Prioridade da Fiesp é recuperação da competitividade brasileira, afirma Paulo Skaf na Band News TV

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf e o jornalista Salomão Schvarztman.

“O governo brasileiro precisa criar condições isonômicas para aqueles que produzem e trabalham no Brasil para poderem competir com o resto do mundo”.

A afirmação é do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, em entrevista ao programa “Salomão”, exibida na noite de quinta-feira (21/03) na Band News TV. A emissora reprisa o programa nesta sexta-feira (22/03) e também no sábado (23/03) e no domingo (24/03), sempre às 23h10.

>> Assista à entrevista no site da Band News TV 

Leia a seguir alguns dos principais trechos da entrevista concedida ao jornalista Salomão Schvarztman.

Redução do preço da energia

“A presidente [Dilma Rousseff] se sensibilizou e tomou uma medida corajosa e correta com a edição da Medida Provisória 579. (…). Isso significou uma redução de 18% a 32% na conta de todo mundo, dos hospitais, das residências. Um desconto justo. Sem dúvida, uma notícia positiva e justa. Todo mundo estava pagando o preço errado e passou a pagar preço correto. Ajudou a competitividade do país e ajudou a todas as famílias que pagam conta de luz.”

Impostos

“Começamos a trabalhar essa questão de reduzir os impostos da cesta básica desde 2008. E nossos estudos mostraram que enquanto, no mundo, o custo dos impostos em cima da cesta básica era de 2%, 3% no caso dos Estados Unidos e alguns países da Europa, no Brasil era de 17%. É um absurdo ter um alto imposto em cima do arroz, do feijão, do biscoito, do macarrão, da carne. Mas isso foi corrigido. Nós lutamos, conseguimos aprovar um projeto de lei no Senado e na Câmara, que foi vetado pela presidente. Mas a presidente teve palavra porque ela disse, quando vetou, que criaria uma comissão para estudar a fundo essa questão. Estudou e tomou a medida este ano. O que importa para nós é que a medida saiu, retirando esses impostos da cesta básica. Quero sempre lembrar, Salomão, que em uma economia de mercado, você tem concorrência. Quando se tem menos imposto, a concorrência dá conta de reduzir preço. Não tem espaço para esperteza.”

Custo Brasil

“Redução de impostos sobre folha de pagamento é importante que faça para todos os setores que queiram. Isso resolve para setores que têm mão de obra intensiva. (…) Nós temos uma carga tributária muito grande. É 36%, 37% do PIB. (…) O que é problemático aqui é que além do alto imposto, os serviços públicos não são de qualidade. (…) A sociedade paga muito caro. É muito imposto. Isso tem que mudar. Tem que melhorar a gestão pública. Tem gastar menos e fazer mais.”

Excesso de ministérios

“Temos contas que pesam muito mais, como a questão dos juros, da burocracia, a questão da logística, da falta de infraestrutura, que custam muito caro.”

Miséria

“Nós ainda temos 20 milhões de brasileiros que ainda estão precisando melhorar [de nível socioeconômico] e esta deve ser a prioridade absoluta. Nós não podemos nos orgulhar se um único brasileiro estiver em situação de miséria. Dar não é o ideal, o ideal é ensinar a pescar. Por isso, na indústria, no sistema Sesi/Senai, temos um trabalho fortíssimo – ensino de qualidade, ensino em tempo integral. Temos um milhão de alunos por ano. Eu vejo que esse é o caminho.”

Indústria têxtil

“A competitividade brasileira foi afetada. O custo no Brasil passou a ser muito caro, mais caro do que nos Estados Unidos, do que em alguns países da Europa, do que na Argentina. É um conjunto de fatores. A burocracia que aumenta o custo; tem a alta carga tributária, jutos altos, custo de logística por conta da falta de infraestrutura, o preço do gás no Brasil é caro. Custos elevados para se produzir no Brasil. E o setor têxtil é um setor que sente muito esse alto custo. Hoje, na Fiesp, a prioridade é a recuperação da competitividade brasileira.”

Aumento de impostos

“O governo, agora, estava falando em aumentar imposto para bebidas. É um absurdo. Não tem que aumentar imposto. Brasil não pode aumentar imposto de nada. Brasil só tem que diminuir. E não é nenhum favor porque é muito alta a carga tributária. O que o governo brasileiro precisa é criar condições isonômicas para aqueles que produzem e trabalham no Brasil para poderem competir com o resto do mundo.”

China

“Nós não vamos mudar a China. O que precisamos é mudar o Brasil. Nós temos que resolver os nossos problemas. O que nós precisamos é ter a mesma coisa aqui: é ter agilidade, menos burocracia, menos impostos, juros mais baratos, crédito, facilidade para quem produz e trabalha.”

Normas do Ministério do Trabalho

(…) Essas normas do Ministério do Trabalho infernizam as empresas. Normas NR-12 e NR-15 que atrapalham o desempenho e a competitividade do país. (…) Quem quer trabalhar, tem que facilitar. (…) Aqui no Brasil, lamentavelmente, é muito difícil – aquele que quer fazer o bem tem muita dificuldade. Nós temos que ter como missão facilitar o trabalho de quem quer produzir, empregar, empreender, gerar desenvolvimento e riquezas aqui dentro.”

PIB em 2013

“Nem Pibinho nem Pibão. O PIB este ano deve ficar em torno de 2,5% a 3%. Comparado a 0,9% em 2012, é uma grande melhora. Não é Pibinho nem Pibão – Pibão seria um crescimento de 6% a 7%”.

Paulo Skaf é o entrevistado do programa do jornalista Salomão Schvartzman

Agência Indusnet Fiesp 

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Salomão Schvartzman da Band News TV.

A Band News TV (canal 99 na NET em São Paulo) exibe na noite desta quinta-feira (21/03), às 23h10, uma entrevista concedida pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf.

Skaf é o entrevistado do programa “Salomão”, do jornalista Salomão Schvarztman.

Schvarztman mantém um programa na rádio Band News. Trabalhou no jornal O Globo e chefiou a sucursal paulista da Revista Manchete. Em 1977 foi um dos premiados com o Prêmio Esso de Jornalismo. Atuou na Rede Manchete de Televisão ancorando o programa jornalístico “Frente a Frente” durante 11 anos. Produziu e apresentou o programa Diário da Manhã, na Rádio Scalla FM. Antes, o mesmo programa estava na Rádio Cultura FM.