Skaf: “Aumento da Selic atende a minoria que não defende interesses do Brasil”

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp-Ciesp) receberam com indignação o anúncio do aumento da taxa Selic para 12% a.a. anunciado nesta quarta-feira (20), pelo Comitê de Política Monetária – Copom.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o aumento é insustentável, pois “a elevação de 0,25 ponto percentual não vai reduzir os preços mundiais de commodities, que pressionam os preços internos. Vai, sim, aumentar ainda mais o gasto público brasileiro, consumindo no ano mais R$ 4,5 bilhões que poderiam ser investidos em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura. Somente com este acréscimo de gasto com juros, o Brasil poderia viabilizar a construção de 3 mil escolas e erguer e aparelhar 180 hospitais”.

Enquanto a taxa básica de juros nos EUA é de 0,25% a.a; na Europa, de 1,25%; no Chile, de 3,78%, e na Malásia, de 2,75%, o Brasil vai na contramão e mantém a Selic como a mais alta taxa do mundo. Este aumento agravará a entrada de capital especulativo no Brasil, comprometendo ainda mais a nossa competitividade, que já sofre com um real supervalorizado em relação ao dólar.

“O Brasil dá mais um passo atrás no estímulo de seus setores produtivos e da geração de empregos. Quem defende uma taxa de juros nesse patamar não está defendendo os interesses do Brasil. Esta minoria está defendendo seus próprios interesses”, disse Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo