Balança comercial paulista tem superávit de US$ 3,2 bi de janeiro a setembro

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A balança comercial paulista acumulou um superávit de US$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. No período, as exportações do Estado avançaram 11,1%, para US$ 43,9 bilhões, enquanto as importações cresceram 5,3%, para US$ 40,7 bilhões, em comparação com os mesmos meses de 2016. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp sobre o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A diretoria regional de São Paulo foi a principal exportadora do Estado, com destaque para a venda de açúcar e grãos. Os embarques totais desta regional somaram US$ 6,2 bilhões de janeiro a setembro, retração de 6,4% na comparação interanual. Do lado das importações, a pauta da regional de São Paulo foi encabeçada por combustíveis, máquinas e materiais elétricos, somando US$ 7,6 bilhões, número 8,9% maior que igual período de 2016.

Na segunda posição no ranking de principais exportadores do Estado, a diretoria regional de São José dos Campos se destaca pelo crescimento das exportações no período analisado, da ordem de 31,0%, com relação a 2016. Na contramão, as importações desta diretoria regional recuaram 42,1% na mesma base de comparação, o que resultou no maior saldo comercial dentre todas as regionais do Estado: US$ 4,3 bilhões, com crescimento de 191% sobre o saldo apurado em igual período do ano anterior.

Foram destaque também as diretorias regionais de São Bernardo do Campo, quarta maior exportadora do Estado, com crescimento expressivo tanto das exportações quanto das importações (25,8 e 23,3%, respectivamente), como reflexo da retomada do setor automobilístico, e de Campinas, que apresentou a segunda maior corrente de comércio dentre as regiões analisadas pela Fiesp, sobretudo em virtude do aumento de 33,3%, das importações de máquinas e aparelhos elétricos, sempre em comparação com o mesmo período de 2016.

Na opinião do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, os resultados da balança comercial paulista nos primeiros nove meses do ano refletem o bom desempenho do setor exportador como um todo, tanto de produtos básicos como de manufaturados. O crescimento das importações, sobretudo de bens de capital e de insumos, também é um indicador positivo, de retomada gradual da atividade econômica no Estado e, consequentemente, de todo o Brasil.

De janeiro a setembro de 2017, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 53,3 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Trata-se de um saldo recorde, superior inclusive ao número total registrado no ano de 2016. Foram US$ 164,6 bilhões em exportações e US$ 111,3 bilhões em importações, aumentos de 18,1% e 7,9%, respectivamente, na comparação interanual.

Balança comercial de SP registra superávit de US$ 2,9 bi no 1º semestre

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp
Nos primeiros seis meses deste ano, a balança comercial do Estado de São Paulo teve um superávit de US$ 2,9 bilhões. Houve crescimento de 11,8% das exportações, para US$ 28,7 bilhões, e alta de 4% das importações, para US$ 25,8 bilhões, ambos em relação ao primeiro semestre de 2016. A análise é do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp sobre o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

No mesmo período, a balança comercial do país registrou superávit de US$ 36,2 bilhões, crescimento significativo na comparação com os US$ 23,7 bilhões registrados no primeiro semestre de 2016, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A venda de produtos brasileiros no mercado internacional foi responsável pela entrada de US$ 107,7 bilhões no período, uma expansão de 19,3% também na comparação anual. Já as importações acumularam US$ 71,5 bilhões, uma alta de 7,3% contra o primeiro semestre do ano passado.

Segundo o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o aumento das exportações refletiu a existência de um Plano Nacional de Exportações (PNE), que há dois anos integra ações estratégicas como o Reintegra, os mecanismos de financiamento às exportações e as atividades da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Ele afirmou que pela primeira vez em algum tempo a taxa de câmbio apresenta previsibilidade, mesmo que siga apreciada em relação a outras moedas. “A conjunção destes dois fatores resultou no aumento das exportações de diversos setores da indústria da transformação”, completou. Além disso, a safra recorde na agricultura também é um fator importante para o resultado positivo.

Líder do Estado em volume de exportações, o município de São José dos Campos acumulou US$ 4,3 bilhões de janeiro a junho, um avanço de 48% contra os US$ 2,9 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A região foi destaque na venda de combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais (49% da pauta exportadora), além de aeronaves e aparelhos espaciais e suas partes (39,2%). Na outra ponta, as importações da diretoria regional de São José dos Campos representaram US$ 1,2 bilhão, um recuo de 45,9% contra os primeiros meses de 2016. Este ano, a cidade ficou com a 7ª colocação em volume importado pelo Estado.

Na segunda posição do ranking de exportações, a capital paulista somou US$ 3,9 bilhões, valor 10% menor que os US$ 4,3 bilhões vistos em 2016. A pauta de São Paulo foi puxada pelos açúcares e produtos de confeitaria (32,1% do total vendido). Na pauta importadora, a diretoria regional ficou com o primeiro lugar do Estado, com um aumento de 11,2% das compras no exterior, principalmente no setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, para US$ 4,9 bilhões.

Finalmente, Santos ficou com o terceiro lugar em exportações no primeiro semestre, com US$ 2,4 bilhões, 18,9% mais do que os US$ 2 bilhões exportados nos mesmos meses do ano anterior. As vendas de destaque do município foram os açúcares e produtos de confeitaria (36,5%). Sobre as importações, a diretoria regional totalizou US$ 541,2 milhões, um aumento de 50,2% sobre os US$ 360,3 milhões importados no primeiro semestre de 2016, sob pressão dos combustíveis (68,7% da pauta). Ainda assim, Santos conquistou o segundo maior superávit da balança comercial de janeiro a junho deste ano, com US$ 1,9 bilhão, 12,1% superior ao superávit do mesmo período do ano passado.

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Balança comercial paulista registra superávit de US$ 407,4 milhões no 1º tri

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

De janeiro a março deste ano, a balança comercial do Estado de São Paulo registrou um superávit US$ 407,4 milhões. No período, as exportações somaram US$ 13,2 bilhões, um avanço de 9,4% na comparação com os mesmos meses de 2016. Já as importações do trimestre registraram US$ 12,8 bilhões, um crescimento de 5,4% ante o ano anterior. Os dados municipais foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na análise de cada uma das 39 diretorias regionais (DR) do Ciesp realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, São José dos Campos ficou em primeiro lugar no Estado em volume de exportações, que foram puxadas pelas rubricas de combustíveis minerais, aeronaves e aparelhos espaciais e também veículos automóveis. Foram US$ 2 bilhões entre janeiro e março de 2017, um aumento de 54,9% ante US$ 1,3 bilhão exportados em 2016. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 697,6 milhões, 34,5% menos do que no primeiro trimestre de 2016.

Na segunda posição do levantamento, a região de São Paulo alcançou US$ 1,8 bilhão em exportações no acumulado de janeiro a março de 2017, cifra 10,4% menor que o acumulado no mesmo período de 2016, US$ 2 bilhões. Os principais produtos da pauta foram os açúcares e produtos de confeitaria (32,4% do total vendido).

Além disso, a região ficou com o primeiro lugar em volume de importações, com US$ 2,4 bilhões, um crescimento de 9,7% em relação ao importado no primeiro trimestre do ano passado, dessa vez com ajuda das vendas de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. A balança comercial da DR de São Paulo teve o quarto pior desempenho entre as diretorias, um déficit de US$ 632 milhões contra um déficit de US$ 204,8 milhões no acumulado de janeiro a março de 2016.

Por fim, a DR de Santos ficou com o terceiro lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2017, 10,7% mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 918,9 milhões.

No primeiro trimestre de 2017, o saldo da balança brasileira também ficou superavitária, em US$ 14,4 bilhões, contra um superávit de US$ 8,4 bilhões em 2016. As exportações do país bateram em US$ 50,5 bilhões de janeiro a março, uma alta de 24,4% ante o ano passado, enquanto as importações acumularam US$ 36 bilhões, um crescimento de 12% na análise trimestral.

De acordo com diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o resultado da balança comercial do Estado reflete a importância de um câmbio equilibrado. “Desde janeiro do ano passado, o real se valorizou mais de 20% ante o dólar, o que já provoca uma recuperação das importações. Por outro lado, seguimos competitivos em exportações de maior valor agregado, como aviões e automóveis. O câmbio apreciado segue um problema brasileiro que compromete as exportações e subsidia as importações.”

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Balança comercial paulista tem superávit de US$ 857,4 mi em 2016; importações recuam 18,9%

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A balança comercial do Estado de São Paulo registrou superávit de US$ 857,4 milhões de janeiro a dezembro do ano passado. Na comparação com 2015, as exportações cresceram 1,8%, para US$ 52,6 bilhões, enquanto as importações caíram 18,9%, para US$ 51,8 bilhões, sob pressão do avanço da inflação e da crise econômica.

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp utilizaram os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para analisar o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Na dianteira entre os exportadores da região, as diretorias da capital paulista exportaram US$ 8,2 bilhões em 2016, uma alta de 10,7% na análise anual, puxada pelas vendas de açúcar (28,6%) e semente e grãos (13,3%). Em importações, a região totalizou US$ 9,6 bilhões, 15,1% menos que em 2015, com destaque para máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,1%), seguidas por aparelhos e instrumentos mecânicos (11,2%). A diretoria regional de São Paulo teve o 5º maior déficit entre as diretorias, com saldo negativo de US$ 1,3 bilhão.

Diante dos resultados, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, destacou que o agronegócio hoje é um setor importante e necessário para o crescimento econômico, mas que não é suficiente para gerar todos os empregos de que o Brasil precisa. “Temos um país com mais de 200 milhões de habitantes e não podemos depender apenas do agronegócio e dos serviços. A indústria tem um efeito multiplicador na economia, não apenas pela geração direta de empregos de alto valor agregado, mas também por consumir e utilizar serviços de outros setores, como financiamentos, seguros, serviços jurídicos, transportes, entre outros”, afirmou.

Na segunda posição do ranking de exportações, a diretoria regional de São José dos Campos alcançou os US$ 6,9 bilhões no acumulado do ano passado, um crescimento de 5,8% quando comparado com 2015. No município, os números correspondem à venda de aeronaves, 58,1% do total exportado. Já o volume de importações da diretoria ficou com o terceiro lugar da análise, com baixa de 43,4%, para US$ 4,2 bilhões, ante os doze meses de 2015. O setor de combustíveis foi o responsável pelo maior número de desembarques do período, 25,6% da pauta importadora. Com o saldo geral, a diretoria registrou superávit de US$ 2,7 bilhões, enquanto 2015 amargou déficit de US$ 898,5 milhões.

Em Santos, a terceira posição sobre exportações, o volume somou US$ 3,5 bilhões no ano passado, um avanço de 8,3% ante os doze meses anteriores. Os campeões de vendas foram açúcares e produtos de confeitaria, 28,3% da pauta. Entre as importações, as compras de combustíveis minerais representaram 53,9% do total. Ainda assim, a diretoria santista teve o maior superávit da balança comercial do ano, com US$ 2,8 bilhões, 10,8% maior do que o superávit de 2015.

Na contramão, o maior déficit comercial entre as regionais foi marcado por Campinas, com US$ 5,1 bilhões. Com o segundo lugar do ranking de importações, as compras da cidade somaram US$ 8,2 bilhões, uma baixa de 16% em relação ao mesmo período de 2015. Os principais importados na região foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,7%), além de produtos químicos orgânicos (15,7%).

Segundo Zanotto, “o saldo negativo no setor de manufaturados – como o visto em Campinas – vem ganhando fôlego desde o segundo semestre do ano passado, devido à valorização do câmbio. Mesmo que isso proporcione ganhos de curto prazo no combate à inflação, estamos com mais de 12 milhões de desempregados e operar com um câmbio valorizado é um grave erro. A sobrevalorização do câmbio foi o maior erro do governo anterior e o principal causador da crise de hoje”, comentou.

No mesmo período, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 47,7 bilhões, ante US$ 19,7 bilhões em 2015. As exportações do país atingiram US$ 185,2 bilhões em 2016, um recuo de 3,1% na comparação com igual período de 2015. No mesmo sentido, as importações somaram US$ 137,6 bilhões, uma baixa de 19,8% contra o ano anterior.

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Balança comercial paulista tem superávit de US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016

Agência Indusnet Fiesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi superavitário em US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016. As exportações somaram US$ 39,5 bilhões, registrando crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. As importações acumularam US$ 38,7 bilhões, queda de 22,1% em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil nos 9 primeiros meses de 2016 foi superavitário em US$ 36,2 bilhões, ante um superávit de US$ 10,3 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 139,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 103,2 bilhões, 23,1% a menos que no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Das 39 Diretorias Regionais analisadas, as Diretorias Distritais de São Paulo obtiveram a 1ª colocação do Estado no volume de exportações, atingindo US$ 6,6 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016. Esse valor representou um aumento de 22,2% em relação aos US$ 5,4 bilhões exportados no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (27,2% da pauta) e de sementes e grãos (16,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com total de US$ 7,0 bilhões, 20,6% menor que nos 9 primeiros meses de 2015. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 11,3% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,8%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 7º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 387,7 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 4,7 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, alta de 5,3% em relação ao acumulado no mesmo período de 2015, US$ 4,5 bilhões. O principal responsável foram as aeronaves, com 59,2% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 3,2 bilhões, queda de 37,3% em relação ao importado no acumulado dos 9 primeiros meses de 2015. O setor de combustíveis foi o mais expressivo entre os desembarques do período (26,0% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 2º maior dentre as diretorias, com um superávit de US$ 1,5 bilhões, contra déficit de US$ 683,9 milhões no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com volume de US$ 2,8 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, ou 9,8% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 2,6 bilhões. O destaque foram as sementes e frutos (30,0% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 578,4 milhões nos 9 primeiros meses de 2016, aumento de 0,8% em relação aos US$ 573,5 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis (54,1% da pauta). Essa diretoria teve o maior superávit da balança comercial de janeiro a setembro de 2016, com US$ 2,2 bilhões de saldo positivo, 12,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 6,1 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, queda de 18,5% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,1% da pauta) e dos produtos químicos orgânicos (16,5%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 3,9 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016.

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Balança comercial paulista tem superávit de US$ 823,3 milhões no primeiro semestre de 2016

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi superavitário em US$ 823,3 milhões no acumulado do 1º semestre de 2016, de acordo com a pesquisa Ranking de Exportações da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), que também mede aparticipação das 39 regiões do Estado no total da balança comercial paulista.

As exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 25,7 bilhões, registrando crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto as importações acumularam US$ 24,8 bilhões, uma queda de 26,8% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil no 1º semestre de 2016 foi superavitário em US$ 23,7 bilhões, ante um superávit de US$ 2,2 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 90,3 bilhões no acumulado de janeiro a junho 2016, uma queda de 4,3% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 66,6 bilhões, uma queda de 27,7% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2015.

Análise do 1º semestre de 2016 por diretoria regional do Ciesp

As diretorias distritais de São Paulo obtiveram a 1ª colocação do Estado no volume de exportações, atingindo US$ 4,3 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2016. Esse valor representou um crescimento de 26,9% em relação aos US$ 3,4 bilhões exportados no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de semente e grãos (22,8% da pauta) e de açúcar (22,7%). Já as importações das diretorias distritais de São Paulo totalizaram US$ 4,4 bilhões, 27,3% menor que no 1º semestre de 2015. A região também ficou em 1ª colocação no volume importado pelo Estado. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 12,1% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,9%). Com estes resultados, o saldo da balança comercial da diretoria regional (DR) de São Paulo foi o 9º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período um saldo negativo de US$ 124,9 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 2,92 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2016, 1,1% superior ao acumulado no mesmo período de 2015, US$ 2,89 bilhões. O principal responsável foram as aeronaves, com 60,9% da pauta exportadora da região. Esta mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 2,2 bilhões, uma queda de 35,4% em relação ao importado no acumulado do 1º semestre de 2015. O setor de combustíveis foi responsável pela maioria dos desembarques do período (29,9% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 2º mais positivo dentre as diretorias, com superávit de US$ 708,2 milhões, ante déficit de US$ 538,2 milhões no acumulado de janeiro a junho de 2015.

A diretoria regional de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 2,0 bilhões no 1º semestre de 2016, 9,0% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 1,8 bilhão. O destaque foram as exportações de sementes e grãos (38,6% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 360,4 milhões no 1º semestre de 2016, uma queda de 16,8% em relação aos US$ 433,1 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis (49,6% da pauta). Essa diretoria teve o destaque em superávit da balança comercial de janeiro a junho de 2016, com US$ 1,6 bilhão de saldo positivo, 17,2% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações com US$ 3,7 bilhões no 1º semestre de 2016, uma queda de 23,3% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (32,0% da pauta) e de produtos químicos orgânicos (15,8%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 2,3 bilhões no 1º semestre de 2016.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao 1º semestre de 2016. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso dessa informação para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

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Balança comercial paulista é deficitária em US$ 75,3 milhões no primeiro trimestre do ano

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 75,3 milhões no acumulado do 1º trimestre de 2016, mostra pesquisa da Fiesp e do Ciesp. As exportações somaram US$ 12,1 bilhões, registrando crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2015. Por sua vez, as importações acumularam US$ 12,2 bilhões, uma queda de 30,8% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil no 1º trimestre de 2016 foi superavitária em US$ 8,4 bilhões, ante um déficit de US$ 5,6 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 40,6 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016, uma queda de 5,1% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 32,2 bilhões, uma queda de 33,4% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Análise por Diretoria Regional 

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar do Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 2,0 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016. Este valor representou um crescimento de 15,5% em relação ao US$ 1,7 bilhão exportado no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcares e produtos de confeitaria (22,4% da pauta) e de sementes e frutos oleaginosos, grãos, sementes e frutos diversos, plantas industriais ou medicinais, palhas e forragens (16,7%). Já as importações das DR’s de São Paulo totalizaram US$ 2,2 bilhões, valor 29,2% menor que no 1º trimestre de 2015.

A região também ficou na 1ª colocação no volume importado pelo Estado. Os reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes aparecem como destaque, respondendo por 12,7% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (12,0%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 6º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 222,5 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 1,3 bilhão no acumulado de janeiro a março de 2016, 8,7% superior ao acumulado no mesmo período de 2015 (US$ 1,2 bilhão). Os principais responsáveis foram as aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes, com 65,1% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 1,1 bilhão, uma queda de 47,7% em relação ao importado no acumulado do 1º trimestre de 2015. Os combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais foram os principais responsáveis pelos desembarques do período (28,6% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 6º mais positivo dentre as diretorias, com um superávit de US$ 246,5 milhões, ante um déficit de US$ 828,6 milhões no acumulado de janeiro a março de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 892,3 milhões no 1º trimestre de 2016, 12,5% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 792,9 milhões). O destaque foi para os açúcares e produtos de confeitaria (29,3% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 180,9 milhões no 1º trimestre de 2016, uma queda de 14,2% em relação aos US$ 210,9 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais (43,3% da pauta). Essa diretoria teve o destaque em superávit da balança comercial de janeiro a março de 2016, com US$ 711,4 milhões de saldo positivo, 22,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 1,8 bilhão no 1º trimestre de 2016, uma queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (35,0% da pauta) e dos reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (13,8%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2016.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do 1º trimestre de 2016. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

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Balança comercial paulista fecha 2015 com déficit de US$ 12,1 bilhões

Agência Indusnet Fiesp

O saldo da balança comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 12,1 bilhões no acumulado do ano de 2015, no âmbito agregado (cálculo feito a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas). As exportações somaram US$ 51,7 bilhões, com queda de 10,6% em relação ao mesmo período de 2014. As importações acumularam US$ 63,8 bilhões, uma queda de 24,8% em relação ao ano de 2014. Os números foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Para efeito de comparação, o saldo da balança comercial do Brasil no acumulado do ano de 2015 foi superavitário em US$ 19,7 bilhões, ante um déficit de US$ 4,1 bilhões no mesmo período em 2014. As exportações brasileiras atingiram US$ 191,1 bilhões no acumulado no ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Já as importações acumularam US$ 171,5 bilhões (25,2% a menos que em 2014).

Análise por Diretoria Regional

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar no Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 7,5 bilhões no acumulado do ano de 2015. Este valor representou um crescimento de 0,8% em relação aos US$ 7,4 bilhões exportados no mesmo período de 2014. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (17,8% da pauta) e de sementes e grãos (15,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com US$ 11,3 bilhões, 19,7% menos que no ano de 2014. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 13,2% da pauta importada, seguidos por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,1%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 2º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 3,8 bilhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano de 2015, 4,9% superior ao acumulado no mesmo período de 2014 (US$ 6,2 bilhões). O principal responsável foram as aeronaves, com 57,8% da pauta exportadora da região. A mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 7,4 bilhões, uma queda de 49,8% em relação ao importado no acumulado do ano de 2014. O saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 8º mais negativo entre as diretorias, com um déficit de US$ 898,5 milhões, menor que no ano de 2014, que foi de US$ 8,6 bilhões.

A DR de São Bernardo do Campo obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 3,4 bilhões no ano de 2015, 6,2% a menos do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 3,6 bilhões). O destaque foram os veículos e suas partes (73,8% da pauta).

Quanto às importações, a DR de São Bernardo do Campo totalizou US$ 2,2 bilhão no acumulado do ano de 2015, uma queda de 31,4% em relação aos US$ 3,2 bilhões em importações no mesmo período de 2014. O destaque foi a importação de veículos e suas partes (29,3% da pauta). Essa diretoria teve o 3º maior superávit da balança comercial no ano de 2015, com US$ 1,2 bilhão de saldo positivo, 186,7% a mais que o superávit do mesmo período do ano anterior.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 9,7 bilhões no acumulado do ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,2% da pauta) e dos aparelhos e instrumentos mecânicos (15,3%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 6,7 bilhões no ano de 2015.

Como é feito o levantamento

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do ano de 2015. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

Há diferenças de metodologia no cômputo das exportações por Unidade de Federação e Município. Segundo definição da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para a Unidade da Federação, o critério para as exportações leva em conta o Estado produtor da mercadoria, independentemente de onde está localizada a empresa exportadora. No critério para as exportações por municípios leva-se em conta o domicílio fiscal da empresa exportadora, ou seja, os produtos contabilizados são de empresas com sede no município, independentemente de onde a mercadoria foi produzida.

Para efeito de comparação com as Diretorias Regionais, os dados de comércio exterior para o Estado de São Paulo, neste trabalho, são calculados a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas.

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“Exportar neste momento é algo irrecusável”, afirma ministro Armando Monteiro na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Armando Monteiro, informou nesta terça-feira (14/4) que o governo está trabalhando “incessantemente” no Plano de Exportação Nacional para garantir o nível de atividade de diversos setores da indústria brasileira.

“A exportação é uma forma de garantir, na pior das hipóteses, a manutenção de muitos setores que podem ser afetados com a retração do mercado doméstico”, disse Monteiro. “Exportar neste momento é algo irrecusável. O Brasil tem de fazer isso”, completou.

Ele participou da reunião conjunta dos Conselhos Superiores de Economia (Cosec), Inovação e Competitividade (Conic) e de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ministro Armando Monteiro após reunião na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Após a reunião, o ministro afirmou que o próximo resultado da Balança Comercial brasileira deve ser positivo em consequência das taxas atuais do câmbio, que estimulam a exportação e inibem, em alguns casos, a importação.

“É claro que eu gostaria que o resultado [positivo] se desse pela ampliação da corrente de comércio. Mas, isso não será possível dado o contexto da conjuntura interna e, em certo grau, externa também”, comentou. “No entanto, não teremos déficit e geraremos um pequeno superávit.”

Para Skaf, efeito do câmbio nas exportações leva de "60 a 90 dias para acontecer". Foto:Ayrton Vignola/Fiesp

 

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, apesar de ajudar a melhorar a competitividade da indústria brasileira, a nova relação cambial – com o dólar operando acima de R$3 – não causa um efeito imediato no aumento das exportações. Tal movimento levaria de “60 a 90 dias para acontecer”.

“Quando o dólar sobe, imediatamente há uma reação negativa às importações, uma vez que o consumidor prefere comprar produtos fabricados aqui. Só que o mesmo não acontece com as exportações”, afirmou. “Não adianta só acertar o dólar e esperar que no mês seguinte haja uma reação expressiva no volume de produtos vendidos para fora do país. Isso leva mais tempo.”

Skaf defendeu ainda a ampliação do acesso a mercados internacionais como o norte-americano. “Temos que aproveitar a reação da economia dos Estados Unidos para incrementarmos ainda mais nossas exportações para lá, que já o principal destino das nossas manufaturas”, disse. “Precisamos reforçar essa tendência, buscando com que o aumento de exportações para outros países gere empregos aqui no Brasil.”

Indústria de transformação influencia pior déficit da balança comercial em 16 anos

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

A balança comercial brasileira apresentou déficit de US$ 3,96 bilhões em 2014, pior saldo desde 1998. Esse resultado foi influenciado pelo déficit de US$ 58,86 bilhões da indústria de transformação, o maior de sua história. Os demais setores (agricultura, indústria extrativa e outros) apresentaram superávit de US$ 54,90 bilhões, aponta levantamento elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A análise do Decomtec apura ainda que desde 2007, o saldo comercial brasileiro vem apresentando tendência de queda, puxado pelo mau comportamento do setor industrial. “Isto decorre dos problemas enfrentados pela indústria, como o elevado Custo Brasil e a taxa de câmbio sobrevalorizada, que foram agravados a partir de 2008, período no qual o resultado comercial do setor se tornou deficitário, ampliando [o saldo negativo] com o passar do tempo”, afirma o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf.

A participação da indústria de transformação na pauta exportadora brasileira caiu de 78,2% em 2006 para 61,6% em 2014. “Isso evidencia a reprimarização da pauta exportadora brasileira, com a consequente perda de participação da indústria de transformação nas exportações”, diz o diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho. “Esta reprimarização torna o país dependente dos preços externos das commodities e mais vulnerável a choques negativos externos”, acrescenta.

Saldo industrial

O estudo do Decomtec analisa separadamente o saldo comercial da indústria de transformação em 10 categorias que combinam o uso dos fatores produtivos e a intensidade tecnológica.

As importações da indústria de transformação (US$ 122 bi), que aumentaram cerca de quatro vezes mais do que as exportações no período de 2007 a 2014, se concentraram principalmente nos setores intensivos em escala de média-alta tecnologia.

A análise destaca que esses setores apresentavam um saldo comercial ligeiramente positivo em 2006, de US$ 0,9 bilhão, em oposição ao déficit de US$ 44,1 bilhões em 2014, maior déficit dentre as categorias analisadas. O resultado reforça a já sabida substituição no consumo brasileiro de produtos nacionais por mercadoria importada.

Por outro lado, a categoria de setores intensivos em recursos naturais de baixa tecnologia se destacou com saldo comercial positivo de US$ 43,7 bilhões. Em 2014, esse segmento representou 38,4% da pauta exportadora da indústria, um acréscimo de nove pontos percentuais sobre a participação de 2006.

Embora as exportações da indústria de transformação tenham registrado um aumento de 28,7% (US$ 31 bi) em 2014 em relação ao registrado em 2006, 69,7% (US$21,6 bi) desse incremento corresponde aos setores intensivos em recursos naturais de baixa tecnologia.

“Portanto, a pauta exportadora da indústria de transformação está ficando menos diversificada, com o avanço de setores intensivos em recursos naturais de baixa tecnologia e retração da maioria das demais categorias. Isso significa um deslocamento relativo em direção a atividades com menor produtividade e menores salários”, afirma Roriz.

“Para que haja a recuperação da indústria, é fundamental que a taxa real de câmbio brasileira se ajuste em um nível compatível com nossa realidade econômica”, completa o diretor de Competitividade da Fiesp.

 

Brasil está ‘trabalhando muito’ para fechar negociações entre Mercosul e União Europeia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Daniel Godinho: “Estamos indo com uma oferta do Mercosul muito próxima ao patamar desejado”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O governo brasileiro está trabalhando intensamente para fechar as negociações de Mercosul com a União Europeia, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho.

Ao participar de reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (18/03), ele informou que deve acontecer em Bruxelas uma nova reunião para trocar elementos das ofertas e chegar a um acordo internacional de comércio.

“Ainda não é a troca de ofertas, mas explicaremos o formato da nossa oferta aos europeus e eles explicarão o formato para gente. E aí a expectativa é que seja marcada [uma reunião] finalmente para a troca efetiva das ofertas”, explicou Godinho.

“Estamos indo com uma oferta do Mercosul muito próxima ao patamar desejado”, acrescentou ele no encontro, conduzido por Rubens Barbosa, presidente do conselho. O 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, também participou da reunião.

Na semana passada, em um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Rubens Barbosa afirmou que o país carrega “o fardo do Mercosul, continua isolado, à margem das grandes transformações que estão ocorrendo no comércio internacional e nas negociações que se desenvolvem fora da OMC”.

O secretário do MDIC ponderou, no entanto, que o país “está trabalhando muito” para fechar o acordo.

“Estou dizendo que está tudo ótimo? Que não precisamos conquistar mais mercados, fazer acordos internacionais e não temos que acessar mercados derrubando barreiras? Óbvio que não”, assinalou.

Segundo Godinho, o MDIC também deve encabeçar algumas missões ao exterior em 2014. Uma delas seria um encontro programado para abril com órgãos do governo norte-americano. “Nós levaremos alguns setores brasileiros em que percebemos potencial de rápido crescimento de exportações.”

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do MDIC, expectativa do governo é de recuperação da produção de petróleo para estimular as exportações da commodity e reduzir o déficit da conta-petróleo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Balança comercial

No primeiro bimestre de 2014, as exportações aumentaram 1,4% sobre igual período do ano anterior e registraram um saldo de US$ 32 bilhões, enquanto as importações cresceram 3,6% e chegaram ao valor de US$38,1 bilhões.

Godinho afirmou que a expectativa para este ano é de recuperação da produção de petróleo para estimular as exportações da commodity e reduzir o déficit da conta-petróleo, que chegou a US$20,1 bilhões em 2013.

“Não sabemos ainda precisar em que momento essa melhora virá esse ano, mas esse número de US$ 20 bilhões, nós acreditamos, será reduzido”, ponderou. Outra expectativa, segundo Godinho, é um câmbio mais favorável.

Também presente da reunião, o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, reiterou, no entanto, que ainda é necessário “persistir num câmbio e não deixá-lo apreciar de novo”.

Mas ele acredita que, a partir de agora, o câmbio vai começar a mostrar seus efeitos na balança.

Duas indústrias da área de TI devem instalar-se em SP, segundo secretário de Planejamento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Júlio Francisco Semeghini Neto, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo

Em sua participação no IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp, nesta terça-feira (25/09), o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Júlio Francisco Semeghini Neto, reconheceu na manhã desta terça-feira (25/09) que a indústria perdeu competitividade também no setor de telecomunicações, mas, em contrapartida, disse que o governo paulista está promovendo esforços para fortalecer a infraestrutura de empresas interessadas em fabricar produtos no Brasil.

“Recentemente, nesses últimos 30 dias, a gente conseguiu fazer com que se instalem [no estado de São Paulo] duas das maiores empresas também desse mercado fabricante de produto ligado à área de tecnologia da informação e comunicação. Não gostaria de citar nomes, mas foi uma grande luta”, afirmou Semeghini.

A afirmação foi feita logo após o pronunciamento do diretor-adjunto da divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Gomes Castelo Branco, que apresentou números da balança comercial do setor em 2011.

Queda no consumo de produtos industrializados não inibe entrada dos importados

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O primeiro trimestre de 2012 apresentou queda de 3,1% do consumo aparente comparado ao mesmo período do ano anterior, mostrou a análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgados nesta segunda-feira (14). A produção industrial para o mercado interno acompanhou o movimento de baixa com queda ainda maior de 4,2%. As importações, no entanto, apresentaram alta de 1,2%.

Segundo o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Roberto Giannetti, os dados são provas das dificuldades da indústria nacional em competir com os importados e também registram a tendência observada de maior entrada dos produtos industriais estrangeiros no mercado doméstico. “É natural que a produção acompanhe o ritmo do consumo aparente, mas essa queda aguda é sinal da fragilidade da indústria ante a competição externa”, explicou.

Essa queda mais intensa da produção nacional para o mercado interno abre espaço para a entrada de importados e puxa para cima o Coeficiente de Importação (CI). O índice para a indústria geral cresceu um ponto percentual, saltando de 21,6% para 22,6% na comparação interanual. A indústria de transformação acompanhou o ritmo, saindo de 20,4% no primeiro trimestre de 2011 para 21,6% no mesmo período deste ano.

 

Em relação às exportações, a participação das vendas externas na produção total do setor cresceu de 17,5% para 19% na comparação entre os três primeiros meses de 2011 e os de 2012. Apesar da alta, o índice continua abaixo dos patamares de 2007, quando atingiu 21,1%. O Coeficiente de Exportação (CE) para a indústria de transformação e para indústria geral cresceram 1,4 p.p e 1,5 p.p, atingindo as marcas de 16,1% e 19%, respectivamente.

Performance positiva

De acordo com a análise da Fiesp, a performance positiva do índice se deve à alta de 6% no valor do câmbio médio no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Com a desvalorização do real ainda em curso, a expectativa é que o CE continue a apresentar alta em termos anuais, mantendo a tendência de crescimento das exportações na participação da produção industrial doméstica.

Entretanto, este movimento, somado ao fraco desempenho da indústria, seguiria abrindo passagem para a penetração dos importados. “Apesar de não termos retomado os maiores níveis da série histórica, a evolução do Coeficiente de Exportação pode ter continuidade com a manutenção de um câmbio mais favorável”, afirmou Giannetti.

 

Setores
O coeficiente de importação apresentou alta em 22 dos 33 setores analisados. Destaque para os seguintes segmentos:

  • Tratores, máquinas e equipamentos para agricultura, cuja participação dos importados cresceu de 37,3% no primeiro trimestre de 2011 para 45,7% no mesmo período de 2012;
  • Máquinas e equipamentos para extração mineral e construção, com alta de 6,7 p.p. na comparação interanual:
  • Artigos do vestuário e acessórios, que expandiu de 12,1% para 18%.Entre os setores que registraram retração no CI, na comparação com 2011, vale destacar o de preparação e artefatos de couro (21,1%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalares (53,8%) que apontaram queda de 9,6 p.p. e 6,9 p.p., respectivamente.

 

Dos 33 segmentos analisados pelo coeficiente de exportação, 15 apresentaram alta em relação a 2011. Dos que registraram elevação nas variáveis produção industrial e exportação, o de aeronave se sobressaiu com índices de 8,7% e 30,3%, respectivamente, na comparação entre trimestres.

Entre os setores que apresentaram queda na produção e elevação das exportações, destacam-se na seguinte ordem: produtos têxteis (-8,0% e +54,6%); máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (-8,4% e 22,5%); ferro-gusa e ferroligas (-10,9% e 4,4%); e automóveis, caminhões e ônibus (-22,9% e 2,1%).

Já dentre os setores que registraram queda no CE, chama atenção o de fundição e tubos de ferro e aço, que saiu de 20,3% nos três primeiros meses de 2011, para 11,7% no período atual, apresentando retração de 8,6 p.p.

Déficit da balança comercial em janeiro aponta para a necessidade de medidas urgentes

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Diante do resultado da balança comercial de janeiro de 2012, divulgado nesta quarta-feira (1º), a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) cobram das autoridades a adoção imediata de medidas que garantam igualdade de condições competitivas para o produto nacional. O déficit de 1,3 bilhão de dólares é o pior para um mês de janeiro desde 1973, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Esses números comprovam o descaso do governo brasileiro com o setor produtivo do país. Estamos diante de uma situação muito grave, que pode comprometer nossa capacidade de gerar riquezas e empregos. O governo não pode ficar parado e se limitar apenas ao discurso. Há meses estamos alertando para o problema da avalanche de importados, que afeta severamente a nossa indústria. O Brasil não pode mais esperar, é preciso que as autoridades adotem imediatamente medidas eficazes que garantam a igualdade de condições para a produção nacional”, declarou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Entre as providências apontadas pelas entidades da indústria, estão o fim da chamada Guerra dos Portos, que dá incentivos fiscais a produtos importados, a redução do custo da energia elétrica, a diminuição dos juros, a formação de uma equipe que seja capaz de atender às necessidades brasileiras de defesa comercial e um maior equilíbrio cambial.

Medida para o Câmbio: Mercado Futuro

Nota oficial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entende que o grau de valorização da moeda brasileira nos anos recentes é excessivo e tem acarretado prejuízos relevantes ao parque industrial do País. Em 2011, a estimativa para o déficit na balança comercial de manufaturados é de 100 bilhões de dólares, equivalentes a 1 milhão de empregos que deixam de ser gerados no Brasil.

Desta forma, a entidade classifica como muito positivas as novas medidas do governo, que abrem espaço para atuação mais contundente no mercado de derivativos.

O elevado diferencial entre as taxas de juros praticadas no Brasil e internacionalmente constitui a causa raiz da trajetória de acentuada valorização do Real frente ao dólar. A Fiesp acredita que a redução deste diferencial de juros deve ser alvo central de uma agenda para corrigir o atual patamar da taxa de câmbio, mas que a intervenção calculada do Governo Federal, através de medidas tributárias e de regulação no mercado cambial do País, é de fundamental importância neste momento para evitar uma excessiva e danosa apreciação cambial.

As operações de dólar futuro real/dólar constituem o segundo maior mercado de derivativos do mundo, perdendo apenas para o de iene/dólar. Além disso, estas operações estão concentradas em contratos de curtíssimo prazo – 90% deles possuem vencimento em apenas 30 dias – em que o investidor fica pouco exposto ao risco e aufere alta taxa de rentabilidade.

Portanto, para buscar um nível de taxa de câmbio mais competitivo, a Fiesp acredita que a maior regulação e eventual intervenção de órgãos do Governo Federal no mercado de derivativos de câmbio é uma iniciativa de grande importância. No entanto, sua aplicação, de forma isolada, poderá não ser suficiente para resolver a grave questão cambial que aflige os setores produtivos. Assim, a Fiesp espera que o Governo Federal siga atento aos movimentos do mercado e esteja pronto para intervir em nome dos interesses do Brasil.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)