São Paulo está acima da média nacional na inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apesar de dificuldades em algumas regiões, o estado de São Paulo supera a média nacional no cumprimento da Lei de Cotas 8213/91, que determina um percentual entre 2% e 5% do quadro de funcionários nas empresas com mais de 100 funcionários preenchidos por pessoas com deficiência. A média de cumprimento no estado de São Paulo é de quase 50%, enquanto a faixa nacional está em 26%.

“É importante que se busque oportunidades iguais para as pessoas. O trabalho é fundamental, a autoestima das pessoas também está no seu trabalho”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Skaf (à esquerda) e Dias: ações para incluir ainda mais trabalhadores na indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf (à esquerda) e Dias: ações para incluir ainda mais trabalhadores na indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Segundo Skaf, a maior dificuldade em relação à inserção de pessoas com deficiência está em determinadas regiões. “Você não tem pessoas com deficiência em número suficiente em certas regiões para cumprir a lei. Então, estamos buscando caminhos de como resolver situações como essas”, completou.

Ele acredita que o esforço maior deve ser na identificação das dificuldades e no compartilhamento das experiências entre os estados.

“Sabendo qual é o problema a gente busca solução. Devemos passar as experiências que temos em São Paulo aos outros estados, os quais também devem ter dificuldades parecidas”, afirmou Skaf após participar de ato que marca o avanço da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ao longo dos 22 anos da Lei de Cotas.

O ministro do Trabalho e do Emprego, Manoel Dias, também participou do ato na sede da Fiesp e afirmou que a participação da federação no cumprimento da lei é “fundamental”.

“São as indústrias que absorvem essas pessoas com deficiência. Na medida em que a Fiesp, com a importância que ela tem na economia brasileira, é parceira, ela vai induzir muitos industriais a se incorporarem a essa grande luta”, afirmou Dias.


Atletas paraolímpicos 

Também à frente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Skaf lembrou de outras iniciativas que a entidade lidera em prol da inclusão social de pessoas com deficiência.

“A parceria da Fiesp não se inicia nesse encontro. Temos 100 atletas paraolímpicos, dos quais 35 são da seleção brasileira”, disse Skaf, ao mencionar o projeto “Sou Capaz, que orienta as empresas sobre assuntos legais, jurídicos e institucionais relacionados a pessoas com deficiência. E estimula a capacitação profissional para diversos setores industriais.

Ele ainda o citou o programa “Cão Guia”, do Sesi-SP, que a partir de outubro vai dar início à entrega de 16 cães guia para pessoas com deficiência visual. “Dezesseis cães para uma média de 60 no Brasil já é um avanço”.

Durante evento, a Fiesp lançou a cartilha “Inclusão Social e Profissional”,  material compilado pela Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP sobre valorização da capacidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.