Presidente da Audi ensina jovens da Fiesp a crescer “sem manual”

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Kakinoff, presidente da Audi Brasil

Modelo de jovem bem-sucedido, o presidente da Audi Brasil, Paulo Kakinoff, de 37 anos, enalteceu a ausência de um manual de gestão que guiasse sua carreira, durante Reunião Ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), realizada nesta terça-feira (20), na sede da Fiesp.

‘Minha carreira não teve nada desses ensinamentos de manual, foi movida por trabalho e paixão”, afirmou. Aos 18 anos, Kakinoff foi contratado pela Volkswagen do Brasil e, aos 23, já era um dos executivos da montadora alemã. Aos 29, assumiu o cargo de diretor de Marketing e Vendas do grupo e chegou à presidência da marca Audi, em 2009, aos 34 anos.

Ele contou experiências vividas em 18 anos de carreira no setor automobilístico e explicou quais são os desejos do consumidor atual, inclusive o do mercado de luxo. Mostrou as mudanças de comportamento e os novos perfis de usuários de automóveis e outros produtos de consumo.

“Produto de luxo é cada vez menos aquilo que parece ser e cada vez mais aquilo que realmente é. O novo consumidor de luxo não quer mais aparentar, ele procura qualidade real no que consome”, apontou. “Ele paga caro por um produto, mas exige qualidade de fato. Essa qualidade passa também pela postura social e ambiental da empresa que o fabrica.”

Público da reunião do CJE lotou o Espaço Nobre da Fiesp

O executivo acrescentou: “Existem novos valores pessoais que não estavam na agenda da classe A até os anos 1990. O melhor exemplo é a compra de um carro. Ninguém mais quer andar com um carro ‘beberrão’, poluindo por aí. Em seis anos, o jipe Hummer – que pesava 3,5 toneladas e fazia um km por litro – deixou de ser um grande sucesso nos EUA e se tornou quase um crime social. A empresa que o fabricava quebrou e nem pode ser vendida antes porque não achou possíveis compradores interessados”.

Segundo ele, pesquisas têm mostrado o que é percebido como luxo hoje, e isso mudou muito com o passar do tempo. “Aquele que possui bens materiais já não é mais visto como bem-sucedido. De acordo com pesquisas mundiais, hoje o artigo percebido pelas pessoas como de maior luxo é o tempo livre com a família.”