Pré-sal vai aumentar fornecimento de gás natural associado ao petróleo

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539973706

Antonio Eduardo Monteiro de Castro, da Petrobras, fala em reunião do Coinfra da Fiesp

Embora seja uma atividade com risco exploratório, o investimento na produção de petróleo e gás cresceu 90% entre os anos de 2000 e 2010, tendo como responsáveis por este aumento as bacias de Campos (RJ) e Santos (SP).

A afirmação foi feita por Antonio Eduardo Monteiro de Castro, gerente-executivo de Marketing e Comercialização de Energia e Gás da Petrobras, durante a reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, nesta quinta-feira (9).

O executivo explicou que neste período a grande parte do aumento se deu pela exploração do gás associado ao petróleo, em uma relação reserva-produção. O potencial de reservas de óleo e gás do pré-sal é de 13,2 a 14,8 bilhões de barris de óleo equivalente. Embora sejam números expressivos, é necessário cautela.

“Estamos na fase de aquisição de conhecimento, com projeto piloto de produção, e ainda há incertezas”, sinalizou Castro. Seja qual for a quantidade produzida, o gás associado a partir do pré-sal certamente terá três destinos:

  • Reinjeção nos campos de petróleo para otimizar a produção (agrega mais valor ao gás produzido);

  • Compensação do declínio da produção dos campos atualmente em operação (o que não será adicionado ao mercado);

  • A diferença entre o total produzido e a quantidade utilizada na produção será adicionada no mercado.Entre 2003 e 2011, a malha de transporte de gás no Brasil duplicou com o investimento de 29 bilhões de reais e integrou toda a rede, que soma quase 10 mil quilômetros.

Fertilizantes

Segundo Castro, o Brasil quer expandir a produção de fertilizantes nitrogenados a partir do gás natural. Importador do produto, o País tem interesse estratégico em ampliar de duas (em operação na Bahia e em Sergipe) para cinco plantas de produção, que serão instaladas em Três Lagoas (MS), Uberaba (MG) e Linhares (ES).

“O Brasil vai produzir mais fertilizantes e consumir mais gás natural neste processo, que passará dos atuais 2,9 milhões para 10 milhões de metros cúbicos/dia, usados ao todo em plantas da Petrobras”, detalhou o gerente da estatal.