Em curso com o Inmetro, sindicatos das indústrias aprendem como fazer avaliação de conformidade técnica

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) promoveram um curso de dois dias, na terça (14/05) e quarta-feira (15/05), para capacitar representantes de sindicatos de indústrias  no desenvolvimento de minutas de requisitos de avaliação da conformidade.

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Segunda turma do Curso do Inmetro de Elaboração de Requisitos para a Avaliação da Conformidade, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Segundo Eduardo de Paula Ribeiro, diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, já está sendo cogitada a realização de uma terceira edição, ainda neste ano, devido à alta procura de interessados vinculados a sindicatos e associações. A parceria com o Inmetro, que se iniciou em 2011 com um acordo de cooperação entre as duas entidades, terá desdobramentos até o ano de 2015.

A importância deste evento também se deve à tramitação no Congresso  Nacional do projeto de lei nº 717/03 que, se aprovado, submeterá produtos importados à mesma avaliação técnica de conformidade aplicada atualmente ao produto nacional  “É um ganho para todos. E o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, que tem como foco o aumento da competitividade da indústria, é também nosso forte parceiro nessa iniciativa”, afirma Eduardo Ribeiro.

O diretor titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho,  diz que a Fiesp defende a ampliação do rol de produtos  sujeitos à avaliação de conformidade sendo este o objetivo do curso. E ressalta a importância da parceria do Inmetro com as associações e sindicatos do setor produtivo para a orientação e o desenvolvimento dos regulamentos técnicos.

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Leonardo Rocha,do Inmetro, ministrou uma das palestrs do curso. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Inmetro e indústria

Para Leonardo Rocha, representante da divisão de programas de avaliação de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o curso visa principalmente uniformizar o entendimento sobre as áreas de competência do Inmetro e identificar de que maneira o Instituto poderia contribuir com as necessidades da sociedade.

Rocha relembrou que os conceitos apresentados no curso são válidos para qualquer setor e destacou a forte relação entre o Inmetro e os fabricantes. “Embora a gente [Inmetro] regulamente a indústria, a ideia é de sempre construir uma relação de parceria”.

Nesse sentido, as associações de indústrias poderão enviar sugestões de produtos que devam ser regulamentados.  Segundo Leonardo Rocha, a maior parte das demandas por regulamentação que o Inmetro recebe vem do setor produtivo.

“Estamos abertos a qualquer tempo e hora a receber demandas para desenvolver novos programas, principalmente pelas associações. (…) Então, nada mais justo do que, depois, a indústria nos ajude no acompanhamento disso no mercado, nos enviando denúncias e informações de onde possa estar havendo desvios de conduta.”

Formando multiplicadores

A gestora de processo de orientação e capacitação da Diretoria de Qualidade do Inmetro, Ana Valéria de Freitas Silva, elogiou a diversidade do público selecionado pela Fiesp. “Tem pessoal da área médica, da área brinquedos, da área ferroviária, enfim,  há uma mescla e esses setores se somam.”

Essa convergência é ainda mais presente nos exercícios práticos realizados durante o curso. “A oficina é um espaço que não é de domínio comum deles. Então, eles terão que se entregar à construção dos requisitos de uma forma intensa”, disse a gestora do Inmetro.

A visão dos participantes

Luis Carlos Renaux, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Fósforos (Snifos), também elogiou a iniciativa. “É uma excelente oportunidade para troca de conhecimentos entre o Inmetro e a indústria. Além disso, é uma chance para estar atualizado com a legislação.”

Para Fernando Filizola, presidente do Sindicato da Indústria de Balanças, Pesos e Medidas de São Paulo (Sibapem), o curso permite conferir a evolução do Inmetro. “Foi aberto esse canal com os fabricantes e com a sociedade e interessados.”

Filizola também disse acreditar que o Inmetro está mais sensível hoje à realidade das empresas: “No meu segmento estão acontecendo mudanças nos regulamentos e até estamos conseguindo modificar as minutas”.

Ele também informou que pretende levar essas informações aos associados do Sibapem, que podem avaliar a necessidade do setor em encaminhar a demanda ao Inmetro.