“Custo do crédito para o tomador final continua alto”, afirma Roriz

Agência Indusnet Fiesp

O Banco Central decidiu, na reunião desta quarta-feira (20/6), manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, seu menor nível histórico.

No entanto, o custo do crédito para o tomador final, representado pelas empresas e pessoas físicas, continua bastante alto, respondendo muito pouco à redução dos juros básicos e dificultando a retomada do crescimento econômico.

O Banco Central é peça-chave na solução deste problema. Ele deve incentivar a concorrência bancária com a rápida adoção do cadastro positivo, com incentivos às empresas que usam a internet para concessão de crédito – as chamadas fintechs – e com a atração de novos bancos para operar no país.

José Ricardo Roriz Coelho

Presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.

Banco Central joga contra o Brasil ao manter Selic em 6,5%

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (16 de maio) a manutenção em 6,5% ao ano da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

Em outubro de 2016 a Selic era de 14,25%, e caiu para o valor atual após 12 cortes. Só que no mesmo período foi muito menos expressiva a queda dos juros para empréstimos.

A manutenção da Selic retardará ainda mais a redução do custo do crédito. Corremos o risco de ver morrer a retomada da economia, num momento em que o Brasil tenta sair de sua pior crise. O crescimento ainda é muito frágil – e só vai ganhar força se ficarem em nível razoável os juros para quem quer investir e consumir.

Crédito caro joga contra o país. Chega de engolir o sapo dos juros mais altos do mundo!

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Sem ação do BC, crédito continua caro, apesar da queda da Selic

Nesta quarta-feira (21 de março), o Banco Central anunciou nova redução da taxa básica de juros, a Selic, que passou a ser de 6,5% ao ano.

Desde outubro de 2016, a Selic caiu 7,75 pontos percentuais, variando de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano. O Brasil deixou de ser o campeão dos juros primários, mas isso não adianta muito para as empresas e as pessoas. Quem precisa de crédito continua a pagar juros absurdos.

No cheque especial, a taxa é de 323% ao ano, e no cartão de crédito, 334%. Isso cria dívidas impagáveis. Quem depositou dez anos atrás R$ 100 na caderneta teria hoje R$ 198,03, enquanto uma dívida no cheque especial de R$ 100 também contraída dez anos atrás representaria hoje R$ 4.394.136,97. Mais de quatro milhões de reais!

Ninguém aguenta mais o peso dos juros. O Banco Central tem que agir para derrubar as taxas e reduzir o custo do crédito no Brasil. Chega de engolir o sapo dos juros mais altos do mundo!!!

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

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Skaf: Selic precisa cair mais, e é fundamental reduzir os spreads bancários

Agência Indusnet Fiesp

O Banco Central definiu nesta quarta-feira (12/4) o novo valor da Selic em 11,25% ao ano, queda de 1 ponto percentual.

“O Banco Central está fazendo seu papel ao aumentar o corte dos juros. No entanto, o Brasil tem pressa e há espaço para recuos ainda maiores da Selic”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A taxa Selic vem caindo, mas os juros para o tomador final vêm aumentando. O Brasil não pode mais esperar, precisamos retomar o crescimento econômico e gerar empregos. Para isso a redução dos spreads bancários e o destravamento do crédito são fundamentais”, diz Skaf.

Em reunião na Fiesp, líderes empresariais anunciam reação contra juros altos

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Reunidos nesta quarta-feira (7/12) na Fiesp, líderes de mais de 100 entidades da indústria, do comércio, dos serviços e do agronegócio decidiram reagir contra os juros altos. Em entrevista coletiva após a reunião, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, explicou que todos os presentes têm a mesma preocupação com a recuperação do crescimento econômico, frente aos quase 13 milhões de desempregados no país. A retomada, disse, é capaz de aumentar a arrecadação pelo governo e de dar fôlego para as empresas.

“Para isso acontecer a primeira coisa é a redução dos juros, tanto da Selic quanto do cartão de crédito e do cheque especial”, disse Skaf. “O Banco Central está errado em manter a taxa Selic neste nível absurdo”, afirmou.

Se o BC tivesse responsabilidade pelo emprego, disse o presidente da Fiesp e do Ciesp, não falaria em necessidade de derrubar a inflação. Com a inflação rumando para 5%, a taxa Selic a 14% é muito alta, explicou.

A taxa de juros está altíssima, lembrou Skaf, num momento em que no mundo elas estão negativas. “Vamos dialogar com os trabalhadores, e vai haver uma reação muito séria contra os juros altos”, afirmou.

>> Skaf fala sobre combate aos juros

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Reunião de líderes empresariais na Fiesp em que foi decidida reação contra os juros altos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf: Banco Central sabota a retomada do crescimento

O Copom definiu hoje a taxa Selic em 13,75% ao ano, segunda queda consecutiva de apenas 0,25 ponto percentual.

Trata-se de uma decisão incompreensível se levarmos em conta os dados mais recentes de nossa economia. O PIB brasileiro já acumula queda de 7% em relação a 2014. Hoje pela manhã, o IBGE divulgou o PIB do terceiro trimestre, mostrando queda de 0,8%, frente à redução de 0,4% no trimestre anterior. Ou seja, fica claro que a retração econômica se aprofundou no terceiro trimestre.

No caso da indústria, o INA de outubro (-0,9%) e o Sensor de novembro (49,1 pontos), divulgados ontem pela Fiesp, mostram, lamentavelmente, que a indústria segue em retração no quarto trimestre.

“É muita recessão para um corte pífio de Selic. Não há dúvida de que são necessários cortes mais agressivos da taxa de juros. Ao optar por cortes de 0,25 pp, o Banco Central sabota a retomada de crescimento da economia, condenando-a à estagnação para os próximos anos e produzindo a ampliação no número de desempregados, que já passa de 12 milhões” afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf: Faltou coragem ao BC para um corte maior na Selic

Nesta quarta-feira (19/10) o Copom definiu o novo valor da taxa de juros Selic: 14% ao ano.

“Redução dos juros é sempre bem-vinda, mas a timidez do corte de 0,25 ponto percentual mostra que faltou coragem ao Banco Central para um corte maior da taxa de juros”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Em janeiro de 2016 a inflação anual era de quase 11%, e a Selic era de 14,25% ao ano, ou seja, tínhamos uma taxa de juros real de 3,85% ao ano. A expectativa para os próximos 12 meses é de inflação de 5%, o que eleva a taxa de juros real para 9% ao ano.

“O Banco Central do Brasil não se preocupa com os 12 milhões de desempregados. Isso é lamentável!”, concluiu Skaf.

Skaf: Manutenção da Selic mostra que o BC não acredita na velocidade das reformas

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, criticou a decisão tomada pelo Banco Central nesta quarta-feira (20/7) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.

“Parece que o BC não acredita que os ajustes da economia serão mais “céleres” do que o esperado pelo mercado”, afirma. “O efeito dessa decisão será aumentar ainda mais a capacidade ociosa e o desemprego.”

A taxa de juros real no Brasil é a maior do mundo, quase três vezes maior que a segunda colocada, que é a Rússia.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

‘BC erra e cria impedimento à retomada do crescimento’, diz Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

Nesta terça-feira, 28/6, o Banco Central do Brasil divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, no qual  afirma: “Dessa forma, o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias”, deixando clara a intenção de manter a taxa de juros nos atuais 14,25% por mais tempo. Um erro, na opinião da Fiesp.

A inflação de 2015 foi de 10,7%. Este ano, projeta-se algo próximo a 7,3% e 5,5% para 2017. Fica claro que a inflação está caminhando para a meta e que a demora do Banco Central em iniciar um ciclo de redução da taxa Selic é uma decisão equivocada.

“Temos de lembrar que o PIB caiu 3,8% em 2015 e que, neste ano, sofrerá nova queda de mais de 3%. O Brasil precisa retomar rapidamente a rota do crescimento econômico. Já temos mais de 11 milhões de desempregados. Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o BC erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Projeto sobre concorrência no sistema financeiro prevê informações compartilhadas pelo Banco Central e Cade

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

No encontro sobre Concorrência no Sistema Financeiro, nesta segunda-feira, 9, na sede da Fiesp e do Ciesp, foram avaliadas as propostas legislativas a respeito da aplicação das regras de direito antitruste aos bancos.

Para Celso Campilongo, coordenador do Grupo de Estudos de Direito Concorrencial da Fiesp/Ciesp, que organizou o debate, trata-se de tema importante e sensível à competitividade e eficiência da indústria brasileira. Ruy Coutinho, também coordenador do mesmo grupo, frisou a assimetria existente entre o Banco Central (Bacen) e o Cade quanto à competência para julgar as fusões das instituições financeiras.

Pelo projeto PLS 350/2015, de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), as operações serão notificadas aos dois órgãos, instituindo o compartilhamento das duas entidades.

Esse projeto, que permanece em análise na Comissão Econômica do Senado, altera a Lei nº 4.595/1964, e a Lei nº 12.529/2011, para definir, como competência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a defesa da concorrência no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Anastasia solicitou estudo sobre os diferentes modelos institucionais existentes e as experiências concretas de outros países.

Para o parlamentar, diante das atuais controvérsias, é inegável a necessidade de aperfeiçoamento do ordenamento jurídico a fim de garantir a segurança jurídica, pois isso prejudica a transparência da intervenção estatal no setor e diminui a previsibilidade de potenciais investidores.

Coutinho contrapôs que a segurança jurídica traz segurança ao mercado e Campilongo observou que os bancos têm importância crucial para o desenvolvimento nacional.

“O que está em jogo é uma mudança cultural”, pontuou Jean-Paul Veiga da Rocha, docente da Universidade de São Paulo (USP), que defendeu a revisão dos cânones e a restrição dos grandes bancos quando ocorre risco sistêmico.

Favorável ao projeto apresentado, Victor Rufino, procurador-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acredita que o Projeto soluciona um dilema pendente há anos, além de enfatizar que hoje o sistema financeiro está muito mais concentrado do que há 15 anos.

“O projeto traz esperança e avança quanto à concorrência no sistema financeiro”, pontuou Gesner Oliveira, economista e ex-presidente do Cade). Ele observou que não há relação linear entre Cade, atendendo ao aspecto concorrencial, e o Bacen, pelo lado prudencial.

“O risco sistêmico é sério e competência do Banco Central, sim”, afirmou Jairo Saddi, presidente do Conselho do Insper Direito, e citou o caso emblemático do Lehman Brothers, cuja ausência de instrumentos legais propiciou crise de grandes proporções. “O Bacen não deve abrir mão. Os bancos têm práticas anti-concorrenciais. Nas condutas e casos de fusão, o Cade pode ter, sim, uma participação complementar”, disse. Por fim, o especialista alertou que “o sistema financeiro deve parar de depender tanto do Estado. O sistema é viciado em Selic e é perverso porque tem o Estado, que é o melhor risco, com a maior taxa de juros” e isso precisa ser repensado. Ele explicou que os juros são altos em função da dívida pública elevada, da discussão do ajuste fiscal e pelo fato de o Brasil ser o paraíso da insegurança jurídica.

Saddi lembrou que há 128 bancos no Brasil e que o sistema financeiro representa 45% do PIB, índice inferior em comparação a países com igual renda. “Houve crescimento nos últimos anos, mas foi por conta do crédito imobiliário basicamente e, destes 45%, cerca de 70% são estatais, como grande tomador de recursos financeiros. O sistema precisa de mais concorrência, e o Brasil precisa muito de crédito em um cenário mundial com imensas dificuldades”, concluiu. Segundo informou, “o assunto é muito sério”, pois a crise bancária, nos últimos 10 anos, custou ao Brasil R$ 570 bilhões, ou seja, quase 10% do PIB.

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Mesa de debate do Grupo de Estudos de Direito Concorrencial da Fiesp/Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Brasil tem pressa e as reformas não podem esperar, afirma Benjamin Steinbruch

Agência Indusnet Fiesp

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Terminado o segundo turno, que culminou com a reeleição da presidente Dilma Rosseff, Não cabem revanchismos nem de eleitos nem de não eleitos, de acordo com o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch. “A obrigação de todos é respeitar a decisão popular, trabalhar e torcer pelo Brasil, que, mais do que nunca, tem pressa –as reformas não podem esperar”, afirma ele em artigo no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (04/11).

De acordo com Steinbruch, a presidente deveria propor, “o mais rápido possível, uma reforma fiscal, cujo principal objetivo seria reduzir a carga tributária e agregar competitividade à economia.”

“Claro que cortes de gastos públicos serão necessários, mas nunca poderão atingir investimentos e a área social –os alvos devem ser despesas correntes da pesada estrutura governamental”, ressalva.

Segundo ele, o alívio fiscal tornaria ainda mais viável a redução das taxas de juros sem provocar mais inflação. “De surpresa e na contramão dos movimentos em outros países, o Banco Central elevou a taxa de juros para 11,25% ao ano na semana passada. Não há economia que consiga ser competitiva com essa taxa, enquanto o resto do mundo opera com juros negativos”, comenta Steinbruch.

Steinbruch diz que o corte dos juros ajudaria a manter o câmbio em um patamar que dê apoio aos exportadores. “O câmbio é um dos fatores responsáveis pelo encolhimento da indústria nacional nas últimas décadas e pela perda de espaço nas exportações.”

Ele diz ainda que o desenvolvimento da indústria nacional precisa ser reorientado. “Para a criação de uma estrutura produtiva mais avançada tecnologicamente e integrada nas cadeias globais.”

‘Temos que ter consciência do nosso potencial’, afirma diretor do Banco Central

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para avaliar as expectativas do ambiente macroeconômico global em um contexto de redução do PIB mundial, o diretor de assuntos internacionais e de gestão de riscos corporativos do Banco Central (Bacen), Luiz Awazu Pereira da Silva, foi um dos palestrantes do Seminário da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), nesta sexta-feira (22/08).

O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a palestra teve a mediação de Octavio de Barros, economista chefe do Bradesco/Câmara de Comércio Brasil França (CCFB)/Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).

Segundo Awazu, sua proposta é apresentar uma visão realista da questão, sem excesso de euforia, mas também sem pessimismo. “O Brasil é um país extremamente maduro, do ponto de vista institucional. Sabemos encarar nossos desafios sem desanimar e podemos também valorizar alguns dos nossos êxitos sem cair na complacência”, afirmou.

O diretor do Bacen traçou um panorama da economia global, além de uma análise mais específica em relação aos países emergentes. “Sabemos que a economia global está em situação de recuperação apenas gradual e assincrônica entre os três grandes do mundo: Estados Unidos, a zona do euro e o Japão, com os Estados Unidos um pouco na frente”, avaliou.

Awazu: desaceleração das perspectivas de crescimento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Awazu: desaceleração das perspectivas de crescimento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


“Do lado dos países emergentes, podemos dizer que a situação mais dramática prevista, o perfect storm, não aconteceu. Mas houve uma desaceleração das perspectivas de crescimento em muitos desses países.”

Centro regional

Sobre o Brasil, Awazu considera que o país tem potencial para servir de centro regional de produção e ser um grande receptor de investimento estrangeiro direto. “Em um quadro complexo para a economia global e para os países emergentes, o Brasil tem atuado com pragmatismo. Temos que ter consciência do nosso potencial em termos de produtividade e crescimento, porque temos coisas factíveis de serem implementadas que podem nos trazer um crescimento mais robusto”, afirmou.

Lembrando a capa da revista The Economist que mostrava o Cristo Redentor decolando como um foguete, o economista reforça que havia um excesso de euforia e iria haver altos e baixos com a relação do Brasil com mercados financeiros, mas que o país foi prudente.

Para comprovar isso, o diretor do Bacen citou a manutenção da taxa de câmbio, a adoção de medidas preventivas, a manutenção de níveis sólidos de capital, além das medidas de política monetária adotadas para controlar pressões inflacionárias e implementação do, bem sucedido, programa de leilões cambiais.

“Temos um quadro econômico global ainda complexo, mas de recuperação gradual. Precisamos estar atentos às oportunidades, mas sem ficar refém dos dados de alta frequência, de curto prazo, que vão criar volatibilidade e excesso de pessimismo ou euforia”, alerta.

Segundo ele, o Brasil sofreu com a crise, mas soube reagir. “Mantivemos nossa estabilidade macrofinanceira, continuamos recebendo investimentos diretos, temos uma estratégia clara de desenvolvimento de aumento de produtividade, com investimento em infraestrutura e capital humano”, disse.

“Precisamos reconhecer que temos desafios como todos os países, mas estamos, em muitos aspectos, como concessão, infraestrutura, investimento, programa de educação. E isso com a determinação de manter a nossa estabilidade social, institucional e, obviamente, macroeconômica.”

Steinbruch: ‘Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento’

Nota oficial

O Comitê de Política Monetária  (Copom) do Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira (16/07) a manutenção da taxa básica de juros, a taxa Selic, em 11% a.a.

Para Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a manutenção da taxa Selic nesse patamar mantém o risco da economia brasileira, que ingressa na recessão.

Um amplo conjunto de indicadores mostra que a atividade está fraca na maioria dos setores. A produção industrial no segundo trimestre será, muito provavelmente, o quarto trimestre consecutivo de queda, configurando um quadro recessivo na indústria de transformação. Nos demais setores, como o de comércio e serviços, indicadores mostram que o pessimismo e a morna atividade prevalecem.

“A confiança do empresariado não é uma simples questão de humor. Sua base é formada no crescimento das vendas, capacidade de produção, desempenho do mercado. Quando a demanda enfraquece e não se vê possibilidade de reversão no curto prazo, a confiança diminui e o investimento se retrai”, afirma Steinbruch.

“É preciso reduzir a taxa de juros para estimular a demanda da economia, os investimentos produtivos e recolocar o país na rota do otimismo. O Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento, crie rendas e gere empregos”, conclui o presidente da Fiesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

>> Ciesp: manutenção da Selic em 11% a.a. enfraquece a economia e derruba ainda mais a produtividade 

Fiesp: ‘Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los’

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça (28/05) a manutenção da taxa Selic em 11% a.a, decidindo pela estabilidade após acumular alta de 3,75 p.p desde abril de 2013.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), a manutenção da taxa Selic neste patamar será prejudicial à retomada das atividades. Indústria, comércio e serviços já sentem a redução do volume de vendas, e nem a proximidade do início da Copa traz reversão deste processo.

“A manutenção da taxa de juros em patamar tão elevado diante de uma economia em desaceleração e um crescimento anêmico mostra como a política monetária está descolada da realidade do Brasil. Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los, de forma urgente e decidida para que o país volte a crescer num ritmo vigoroso e sustentável, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A inflação já dá sinais de recuo. E a política econômica deve buscar o investimento, a produtividade e a manutenção de empregos. E esse juro é contra esses objetivos”, concluiu  Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Nota oficial Fiesp/Ciesp: a atividade econômica está esfriando

Nesta quarta-feira (26/02) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu novo aumento para a taxa Selic, desta vez de 0,25pp. O novo valor da taxa Selic passa a ser de 10,75 % a.a.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), não existem fatores que justifiquem mais uma alta dos juros. “A atividade econômica está esfriando e, pelo visto, teremos mais um ano de crescimento abaixo da média mundial. Este novo aumento dos juros, embora menor que os anteriores, dificulta ainda mais a retomada”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Estes meros 0,25pp, que a princípio parecem inofensivos, implicarão em gastos adicionais de juros de mais de R$ 5 bilhões de reais por ano, valor suficiente para construir 500 escolas e 100 hospitais.”

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Benjamin Steinbruch comenta diferenças nas decisões dos Bancos Centrais do Brasil e dos EUA

Agência Indusnet Fiesp

Em “Assim será”, artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (22/10), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz uma previsão: as taxas de juros no Brasil – que estavam em outubro do ano passado em 7,5% a.a e, a partir do último abril, chegaram a 9,5% a.a – devem chegar a dois dígitos até o fim deste ano. “Assim espera o mercado e assim deverá ser”, completa.

Steinbruch avalia que, com uma opção conservadora e ortodoxa, o Banco Central brasileiro está conduzindo o Brasil a um caminho desconfortável. “Aos poucos o país vai retomando a incômoda posição que ocupou durante muitos anos, de campeão mundial dos juros altos”, afirma.  Ele relembrou ainda que, com a taxa básica de 9,5% ao ano, o Brasil já tem o maior juro real (descontada a inflação prevista em 12 meses) do mundo, de 3,5%, à frente do Chile, com 3,2%, e da China, com 3%. “Em termos nominais, fica em terceiro lugar, atrás da Venezuela, com 15,5%, e da Argentina, com 12%”, diz.

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O vice-presidente da Fiesp faz um comparativo entre as decisões tomadas pelas autoridades econômicas norte-americanas e brasileiras. “Nos EUA, ao contrário do que ocorre no Brasil, o BC tem a dupla missão de garantir a estabilidade de preços e de promover o crescimento econômico e do emprego. Aqui, a prioridade da autoridade monetária diz respeito à inflação”.

Ele comenta ainda que, em qualquer país, é comum usar as políticas disponíveis em favor do crescimento e do emprego. Por outro lado, os mercados financeiros, apesar de gostarem de crescimento, adoram, antes de tudo, dinheiro caro, juros altos.

Leia o artigo na íntegra, no site do Jornal Folha de São Paulo.

Nota oficial: aumento da taxa de juros prejudica a retomada da atividade, diz Paulo Skaf

Nota oficial

Em sua reunião desta quarta-feira (09/10) o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu o novo valor da taxa Selic em 9,5% aa, aumento de 0,5pp.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Banco Central continua errando ao aumentar a taxa de juros, pois a inflação está dentro do intervalo da meta e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) aponta um resultado negativo neste terceiro trimestre.

Além disso, após anos de valorização cambial retirando a competitividade do produto brasileiro, conseguimos alcançar uma taxa de câmbio que afeta menos a produção nacional.

“Este novo aumento da taxa de juros vem prejudicar o momento propício à retomada da atividade. O estímulo à produção nacional dado pela desvalorização cambial será anulado pelo aumento da taxa de juros. É hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões, para voltarmos a crescer”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) 

Copom eleva taxa Selic para 9% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (28/08), a decisão de elevar a taxa Selic para 9% a.a., sem viés. Foram oito votos favoráveis à elevação, em decisão unânime. É a quarta reunião seguida do Copom em que é adotada a decisão de elevar a taxa básica de juros.

De acordo com nota divulgada pelo Banco Central sobre o assunto, o Copom “avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.

Votaram pela elevação da taxa Selic para 9% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Nota oficial: ‘Com o aumento da Selic a 8,5%, expectativa de crescimento do PIB pode ficar abaixo de 2%’, comentam Fiesp e Ciesp

Nota Oficial 

O Copom anunciou hoje (10/07) novo aumento de 0,5pp para a Selic. Com isso, a taxa básica de juros da economia passa a ser de 8,50% ao ano.

Para a Fiesp e o Ciesp, a medida levará a uma nova revisão para baixo nas expectativas de crescimento do PIB em 2013, que pode ficar abaixo de 2%.

“Os governos precisam aumentar a eficiência da máquina, e serem capazes de fazer mais pelas pessoas”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.


Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
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Leia nota oficial da Fiesp e do Ciesp sobre alta da taxa Selic

Nota oficial

Para a Fiesp e o Ciesp, o aumento de 0,5% p.p  na Selic, anunciado hoje (29/05), reduzirá ainda mais a capacidade de crescimento do Brasil.

“Nossa previsão para este ano era de um crescimento de apenas 2,5%. Após o anúncio do PIB pífio de 0,6% no primeiro trimestre, acreditamos que a expansão da economia brasileira em 2013 será mais próxima de 2%. É preciso quebrar paradigmas, o Brasil precisa de um choque de competitividade,  investimento e produção, e não da mesmice do aumento de juros”, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

“Não é hora para aumento de taxa de juros”, resumiu.

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