concurso de aplicativos criado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp –, o grupo busca acelerar o número de doações de sangue.

Durante a apresentação, Neto explicou que a ideia surgiu depois que ele e sua equipe identificaram uma lacuna no número e frequências das doações de sangue no país.

Segundo ele, o Heroes visa dobrar o número de bolsas de sangue doadas por ano por intermédio de dispositivos como smartphones e tablets. “O número ideal é de 10 milhões de bolsas doadas por ano”, explicou.

O aplicativo também tem como meta criar uma rede de incentivo para doação de sangue, “um movimento que torne frequente e costumeira a doação”. Assim, por exemplo, um hemocentro poderá sinalizar para os doadores quando precisa reforçar seu estoque.

Para aprimorar o projeto, a equipe tem contado com o apoio de diversos parceiros –  do CJE/Fiesp à Cruz Vermelha de São Paulo.

“Nada é tão valioso e renovável quanto o sangue humano”, concluiu o empreendedor.

Sylvio Gomide (à direita na foto) para Arthur Chioro: "Problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Após acompanhar a rápida apresentação, o ministro afirmou que pedirá à Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados para “estreitar o contato” com os criadores da solução. E aproveitou para fazer um desafio: “Seria interessante aperfeiçoar e estimular a doação de órgãos também. É outro tema importante”, sugeriu.

O diretor titular do CJE/Fiesp, Sylvio Gomide, ressaltou durante o encontro a atuação do comitê na criação de projetos inovadores para a indústria da saúde.

“O CJE, que completa dez anos de criação em 2014, fomenta o empreendedorismo e startups em diversas áreas. O problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”, disse.

Segundo Ruy Baumer, coordenador do Bio Brasil/Fiesp, o aplicativo  atua sobre uma questão que classificou como “crítica”.

>> ‘Iniciativas como o Hackathon nos motivam e motivam outras pessoas’, diz representante de equipe vencedora na área de Saúde 

Ministro da Saúde revela apoiar isonomia tributária para produtos médicos brasileiros

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse concordar com o pleito da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), que busca obter isonomia tributária para produtos médicos brasileiros. O pleito foi apresentado momentos antes pelo coordenador do comitê do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) da Fiesp, Ruy Baumer, em seminário realizado nesta sexta-feira (26/09).

Ruy Baumer pede isonomia tributária ao ministro da Saúde, Arthur Chioro: “Nessas condições não há como competir. A desvantagem é total e injusta.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Diante do ministro, Baumer reiterou a necessidade de um ajuste tributário. “Órgãos como hospitais públicos, universitários e hospitais sem fins lucrativos, constitucionalmente, podem importar produtos médicos sem imposto, sem nenhum tributo. Quando a aquisição ocorre no mercado local pagam-se todos os impostos. No caso de equipamentos médicos, o imposto chega a 48%.”

Para Baumer, a discrepância tributária onera a indústria brasileira. “Nessas condições não há como competir. A desvantagem é total e injusta.”

Baumer afirmou ainda que o interesse da indústria não é prejudicar as importações, mas, sim, apenas concorrer nas mesmas condições existentes para os produtos importados.

Baumer: interesse da indústria não é prejudicar as importações, mas, sim, apenas concorrer nas mesmas condições existentes para os produtos importados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o ministro Chioro, há concordância por parte do ministério em relação ao pleito. “Apoio a possibilidade da indústria nacional trabalhar em bases análogas às dos produtos estrangeiros”, afirmou.

Chioro revelou, inclusive, a realização de uma conversa com a presidente Dilma Rousseff sobre o tema.

“Por parte do ministério há concordância com tudo o que puder aumentar a capacidade de atendimento da população. A isonomia tributária pode ser um ganho muito grande para os prestadores públicos e privados e para o desenvolvimento da indústria nacional, com geração de empregos e qualidade de vida para a população”, assinalou Chioro.

No evento, o ministro apresentou ainda números de sua pasta e falou sobre a realização das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). A medida tem a finalidade de consolidar novo marco regulatório na gestão de acordos entre instituições públicas e privadas que visam produzir medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

>> Parcerias de Desenvolvimento Produtivo são essenciais para o país, afirma ministro da Saúde 

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Presença de dentistas em atendimento hospitalar é debatida em encontro na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A maior abertura para o trabalho dos dentistas nos hospitais, com uma participação mais ativa e integrada do tratamento dos pacientes, foi alvo de debates, na tarde desta quarta-feira (27/08), no Encontro de Entidades do Setor de Odontologia, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. A iniciativa foi coordenada pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) e do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da federação.

Além dos representantes da Fiesp, participaram do evento integrantes dos conselhos Federal e Regional de Odontologia, da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, da Associação Brasileira de Odontologia, da Faculdade de Medicina da USP e do Ministério da Saúde.

De acordo com o coordenador do Bio Brasil e do Comsaude, Ruy Baumer, o objetivo do encontro foi “unir o setor para tentar tirar tópicos de discussão, avaliar as vantagens e desvantagens da presença dos profissionais da área nos hospitais”.  Para Baumer, a ideia é aplicar a visão de “indústria de saúde” a cada “empresa ou consultório”.

Baumer: união do setor para tirar tópicos para o debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Baumer: união do setor para tirar pontos para o debate. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Conceito mais amplo

Um dos convidados do debate, o diretor de Odontologia Hospitalar do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), Marcelo Marcucci, destacou a visão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que “saúde não é só ausência de doença”, mas um conceito mais amplo, ligado ao bem estar.

“O paciente hospitalizado está sob a ação de vários profissionais”, explicou. “O cirurgião dentista pode ajudar a minimizar a gravidade de problemas como infecções, por exemplo”.

Nesse contexto, como o dentista pode atuar? “Existem boas experiências em áreas como oncologia”, afirmou Marcucci. “Muitos radioterapeutas não começam a fazer tratamento sem o aval das condições da saúde bucal dos pacientes”.

Dessa forma, pode haver redução dos custos de hospitalização, além da melhora nos indicadores de qualidade de vida. “A relação entre as doenças orais e suas possíveis consequências são subestimadas”, disse o diretor de Odontologia Hospitalar do Crosp. “Nos anos 1920 já havia recomendação de odontologia hospitalar nos Estados Unidos”.

Sem escovar os dentes

Para o diretor da Comissão de Odontologia Hospitalar do Crosp Jayro Guimarães Junior, é preciso ter foco na chamada “educação transprofissional”. “Os hospitais perdem dinheiro por não terem dentistas, as necessidades odontológicas não são atendidas”, afirmou.

Segundo Junior, dentistas não são “artesãos”. “Temos toda uma ciência por trás de nós. Não é humano ficar internado por dias sem que ninguém lembre que é preciso escovar os dentes”.

Esse é um problema que, conforme a representante não médica da Divisão de Odontologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas, Maria Paula Peres, não ocorre no HC. “Todos os institutos do hospital possuem unidades de odontologia”, afirmou.

De acordo com ela, há “um protocolo para higiene oral dos pacientes, com avaliação da condição da boca de todos os internados”.

O encontro realizado na Fiesp: mais dentistas trabalhando nos hospitais. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro realizado na Fiesp: mais dentistas trabalhando nos hospitais. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Na rede privada, foi apresentada a experiência do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. “Temos um serviço de odontologia ligado ao Instituto de Oncologia e ao de Hematologia, foi feita uma avaliação de que era importante estabelecer protocolos na área”, explicou a integrante do corpo clínico do hospital e professora de odontologia Letícia Bezinelli.

Segundo ela, muitos problemas de saúde dos pacientes surgiam por “má higiene”. “Em casos de transplante de medula óssea, podem ocorrer problemas por conta do maior uso de analgésicos, como a mucosite oral, por exemplo”, disse. “O grau de mucosite oral é 13 vezes maior entre os pacientes sem suporte de dentistas”.

Por esse motivo, explicou Letícia, o Einstein investe em “atendimento odontológico, cursos, pesquisas e treinamento de equipes”.

Óbvia e ululante

Coordenador nacional da Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca afirmou, no encontro, que a importância da presença da odontologia no atendimento hospitalar é “óbvia e ululante”. “O ponto a ser discutido é como estabelecer uma proposta articulada nessa linha”, explicou.

Conforme Pucca, existem quase 24 mil equipes de saúde bucal no Brasil hoje, atingindo 90% dos municípios.

Fiesp realiza Workshop de Inovação e Biotecnologia nos próximos dias 29 e 30 de abril

Agência Indusnet Fiesp

Em 2030 as inovações na área de biociência poderão contribuir com até 35% da produção de produtos químicos e outros produtos industriais, 80% dos produtos farmacêuticos e produção de diagnóstico, e 50% da produção agrícola mundial. A estimativa é apontada por estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD).

Acreditando no potencial de expansão desse setor, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Biotechnology Industry Organization (BIO), realizará  nos próximos dias 29 e 30 de abril, Workshop de Inovação em Biotecnologia.

De acordo com o diretor do Comitê de Biotecnologia (Combio), Eduardo Giacomazzi, o Brasil possui algumas vantagens estratégicas para fazer parte desta crescente economia global de biotecnologia. “A Fiesp acredita que teremos uma posição importante nos próximos anos. Este evento é um passo importante para iniciar uma conversa aberta sobre as melhores práticas globais na indústria de biotecnologia”, conclui.

Meir Perez Pugatch

O evento contará com a participação do professor Meir Pugatch, presidente da Administração de Sistemas de Saúde e Política de Divisão da Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa, de Israel, que  apresentará, pela primeira vez no Brasil, uma empírica e comparativa bússola política de países exemplos em estratégias de desenvolvimento de indústria de biotecnologia. Nesta segunda-feira (28/4), ele apresenta o estudo no Ciclo de Debates em Biotecnologia, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em Brasília, e na terça-feira (29/4), ele apresenta no Workshop de Inovação em Biotecnologia, na sede da Fiesp, em São Paulo.

O estudo, realizado pela consultoria internacional  Pugatch Consilium, compara os estágios de desenvolvimento e fatores positivos e negativos para o desenvolvimento da indústria de biotecnologia entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), além de Coreia, Singapura, Suíça e Estados Unidos. O relatório do estudo foi disponibilizado para download e consulta no site da Pugatch Consilium. Para acessar a versão, em Português, clique aqui.

Meredith Fensom, da BIO

O evento também contará com a presença de Meredith Fensom, diretora de assuntos internacionais da Biotechnology Industry Organization (BIO), organização não-governamental que reúne indústrias de biotecnologia de todo o mundo.

Recentemente, Meredith declarou que não há dúvidas de que o Brasil é um dos líderes globais na economia de biotecnologia alimentar e de agricultura, figurando como referência mundial nesta área. Para ler a entrevista completa, clique aqui.

Casos práticos de inovação no Brasil

Nos dias 29 e 30 de abril, o Workshop de Inovação em Biotecnologia, também abordará os melhores modelos de colaboração entre universidades e empresas start-ups ;  práticas de transferência de tecnologia e equipes de desenvolvimento de negócios na indústria.

Para ver a programação completa do Workshop, clique aqui.

Meredith Fensom: Brasil tem vantagens para fazer parte da economia de biotecnologia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Meredith Fensom, diretora de assuntos internacionais da BIO. Foto: Divulgação

Meredith Fensom é a diretora de assuntos internacionais da Biotechnology Industry Organization (BIO), organização não-governamental que reúne indústrias de biotecnologia de todo o mundo.

Especialista em Direito Internacional com mestrado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Florida e especialização em Ciências Políticas, Meredith atuou como consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Centro de Comércio Internacional das Nações Unidas.

Como interlocutora da BIO no Brasil e América Latina, ela promove debates em torno dos temas principais que afetam as indústrias do setor de biotecnologia em nível internacional. Entre eles, os marcos regulatórios e as regras de comércio.

A diretora da BIO estará no Brasil no final deste mês, nos dias 29 e 30 de abril, para participar do Workshop de Inovação em Biotecnologia, realizado pela BIO em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Veja a seguir a entrevista concedida por Meredith ao Portal da Fiesp:

Como a senhora avalia o estreitamento das relações entre BIO e o Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp? E quais suas expectativas para o I Workshop de Inovação em Biotecnologia?

Meredith Fensom – A BIO celebra parcerias no mundo todo com instituições que estejam abertas para dialogar sobre questões importantes e que afetem a indústria de biotecnologia. Eu acredito que o evento na Fiesp é um passo importante para iniciar uma conversa aberta sobre as melhores práticas globais na indústria de biotecnologia.

A BIO acompanha a evolução do mercado de indústria biotecnológica do mundo. Em termos globais, esse é um mercado em expansão? Qual o volume de negócios gerado por esse setor?

Meredith Fensom – A indústria de biotecnologia é, definitivamente, uma indústria em expansão. Um estudo sobre biotecnologia, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), estima que em 2030 as inovações na área de biociência poderão contribuir com até 35% da produção de produtos químicos e outros produtos industriais, 80% dos produtos farmacêuticos e produção de diagnóstico, e 50% da produção agrícola mundial.

E como é a posição do Brasil nesse cenário global?

Meredith Fensom – O Brasil possui algumas vantagens estratégicas para fazer parte dessa crescente economia global de biotecnologia e eu acredito que assumirá posição importante nos próximos anos.

Quais setores apresentam-se mais atraentes para as empresas internacionais desse ramo?  E há alguma área que está demostrando maior excelência? 

Meredith Fensom – Não há dúvidas de que o Brasil é um dos líderes globais na economia de biotecnologia alimentar e de agricultura, figurando como referência mundial nesta área. Um ponto positivo que eu destacaria é que o Brasil está tomando medidas para melhorar o seu setor de biotecnologia industrial e ambiental, bem como sua produção em pesquisa e desenvolvimento.

No Workshop de Inovação em Biotecnologia na Fiesp será apresentado um estudo inédito do professor Meir Pugatch. Em resumo, o que será apresentado nesse estudo?

Meredith Fensom – O professor Meir Pugatch apresentará uma análise comparativa,  não apenas das indústrias de biotecnologia de oito países pesquisados, mas das estratégias de desenvolvimento que os países adotaram, a fim de reforçar e manter a sua indústria de biotecnologia local.

Na verdade, o relatório tem como objetivo apresentar uma visão geral das políticas que auxiliam no crescimento do setor de biotecnologia. E, além disso, esse estudo tem como foco iniciar um diálogo aberto sobre algumas das melhores práticas adotadas em todo o mundo, para promover o crescimento da indústria de biotecnologia.

O estudo apresentará possíveis caminhos para incrementar a biotecnologia no Brasil?

Meredith Fensom – Sim. O estudo apontará algumas recomendações e observações gerais acerca de algumas das políticas-chave necessárias ao cultivo de uma indústria de biotecnologia inovadora e sustentável. O estudo não fornece uma lista exaustiva das referidas políticas, mas serve como primeiro passo importante para se ter uma conversa com o governo, a academia (universidades) e a indústria sobre quais tipos de políticas estão em vigor no mundo e como elas podem auxiliar no fortalecimento da economia de biotecnologia.

 

Saiba mais:

WORKSHOP DE INOVAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA

O evento é promovido pelo comitê Bio Brasil/Combio da Fiesp emparceria com a BIO (Biotechnology Industry Organization).

Data/Local: 29 e 30 de maio, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Para ver a programação do evento e inscrições, clique aqui.

 

Foto: organizadores da Olimpíada Brasileira de Biologia participam de reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta sexta-feira (11/04),  o coordenador-adjunto do Bio Brasil – Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Comsaude e Combio) da Fiesp, Eduardo Giacomazzi, recebeu comitiva de organizadores da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB).

Reunião do Bio Brasil com organizadores da Olimpíada Brasileira de Biologia. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

 

Participaram do encontro a presidente da Associação Nacional de Biossegurança, Leila dos Santos Macedo; o coordenador nacional da OBB, Rubens Oda; o coordenador da OBB São Paulo, Rogério Pazetti; além de representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), do Instituto Butantan e da organização não-governamental Universidade da Água  e Maria Regina Visani, membro do Comitê da Cadeia Produtiva de Biotecnologia (Combio) da Fiesp.

Evento na Fiesp apresenta planos de investimentos para hospitais universitários

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos e Hospitalares (Abimo), na manhã desta sexta-feira (14/03), foram apresentados os planos de investimentos disponíveis para os hospitais universitários brasileiros.

Na ocasião, o coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) e presidente executivo da Abimo, Paulo Henrique Fraccaro, destacou a importância da aproximação das indústrias do setor com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). “É um parceiro importante sob o ponto de vista de agregação de tecnologia, sob o ponto de acesso e inclusão de mercado e, sobretudo para nós da indústria, um importante parceiro comercial”.

Também presente no encontro, o deputado federal Newton Lima (SP), que preside a Frente Parlamentar da Defesa da Indústria Nacional, disse que os dois lados dessa equação têm o mesmo objetivo. “Por um lado, a empresa brasileira quer dotar os nossos hospitais com a melhor infraestrutura possível, para que as atividades de ensino, pesquisas e assistência à saúde se desenvolvam nos hospitais universitários federais”, explicou.

“E do outro lado”, acrescentou Lima, “tanto na Fiesp como na Abimo, existe a preocupação cada vez maior de ver os produtos fabricados por seus associados ganharem mercado e competitividade na disputa com os produtos estrangeiros, que essa já não é uma disputa leal, na medida em que não existe isonomia tributária.”

Lima: mercado para os produtos fabricados no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Deputado Newton Lima: mercado para os produtos fabricados no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Incentivo à inovação

Segundo ele, a troca do ministro da Ciência e Tecnologia, com Clelio Campolina Diniz assumindo a pasta no lugar de Marco Antônio Raupp, não deve alterar a política de incentivos à inovação defendida pelo governo nos últimos anos. “Na próxima quarta-feira (19/03) teremos o primeiro turno da votação PEC que introduz a Inovação na Constituição Brasileira”, disse. “Ou seja, isso modifica a Constituição de modo a agregarmos a pesquisa, as ações de Ciência e Tecnologia e a inovação como uma direção que a Constituição vai dar para todas as leis que virão daí.”

Fazendo um breve retrospecto sobre as origens da Ebserh, o presidente da instituição, José Rubens Rebelatto esclareceu que a empresa, criada ainda no governo Lula, hoje está vinculada ao Ministério da Educação.

Rebelatto: necessidades centralizadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

José Rubens Rebelatto: necessidades centralizadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com o executivo, durante mais de 25 anos o sistema de hospitais universitários brasileiros veio se deteriorando por diversos motivos, entre eles o fato de serem geridos por dois ministérios: o da Saúde e o da Educação. “Não tinha um organismo que centralizasse todas as necessidades e encaminhasse as soluções para esses problemas”, afirmou.

Rebelatto relembrou que os hospitais universitários federais são mantidos integralmente com recursos públicos e declarou: “Temos todo o interesse que esses recursos advindos da tributação e dos impostos da população brasileira se revertam para a indústria brasileira. Sempre foi essa a nossa intenção”.

Três indústrias farmacêuticas recebem o Prêmio Líderes do Brasil

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta segunda-feira (9/12), três representantes do setor farmacêutico — os laboratórios Medley, EMS e Bionovis — receberam do “Prêmio Líderes do Brasil”.

A entrega do Prêmio aconteceu  no Palácio dos Bandeirantes, em cerimônia com a participação do presidente da Federação e do Centro das Indústrias, Paulo Skaf, e do vice-presidente da República, Michel Temer.

>> Leia também: Paulo Skaf participa do 3º Prêmio Líderes do Brasil 

Entre as premiadas, o coordenador-adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil), Eduardo Giacomazzi, destacou a Bionovis, uma empresa genuinamente nacional, por seu importante papel para a consolidação da indústria brasileira no mercado de biotecnologia.

A empresa  foi criada, em 2012, pela união de acionistas dos laboratórios Aché, EMS, União Química e Hypermarcas. Considerada uma “superfarmacêutica”, a Bionovis desenvolve medicamentos biológicos e biossimilares, tendo como principal comprador o governo federal. Atualmente, o Ministério da Saúde é responsável por 60% da compra de produtos biológicos no país.

O Prêmio Líderes do Brasil, concedido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), está em sua 3ª edição e tem como objetivo reconhecer o talento, competência e comprometimento dos líderes do país, para um Brasil melhor e mais competitivo.

Para saber mais sobre o Prêmio, acesse: http://www.lideresdobrasil.com.br/index.html