Representante do BNDES apresenta papel do banco como financiador de projetos

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na atividade empreendedora. Este foi o tema da palestra apresentada por Fernando Richie, representante do banco estatal, na programação da tarde desta quinta-feira (08/05) do Acelera Startup, evento realizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Rieche destacoua importância do BNDES como incentivador do desenvolvimento das empresas. “O banco realiza a maior parte de suas operações voltadas para as micro, pequenas e médias empresas”, ressaltou.

Além das ações do banco estatal na área de investimentos privados, também foi apresentado ao público o foco da instituição em empreendedorismo, inovação e investimentos a longo prazo.

De acordo com Rieche, o BNDES apoia a inovação por meio de participação acionária em todos os estágios. “Buscamos fomentar a economia e apoiar as empresas de diferentes formas”, disse o palestrante, falando na sequência de operações de capital semente, venture capital e private equity. “Nosso objetivo é melhorar as empresas, para assim reduzir as lacunas de mercado.”

O representante do BNDES também falou das ações do banco na área de responsabilidade social. “Um retorno satisfatório não é só financeiro, mas é também aquele se preocupa com a sociedade”, finalizou.

Superintendente do BNDES apresenta ações do banco na área de meio ambiente

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Sergio Weguelin. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para apresentar um panorama da atuação ambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Sérgio Weguelin, superintendente da área de meio ambiente da instituição, participou do seminário “Políticas Ambientais do Sistema Financeiro e os impactos para o setor produtivo”, realizado nesta quinta-feira (06/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O executivo destacou a necessidade de criar políticas públicas com base ambiental para garantir resultados significativos para o futuro, já que a tecnologia e as formas de consumo demandam a construção de uma nova economia.

“As equipes do banco estão mudando a forma como encaram as análises. Há outros fatores, além de risco e retorno, que são consideradas agora. O BNDES sempre trabalhou no “triple bottom line” da sustentabilidade: social, ambiental e financeiro. Mas também está olhando para questões como integração territorial e inovação.”

Weguelin apresentou a estrutura da área ambiental do BNDES, que inclui um departamento de politica e estudos em meio ambiente, que tem como objetivo reunir conhecimentos profundos em setores e meios específicos.

O departamento produziu 26 guias estabelecendo as melhores práticas socioambientais em diversas áreas da produção. Com isso, o BNDES pretende obter uma radiografia dos setores e ser o maior banco de dados de informações socioambientais com foco em planejamento de políticas.

“Um dos guias é sobre cana-de-açúcar. Por meio dos estudos, podemos saber, por exemplo, para produzir uma tonelada de cana em São Paulo, é preciso três metros cúbicos de água. Com essa informação, o banco pode dizer que não vai financiar nenhum projeto que use mais do que isso de água para produzir a mesma quantidade de cana”, explicou Weguelin.

“Também podemos estabelecer políticas de autoregulação que permitam diminuir os três metros para 2,5, com possibilidade de criar linhas de crédito para isso”, acrescentou.

Instrumentos ‘verdes’

Outra área de atuação do banco é o desenvolvimento de instrumentos financeiros “verdes”, além da indução de investimentos em projetos ambientais. “Ao mesmo tempo, tentamos atrair e também empurrar as empresas na direção de melhores práticas ambientais, trazendo crédito e criando condições favoráveis.”

Além de operações diretas em ativos florestais, energia renovável, biotecnologia, saneamento e resíduos sólidos, o BNDES trabalha também em fundos de “private equity” com foco ambiental, em inovação, florestas, atividades produtivas na Amazônia e carbono.

Ainda nos investimentos verdes, o BNDES mantém fundos de renda fixa e produtos e títulos verdes.

O superintendente falou ainda sobre o Fundo Amazônia, que busca arrecadar recursos para promover o desenvolvimento sustentável da região e catalisar o processo de transformação da Amazônia em uma nova economia.

“O fundo já tem 39 projetos, em diversas vertentes. Para dar um exemplo, temos o fundo Caiapó, o primeiro de ‘private equity’ indígena do mundo. Os índios recebem recursos do banco, que são aplicados por eles para gestão do território”, contou Weguelin, destacando que afirmou que a Noruega já doou US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia.