Caminhos para um ‘ecossistema’ de inovação em SP são debatidos na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O que precisa ser feito para que os investimentos em ciência, tecnologia e inovação no país sejam convertidos em aumento da produtividade e competitividade das indústrias?

Rio Branco: apoio do Ciesp à pesquisa nas empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Roberto Aluisio Paranhos Rio Branco, vice-presidente do Conic da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Essa reflexão esteve no centro dos debates da 71ª Reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento, realizado na manhã desta sexta-feira (05/09), contou com a presença do subsecretário de Ciência e Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Marcos Cintra, e do chefe da Divisão de Competitividade e Inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), José Miguel Benavente.

A importância do tema para o país foi destacada pelo vice-presidente do Conic, Roberto Aluísio Paranhos do Rio Branco. “Quando se fala de inovação e progresso tecnológico se fala de desenvolvimento econômico”, afirmou, relembrando que em 7 de outubro a Fiesp irá realizar outro evento para discutir as políticas públicas para ecossistemas regionais de inovação.

Marcos Cintra, Subsecretário da Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo Foto: FGV/Divulgação

O subsecretário de Ciência e Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Marcos Cintra, apresentou os eixos estratégicos da política paulista de Tecnologia e Inovação. O primeiro deles é o Conselho de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (Concite) que assessora o governador na definição das diretrizes de políticas de desenvolvimento cientifico e tecnológico do Estado. “O Concite é presidido pelo governador, mas é composto por secretários de estados, os reitores das universidades e também representantes do setor produtivo convidados pelo governador”.

Outro Conselho – o das Instituições de Pesquisas do Estado de São Paulo (Consip) – tem o desafio de reestruturar as várias instituições científicas e tecnológicas paulistas (as ICTESP’s), para ampliar sua eficiência e a até buscar a reformulação jurídica de tais instituições. Segundo Marcos Cintra, o objetivo principal é estimular o desenvolvimento de novos negócios a partir das pesquisas, tecnologias e inovações geradas.

O subsecretário também apresentou a extensa e diversificada rede voltada à inovação existente no estado de São Paulo. Ao todo, são 28 parques tecnológicos (o SPTec), uma rede de incubadoras de base tecnológica (RPITec), os centros de inovação e tecnologia e os núcleos de inovação tecnologia (NIT’s). “Esses últimos funcionam como escritórios, instalados dentro dos institutos, para apoiar a formulação de políticas para comercialização de transferências de tecnologia gerados nessas instituições”.

Integrar esses diferentes ambientes de pesquisa cientifica, tecnológica e inovativa num ambiente único é a missão do Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (Spai). Esse eixo estratégico também tem por missão promover intercâmbios com iniciativa privada e organismos internacionais.

Propostas para o Plano Diretor

O último plano estratégico apresentado por Marcos Cintra foi o futuro Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação. No encontro, o subsecretário distribuiu exemplares do folheto “Termo de Referência – Insumos para o Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação”, documento para o qual ele espera receber contribuições dos empresários. Segundo ele, o governo hoje não sabe o que fazer todo o aparato que possui e, por isso, está sendo criado esse plano diretor. “Estamos propondo um Plano Diretor para 20 anos, mas que será reavaliado a cada três anos”.

Os empresários e conselheiros destacaram alguns pontos de atenção, como a necessidade de aumentar a velocidade das mudanças e de se melhorar a comunicação do que é feito e produzido nos centros de pesquisas. E também a importância de se ouvir as necessidades dos empresários e de se ampliar a sinergia com os núcleos de tecnologia já existentes.

Outro desafio citado pelos empresários foi a resistência das instituições às mudanças, dificultando e impedindo que o setor privado cumpra o que está na Constituição Federal que é de gerar e criar riquezas.

Marcos Cintra concordou com os obstáculos apresentados e afirmou: “A grande dificuldade não é quanto à falta de conhecimento dos instrumentos. O grande problema é a trajetória, pois tem gente jogando areia. É esse passado que precisamos mudar”.

Diagnóstico de Inovação na América Latina

Jose MiguelBenavente, do BID. Foto: Divulgação

O chefe da Divisão de Competitividade e Inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), José Miguel Benavente, apresentou um breve diagnóstico sobre investimento de inovação nos países da América Latina e Caribe.

Segundo Benavente, nos últimos dez anos, houve crescimento em investimento em inovação por todos os países, sendo que Panamá e Peru foram os que registraram taxas de crescimento bastante acelerados em relação aos demais. Ele destacou também que é uma característica em vários países da região, incluindo o Brasil, com economias voltadas mais ao fornecimento de recursos naturais e commodities.

No ranking de Produtividade Total de Fatores (um dos índices avaliados pelo BID), o Brasil esteve em quarto lugar e o Chile em primeiro.

Benavente esclareceu que o fator “Inspiração”, que pode ser compreendido como ciência, tecnologia e inovação, é o item que aumenta o índice de Produtividade Total.

No mundo real, segundo ele, isso significa esforço e que é preciso refletir sobre a máxima. “Ciência e tecnologia não são hobbies de países ricos, e sim parte da explicação do por que esses países são ricos.”

Em seguida, Benavente concluiu o raciocínio. “O porquê desses países crescerem é resultado de esforço, e é um esforço que se vê depois, independente dos problemas políticos.”

O executivo do BID ressaltou ainda que inovação é um mecanismo de criação de valores, tanto privados como públicos. “A inovação prospera quando todo o sistema de inovação funciona, isto é, setor privado, público e o mundo científico. Deve-se haver interação.”

Ciclo de debates discute parcerias público-privadas na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado, nesta quinta-feira (24/04), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Ciclo de Debates sobre Parcerias Público Privadas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento segue até esta sexta-feira (25/04).

O encontro teve como objetivo  discutir a formação profissional e sua relação com as parcerias público-privadas, principalmente em relação ao planejamento e implantação de políticas públicas que consigam melhorar as habilidades da população, atendendo às demandas do setor produtivo.

A Fiesp foi representada no debate principalmente por diretores e membros do seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex).

O diretor titular adjunto com Derex Vladimir Guilhamat no Ciclo de Debates com o BID. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor titular adjunto do Derex Vladimir Guilhamat no Ciclo de Debates. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

 

Representante do BID destaca alternativas de investimento para empresas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A manhã desta terça-feira (01/04) foi de tirar dúvidas e debater como as empresas brasileiras podem ter mais acesso aos financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em reunião promovida pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade, o vice-presidente interino do Setor Privado e Operações sem Garantia soberana do banco, Hans Schulz, destacou o potencial de crescimento da iniciativa privada no Brasil, destacando o trabalho de suporte da instituição na área.

“Oferecemos linhas de financiamento em comércio exterior em parceria com 90 bancos na América Latina”, disse Schulz. “A inclusão social é um dos temas que orientam a aprovações dos projetos, assim como financiamos muitas ações na área de energias renováveis, como a biotérmica e a eólica, por exemplo”.

O executivo lembrou ainda que o acesso ao BID pelos empresários podem ser feito diretamente no escritório do banco ou por meio da rede bancária credenciada. “Além disso, acabamos de lançar o Conecta América, plataforma para ajudar as empresas da região na busca por financiamento”, explicou.

A reunião no Derex com representantes do BID: aposta na iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião no Derex com representantes do BID: aposta na iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao lado de Schulz, a coordenadora do Setor Privado do escritório do BID no Brasil, Nadia Scharen-Guivel, afirmou que o BID trabalha de forma similar ao BNDES. E que as condições de financiamento são analisadas caso a caso. “Itens como capital de giro contam como projeções das empresas para o futuro”, disse. “Podemos ser muito flexíveis, não há um guia geral de orientações”.

Discussão por setor  

Diante das variáveis oferecidas, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp, Ruy Baumer, sugeriu a realização de reuniões específicas de cada setor da indústria com o BID para discutir as possibilidades de financiamento. “Podemos organizar um seminário para debater casos práticos”, propôs.

A ideia foi defendida ainda pelo diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Roberto Petrini. “Precisamos criar uma cadeia de valor para as empresas, fazer com que elas saibam desse acesso ao BID”, disse. “Uma possibilidade é divulgar essas informações para as entidades dos setores para que elas comuniquem essas informações às empresas”.

Coordenador do encontro, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, destacou que o BID “acredita na iniciativa privada”. “A ideia é não dar o peixe, mas a vara para as empresas pescarem”, afirmou. “Temos muito o que fazer”.

 

Verificação de Gases de Efeito Estufa é um diferencial, diz especialista em seminário na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Se enquadrar na legislação pela redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) não é apenas uma barreira para a empresa que cumpre as regras, mas um diferencial, afirmou, nesta quinta-feira (05/12), Julio Jemio, consultor de projeto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para verificação do GEE. Segundo ele, atender à regulação pode render para a empresa ao menos quatro oportunidades.

“Uma delas é a oportunidade operacional. Uma vez que você faz um inventário de emissão de GEE, isso lhe dá o necessário para fazer um projeto que pode incluir o uso de novas tecnologias, o que vai trazer eficiência energética”, explicou Jemio ao participar do Seminário Gestão de Gases de Efeito Estufa, organizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Juntos, a ABNT e o BID criaram o projeto Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.

Jemio: novas tecnologias e eficiência energética em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jemio: novas tecnologias e eficiência energética em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O consultou afirmou que, com a gestão sobre as emissões de GEE, a empresa pode planejar o futuro, já que “todo o inventário tem também a finalidade de prover informações para um planejamento estratégico”.

Há ainda oportunidades regulatórias, defendeu Jemio, uma vez que o mundo caminha no sentido de redução de emissões, com as grandes corporações adotando métodos mais limpos de produção não só para cumprir a lei, mas também para reduzir custos e ganhar competitividade de mercado.

“Não vai demorar muito para que todo o Brasil ande no sentido de redução de GEE. Se a empresa não se atualizar, ela simplesmente vai ser pisoteada”, alertou.

Mais credibilidade

Segundo Jemio, as empresas que utilizam a gestão de emissão de GEE como estratégia ganham maior credibilidade. “Há uma oportunidade competitiva, um diferencial no mercado e na publicidade. Empresas que se declaram verdes já conquistaram um diferencial, uma vantagem”, argumentou.

Ele defendeu ainda as oportunidades financeiras que uma boa gestão de emissões pode gerar a uma empresa. De acordo com o consultor, “se uma empresa tem todas as informações num inventário, ela identifica onde pode reduzir e essa redução vai ter uma repercussão direta nos custos”. “Se a empresa utilizar um tipo de lâmpada que emita menos energia, ela vai emitir menos, mas também vai pagar menos”, completou.

Também consultora do projeto da ABNT com o BID, Isabel Sbragia apresentou os princípios para contabilização e elaboração de inventários, limites organizacionais e operacionais, identificação e cálculo das emissões, relatório, verificação, gestão e redução das emissões.

Crédito de carbono

Apesar da agenda positiva para o envolvimento de empresas na economia de baixo carbono, o representante da Odebrecht, Alexandre Baltar, lançou um contraponto ao afirmar que o mercado de crédito de carbono “está parado” já que os preços despencaram.

“Como a demanda diminuiu e a oferta aumentou o preço foi para praticamente zero, ninguém vende. Quem pode gerar credito está aguardando para ver o que vai acontecer”, explicou.

Baltar apresentou os desafios da gestão de emissões no setor de engenharia e construção. Ele usou exemplo de uma obra da Odebrecht onde houve redução de emissão de GEE com a criação de padrões para o uso de caminhões nas instalações do projeto.

“Tivemos um caso em Angola onde testamos isso e reduzimos 15% de diesel colocando esses critérios. Demos premiações para os mais eficientes”, afirmou.

Fiesp recebe seminário sobre Gestão de Gases do Efeito Estufa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta quinta-feira (05/12), a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) recebeu o Seminário sobre Gestão de Gases Efeito Estufa. Durante o evento, foi apresentado o projeto de Fomento a Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil, que é desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), em parceria com a Fiesp.

A sessão foi aberta por Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. Hirose apresentou a entidade e os projetos ligados às alterações climáticas que vêm sendo desenvolvidos desde 2009, quando a Fiesp criou o Comitê de Mudanças do Clima, coordenado pelo segundo vice presidente da entidade,  João Guilherme Sabino Ometto.

Hirose chamou a atenção para o envolvimento das pequenas e médias empresas diante do assunto. Para ele “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Ensinar o pequeno e médio empresário a cuidar das emissões de gases do efeito estufa não é, para Hirose, apenas uma questão ambiental, mas também uma questão financeira.

Em seguida, o consultor da ABNT e do BID Julio Jemio, apresentou o projeto em si. Ele esclareceu que são três os grandes objetivos: preparar a ABNT como um órgão de validação e verificação de gases de efeito estufa na América Latina, desenvolver a implementação dos programas de gestão do efeito estufa em pequenas e médias empresas e disseminar as informações desenvolvidas para o projeto.

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para tanto, a ABNT desenvolveu cursos internos e também um guia, que deve ser publicano no ano que vem, com apoio do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para formar consultores e verificadores, além de orientar empresários na realização de inventários de emissões dos gases do efeito estufa.

Segundo Jemio, a meta é que a ABNT, através de suas parcerias, subsidie parte desses inventários para pelo menos 220 empresas e que os verificadores formados por ela não tenham ligação com os consultores, para que a avaliação seja 100% isenta, podendo ser aplicada a toda e qualquer empresa interessada.

Preparação para as mudanças

A terceira palestra do encontro foi feita pela também consultora Isabel Sbragia, que apresentou o histórico dos efeitos e protocolos que motivaram o desenvolvimento do projeto. “A influencia do homem no meio é muito grande e nós temos que ver o que estamos fazendo. E se [o aquecimento global] está acontecendo por nossa causa ou por causa natural, a gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”, afirmou Sbragia.

Isabel: “A  gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Isabel: “A gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A especialista esclareceu que a principio o projeto estaria focado no mercado de carbono, mas, em função de mudanças no cenário internacional e da dificuldade que as pequenas e médias empresas teriam de se inserir nesse mercado, os planos foram alterados.

“A gente quer que a pequena e a média empresa olhem para as mudanças que podem ser feitas”, afirmou a palestrante sobre o foco definitivo do projeto de Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.

 

174 municípios no Brasil têm menos de 45% dos domicílios com abastecimento de água, afirma diretora do IBGE

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O último painel “Cobertura e Qualidade dos Serviços de Saneamento Básico”, no 3º Encontro de Saneamento Básico – Recuperar o Tempo Perdido, realizado nesta terça-feira (08/10), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), contou com a participação de três especialistas para discutir a atual situação do setor.

Matthias Krause, especialista em saneamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), falou sobre o AquaRating, um sistema universal de qualificação da água, desenvolvido pelo próprio BID e pela Associação Internacional de Água.

Segundo Krause, o método oferece uma qualificação entre 0 e 100 pontos que leva em conta oito aspectos para avaliação e será implementado a partir do segundo semestre de 2014.

“O AquaRating avalia os resultados do desempenho e as práticas de gestão para melhorar o fornecimento. Além disso, designa esforços técnicos conforme as necessidades da empresa e permite monitorar o progresso no desempenho”, explicou.

Krause: desempenho das prestadoras de serviços monitorado pelo AquaRating. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Krause: desempenho das prestadoras de serviços monitorado pelo AquaRating. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Além disso, segundo o palestrante, o método “estabelece uma referência global, identifica áreas de melhoramento, estimula a aprendizagem e é baseado em informações confiáveis, verificada por auditores, resultando em um documento útil para prestadores, proprietários, reguladores e governos”.

Zélia Bianchini, diretora adjunta de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fez, na sequência, uma breve exposição sobre o censo demográfico do saneamento básico.

De acordo com a diretora, o percentual de domicílios que recebem abastecimento de água está concentrado na região sudeste.  “174 municípios no Brasil têm menos de 45% dos domicílios com abastecimento de água”, disse. “Outros 2.469 municípios têm até 15% dos domicílios com esgotamento sanitário”, explicou. “Isso mostra a desigualdade espalhada em nosso território”, completou.

Zélia: desigualdade brasileira também fica clara no saneamento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Zélia: desigualdade brasileira também fica clara na análise do saneamento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Dante Ragazzi Pauli, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), fechou o evento. “A situação é critica e precisamos, ao lado dos parceiros, encontrar saídas para nosso setor. Não podemos defender apenas um modelo de saneamento. Temos capacidade de fazer o setor andar”, encerrou.

Ruy Bottesi, diretor de Saneamento Básico da Fiesp, mediou o painel.

Empresas preparadas para gerir gases de efeito estufa terão vantagens competitivas, afirma diretor da Fiesp em seminário

Ariett Gouveia e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado nesta quarta-feira (04/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Gestão dos gases de efeito estufa: um novo mercado para pequenas e médias empresas”.  O encontro foi mediado por Mario Hirose, diretor da divisão de Mudanças Climáticas do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição.

 

Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp

Hirose abriu o seminário realizado na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Durante seu discurso, Hirose ressaltou a importância do tema.  “A Fiesp  sabe que questões relacionadas à gestão dos gases de efeito estufa são de extrema importância para a competitividade de um novo mercado que está surgindo”, afirmou.

Segundo Hirose, já em 2014 muitas empresas vão exigir a contabilização dos efeitos dos gases estufa por parte de empresas fornecedoras. “Sendo assim, as empresas preparadas para essa demanda serão diferenciadas e terão vantagens competitivas”.

De acordo com o diretor do departamento, países como China e Estados Unidos começam, nesse momento, a dar mais atenção a esse tema, que “está muito próxima de toda a cadeia produtiva da indústria”.

Para ele, todas as cadeias produtivas precisam estar preparadas para o novo mercado que está nascendo. “A gestão do gás é uma das ações estratégicas das grandes empresas. Entretanto, sua implantação e difusão é ainda um desafio para as empresas de menor porte”, afirmou.

Hirose falou também sobre as ações realizadas DMA/Fiesp. “Preparar os empresários e empresas para uma atuação melhor na questão ambiental é um dos focos. A questão ambiental é uma questão de sobrevivência e competitividade para algumas empresas”.

Ao participar do seminário, Marco Antonio dos Reis, diretor titular adjunto do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, explicou a atuação do departamento.

“Noventa e nove por cento  das indústrias, das 100 mil que existem no Estado de São Paulo, são pequenas e médias. Trabalhamos para representar esse setor tão importante da economia. Capacitamos empresas e sindicatos. Realizamos salas de crédito e, anualmente, fazemos o Congresso das Pequenas e Médias Indústrias, que acontece dia 10 de outubro”, disse.

Em seguida, Júlio Jemio, consultor do projeto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de fomento e gestão dos gases de efeito estufa, explicou o funcionamento do projeto. “O projeto do ABNT/BID visa conscientizar as pequenas e micro empresas sobre a importância da gestão consciente dos gases de efeito estufa.”

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.

Jemio: projeto do ABNT/BID visa conscientizar pequenas e micro empresas. Foto: Julia Moraes.

 

Jemio detalhou objetivos da empreitada: “preparar a ABNT para ser o primeiro organismo para a validação e verificação de gases de efeito estufas na indústria brasileira, disseminar informações e conhecimentos do projeto e, por fim, desenvolver a implantação do Programa de Gestão dos Gases do Efeito Estufa em pequena e média empresa”.

No fechamento do encontro, Stefan Jacques David, consultor de sustentabilidade e meio ambiente da Abividro e gerente de negócios da MGM Innova, trouxe um pouco da sua experiência nas duas instituições para alertar os empresários sobre a necessidade de “fazer a lição de casa” com relação às emissões de carbono. “Muitos disseram que as mudanças climáticas eram balela, interesses de determinado país, mas isso é passado, ficou para trás. Não se discute mais isso, é irreversível. A questão, agora, é como se preparar para o cenário regulatório e para a competição internacional, em que o carbono já faz parte”, declarou.

“Se eu quiser me preparar para o futuro, eu preciso aprender a gerenciar as emissões de carbono. Não adianta só pensar em eficiência energética e melhoria de processos. Se não trabalhar na gestão do carbono, provavelmente, vai ter problemas”, concluiu.

Carteira do BID para o setor privado do Brasil vai seguir crescendo, afirma executivo do banco

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Steven Puig, do BID, Guilherme Ometto (centro), 2º vice-presidente da Fiesp, e presidente do BID, Luis Alberto Moreno, descerram placa do banco

 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) destina a empresas brasileiras cerca de 30% de sua carteira total para setor privado da América Latina. A informação é do vice-presidente do setor privado do BID, Steven Puig. A tendência, segundo ele, é de aumento desta fatia com a instalação de um espaço de trabalho do banco na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento de inauguração oficial da sala aconteceu nesta quarta-feira (15/08), no quarto andar da Fiesp.

“A carteira vai seguir crescendo e vamos poder aumentar nossas atividades. Este ano estamos aprovando  US$1,5 bilhão para o setor privado em geral para América Latina, dos quais aproximadamente 30% virão para o Brasil ”, informou Puig após o evento.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, também participou do lançamento e afirmou que, embora a linha de trabalho do banco seja “créditos tipicamente dirigidos à parte pública”, a intenção da parceria com a Fiesp é desenvolver o diálogo com o setor produtivo e explorar possibilidades que o banco oferece.

“Nós teremos aproximadamente US$ 2 bilhões de crédito que o banco vai outorgar ao Brasil quase anualmente. São créditos dirigidos especialmente aos Estados. Nossas atividades se concentram especialmente nos Estados mais pobres. A metade da carteira do banco está nos Estados do nordeste”, disse Moreno. “Mas também teremos uma atividade importante com o setor privado. Queremos desenvolver mais e essa é a razão de estar aqui na Fiesp, para ter um diálogo permanente com os diferentes agentes do setor privado”, acrescentou o presidente do BID.

Segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, a participação fundamental da Fiesp nesta parceria com o BID é oferecer o conhecimento e informações da entidade por meio das áreas de atuação em infraestrutura, competitividade, comércio exterior e sustentabilidade.

Representantes do BID apresentam janelas de oportunidade para setor privado

 

“A Fiesp é o grande interlocutor do setor com o BID. Nós queremos realmente passar cada vez mais nossas informações ao banco e, por outro lado, permitir esse novo projeto do doutor [Luis Alberto] Moreno [presidente do BID], que é se aproximar das empresas privadas. Que nós trabalhemos no objetivo do banco para essa aproximação maior, porque aí tiramos os gargalos e as burocracias”, disse Ometto.

Espaço BID

O espaço de trabalho do BID vai funcionar no quarto andar da sede da Fiesp e o primeiro projeto da parceria deve concentrar investimentos e assistência técnica para o setor de infraestrutura, de acordo com Luciano Schweizer, especialista sênior do banco que ocupará a sala.

“A ideia é que eu seja um ponto de contato na Fiesp para ajudar a direcionar melhor as demandas do setor privado dentro das oportunidades que o banco apresenta. Infraestrutura é um tema que está na pauta, está na agenda do setor privado e do governo, e é importante para o BID”, afirmou Schweizer, acrescentando que nos próximos meses já poderão ser conhecidas “uma ou duas operações com efeito demonstrativo”.

Confira a íntegra da apresentação do BID durante o evento.

BID inaugura espaço de trabalho na sede da Fiesp, nesta 4ª feira (15/08)

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) escolheu a Fiesp de Paulo Skaf para sediar seu espaço de trabalho fora da capital federativa.  A inauguração acontece nesta quarta-feira (15/08) às 10h, com a presença do presidente do banco, Luis Alberto Moreno.

A parceria irá agilizar o contato e facilitará a prestação de informações sobre produtos financeiros e serviços do BID aos membros da Fiesp, além de permitir que a instituição financeira acompanhe mais de perto os desafios enfrentados pelo setor privado.

Durante a inauguração, empresários de diversos setores participarão de palestra sobre o funcionamento da unidade e sobre janelas de oportunidades.

A abertura de uma sala fora de Brasília é um projeto piloto e faz parte da estratégia do Banco de aproximar-se ainda mais dos seus clientes. A ação está ancorada na transferência de conhecimento e na cooperação público-privada para o desenvolvimento de políticas que contribuam para aumentar a competitividade do setor privado brasileiro.

Programação: Inauguração Espaço de Trabalho BID

10h – Abertura
– Mario Marconini, diretor de Negociações Internacionais do Derex da Fiesp

10h15 – Palestra: ‘Janelas de oportunidade do Setor Privado do BID’
– Steve Puig, vice-presidente do setor privado do BID
– Luciano Schweizer, especialista sênior do BID

11H15 – Coffee Break

11h30 – Diálogo com os setores presentes
– Marco Marconini, diretor de Negociações do Derex/Fiesp
– Stevee Puig, vice-presidente do setor privado do BID
– Luciano Schweizer, especialista sênio do BID

12h – Encerramento
– Paulo Skaf, presidente da Fiesp
– Luiz Alberto Moreno, presidente do BID
– Benjamin Steinbruch, 1º vice-presidente da Fiesp (a confirmar)
– João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp (a confirmar)
– Josué Gomes da Silva, 3º vice-presidente da Fiesp (a confirmar)

12h14 – visita à sala do BID no 4º andar e atendimento à imprensa

Rio+20 foi importante passo para garantir amplo diálogo global, diz embaixador dos EUA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Para o embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) foi o início concreto de um amplo diálogo global sobre sustentabilidade.

O embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, durante Fórum Brasil-EUA, na Fiesp

O embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, durante Fórum Brasil-EUA, na Fiesp “Se você ler na mídia, a conferência fracassou. Isso me surpreende, a imprensa está enganada. A Rio+20 não falhou. Ela foi um importante passo para garantir um amplo diálogo global sobre a estrutura do desenvolvimento sustentável”, afirmou Shannon, nesta terça-feira (27/06), durante a abertura do Fórum Brasil-Estados-Unidos, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento reuniu empresários, autoridades e acadêmicos brasileiros e norte-americanos para repensar a relação comercial entre os dois países e estabelecer uma parceria estratégica.

Também estava presente o economista-chefe da área de Integração e Comércio Exterior do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Mesquita Moreira, que insistiu sobre a diversificação de mercados como principal estímulo ao crescimento da indústria nacional.

“Se a gente quer evitar o futuro de produzir e exportar minério de ferro e soja, precisa ter acesso a mercados que demandem produtos distintos desses”, reiterou.

Humanidade 2012: documentário mostra biodiversidade na América Latina e no Caribe

Em evento na Capela do Espaço Humanidade 2012, na terça-feira (19/06), representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Sistema Firjan e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançaram o documentário “Biodiversidade na América Latina e no Caribe”. O filme é uma produção da National Geographic e do BID.

O documentário aborda temas como a responsabilidade compartilhada dos países latino-americanos e do Caribe na preservação de sua fauna e flora.

Carlos Cavalcanti, diretor de Departamento de Infraestrutura da Fiesp, destacou a importância da biodiversidade para o desenvolvimento econômico das nações. O diretor adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Mário Marconini, também participou do evento.

Isaac Plachta, Presidente do Conselho Representativo de Meio Ambiente do Sistema Forjan, disse que“a presença ativa e decisiva do BID é fundamental para que os países da América Latina e Caribe possam adquirir investimentos e substituir uma economia marrom, por uma economia verde para a humanidade.

Alexandre Rosa, representante do BID, ressaltou a importância da integração entre o capital natural e o capital humano para o desenvolvimento sustentável e inclusivo dos países.

Biocombustíveis sustentáveis para aviação: veja o resumo do seminário

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O progresso do projeto de produção, distribuição e utilização de biocombustíveis sustentáveis na aviação, bem como seus impactos no desenvolvimento de tecnologias e mercados relacionados ao tema no Brasil, América Latina e Caribe. Este foi o tema do seminário “Biocombustíveis sustentáveis para aviação”, evento promovido pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Firjan, agenda desta segunda-feira (18/06), no Humanidade 2012 – Iniciativa da Fiesp e parceiros, em paralelo à Rio+20.

Financiado conjuntamente por três instituições – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Boeing e Embraer –, o projeto em discussão analisa um dos processos que permitem a produção de biocombustíveis para aviação a partir da cana-de-açúcar (processo Amyris). Como resultado, espera-se a difusão dos benefícios da utilização de combustíveis provenientes de fontes renováveis, inclusive na aviação.

Durante o encontro, o diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, afirmou que já existem várias empresas de aviação brasileiras que estão realizando testes com combustíveis alternativos desde 2010 e que o Brasil já é o segundo maior consumidor de biocombustíveis do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. “Estamos procurando uma solução para a utilização de biocombustíveis na aviação civil e comercial no país”, declarou.

Os especialistas deixaram explícito que o biocombustível foi desenvolvido para proporcionar desempenho equivalente aos combustíveis convencionais derivados de petróleo, no entanto, com a vantagem de proporcionar elevado potencial de redução da emissão dos gases que causam o efeito estufa.

André Nassar, gerente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), apresentou relatórios e estudos sobre a produção de biocombustível para transporte aéreo a partir da cana-de-açúcar.

O debate, moderado por Leandro Alves, chefe da Divisão de Energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), contou com a participação de representantes de diversas entidades favoráveis aos biocombustíveis aéreos, mas que dependem da iniciativa do governo. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, também esteve presente.

Veja um resumo do debate:

Edegar de Oliveira Rosa (WWF) – “Apoiamos a produção de biocombustíveis para redução de emissão de CO²”, afirmou o representante do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que defendeu a criação de iniciativas governamentais para viabilizar o uso de biocombustíveis. “Dependemos de políticas públicas para tornar medidas efetivas para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera”, ressaltou.

Guilherme Freire (Embraer) – O diretor de Estratégia e Tecnologia Ambiental da Embraer, Guilherme Freire, alertou: “A sociedade está nos cobrando: quais serão os ganhos?”. Lembrou ainda que a cana-de-açúcar também pode ser usada no transporte aéreo e não só nos carros.

Adalberto Febeliano (Azul) – O diretor de Relações Institucionais da Azul Linhas Aéreas, Adalberto Febeliano, foi enfático ao afirmar que acredita nessa nova tecnologia: “Esperamos que, dentro de alguns anos, possamos usar esse biocombustível de forma comercial”. E cobrou uma colaboração mais efetiva do governo. “Temos um grande desafio: o custo. Precisamos trabalhar junto com o governo para encontrar uma melhor política tributária e tornar o custo desse combustível compatível com o do petróleo.”

Rodolfo Bryce (GE Aviação) – O representante dos Programas de Clientes da GE Aviação, Rodolfo Bryce, mostrou-se otimista com os resultados da utilização da cana-de-açúcar como biocombustível: “Os resultados são impressionantes”, afirmou.

Jane Hupe (Icao) – Para Jane Hupe, diretora da Seção de Meio Ambiente da Air Transport Bureau (Icao), o que se conquistou até o momento, em relação a biocombustíveis para transporte aéreo, é um ganho. “Quando começamos a falar sobre alternativas de combustíveis sustentáveis, as pessoas não acreditavam que isso seria possível”, explicou. E ressaltou que a obrigação dessa discussão na Rio+20 é “alertar os governos para tirar barreiras regulamentares e tornar esse voos comercialmente viáveis”. Jane finalizou convidando a todos para assistirem o voo de demonstração “Azul+Verde”, que usará combustível renovável a partir da cana-de-açúcar brasileira. O projeto é uma iniciativa da Azul Linhas Aéreas, Amyris, Embraer e GE, e acontecerá nesta terça-feira (19/06), no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro.

Joel Velasco (Amyris)  – Para o Vice-Presidente Sênior da Amyris, Joel Velasco, com essa tecnologia o Brasil pode se tornar líder mundial em combustíveis para avião.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável

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Fiesp e Firjan abrem espaço para energias renováveis no Humanidade 2012

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

O presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, dedicam suas agendas nesta terça-feira (19/06) ao debate sobre “Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável”. Este é o tema do evento que acontece no Humanidade 2012, das 9h às 17h30, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em paralelo à Rio+20.

O objetivo deste encontro é apresentar a importância do tema, analisar as modalidades de geração de energia limpa, como hidroeletricidade, biocombustíveis e outras fontes.

Além dos presidentes da Fiesp e da Firjan, estão confirmadas as presenças dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário); do diretor de Tecnologias e Política Energética Sustentável da AIE, Philippe Benoit; do diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek; do ministro do Clima, Energia e Construções da Dinamarca, Martin Lidegaard; do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim; do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; do chefe de Energias Renováveis da AIE,Paolo Frankl; do gerente de Meio Ambiente e Infraestrutura do BID, Alexandre Rosa; do diretor executivo da Unica, Eduardo Leão de Souza.

Após os debates, haverá o lançamento do filme de Biodiversidade da Fiesp, Firjan e BID.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net. A reunião será transmitida ao vivo pelo site.

Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp