Cinco maiores bancos da China apresentam oportunidades de financiamento na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Em uma iniciativa inédita de reunir os cinco maiores bancos da China no Brasil, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) realizou nesta terça-feira (7 de novembro) um seminário para apresentar aos empresários brasileiros opções chinesas de financiamento empresarial.

Em parceria com o Ciesp e apoio do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), do Consulado Geral da China em São Paulo e da Associação das Empresas Chinesas no Brasil (Abec), os participantes do encontro puderam conhecer oportunidades de financiamento e negócios do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), do China Construction Bank (CCB), do Agricultural Bank of China (ABC), do Bank of China, do Bank of Communications (Bocom) e da seguradora Sinosure.

Na visão do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a presença do setor financeiro chinês na Fiesp tem um significado especial pois representa uma oportunidade de alavancar a competitividade da indústria brasileira por meio de novos investimentos.

Para o diretor do Derex Harry Chiang, o Brasil e a China são parceiros naturais em produtos de diversos segmentos. “O comércio entre os dois países tem crescido muito rápido, pelo tamanho do mercado chinês e pela velocidade da implementação de projetos no país”, disse.

Chiang falou ainda que a Fiesp espera que empresas brasileiras de médio e pequeno porte também tenham acesso ao mercado chinês, que nos próximos cinco anos deverá importar pelo menos US$ 10 trilhões.

Da Abec e presidente do Bank of China, Zhang Guanghua explicou que mais de 200 empresas chinesas já atuam no mercado brasileiro de forma intensa. “É importante que ocorram mais encontros e trocas de ideias que facilitem o comércio bilateral entre as economias e a operação dessas companhias no Brasil”, sugeriu.

O vice-presidente executivo do CCB Brasil, Paulo Celso Del Ciampo, por sua vez, falou da formação da diretoria do banco no país, formada por três chineses e quatro brasileiros. Em 2016, as operações de crédito da instituição foram de US$ 9 bilhões, US$ 7,3 bilhões em crédito comercial. As linhas de negócio da casa incluem um banco comercial de moeda estrangeira, que atua fortemente em crédito de financiamento para importação e exportação, cartas de crédito, garantias internacionais e empréstimos externos. Em reais, as operações se concentram em leasing, finanças, cobranças e cartão de crédito corporativo. Na área de investimentos, a carteira é formada por operações como hedge, mercados futuros, swap e câmbio. No varejo, o foco são os consignados, financiamento de veículos, crédito pessoal e cartão de crédito.

Ciampo explicou também que o ICBC possui US$ 3 trilhões em ativos, US$ 2,2 trilhões em depósitos, US$ 225 bilhões em patrimônio líquido e US$ 33 bilhões de lucro líquido. Na China, o banco múltiplo tem 15 mil agências, presença em todos os continentes do mundo e produtos como financiamento de crédito corporativo, trade finance, financiamento para infraestrutura e clearing, para a compensação dos serviços financeiros. No varejo, eles também realizam serviços como financiamento imobiliário e de crédito ao consumidor, gestão de fortunas, securitização, operações de câmbio, metais preciosos, derivativos e gestão de grandes investidores.

O diretor executivo do Bank of Communications (BOCOM), Cassio Von Gal, detalhou uma presença global também relevante, principalmente na área corporativa e de alta renda. A carteira de crédito expandida da instituição soma R$ 3,5 bilhões, dividida entre clientes de médio e grande porte. Em setembro deste ano, o patrimônio líquido do banco ficou próximo dos R$ 570 milhões.

O representante do escritório de representação do ABC, Zheng Feng, lembrou ainda que apesar do nome da instituição remeter ao segmento agrícola, o ABC realiza diversos serviços destinados a outros setores. Feng citou operações na área comercial, de investimento, crédito, financiamento e investimento e de crédito imobiliário.

Segundo o representante da Sinosure, Zhang Zhi, a instituição financeira deverá atuar como uma importante porta de entrada e parceira das estratégias de mitigação de risco e cooperação de crédito para os negócios brasileiros, principalmente de exportação.

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Representantes dos maiores bancos da China durante reunião na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Bancos mais próximos das empresas para facilitar financiamento

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As variadas possibilidades de financiamento foram debatidas em painel no Seminário Finanças e Financiamento, realizado na manhã desta sexta-feira (22/07), na sede da Fiesp, em São Paulo. Uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi).

Convidado a participar da discussão, o gerente de Mercado Pessoa Jurídica do Banco do Brasil Thiago Montero destacou que as instituições financeiras precisam trabalhar afinadas com seus clientes. “Se o gerente não está visitando vocês, cobrem isso”, disse Montero. “Esses profissionais precisam estar nas empresas, junto com vocês”.

O Banco do Brasil tem 1.420 agências de varejo no estado de São Paulo. Quatro delas são de atendimento exclusivo a pessoas jurídicas, com dois escritórios de negócios para as micro e pequenas empresas, 1.127 gerentes de relacionamento para pessoas jurídicas e um volume de crédito total R$ 16,8 bilhões para empreendedores de pequeno e médio porte.

Nessa linha, o gerente regional de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Thiago Gomes de Souza, explicou que os gerentes do banco “procuram atuar como consultores financeiros”. “Temos 2,5 mil gerentes de pessoa jurídica em todo o Brasil”, disse. “A Caixa tem buscado desburocratizar o acesso ao crédito”.

Essa desburocratização tem sido feita a partir de cuidados como “conhecer o plano de negócios da empresa que busca o crédito”. “Só assim podemos oferecer o crédito certo no momento certo”, afirmou.

Outro foco do banco está no suporte a operações de comércio exterior. “As nossas agências estão habilitadas a trabalhar com esse foco”.

O chamado “crédito com pausa” também foi destacado, permitindo aos clientes em dificuldades financeiras um tempo no pagamento de seus empréstimos.

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O debate com a participação de representantes dos bancos no seminário: crédito que cabe no bolso. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com o gerente do Departamento de Empréstimos e Financiamento do Bradesco, Rinaldo de Martini, o banco possui uma área de inovação voltada para o desenvolvimento de novos produtos e serviços para as empresas, como linhas para quem vende a prazo e opções para franquias, por exemplo.

“Temos um portal voltado para pessoas jurídicas com dicas, orientações, depoimentos de empreendedores, análises econômicas e agenda de eventos em todo o Brasil”, afirmou Martini.

Acesso ao BNDES

Também participante do debate, a gerente do Departamento Regional Sul do BNDES, Ana Paula Paschoini, destacou o fato de que o banco governamental também possui operações para as micro, pequenas e médias empresas por meio de agentes financeiros credenciados. “O BNDES não exige tempo mínimo de faturamento da empresa para fornecer crédito”.

Assim, segundo Ana Paula, é possível financiar móveis, reformas e equipamentos, taxas de franquias (no caso de empresas franqueadoras nacionais) e treinamento de funcionários, entre outras opções. “Só não financiamos a compra de imóveis e a transferência de pontos comerciais, por exemplo”.

Para acessar os recursos do BNDES, a orientação é procurar o agente financeiro com quem o empreendedor já tenha um relacionamento para saber mais sobre as linhas disponíveis e critérios para chegar até elas. “É o agente financeiro que assume o risco da operação”, disse Ana Paula.

Crédito sustentável

Superintendente de Negócios da Desenvolve SP, Ana Paula Shuay destacou a importância de despertar nos empresários a consciência do chamado “crédito sustentável”, ou seja, aquele que é possível pagar, com taxas de juros compatíveis com as finanças das empresas.

De acordo com Ana Paula, a Desenvolve SP financia a implantação, ampliação e modernização da capacidade produtiva, atendendo todos os tipos de negócios.

Há ainda opções de linhas com foco em atividades de inovação, como equipes participantes do projeto, equipamentos, matérias-primas, compra de tecnologia, assistência técnica e serviços de consultoria, por exemplo.

Outro foco são as linhas para projetos voltados para a sustentabilidade, que de alguma forma ajudem a reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. “Pode ser até a troca das luzes na empresa por lâmpadas de maior durabilidade”, afirmou Ana Paula.

Também há opções de financiamento para ajudar a exportar. “Temos um prazo de carência longo nas nossas linhas”, disse.

Seminário debate dificuldades de acesso ao crédito na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Nada menos que 61% dos entraves de acesso ao crédito são passíveis de melhorias por processos de gestão. O percentual foi um dos pontos de debate no Seminário Finanças e Financiamento, realizado na manhã desta sexta-feira (22/07), na sede da Fiesp, em São Paulo. Uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi) que destacou temas como linhas e programas de financiamento, entre outros.

De acordo com o assessor de Projetos do Dempi, Flávio Vital, a dificuldade no relacionamento com a gerência do banco é apontada por 32% dos empreendedores como o fator que mais prejudica o acesso ao crédito. As taxas de juros altas são o segundo motivo mais citado, sendo destacadas por 22% dos empresários. “Na soma das causas mais apontadas, 61% dos entraves de acesso ao crédito são passíveis de melhorias por processos de gestão”, explicou.

Vital enfatizou ainda pontos como a importância de trabalhar em sintonia com o contador da empresa. “Muitas vezes a Receita sabe mais sobre a nossa empresa do que nós mesmos”, afirmou.

A preparação de orçamentos financeiros é outra questão de sobrevivência. “É preciso fazer orçamentos de no mínimo 24 meses, ter objetivos claros, fazer as coisas com antecedência”, disse.

Nessa linha, foi feito um lembrete importante aos empreendedores: “O que paga o financiamento é o fluxo de caixa, é a sua atividade”, destacou Vital. Daí a necessidade de estar com a operação bem estruturada quando for tomada a decisão de recorrer a um financiamento.

Outra regra de ouro: “Não vão só atrás da taxa de juros, mas do custo efetivo total do empréstimo. Analisem a operação pelo custo total”, recomendou.

Resumindo as suas orientações em três dicas práticas, Vital sugeriu aos empresários que “melhorem a sua comunicação com os gerentes bancários, prestem conta a alguém (seja a um sócio, conselheiro ou investidor), e peçam a chamada portabilidade de cadastro ao banco”. “A portabilidade é o seu cadastro, uma forma de saber como o banco te vê. É uma informação desconhecida até pelos bancos, mas que vai ajudar vocês a negociarem com os bancos de modo geral”, disse.

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O segundo a partir da esquerda, Vital destacou a importância de se comunicar bem com os bancos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Além dos debates realizados durante a manhã no seminário, será oferecida, ao longo do dia, também na sede da Fiesp, uma sala de crédito com a participação de diferentes instituições financeiras. “Numa tarde você consegue falar com cinco bancos, o que é impossível fazer lá fora”.

Para Vital, acima de tudo, é preciso que cada um faça a sua parte. “E realize o que está ao seu alcance”.

Sala de Crédito reúne empresários de micro, pequenas e médias indústrias na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp 

O Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizou, nesta quarta-feira (25/06), mais uma edição da sua Sala de Crédito.

O objetivo do encontro é informar e orientar os empresários sobre as melhores práticas na hora de optar por linhas de financiamento de longo prazo. Além disso, a Sala de Crédito visa facilitar o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias indústrias.

Segundo Flávio Vital, assessor de Projetos de Pequena e Média Indústria do Dempi, a equipe do departamento, durante a realização das salas de crédito, ajuda as empresas a “estabelecerem estratégias para ajudar em seu desenvolvimento, conseguindo falar com os representantes dos bancos presentes de maneira eficaz”.

Empresários na Sala de Crédito organizada pelo Dempi nesta quarta-feira: pelo desenvolvimento das empresas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Empresários na Sala de Crédito organizada pelo Dempi: pelo desenvolvimento das empresas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O empresário Leonardo Martins Lara, de 21 anos, que atua no setor de mineração e cerâmica, foi um dos participantes da iniciativa. “Estamos procurando formas de crédito para a ampliação e implantação de novos empreendimentos”, afirmou Lara.

Ao todo, a Sala de Crédito recebeu representantes de 13 empresas.

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander, e Agência de Fomento Desenvolve SP realizaram atendimento empresarial exclusivo durante todo o dia.

Em 2013, a Fiesp realizou dez Salas de Crédito, totalizando 458 atendimentos.



Na Jovem Pan, Skaf afirma que redução dos juros bancários é positiva, mas ainda insuficiente

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, afirmou na manhã desta quarta-feira (26/09), em entrevista concedida ao Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan, que a atitude do governo para reduzir os juros bancários é positiva, mas o nível de redução ainda é insuficiente.

Segundo a reportagem, Skaf avalia que o governo demorou em pressionar os bancos e as taxas de juros continuam em patamares muito acima do ideal.

“Pelo menos o assunto está em pauta. Finalmente, o governo resolveu reagir em relação a isso. É muito positiva essa posição do governo, mas eu creio que não é suficiente sair dos juros de 12%, 13%, 14% para 6% ou 7%. É melhor, mas continua sendo um absurdo”, afirmou o presidente da federação.

Clique aqui e ouça reportagem na íntegra.

Fiesp/Ciesp: bancos também precisam baixar os juros

Após a redução de 0,75 p.p. na taxa Selic para 9% a.a., anunciada pelo Copom na noite desta quarta-feira (18), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, declarou que a queda nos juros precisa chegar também aos tomadores finais. Skaf lembrou que os ganhos de eficiência e escala, conquistados pelos bancos com o crescimento do mercado de crédito, não se refletiram na oferta de financiamentos mais baratos.

Em janeiro de 2004, o crédito total da economia era equivalente a 24,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e atualmente esse nível está em 48,8%. Além disso, destacou, a redução do Risco Brasil também oferece margem para a queda dos juros. “O Banco Central vem baixando os juros há seis meses. Nesse contexto, os bancos devem baixar a taxa de juros para as pessoas físicas e jurídicas. É preciso estimular o crédito para sustentar o crescimento econômico e a geração de empregos no Brasil”, afirmou Skaf.

Lula afirma que seletividade dos bancos eleva spread bancário

Agência Indusnet Fiesp,

Como conseqüência da paralisação do sistema financeiro internacional afetado pela crise, o aumento da demanda por crédito no mercado interno – impulsionado por empresas que antes recorriam a instituições no exterior para financiar suas operações – faz os bancos brasileiros tornarem ainda mais rigorosos os critérios para conceder empréstimo e eleva o custo dos recursos disponíveis.

A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta segunda-feira (2) esteve na sede da Fiesp/Ciesp, onde se encontrou com o primeiro-ministro dos Países Baixos, Jan Peter Balkenende.

“Pelo fato de 30% do crédito de fora [grande empresas tomadoras de empréstimo, como a Petrobras] ter vindo buscar solução no mercado interno, estamos hoje com um processo de maior seletividade dos bancos brasileiros. O spread bancário ficou muito mais caro e muito mais seletivo”, avaliou Lula.

Ele reconheceu que o aumento da diferença entre o valor emprestado e os juros cobrados (spread) “é um problema que temos que resolver”. “Somente o crédito é capaz de reativar a pequena e média empresa brasileira, permitir o acesso a capital de giro, manter a agricultura com a qualidade produtiva dos últimos anos e, ao mesmo tempo, manter as grandes indústrias produzindo, sobretudo a do setor automobilístico”, acrescentou.

Segurança
O Presidente considerou que o País “não está livre da crise” e que “a diferença é que, enquanto alguns países entrarão em recessão, o Brasil sofrerá desaceleração do crescimento”.

Lula destacou as ações do governo federal para minimizar os efeitos da diminuição da oferta de dinheiro por bancos privados. “Tentamos resolver a falta de crédito colocando US$ 36 bilhões de nossas reservas à disposição das empresas e também das que tinham contas em dólar para pagar”, frisou.

Em sua opinião, a solidez do sistema bancário nacional e a forte presença de bancos públicos colocam o Brasil em posição de destaque ante a turbulência financeira global.

“Temos a solidez de um sistema financeiro calçado em bancos públicos. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], o Banco do Brasil e a Caixa [Econômica Federal] representam quase 50% de todo o crédito do País. Isso representa uma segurança que nos permite olhar para o resto do mundo e dizer que aqui estamos mais seguros”, analisou.