Atividade industrial de SP cai 6,1% em 2015, segundo pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539912565Com exceção da forte queda de 9,3% em 2009, ano da crise, a queda de 6,1% na passagem de 2014 para 2015, é o pior patamar da atividade industrial de São Paulo desde 2003, apura o Indicador de Nível de Atividade da Fiesp e do Ciesp – INA, divulgado nesta quarta-feira (3). Somente no último trimestre do ano passado, o desempenho do setor manufatureiro caiu 3% na comparação com o período anterior.
A variável Horas Trabalhadas na Produção despencou 12,9% na comparação anual e foi a principal influência negativa para o resultado de 2015, segundo o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Paulo Francini, diretor do Depecon, afirma que a redução das horas trabalhadas na produção não indica exclusivamente uma queda do emprego no setor, mas a adoção de medidas como lay-off por parte de empresas, que é a suspensão do contrato de trabalho por tempo determinado.

“Há fabricas que estiveram em processo de lay-off e em outros sistemas em que não há redução do emprego. E o número de horas trabalhadas tende a cair mais que o emprego por questões como o uso de banco de horas e outros mecanismos”, diz Francini.
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No último trimestre de 2015, a indústria paulista amargou queda de 3% ante igual período anterior, praticamente metade das perdas registradas durante todo o ano.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria, o Nuci, ficou em 75,6% em dezembro de 2015 ante 75,7% em novembro do mesmo ano com ajuste sazonal. O resultado mostra que cerca de 25% da capacidade do setor manufatureiro está ociosa, patamar registrado somente em 2009.

O Depecon projeta ainda que a atividade industrial de São Paulo deve encerrar 2016 com queda de 5,3%.

“Ao olhar para as perspectivas, não conseguimos enxergar por onde vai ocorrer a saída para uma eventual melhora. Um dia [a crise] vai passar, porém não sabemos quando. Mas a intensidade dela é a maior que já vivemos”, afirma o diretor do Depecon.

Setores
O setor que registrou a maior queda de atividade em 2015 foi de veículos automotores ao despencar 15,1% no ano, na leitura sem ajuste sazonal, em meio a perdas de 28,4% na variável Total de Vendas Reais e de 28,1% em Horas Trabalhadas na Produção.

A indústria de máquinas e equipamentos também encerrou o ano no vermelho, com queda de 14,7%, sem ajuste sazonal. A variável Total de Vendas Reais também exerceu a maior influência negativa, com queda de 19,7% no ano, seguido por perdas de 17% em Horas Trabalhadas na Produção.

Na contramão das fortes perdas em diversos setores em 2015, o setor de celulose, papel e produtos de papel fechou o ano com uma variação ligeiramente positiva de 0,7%. O resultado foi influenciado principalmente pela alta de 10,8% na variável Total de Vendas Reais.


Percepção
A percepção do setor produtivo em relação à atividade industrial em geral estava menos pessimista em janeiro, segundo o Sensor da Fiesp e do Ciesp. O indicador ficou em 45,3 pontos ante 43,6 pontos registrados em dezembro, com ajuste sazonal.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade no nível de atividade. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

A variável Mercado, que compõe o índice, avançou, no entanto, em janeiro para 51,4 pontos versus 46,8 pontos em dezembro. O mesmo aconteceu com a percepção em relação ao componente Vendas, que melhorou para 52,6 pontos contra 48,3 pontos em dezembro.

O item Estoque ficou praticamente estável em 40,1 pontos no mês passado. Em dezembro, o indicador apontava 40 pontos. E a percepção quanto ao Emprego também se manteve em 42,1 pontos em janeiro.

A estabilidade também foi percebida na variável Investimento, que ficou em 43,8 pontos no mês passado contra 43,6 pontos em dezembro.

Atividade industrial paulista cai 1,4% em março

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539912565A indústria de São Paulo registrou desempenho negativo de 1,4% na passagem de fevereiro para março, na leitura livre de influências sazonais, divulgaram a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta quinta-feira (30/04).

Na avaliação do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, apesar de negativo, o resultado de março incorporado ao desempenho do primeiro trimestre do ano sinaliza um pessimismo menor com relação ao setor. Segundo apurações do Depecon, a atividade industrial paulista melhorou 1,8% nos primeiros três meses de 2015 ante o quarto trimestre de 2014.

“Parou de piorar. Já começamos a ter alguma reação motivada pela alteração da taxa de câmbio, o que é positivo. Ainda olhando para um 2015 difícil, talvez a nossa previsão de 5% de queda da indústria de transformação de São Paulo não se verifique, ou seja atenuada”, afirma Francini.

A melhora da atividade industrial no primeiro trimestre do ano interrompeu uma sequência de dois trimestres consecutivos de queda do desempenho do setor.

Na comparação com o mês do ano anterior, a atividade industrial registrou melhora de 0,8%, na série sem o ajuste sazonal. Mas no acumulado de 12 meses, o INA caiu 5,1%, na leitura sem ajuste sazonal.

Todas as variáveis apuradas pelo indicador apresentaram queda na passagem de fevereiro para março, na série livre de efeitos sazonais. O componente Total de Vendas Reais se destacou com queda de 1,9% na comparação mensal, enquanto as Horas Trabalhadas na Produção recuaram 1,6%. E o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) perdeu 0,1 ponto percentual passando de 78,9% para 78,8% em março.


 

Setores em março

A indústria automobilística continua entre os destaques negativos do INA. Em março, o segmento apresentou queda de 6,5% da atividade, pressionado pela diminuição de 6,6% no Total de Horas Trabalhadas na Produção.

O setor químico registrou baixa de 3,1% no mês. O resultado do setor foi influenciado principalmente pela retração de 3,2% da variável Horas Trabalhadas na Produção.

A indústria de móveis também registrou queda na atividade em março, de 2,5%, com relação a fevereiro. A variável Total de Vendas Reais exerceu a principal influência negativa com baixa de 5,9%.

Percepção

A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, melhorou 3,2 pontos para 49,2 pontos em abril ante 46,0 pontos em março, na leitura com ajuste sazonal.

O componente Mercado também apresentou alta, de 44,3 pontos em março para 47,5 pontos no mês corrente. Enquanto o item Vendas manteve-se estável a 50,6 pontos em abril contra 49,3 pontos em março.

A variável Estoque melhorou para 46,8 pontos em abril ante 44,3 pontos no mês anterior.  E a percepção quanto ao Emprego também melhorou para 48,7 pontos contra 43,7 pontos em março.


De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Investimento ficou estável a 51,3 pontos contra 50,5 pontos em março.

Resultados do Sensor em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês, acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

Atividade industrial sobe 2,2%, mas não recupera fortes perdas anteriores

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A performance da indústria paulista, medida pelo Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), foi positiva em 2,2% em janeiro ante dezembro, mostra o dado com ajuste sazonal. Mas o ganho do mês passado não recupera as fortes perdas registradas em dezembro ante novembro, quando o índice despencou 5%, na leitura revisada.

Guilherme Moreira, gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, explica que a forte queda da atividade em dezembro se deu por conta dos números mais baixos que o esperado da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM) de São Paulo, indicador de produção industrial mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e uma acentuada diminuição das vendas reais da produção derrubou os números do último mês do ano.

Em dezembro de 2013, a variável vendas reais caiu 7,9% em comparação com novembro com ajuste. Já em janeiro, a mesma variável ajudou a puxar o índice com um desempenho positivo de 10,4%.

Embora o resultado de janeiro seja positivo, ele deve ser visto com cautela, uma vez que a base de comparação é o pior resultado para o mês de dezembro desde 2008, início da crise econômica mundial, alerta Moreira.

Segundo ele, dezembro do ano passado “foi um mês que a indústria praticamente parou, com um volume muito acima do normal de férias coletivas, vendas muito abaixo do normal”.

“É um mês que está ocupando o espaço vazio de dezembro. É um bom resultado, mas tem que levar em conta que é um resultado em cima de um dezembro horrível”, afirma o gerente.

O prognóstico da Fiesp e do Ciesp para a atividade industrial é de crescimento de 1,8% em 2014, mas o departamento de economia das entidades está revisando para baixo essa expectativa.

As entidades acreditam ainda que atividade industrial deve continuar mostrando pouco vigor no ano também em função da perspectiva negativa para investimentos em 2014, uma vez que as taxas de juros no Brasil e no mundo estão em rota de alta e as previsões para o crescimento econômico do país continuam com viés de baixa.

Nas contas do gerente do Depecon, se o INA apresentar estabilidade em todos meses até o final do ano, ainda assim pode encerrar 2014 com queda de 4,2%. Para fechar o ano com variação zero, o indicador precisa crescer 0,8% todos os meses.

“Para chegar a nossa previsão de crescimento de 1,8%, o INA teria que ter um crescimento muito vigoroso, o que a gente acha difícil ocorrer. Infelizmente estamos revisando para baixo o INA e na próxima divulgação devemos ter um número bem inferior à previsão atual”, explica Moreira.


Indicador de Nível de Atividade – Jan 14 de Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Indústria em janeiro
No acumulado de 12 meses, o INA apresentou crescimento de 0,7%.  De janeiro a dezembro de 2013, a atividade da indústria paulista subiu 1,8% em relação aos mesmo período do ano anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 81,8% em janeiro versus 81,3% em dezembro de 2013.

A indústria de máquinas e equipamentos se destacou na atividade levantada em janeiro com variação positiva de 6,6% versus o mês anterior.  Segundo Moreira, o setor recuperou as perdas ocorridas em dezembro do ano passado, quando caiu 5,2%. Mas essa informação deve ser vista com cautela, segundo ele, porque o setor “está muito exposto ao aumento da taxa de juros e está muito associado também ao investimento”.

O desempenho da indústria de Produtos Químicos ficou positivo em 5,9% em janeiro ante dezembro, também recuperando perdas do mês anterior, de 6,8%.

Já o bom desempenho do setor de Minerais não Metálicos, com alta de 3,2% em janeiro contra dezembro, foi motivado principalmente pela atividade na construção civil.

“Esse segmento tem muita relação com o setor de construção civil por ser um produtor dos insumos, principalmente de cimento”, diz o gerente do Depecon.

Percepção econômica
A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de fevereiro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável a 51,4 pontos contra 49,9 pontos em janeiro.

Indicador de Nível de Atividade – Jan 14 de Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Já o item Mercado também subiu de 48,6 pontos em janeiro para 53,6 pontos em fevereiro, enquanto a percepção dos empresários com relação a Vendas também subiu significativamente para 51,5 pontos este mês versus 42,3 no mês passado.

O componente de Estoque ficou em 46,4 pontos em fevereiro contra 51,4 pontos em janeiro, indicando sobrestocagem nas indústrias.

A percepção quanto ao Emprego também ficou estável a 50 pontos em fevereiro contra 50,3 pontos no mês passado. O componente Investimento caiu de 57,2 pontos em janeiro para 55,5 pontos em fevereiro.

Fiesp e Ciesp divulgam resultados do Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista

Agência Indusnet Fiesp,

O diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini,  divulga nesta quinta-feira (29/08) os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de julho. A coletiva será às 11h.

Durante a coletiva será apresentado também, o Sensor e os resultados deste mês, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Serviço

Divulgação do INA – Indicador do Nível de Atividade Industrial e Levantamento de Conjuntura
Data e Hora: 29 de agosto de 2013 – 11h
Local: Av. Paulista, 1313 – 10º andar

Fiesp e Ciesp divulgam resultados do Indicador de Nível de Atividade Industrial de maio

Agência Indusnet Fiesp,

O diretor adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Walter Sacca,  divulgará os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de maio. A coletiva será nesta quinta-feira, 27 de junho, às 11h.

Durante a coletiva será apresentado também, o Sensor e os resultados deste mês, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Divulgação do INA – Indicador do Nível de Atividade Industrial e Levantamento de Conjuntura
Local: Av. Paulista, 1313 – 10º andar.
Data e Hora: 27 de junho de 2013 – 11h

Fiesp e Ciesp divulgam resultados do Indicador de Atividade Industrial referentes ao mês de abril nesta terça-feira

Agência Indusnet Fiesp 

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará à imprensa os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de abril. A coletiva será nesta terça-feira (28/05), às 11h30.

Na ocasião serão apresentados também os resultados do Sensor deste mês, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Serviço
Divulgação do Indicador do Nível de Atividade Industrial e Levantamento de Conjuntura (INA)
Local: Av. Paulista, 1313
Data e Hora: 28/05/2013 – 11h

Fiesp projeta crescimento de 3% para PIB em 2013; indústria deve atingir mesmo percentual

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 2012, a taxa básica de juro Selic chegou a 7,25%, o menor patamar da história. O governo administrou o câmbio para um patamar mais competitivo para a indústria, na faixa de R$ 2, e aprovou a Resolução 72, que coloca fim na chamada guerra dos portos – mecanismo usado por diversos Estados brasileiros para conceder incentivos fiscais a produtos importados. Essas e outras ações deixaram a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mais otimista com relação à atividade manufatureira em 2013.

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon da Fiesp

A avaliação foi feita nesta terça-feira (18/12) pelo diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini, durante coletiva sobre o balanço do ano de 2012 e perspectivas para 2013.

“De repente, vimos acontecer tudo na direção daquilo que achávamos que era necessário”, afirmou Francini. “Estaríamos errados hoje ao não acreditar que isso promova consequências. Por causa disso, tem toda a base de estarmos otimistas e animados”, completou.

O Depecon estima que em 2012 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser de 0,9%, enquanto o da indústria deve registrar uma desaceleração de 0,5%.

Para 2013, no entanto, os economistas da Fiesp projetam uma expansão de 3% para o PIB do país e também para a indústria.

O Índice de Nível de Atividade (INA) do Depecon – termômetro para o desempenho da indústria paulista, que representa mais de 40% da produção manufatureira nacional – deve fechar o ano negativo em 4,1%, mas deve apresentar um crescimento 3,9% em 2013, com medidas como redução da Selic, administração do câmbio e pacotes de incentivo à produção entrando em curso.

No caso do emprego industrial, o cenário é o mesmo, de acordo com o Depecon/Fiesp. O nível de emprego da indústria de São Paulo deve ficar negativo em 2,3% em 2012 na comparação com 2011, mas a situação deve melhorar em 2013 e o mercado de trabalho do setor manufatureiro deve registrar um ganho de 1,6% na leitura anual.

Fiesp e Ciesp divulgam resultados da indústria nesta quarta-feira

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, divulgará nesta quarta-feira (31) os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao mês de setembro.

A divulgação dos números será às 11h.

Durante a coletiva de imprensa será apresentada também a pesquisa Sensor, com resultados de outubro, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Atividade industrial cai 0,6% em maio; Fiesp revisa projeção do PIB em 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor da Fiesp, comenta resultado da pesquisa sobre atividade industrial

A atividade da indústria paulista, medida pelo indicador INA da Fiesp e do Ciesp, desacelerou 0,6% em maio sobre abril, na série com ajuste sazonal. A produção industrial deve encerrar o ano com baixo desempenho em meio a incertezas econômicas no cenário internacional.

“A indústria de transformação não vai bem, e ainda não chegou a esperada recuperação”, afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revisou para baixo seu prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, para 1,8% no final deste ano frente à expectativa anterior de 2,6%. Já o PIB da Indústria de transformação deve fechar o ano com 0,8% negativo.

O previsão atual da Fiesp para o INA (Índice Nacional de Atividade) é que o indicador encerre o ano com queda de 2,1%, em relação ao desempenho de 2011, quando apresentou crescimento de 0,6%.

A entidade ainda estima que o processo de recuperação da atividade deve começar de forma lenta e gradual no segundo semestre, período no qual o conjunto de medidas de estimulo a produção pode começar a surtir efeito.

“Não acreditamos que exista uma medida milagrosa. Tem de ser a soma de várias na direção correta. A redução da taxa Selic, a redução do spread bancário e a variação da taxa de câmbio são positivas”, afirmou Francini. “A última é o PAC Equipamentos. Isso dá resultado, mas não é imediato. Na dinâmica do processo econômico, em particular da indústria, leva tempo para reconhecer e ter confiança. Compartilhamos a visão de que o segundo semestre será melhor”, explicou o diretor.

Anunciado na véspera, o PAC Equipamentos prevê que o governo fará compras no valor de R$ 8,4 bilhões, dando preferência para empresas nacionais.

A Pesquisa

Na leitura sem o ajuste o INA subiu 7,4% em comparação com o mês anterior. No entanto, em relação a maio de 2011, o levantamento do mês apontou uma queda de 5,9%.

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 3,1%. De janeiro a maio de 2012 o indicador também acumula variação negativa de 6,3% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentou ligeira alta de um ponto percentual, passou de 80,6% em abril para 81,6 em maio deste ano. Já na leitura com ajuste sazonal, o componente apresentou pequena queda, 80,4% no mês passado contra 81% em abril deste ano.

De acordo com o levantamento, a variação negativa de 6,3% no acumulado do ano é a pior da série iniciada em 2003, a queda só foi superada pela de 2009, quando o índice teve o seu pior desempenho com uma excepcional baixa de 12,9% entre janeiro e maio.

Dos setores avaliados pela pesquisa em maio, destacam-se os ganhos nos segmentos de Máquinas e Equipamentos, com alta de 1,1% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais, e Veículos Automotores com retração de 2,8% sobre abril, em termos ajustados.

Expectativa

O indicador que mede a percepção dos empresários com relação ao cenário econômico em junho, medida pelo Sensor Fiesp, se manteve praticamente estável. O Sensor passou de 46,7 pontos em maio para 48,4 pontos em maio.

Outros itens da pesquisa que apresentaram estabilidade foram: Mercado, com 49 pontos no mês corrente contra 47,4 pontos no mês passado, e Emprego, que apresentou variação de 49 pontos em junho versus 47,2 pontos no mês anterior.


Já o componente de Vendas mostrou queda expressiva neste mês para 43,7 pontos ante 49 pontos em maio.

O Sensor mostra ainda que o Estoque na indústria continua alto: 47 pontos em junho ante 39,5 em maio. “O excessivo estoque é sempre um otimismo de demanda que não se concretiza”, explica do diretor da Fiesp.

O item de Investimento também registrou aumento, 53,1 pontos em junho contra 50,5 pontos no mês anterior.

Fiesp e Ciesp divulgam INA com resultados de maio

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, divulgará à imprensa os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de maio. A coletiva será nesta quinta-feira (28), às 11h.

Durante a coletiva será apresentado também, o Sensor e os resultados do mês de junho, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Atividade industrial fecha 2011 com modesto crescimento de 0,6%

Alice Assunção,  Agência Indusnet Fiesp


Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista encerrou 2011 com leve alta de 0,6% comparado ao mesmo período de 2010. Essa variação, no entanto, é muito modesta para sustentar qualquer otimismo sobre a recuperação da indústria, avaliou o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp (Depecon), Paulo Francini.

Em novembro do ano passado, o indicador registrou queda de 0,6% sobre outubro de 2011, na série com ajuste sazonal. Em dezembro, o desempenho do setor produtivo mostrou enfraquecimento de 0,4%, com ajuste, na comparação com mês anterior.

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Paulo Francini, diretor do Depecon/Fiesp

“A situação da indústria preocupou e preocupa. Entramos em 2012 com carry over (efeito estatístico transferido de um ano para outro) negativo de 3,2% para atividade industrial no ano. Se a indústria tivesse permanecido constante durante o ano de 2011, como aconteceu em 2010, teríamos 1,1% positivo, mas como o INA fechou em 0,6%, o comportamento é pior”, explicou Francini

Na leitura sem ajuste sazonal, o INA indicou queda de 2,1% em novembro ante outubro e baixa de 11,2% em dezembro versus mês anterior. E de janeiro a dezembro de 2011, o indicador acumulou variação positiva de 0,6% em relação ao mesmo período de 2010, já descontado o ajuste.

Na apuração sem ajuste sazonal, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou para 78,8% em dezembro ante 82% em novembro. Na leitura com ajuste sazonal, o componente ficou em 80,9% no mesmo mês contra 81,5% em novembro. Em 2010, o Nuci registrou 83,2% em novembro e 83,4 em dezembro, considerando os efeitos sazonais. A Fiesp projetou crescimento de 1,5% para atividade da indústria este ano, indicando um avanço moderado.

INA – Nov e Dez/2011


Características especiais

Francini alerta que, apesar de outros indicadores revelarem que a economia brasileira caminha bem, não se deve esperar da indústria o mesmo comportamento e nem uma recuperação robusta para este ano. “O conjunto das informações que provêm da atividade econômica mostra que a situação está razoável. Mas o fato é que, enquanto a economia como um todo tem determinado proveito, a indústria, por características especiais, está sofrendo”, explicou o diretor do Depecon.Como exemplo de bom desempenho econômico, o diretor da Fiesp/Ciesp citou a taxa de desemprego divulgada pela IBGE, a qual apontou queda de 4,7% no país, atingindo o menor patamar desde o início da série. “Continuamos com a convicção de que quando a indústria vai mal o país vai mal também. Quando essa capacidade de geração de riqueza do Brasil se atrofiar, significa que o país consequentemente vai atrofiar”, completou Francini.Dos setores avaliados pela pesquisa, destacam-se as perdas em:

Produtos Têxteis, com quedas de 1,8% em novembro sobre outubro e 1,9% em dezembro versus novembro, em termos ajustados. De janeiro a dezembro de 2011, o setor registrou baixa de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, sem ajuste sazonal.O componente de Minerais não Metálicos apresentou variação negativa de 0,6% na apuração de novembro contra outubro. No levantamento de dezembro, a queda foi de 0,9%, na leitura com efeitos sazonais. No acumulado de janeiro a dezembro, no entanto, a atividade do setor computou alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.O INA de Móveis e Indústrias Diversas anotou baixa de 3,4% em novembro e 4,5% em dezembro, na comparação mensal. Mas no acumulado de 12 meses, a atividade registrou avanço de 5,3% versus o mesmo período de 2010.

Expectativa
Pesquisa Sensor – Janeiro 2012

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, caiu quase quatro pontos em dezembro na comparação com novembro, para 43,3. Em janeiro, o Sensor Geral registrou variação ainda mais baixa de 42,2, o pior indicador desde fevereiro de 2009, quando a leitura chegou a 42,3.

O item mercado caiu para 40,5 pontos em dezembro ante 42,7 em novembro, mas mostrou ligeira recuperação ao bater 41,4 em janeiro. O estoque ficou praticamente estável com 44,6 pontos em dezembro e 43,4 em janeiro.

Investimento também apresentou estabilidade com 46,3 em janeiro ante 47,1 em dezembro. Em vendas, o índice verificou melhora para 39,9 em janeiro contra 37,4 em dezembro. Já no componente emprego houve uma forte queda de 47,1 em dezembro para 40 em janeiro. “Isso nos preocupa porque este número significa perda de emprego e de renda do trabalhador”, concluiu Francini.

Fiesp e Ciesp divulgam INA com resultados de novembro e dezembro e balanço de 2011

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará à imprensa os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria nos meses de novembro e dezembro, além do balanço do ano de 2011. A coletiva será na nesta segunda-feira (30), às 14h.

O Sensor, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas deste mês, também será apresentado.

Serviço
Divulgação do INA – Indicador do Nível de Atividade
Industrial e Levantamento de Conjuntura
Local: Av. Paulista, 1313 – Auditório do 10º andar
Data/horário: 30 de janeiro, às 14h 

Fiesp e Ciesp divulgam INA com os resultados de julho

Agência Indusnet Fiesp,

O diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, divulgará à imprensa os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de julho. A coletiva será nesta quinta-feira (26), às 11h.

O diretor apresentará também o Sensor do mês de agosto, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.


Serviço
Divulgação do INA – Indicador do Nível de Atividade Industrial e Levantamento de Conjuntura
Local: Av. Paulista, 1313 – 11º andar – Sala 1140
Data/horário: 26 de agosto (quinta-feira), às 11h
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)
Assessoria de Imprensa – tel. (11) 3549-3253
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Assessoria de Jornalismo Institucional – tels. (11) 3549-4602 / 4282

De “ressaca”, atividade industrial paulista tropeça em junho

Agência Indusnet Fiesp,

Em ritmo acelerado de expansão desde março de 2009, quando a economia brasileira começou a se recuperar da crise financeira, a atividade industrial paulista deu um respiro em junho.

A queda de 0,6% no Indicador de Nível de Atividade (INA), já livre de influência sazonal, quebrou a sequência de 15 meses em alta. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pela Fiesp e o Ciesp.

Sem ajuste sazonal, a baixa em relação a maio foi de 0,3%, a pior para o mês nos últimos três anos. Mas para Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades, não há motivos para enxergar o resultado como um fator negativo na economia.

“Houve uma interrupção na trajetória de ascensão, mas não vemos motivos para uma inversão de tendência. É uma acomodação que talvez dure três meses. No entanto, a partir de agosto devemos recuperar a inclinação para o crescimento continuado da atividade”, avaliou Francini.

No acumulado do primeiro semestre (+14,3%), a indústria paulista computou o melhor resultado da série histórica da pesquisa, iniciada em 2003. Em relação a junho de 2009, o crescimento chega a 9,9%. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) ficou praticamente estável em relação a maio, 81,8% ante 82,5%, com ajuste.


Ressaca
Segundo Francini, a redução pontual ocorrida em junho está mais ligada a um período de “ressaca”, com o fim dos benefícios tributários concedidos a alguns setores produtivos, como o de automóveis e a linha branca de eletrodomésticos.

O diretor de Economia da Fiesp/Ciesp explicou que a acomodação nos meses seguintes é uma contrapartida da antecipação de compras provocada com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Outro fator é o que Francini chamou de “efeito Copa do Mundo” – os jogos do Brasil, que ocuparam três dias úteis do mês de junho, tiveram influência na baixa de 0,2% nas horas trabalhadas na produção. O total de vendas reais foi outra variável que caiu no mês (-1,9%).

“É um efeito difícil de ser mensurado, mas de alguma maneira existe. Certamente o índice [INA] ficaria mais próximo do zero não fosse ele”, assegurou. A Fiesp não mudou suas projeções para os índices econômicos, e segue apostando em um crescimento de dois dígitos para a atividade da indústria paulista em 2010, acima de 11%.


Setores
O desempenho de produtos químicos, petroquímicos e farmacêuticos foi negativo nos últimos três meses – entre outros fatores, devido à redução de preços no mercado internacional. E em junho não foi diferente: queda de 0,9% com ajuste.

“O setor passa por uma contínua redução de atividade, não em quantum, mas em valor, em função da entrada de novos agentes ofertantes do Oriente Médio, além do nível de demanda aquém do esperado”, frisou Paulo Francini.

A produção de borracha e plástico, em vigorosa trajetória de retomada, caiu 1% em relação a maio, mais pelo fato de estar ligada à composição de outros setores, como o automobilístico e o de eletrodomésticos. Já o segmento de celulose e papel subiu 0,2% na apuração do último mês.

Mercado
pesquisa Sensor, o “farol de proa” da Fiesp quanto ao sentimento dos empresários, indica claramente que está ocorrendo uma redução da taxa de crescimento da atividade industrial. O resultado geral de julho alcançou 52,5 pontos, ante 55,1 no mês anterior, e foi o menor desde o embalo de dezembro de 2009.

Os itens mercado (56), vendas (50,9) e estoque (47,6) ficaram estáveis no mês. Já as perspectivas para emprego (54,2) e investimentos (53), atenuadas, puxaram o Sensor para baixo em relação a junho.

“O Sensor nos dá o seguinte panorama: houve uma perda temporária de velocidade, que vai retomar o seu vigor mais à frente. Observamos esse cenário com tranquilidade, não há motivo para temor”, avisou Paulo Francini.