Spread Bancário: Evolução de seus Componentes e Agenda do Banco Central

O Brasil possui a mais alta taxa de spread bancário do mundo. Este trabalho mostra que, em 2015, o spread médio brasileiro foi de 31,3 p.p., enquanto o spread médio de países comparáveis foi de 1,9 p.p.

Ou seja, o spread brasileiro foi 16,4 vezes maior. A inadimplência, que geralmente é apontada como causa do spread também não justifica essa diferença: a Itália, por exemplo, possui inadimplência 3 vezes maior que o Brasil e spread 8 vezes menor.

Além da inadimplência, outros componentes do spread como tributos e custos administrativos são analisados e, por fim, a agenda do Banco Central para redução do spread é avaliada.

Skaf comenta redução nos juros do cartão: ‘É melhor, mas continua sendo um absurdo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf: 'Vai reduzir um absurdo para um absurdo pouco menor'

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, comentou na manhã desta terça-feira (25/09) a movimentação de bancos privados para baixar as taxas de juros dos cartões de crédito, depois de declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que os juros são fator de alto endividamento dos brasileiros.

“Vai reduzir um absurdo para um absurdo pouco menor”, disse Skaf. “Eu sempre me perguntei como é que o governo permitia isso com inflação de 4,5% a 5% ao ano. Finalmente, o governo resolveu reagir. É muito positiva a posição do governo, mas eu considero ainda insuficiente. Seis ou sete por cento ao mês é melhor que catorze, mas continua sendo um absurdo”, completou o presidente da Fiesp e do Ciesp.

Na segunda-feira (24/09), o Bradesco anunciou uma redução de 54% (de 14,9% para 6,9%) na taxa de juros máxima do crédito rotativo para as bandeiras Visa, American Express, ELO e Mastercard. Já a taxa para parcelamentos caiu de 8,9% para 4,9%, na máxima.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, outros bancos, como o HSBC e Santander, estudam a adoção de medidas semelhantes.

Já os bancos estatais, Banco do Brasil e Caixa, cortaram este mês a taxa do rotativo, em até 79% e entre 10% e 40%, respectivamente. Também em setembro, o Itaú lançou um cartão com juro de 5,99% ao mês, com base de cálculo feito a partir de data de cada compra, e não do vencimento da fatura, em situações como atraso ou parcelamento.