Fiesp participa do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva

Mariane Corazza, Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto, segundo vice-presidente da Fiesp. Foto: Kenia Hernandes

O segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, participou na quarta-feira (22) do XVIII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), em São Paulo.

Nesta edição, o tema escolhido foi a harmonização regional e global das regulamentações do setor automotivo. Na abertura do evento, os palestrantes ressaltaram a posição de destaque conquistada pelo País no cenário internacional do mercado automobilístico.

O Brasil está entre os maiores compradores de veículos do mundo. Neste ano, superou a Alemanha e passou a ocupar o quarto lugar. Apenas nos primeiros três meses, foram vendidos 1,32 milhão de veículos e as perspectivas para o segmento são muito positivas: a comercialização, que em 2003 era de pouco mais de 1 milhão, deve fechar 2010 com o recorde de 3,4 milhões de veículos vendidos.

Em termos de produção, o Brasil ocupa a 6ª posição. “Entendemos que todos nós, em especial o governo, devemos prestigiar as indústrias que têm engenharia brasileira. Afinal, foram os nossos engenheiros, com sua inteligência e criatividade, que criaram o veículo a álcool e o carro flex”, ressaltou Ometto.

O vice-presidente da Fiesp defendeu a implantação de mecanismos de incentivo, inclusive no aspecto fiscal, que agiriam como indutores de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para que a engenharia brasileira prossiga evoluindo tecnologicamente.

Capacitação profissional

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Cledorvino Belini, presidente da Anfavea. Foto: Kênia Hernandes

O trabalho do Senai de São Paulo pela capacitação profissional na área automotiva foi lembrado na abertura. Só em 2009, 45 escolas do Senai receberam mais de 50 mil alunos para cursos ligados à produção automotiva.

“Nossas unidades que atendem à área receberam mais de R$ 44 milhões de investimentos para atualização tecnológica, nos últimos seis anos”, disse Ometto.

Para o presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, o Brasil vive um momento de oportunidades, quando o setor assiste a um redirecionamento de investimentos para países emergentes. Entre 2010 e 2012, as montadoras investirão US$ 11,2 bilhões no País.

“Precisamos estar preparados para profundas mudanças estruturais com novas concepções de produtos e de processos”, disse Belini na abertura do simpósio. “Mas para ser o principal produtor de veículos do mundo, o Brasil precisa resolver alguns problemas como alto custo do capital, deficiência em educação e em logística e legislações que oneram”, destacou o presidente da Anfavea.