Governo quer reduzir atraso do setor público em relação ao privado na agricultura

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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O ministro da Agricultura, Wagner Rossi (ao centro), durante reunião na Fiesp, que contou também com a participação do 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (à esq.), e do presidente do Cosag e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues (à dir.)




O Governo Federal quer reduzir a diferença, estimada em 30 anos, entre os avanços do setor privado e o descompasso do setor público na gestão do agronegócio. Durante reunião na Fiesp, nesta segunda-feira (7), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wagner Rossi, defendeu a simplificação de processos e um grande projeto de modernização para o setor.

“Nosso ideal é ter um sistema em que o empresário seja visto como um grande agente do progresso e seja auxiliado”, explicou. Rossi reconhece que o governo precisa diminuir a burocracia e se tornar mais ágil para contribuir com o equilíbrio de mercado.

Em sua apresentação, o ministro destacou números dos últimos 50 anos, que cresceram 774%. “Essa alta evidencia um ganho de produtividade e coloca o País em um momento muito especial”, salientou. “A exportação agrícola tem sido âncora e vem garantindo estabilidade econômica”, acrescentou.

Meio ambiente

O ministro disse também que a agricultura brasileira é sustentável e que, enquanto nos Estados Unidos e na Europa o setor agrícola responde pela emissão de 30% e 28% de gás carbônico, respectivamente, no Brasil essa taxa é de apenas 2,2%.

Em relação ao Código Florestal, Rossi admitiu a necessidade de se alterar a lei. Estas mudanças, segundo ele, deverão ser votadas na segunda quinzena de março. “Existem pontos que podem ter mais tolerância e que ajudarão a estabelecer um nível de consenso.”

Perspectivas

O Ministério da Agricultura pretende ampliar o seguro rural e aumentar o acesso aos produtores. “Também queremos desenvolver uma nova sistemática nos financiamentos”, revelou o ministro.

Além disso, o Mapa trabalha para que a febre aftosa, um dos principais problemas que atingem a pecuária brasileira, esteja totalmente erradicada em dois anos.