Parabéns, Paulista!

Cheguei em 1979. Mais exatamente no dia 27 de agosto, data em que troquei a minha antiga sede, no Palácio Mauá, onde hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro, pelo endereço mais famoso da maior metrópole brasileira, a Avenida Paulista. São, portanto, 37 anos ao lado da aniversariante deste 8 de dezembro, quando completa 125 anos. E com o orgulho de ser, desde sempre, um dos prédios mais conhecidos do local, espectador de tanto movimento e de tantas mudanças.

Do quarto subsolo ao heliponto, quem trabalha num dos meus andares já viu muita coisa acontecer. Do movimento dos herdeiros e frequentadores da mansão dos Matarazzo, aqui na frente, até a chegada, em ritmo cada vez mais veloz, de carros, carros e mais carros na via.

Infelizmente não cheguei a ver nenhum bonde circulando por aqui, mas, do ângulo privilegiado em que me encontro, no número 1313 da avenida, ainda avisto alguns casarões e adoro o Masp, o museu mais importante da América do Sul. Acho ótimo estar a algumas quadras da Casa das Rosas, do Conjunto Nacional, da Rua Augusta.

Aqui perto há comida do mundo inteiro. Arte e música de todos os cantos, gente de todas as línguas e sotaques. As filas na minha porta, na maioria das vezes para as exposições, peças e shows do Centro Cultural Fiesp, me enchem de orgulho e são prova da diversidade que só na Paulista é possível encontrar.

Vi o endereço lotar, nos últimos anos, por manifestações políticas de todas as linhas e tendências. Que bom, tudo o que eu quero é ver o Brasil crescer além das crises, mas sempre baseado na democracia. Também tenho eu as minhas convicções, claro, e as defendi. Seguirei defendendo.

O que é mais uma prova de que, em seus 125 anos, a avenida projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima é especial exatamente por ser feita de asfalto e de trabalho, gente, movimento, vida, paixão. É muito bom estar aqui. Obrigada por ter me recebido tão bem.

Com carinho, parabéns,

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp  

O prédio da Fiesp e a Paulista: há 37 anos vendo a vida acontecer na avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

 

 

 

Trinta e cinco coisas que você não sabia sobre o prédio da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela Paulista e olha, admirado ou curioso, para a construção em forma de pirâmide que ocupa o número 1313 da avenida não imagina que, por trás daquele concreto revestido de alumínio, todos os dias, em média, 3 mil pessoas circulem pela sede da indústria de São Paulo. Funcionários ou visitantes, são pessoas envolvidas com atividades que movimentam a economia do estado mais rico do país, além de levar educação, cidadania, cultura e esporte para industriários ou não.

O prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é um templo de trabalho, mas também de história. De suas varandas, funcionários mais antigos viram  arranha-céus brotarem na paisagem e carros ocuparem cada vez mais espaço na rua. Pelas salas de reuniões, onde são servidos 250 cafezinhos por dia, já passaram chefes de estado daqui e de fora, personalidades como a argentina Cristina Kirchner e o francês François Hollande, para citar apenas dois nomes.

Abaixo, 35 curiosidades sobre o edifício que completa 35 anos de atividades nesta quarta-feira (27/08). Ou 35 motivos para gostar ainda mais da pirâmide erguida em um dos endereços mais famosos do Brasil.

O PRÉDIO

1) Lá do alto –Tendo como referência a Avenida Paulista, o prédio da Fiesp tem altura de 92 metros.  

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

2) A outra sede – Antes da mudança para a atual sede, a Fiesp funcionava no chamado Palácio Mauá, no local em que hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro da capital.

3) Tijolo por tijolo – As obras começaram em agosto de 1970.

4) O maior andar – O maior andar do edifício é o térreo superior, com 2.769 metros quadrados. É lá que ficam a entrada corporativa do edifício e o Centro Cultural Fiesp com a Galeria de Arte do Sesi-SP. Já o menor é o 15º, com 969 metros quadrados.

5) Concurso público – O projeto arquitetônico do edifício foi selecionado em um concurso público, vencida pelo escritório Rino Levi Associados. A ideia era criar uma construção que fosse expressiva e que se tornasse numa referência na Avenida Paulista.

6) Burle Marx – No acesso pelo número 1.336 da Alameda Santos, há um mosaico de 515,68 metros quadrados assinado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx (1909-1994). O trabalho foi feito em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

7) Sindicatos e associações – Além da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e Instituto Roberto Simonsen têm sede no edifício 49 sindicatos e associações da indústria. Essas entidades ocupam o 7º, 8º, 9º e 10º andares.

8 )  Sesi e Senai – Junto com a Fiesp e o Ciesp, o Sesi-SP também se mudou para a Paulista em 1979. Já o Senai-SP veio somente em 2002.

9) Mudança anunciada – Em 26 de agosto de 1979, um dia antes da mudança, as edições dominicais da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo divulgaram a abertura da nova sede da Fiesp.

10) Nobel da arquiteturaEm 1998, o edifício passou por uma reforma, com a construção de um mezanino onde foi instalada a Galeria do Sesi-SP. O autor do projeto foi o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o único brasileiro a ganhar o Pritzker, considerado o “Nobel da arquitetura”, além de Oscar Niemeyer.

11) Corte na laje – Com a mudança no térreo, foi feita a recuperação da distância original entre o asfalto automotivo e a entrada principal do prédio na Paulista. Para conseguir esse efeito, Paulo Mendes da Rocha fez um “corte” da laje do pavimento superior ao passeio público e recuou a laje inferior onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Acesso ao prédio a partir da Paulista: integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Acesso ao prédio a partir da Paulista: total integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

12) ‘Rotas de fuga’ – De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da federação, Alberto Batista Passos, o prédio da Fiesp possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, ou seja, de seu centro, onde ficam as salas. “Existem corredores em todo o perímetro do edifício que direcionam para estas saídas”, explica.

13) 11 bustos – Onze empreendedores inspiram quem passa pelo 11º andar. A homenagem consiste em 11 bustos de nomes importantes para a economia de São Paulo e do Brasil. São eles: Horacio Lafer, José Ermirio de Moraes, Raphael de Souza Noschese, Morvan Dias de Figueiredo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Francisco Matarazzo, Armando de Arruda Pereira, Antonio Devisate, Theobaldo de Nigris e Nadir Dias de Figueiredo.

14) Mais luz – Outro mérito apontado na elaboração da sede da indústria paulista está no fato de que a inclinação em direção ao topo pudesse garantir mais luz à construção. Uma preocupação pouco comum nos anos 1970.

15) Agora em agosto –Em sua mais recente reforma, concluída em agosto de 2014, em seus andares inferiores, foi aberta a área de recepção com o objetivo de separar a área corporativa do acesso ao Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

16) Pelo 99 – No chamado andar intermediário, acessado como 99 pelo elevador e ocupado pelo  Sesi-SP, trabalham 355 pessoas. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da Fiesp, Alberto Batista Passos, o piso tem área total de 2.143 metros quadrados.

O andar intermediário, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O andar intermediário da construção, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

17) Ralador de queijo – A cobertura metálica que reveste o prédio é chamada de “brize-soleil”, sendo feita de alumínio. O revestimento rendeu ao prédio um apelido carinhoso: “ralador de queijo”.

18) Estacionamentos – Juntos, os quatro subsolos de estacionamento da casa têm capacidade para 367 veículos, vagas compartilhadas por todas as instituições que funcionam no prédio.

19) Novela e Copa –Marco da arquitetura paulistana, a construção foi destacada na abertura da novela em Amor à Vida”, exibida em 2013 e 2014 no horário das 21h, na Rede Globo, e no vídeo produzido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) apresentando São Paulo como uma das cidades que sediaram a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.  

O DIA A DIA 

20) Um café, por favor – Todos os dias, são servidos 250 cafezinhos nas reuniões realizadas no prédio.

Café servido nas reuniões do prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Café servido nas reuniões realizadas no prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

21) De plantão – A cada madrugada, de domingo a domingo, uma equipe fica de plantão trabalhando com a manutenção preventiva e corretiva do prédio, cuidando de pontos como o sistema de ar-condicionado e o quadro elétrico, por exemplo. Ao todo, 190 pessoas trabalham na administração do edifício, como seguranças, bombeiros, recepcionistas e oficiais de manutenção, entre outros profissionais.

22) Funcionários –Trabalham no prédio mais de 1.900 pessoas, considerando a Fiesp, Instituto Roberto Simonsen, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP.

23) Os elevadores – Os sete elevadores da casa fazem 12,6 mil viagens por dia. Os pisos mais solicitados são o térreo, o primeiro subsolo e o quarto andar.

24) 172 câmeras – O trabalho de monitoramento dos andares foi reforçado, em 2014, com a instalação de 172 câmeras que gravam em alta definição.

25) Receita e Junta Comercial – No prédio são oferecidos serviços variados para os empresários. Entre eles, um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

26) Reciclar é preciso – Desde janeiro, todo o lixo orgânico gerado pelo restaurante do Espaço Eventos, do 16º andar, está sendo processado para o uso, nos jardins das escolas do Sesi-SP, como adubo. Por enquanto, o material está armazenado no quarto subsolo. Por falar no assunto, 29,5% de todo o lixo produzido no edifício é reciclado. Para se ter uma ideia, a média de reciclagem na cidade de São Paulo é de menos de 10%.

O primeiro subsolo, no qual há postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O acesso pela Alameda Santos, com postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

AS PESSOAS

27) Pelas catracas –As catracas do prédio registram, em média, 3 mil acessos de pessoas nos chamados dias úteis. Por mês, são 66 mil acessos, mais que a população de cidades do interior paulista como Vinhedo, Penápolis e Andradina, por exemplo.

28) O homem por trás do nome – Empresário que dá nome ao prédio, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho foi presidente da Fiesp entre 1980 e 1986, sendo hoje presidente emérito da entidade. A escolha de seu nome foi tomada em decisão da diretoria da federação.

29) De Bachelet a Berlusconi – O mundo passou, e ainda passa, por aqui: entre 2004 e agosto de 2014, nada menos que 67 chefes de estado estiveram na Fiesp. Entre eles, nomes como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet (Chile), Álvaro Uribe (Colômbia), Shimon Peres (Estado de Israel), Silvio Berlusconi (Itália) e François Hollande (França).

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

30) Sempre haverá uma solução – Em 29 de maio de 2013, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, fez sucesso em palestra realizada durante reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. “Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo”, disse Yunus na ocasião.

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

31) Os presidentes – Desde a sua inauguração, em 1979, a sede da indústria paulista recebeu muitos presidentes brasileiros. Entre eles, João Baptista de Oliveira Figueiredo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A ARTE

32) Na fachada – Uma das principais atrações do edifício, a Galeria Digital, que consiste em uma plataforma de transmissão de obras interativas em movimento e estáticas na fachada da construção, foi inaugurada em dezembro de 2012. Até agora, foram exibidas 51 obras no espaço como parte integrante de mostras, além de 23 vídeos artísticos e comemorativos independentes. De acordo com a agente de Atividades Culturais do Sesi-SP, Luciana Paulillo, o sistema é acionado por meio de um computador que transmite as imagens para a Galeria formada por lâmpadas de led. De modo geral, os vídeos interativos são exibidos até as 22h. Já aqueles que ficam passando de modo ininterrupto ficam no ar até as 6h.

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

33) As produções – Um dos principais espaços culturais da Paulista, o Teatro do Sesi-SP já recebeu 45 peças adultas e 32 voltadas para jovens. No Espaço Mezanino, foram 20 peças, num total de 97 produções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

34) Exposições – Na Galeria de Arte do Sesi-SP, já foram realizadas 76 exposições.

35) O último prêmio – Foi no Teatro do Sesi-SP, no dia 1º de abril de 2014, que o cantor Jair Rodrigues, falecido em 08 de maio deste ano, recebeu o seu último prêmio. Ele foi escolhido o melhor ator coadjuvante no 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, por sua atuação no filme “Super Nada”, de Rubens Rewald e Rossana Foglia.

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Centro Cultural Fiesp é uma das atrações das placas turísticas na Avenida Paulista

Agência Indusnet Fiesp

Localizado em um dos cartões postais da cidade de São Paulo, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso é uma das atrações destacadas na nova sinalização que vem sendo instalada desde a última semana do mês de maio nas calçadas da Avenida Paulista.

Placa com indicação do Centro Cultural Fiesp está espalhada em diversos pontos nas proximidades do prédio da entidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Um dos objetivos é orientar os turistas esperados para a Copa do Mundo. A via deve receber até o início do Mundial, no dia 12 de junho, um total de 125 sinalizações para 16 atrações – entre elas, pontos como o Museu de Arte de São Paulo e o Parque Trianon.

Outras 244 placas semelhantes estão sendo instaladas no centro. A meta é colocar 441 sinalizações turísticas pela cidade até o início da Copa, de acordo com informações da São Paulo Turismo (SPTuris) , responsável pelas instalações.

O Centro Cultural Fiesp é composto pela Galeria de Arte do Sesi-SP, o Teatro do Sesi – São Paulo e o Espaço Mezanino, ambientes que oferecem programação cultural que inclui espetáculos teatrais, de dança, shows, debates, exibições de filmes, exposições artísticas e de caráter multimídia, entre outras atividades.

>> Confira a programação do Centro Cultural Fiesp em junho

Com atividades interativas na Avenida Paulista, Sesi-SP faz alerta sobre saúde auditiva

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para alertar sobre a importância da saúde auditiva, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) instalou uma orelha gigante na Avenida Paulista. Dentro dela, as pessoas podem conhecer mais sobre o funcionamento da audição. A ação faz parte da Campanha de Saúde Auditiva, realizada nos dias 27 e 28 de março.

A instalação que simula uma orelha humana está aberta para visita das 9 às 15h. Ao entrar no túnel, os visitantes serão recebidos por um fonoaudiólogo que vai mostrar as partes que formam a orelha, a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, estribo e bigorna) e a condução do som da cóclea até o cérebro, além de tirar dúvidas sobre o assunto.

Orelha gigante inflável mostra o funcionamento de ossos do ouvido. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Orelha gigante inflável mostra o funcionamento de ossos do ouvido. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

A estudante Gabriela Scalco, de 22 anos, gostou da visita. “Achei bem bacana, a fonoaudiólogo explicou de uma forma bem clara, com bastante detalhe. Para quem não tem noção nenhuma, deu para entender bem. O ideal seria a gente conhecer tudo no nosso corpo para cuidarmos melhor dele.”

Visitando São Paulo, as baianas Andréa Alves de Souza, de 28 anos, e Isis Carla Cardoso, de 35, aproveitaram a oportunidade de saber mais sobre audição. “Conhecia bem pouco sobre o funcionamento da orelha. Ainda pude esclarecer uma dúvida que eu tinha sobre labirintite”, disse Andréa, que é professora de canto. “Dentro da orelha, consegui escutar os sons da Paulista, vi o quanto é alto. Passamos muitas vezes conversando e nem prestamos atenção. Mas, quando estava lá dentro, percebi o quanto a orelha sofre com o barulho”, comentou a professora de música Isis.

Profissional da área, a fonoaudióloga Daniela Laiz Abramczyk, de 42 anos, aprovou a iniciativa do Sesi-SP. “Queria uma orelha como essa para colocar na empresa em que eu trabalho! De forma lúdica, é possível passar informações básicas, que ajudam a mudar alguns hábitos. O primeiro passo é ter o conhecimento teórico, entender como funciona, que faz com que a pessoa se conscientize e faça alguma mudança”, disse.

“Hoje em dia, a gente sabe que cada vez mais as pessoas têm problema de audição, por causa da poluição sonora e dos hábitos inadequados. Por isso, ações assim são importantes para prevenir problemas. Parabéns para o Sesi-SP.”

Medição de ruído

Além da orelha gigante, o público também poderá assistir o vídeo Audição, do projeto Homem Virtual, e verificar o mapa sonoro local, que faz a medição de ruídos em tempo real. Na tarde desta quinta-feira (27/03), a média na Paulista era de 73 decibéis, nível considerado alto, como explica o engenheiro acústico, Victor Becard.

“A Organização Mundial da Saúde recomenda um nível máximo de 55 decibéis, para garantir um conforto acústico. A Avenida Paulista tem corredor de ônibus, muitos carros, helicópteros, o que gera altíssimos níveis de ruído. Tudo isso torna a situação acústica ruim para a saúde”, explicou Becard. “Teoricamente, as pessoas que andam na Paulista deviam usar protetores nas orelhas para se proteger do ruído”.

Paulo Mendes da Rocha: ‘O prédio da Fiesp é uma figura destacada, fruto da engenhosidade do Rino Levi’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

No final da década de 1990, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha recebeu uma proposta de trabalho tentadora para qualquer profissional de sua área: reformar a parte mais baixa da sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Antes de dizer sim, fez questão de procurar o escritório Rino Levi Associados, onde apresentou a sua proposta de intervenção. “Fui até lá e falei com o arquiteto Roberto Cerqueira César (1917-2003) [um dos autores do projeto original ao lado de Luiz Roberto Carvalho Franco (1926-2001)], que gostou das minhas ideias”, conta Mendes da Rocha. “Tive carta branca para trabalhar”.

Área do piso inferior do prédio da Fiesp: integração realçada pela reforma. Foto: Kênia Hernandes/Fiesp

Área do piso inferior do prédio da Fiesp: integração realçada pela reforma. Foto: Kênia Hernandes/Fiesp

 

Foi assim que, em 1998, depois de um gesto de gentileza e respeito à concepção arquitetônica original, a parte inferior da construção ganhou a cara que tem hoje, aproveitando grandes apoios de concreto para estruturar uma galeria de artes (onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso), a recepção e o acesso aos elevadores na portaria principal. Dessa forma, a laje do pavimento superior ao passeio recebeu um corte, com o recuo da laje inferior. A medida ampliou o passeio público, tornando o acesso à construção mais generoso e integrado à calçada da Paulista.

“O prédio da Fiesp é uma figura destacada, fruto da engenhosidade do [escritório] Rino Levi”, diz o arquiteto. “Tem uma fachada inesperada e interessante junto a uma avenida importantíssima em São Paulo”, explica.

O arquiteto explica que levou em consideração fatores como o “maior desfrute do plano público” ao conduzir a reforma do prédio. “São Paulo é um centro industrial por excelência e a Fiesp queria um teatro e um centro de exposições”, diz. “Achei muito oportuno, uma boa proposta de convivência entre o privado e o público”.

Para facilitar a circulação

Outro ponto importante da intervenção foi a interligação entre a Paulista e a Alameda Santos pelo subsolo da Fiesp. “Abrimos a rampa que hoje faz essa passagem”, explica Mendes da Rocha. “Isso facilitou a circulação e também a entrega de documentos e correspondências, além do acesso dos industriais ao prédio pelo subsolo, numa disposição nova”.

Mendes da Rocha: reforma ampliou o passeio público na frente do prédio. Foto: Lito Mendes da Rocha

Mendes da Rocha: reforma ampliou o passeio público na frente do prédio. Foto: Lito Mendes da Rocha

Orgulhoso do trabalho que fez numa das construções mais famosas da cidade, Mendes da Rocha conta que foram feitas “demolições curiosas” na obra. “Fizemos muitos cortes com máquinas, separamos o térreo do resto do edifício”, diz.

Para o arquiteto, vencedor do prêmio Pritzker, considerado o Nobel de arquitetura em 2006, o prédio da Fiesp está entre os “mais notáveis” da maior metrópole brasileira. “E merece os meus cumprimentos pelos seus 34 anos”.

Leia mais 

>>Fiesp e Ciesp completam 34 anos no edifício-sede da Avenida Paulista 

>>Uma prova de amor pela arquitetura 

>> Funcionários relembram mudança do prédio da Fiesp e do Ciesp

Fiesp e Sesi-SP publicam anúncio nos jornais para divulgar Galeria de Arte Digital

Agência Indusnet Fiesp

Edições dos jornais Estado de S. Paulo (caderno principal) e Folha de S.Paulo (caderno Ilustrada) trazem anúncios de página inteira sobre a Galeria de Arte Digital, presente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) que tem abertura na noite desta segunda-feira (03/12).

A galeria funcionará de 20h às 6h, no prédio onde localizam-se as sedes das instituições, na Avenida Paulista, 1313.

Com 26.241 mil clusters, cada um formado por quatro lâmpada de LED, instalados em 3.700 m² da estrutura metálica que reveste o prédio da Fiesp, o novo espaço cultural transmitirá até 4,3 bilhões de combinações de cores. A inauguração é também a primeira edição do SP_Urban Digital Festival, com curadoria da brasileira Marília Pasculli e da alemã Susa Pop.

Durante o festival que será realizado até o final de dezembro, todas as noites das 20h às 6h, o edifício icônico da avenida Paulista será uma grande tela urbana de novas formas de expressão de arte digital.

Veja o anúncio:

 

Coral de crianças e batucada encerram 5ª Mostra Fiesp/Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apresentação do Batuke Tereza durante a Mostra

5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Social encerrou a edição deste ano ao som de crianças e adolescentes cantando e batucando na calça da Avenida Paulista, em um palco montado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

As atrações, apresentadas desde o primeiro dia do evento, geralmente a partir da hora do almoço, chamaram atenção de quem passava pela rua seja a trabalho ou a passeio.

Com uma mochila, roupa de escritório e uma sacola de compras nas mãos, Felipe Monteiro, 27 anos, estagiário de uma distribuidora de petróleo e gás, esperava por um amigo enquanto ouvia o coral de crianças Nova Visão, do Instituto Benemérito Angelina Salvatore (Ibasa). “A gente tá sempre ligado no trabalho. Isso é fundamental para desligar um pouco e revigorar as energias”, disse Monteiro.

Formado por meninos e meninas, muitos portadores de alguma deficiência, e musicistas, o coral Nova Visão interpretou Beethoven, Villa-Lobos, Paraguassú, John Lennon e outros.

Essa e outras atrações fizeram parte da programação do Espaço Lúdico,

Coral Nova Visão após apresentação na 5ª Mostra

ambientado na calçada da Fiesp durante os três dias da Mostra, que esse ano trouxe o tema Desenvolvimento Social e Resultado Econômico.

“Chamou a atenção as vozes das crianças. Eu vi ali o banner da 5ª Mostra, até tirei foto para colocar na Internet”, contou Renata Medeiros, 37 anos, advogada. Ela foi conferir a apresentação após deixar o Juizado Especial Cível Federal, que também fica na Avenida Paulista.

Batucada

Depois da música clássica, o palco do Espaço Lúdico da Mostra deu lugar ao Batuke Tereza, crianças e adolescentes de 10 a 15 anos que batucaram adaptações de Tim Maia, como a música Você.

Grupo Batuke Tereza

O projeto Batuke Tereza pertence à Unidade II do Instituição Assistencial Casa do Caminho Ananias. Trabalhando há 20 anos em Santo André, o instituto promove ações na cidade para idosas, com abrigo de longa permanência, jovens, assistência médica, odontológica e projetos culturais, e para a família, com a distribuição de cerca de 300 refeições aos sábados para pessoas carentes.

Amanda Gandolpho, 20 anos, estudante, passeava pela Paulista com o amigo português Mário Nuno, um médico de 28 anos, que está visitando São Paulo. “Música faz toda diferença, é uma manifestação alegra”, disse Amanda Gandolpho. E seu amigo, que já havia visitado o Brasil, acredita que um ritmo como o do Batuke Tereza trás mais descontração ao prédio da Fiesp. “Centro empresarial é sempre tão sério, é bom ter música para alegrar de vez em quando.”

Julho Sustentável na Paulista

Agência Indusnet Fiesp (com informações de Instituto Mais)

O anúncio das 34 empresas selecionadas no Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, previsto para a primeira semana do mês, gera expectativa entre as mais de 100 inscritas na nona edição do prêmio.

A classificação no ranking, porém, só será conhecida em 28 de julho, Dia do Benchmarking, solenidade que encerra a Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais (FIBoPS), na capital paulista, e que contará com as presenças de autoridades de Governo, entidades da Indústria (Fiesp e Senai), lideranças e especialistas em gestão ambiental no Brasil e Exterior.

“Esses cases foram avaliados por uma comissão internacional, integrada por especialistas de sete países, que não tiveram acesso aos nomes dos autores dos projetos nem das organizações que representavam”, explica Marilena Lavorato, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, entidade organizadora do Programa Benchmarking e da Fibops.

“O Ranking Benchmarking é um reconhecimento merecido ao gestor e a instituição, que faz a diferença com suas práticas de excelência”, acrescenta Marilena, lembrando que essas organizações vão se somar a outras 150 empresas que fazem o maior banco de boas práticas socioambientais do País e que são publicadas nos livros da série BenchMais, que terá seu segundo volume lançado na solenidade de premiação.

Na edição passada, entre os cinco primeiros ficaram o Programa Sambaíba, da Sama Minerações Associadas, o case Sustentabilidade Ponta a Ponta, da rede Walmart, o projeto de Promoção Florestal, da Duke Energy, o case Otimização na Gestão de Resíduos Sólidos, da Souza Cruz, e o projeto Energia Verde, da NeoEnergia.

O BenchMarking Day integra programação da Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais (FIBoPS), de 26 a 28 de julho, no Centro de Eventos São Luiz, em São Paulo, Capital.

O Instituto Mais é uma organização não governamental sem fins lucrativos com a missão de construir uma nova cultura pró-sustentabilidade. O Programa Benchmarking e a FIBoPS são atividades do calendário 2011 – CiBoPS (Compromisso Empresarial pelas Boas Práticas Socioambientais).

Feirão do Imposto chama a atenção dos consumidores na Avenida Paulista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Pelo terceiro ano em São Paulo, o Feirão do Imposto alertou a população nesta sexta-feira (24) sobre a excessiva carga de tributos embutida em produtos industrializados. Lançado oficialmente nesta data em 20 estados, o feirão realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp distribuiu 10 mil folders com os valores e alíquotas contida nos itens alimentícios, de limpeza, eletrodomésticos, materiais de construção, entre outros.

Produtos como materiais de construção e eletrodomésticos da linha branca (refrigeradores, lavadoras) também ficaram expostos com as respectivas taxas incidentes. Foto: Marcel Santana

Prateleiras contendo produtos etiquetados foram montadas na entrada do edifício-sede da federação, o que atraiu a curiosidade das milhares de pessoas que por lá passam diariamente. Os alimentos básicos que mais sofrem incidência de taxas são o açúcar (40,4%), biscoito (38,5%) e o achocolatado (37,84%), enquanto arroz e feijão empatam em 18%.

O total pago em tributos pelos brasileiros passava dos R$ 880 bilhões arrecadados desde janeiro, como mostrava um impostômetro instalado no feirão. Até o fim do ano esta marca poderá ultrapassar R$ 1,265 trilhão.

ICMS, COFINS, ISS…

Mercadinho revelou o peso de 60 impostos embutidos nos itens alimentícios. Foto: Marcel Santana

Cerca de 60 impostos são cobrados diretamente no preço final das mercadorias, o que causou espanto aos desavisados. “Desconhecia essa quantidade de taxas nos produtos. Se pelo menos tivéssemos o retorno destas cobranças em bons serviços públicos, seria justo pagarmos tanto”, afirmou a aposentada Maria Conceição Ramos.

Marcos Zekcer, membro do CJE, confirma que grande parte dos cidadãos é desinformada sobre o tema. “As reações são incríveis. As pessoas não sabem o quanto pagam, e quando veem a lista de tributos cobrados sobre os artigos, ficam assustadas. Muitos disseram que o Feirão do Imposto deveria ser realizado todos os dias”, relatou.

Feirão do Imposto, criado por um grupo de jovens empresários catarinenses, alcança mais de 65 cidades do País e se tornou uma ação nacional por meio da Confederação Nacional dos Jovens Empreendedores (Conaje), como iniciativa do Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de SC.

Para ver a relação dos produtos e seus respectivos impostos, clique aqui.