Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista sobe 1,5% em agosto, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 1,5% em agosto em relação a julho, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, o avanço foi de 5,9% no mês e no acumulado em 12 meses de 4,3%. A principal influência dessa recuperação veio da variável total de vendas reais, que subiu 6,9%, seguida por horas trabalhadas na produção (2,3%). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou praticamente estável (-0,1p.p). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, (28/09), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Segundo José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o atual clico de recuperação da economia brasileira é um dos mais lentos. “Ao contrário das crises anteriores em que a recuperação se dava logo em seguida, dessa vez o mercado terá dificuldades para voltar a crescer. A queda da taxa Selic, mas sem redução proporcional do spread bancário é um dos complicadores para a recuperação do investimento. O nível de utilização da capacidade instalada das empresas está muito baixo. Há dificuldade principalmente nos setores em que a matéria prima é cotada a preços internacionais. Com a volatilidade do câmbio e o aumento abrupto do dólar, as empresas que não têm poder de mercado não conseguem repassar a alta dos preços”, avaliou.

O avanço da atividade industrial paulista em agosto foi disseminado, alcançando 14 dos 20 segmentos pesquisados, com destaque para a alta de 7,1% do segmento de veículos automotores.

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Sensor

A pesquisa Sensor de setembro, também produzida pelas entidades, marcou 51,3 pontos, ante os 51,9 pontos em agosto, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos há mais de 12 meses consecutivos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas avançou 1,7 ponto, para 55,9 pontos em setembro. O indicador de estoques subiu 1,4 ponto ante agosto (47,1 pontos), marcando 48,5 pontos no mês de setembro, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, houve recuo de 2,3 pontos, passando de 52,4 pontos em agosto para 50,1 pontos no mês de setembro. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.

Para o indicador de emprego também houve recuo depois de 13 meses consecutivos no patamar acima de 50 pontos. O indicador passou de 51,6 pontos em agosto, para 49,6 pontos em setembro. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. O indicador de investimentos permaneceu praticamente estável, passando de 54,1 pontos para 54 pontos.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria apresenta alta moderada de 0,4% em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 0,4% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Essa leve alta indica desaceleração do ritmo de crescimento da atividade manufatureira. Na série sem ajuste, o indicador mostrou alta de 5,8% na variação acumulada no ano e de 9,1% em relação a abril de 2017.

A variável de vendas reais recuou -2,5%, mas as horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiram 0,9% e 0,3 p.p., respectivamente com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 04/06, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Diante de um resultado de melhora ainda que pequeno do indicador, o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, argumenta que a recuperação veio a um ritmo mais lento do que o previsto. “Com essa greve de caminhoneiros das últimas semanas e com a copa do mundo em junho e julho, fica difícil avaliar o cenário para frente. É possível que tenhamos um segundo trimestre de crescimento menor do que o previsto. Vamos ter de fazer, com cautela, uma reavaliação geral do cenário para o fechamento do ano”, avalia Roriz.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos químicos, cuja atividade subiu 1,4% em abril, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram -0,3% e o total de vendas reais e o NUCI avançaram 4,1% e 0,3p.p., respectivamente.

O INA do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 2,6% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI subiram 2,7%, 3,0% e 0,4 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de maio, também produzida pelas entidades, cedeu 1,3 ponto, para 51,8 pontos (53,1 pontos em abril), porém ainda mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 16º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas teve forte queda de 7,3 pontos, para 54,5 pontos em maio. O indicador de estoques subiu 3,7 pontos ante abril (43,4 pontos), marcando 47,1 pontos no mês de maio, de tal forma, indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Houve leva queda de 0,8 ponto no indicador de emprego, que marcou 52,5 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 1,1 ponto, passando de 55 pontos em abril para os 53,9 pontos no mês de maio. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

Para conferir a pesquisa completa, é só clicar aqui.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,7% em janeiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou queda de 0,7% em janeiro, na série livre de influências sazonais, após apresentar um avanço de 3,6% em dezembro. No acumulado em 12 meses até janeiro, o indicador recuou 8,3%. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em janeiro, a variável total de vendas reais (-1,3%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo do INA no primeiro mês do ano. As horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 0,8% e 0,3p.p. respectivamente.

“Os dados de janeiro não anulam o saldo de dezembro. É natural que se passe por uma situação de alta e baixa. Temos uma tendência de lenta recuperação para o primeiro semestre, com essa melhora sendo acentuada a partir do segundo semestre”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 11 apresentaram variação positiva e 7 negativas no mês. O de artigos de borracha e plástico sofreu queda de 0,5%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,4%, vendas reais caíram 0,1% e o NUCI cedeu 1,1p.p.

O INA do setor têxtil apresentou resultado positivo de 1,3%, com ajuste sazonal. O total de horas trabalhadas na produção e NUCI tiveram alta de 2,4% e 0,3p.p. respectivamente, enquanto que o total de vendas reais recuou 2,2%.

Variação positiva também é vista no segmento de metalurgia básica, que subiu 0,8% em janeiro, também com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência da variável das horas trabalhadas na produção (+1,3%). O NUCI permaneceu estável e o total de vendas reais recuou 5,2%.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de fevereiro ficou em 50,6 pontos, ante os 49,0 pontos de janeiro. O resultado acima da casa dos 50 pontos é o primeiro apresentado depois de uma sequência de 3 anos no patamar inferior a esse dado, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam aumento da atividade industrial para o mês.

O resultado do Sensor teve a influência do indicador de emprego, que passou dos 49,4 pontos em janeiro para os atuais 51,9 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas também teve crescimento na pontuação, passando de 51,3 pontos para 55,2 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos, ante os 52,5 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. “A expectativa de um ciclo de redução mais intenso da taxa básica de juros (Selic) vai beneficiar o desempenho da indústria”, aponta Francini.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

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Indicador de Nível de Atividade, medido pela Fiesp, recua 1,7%

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista voltou a recuar, com uma contração de 1,7% entre janeiro e fevereiro, na série com ajuste sazonal.  A comparação do primeiro bimestre de 2016 com o mesmo período de 2015 mostra queda de 11%, e no acumulado de 12 meses a redução do INA foi de 7,3%.

Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (31/3) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento.

A queda confirma a análise feita pelo Depecon no início de março, de resultados fracos para a atividade industrial, por fatores como a falta de confiança do empresariado. A projeção para o INA é fechar 2016 com uma queda de 5,3%, depois de contração de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014, mas o recuo pode ser ainda maior. “Quando se está no meio de uma crise da dimensão desta em que estamos, ninguém sabe o que vai acontecer”, diz Paulo Francini, diretor titular do Depecon.

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A queda de 2,7% na variável Horas Trabalhadas na Produção foi a principal contribuição negativa dos indicadores de conjuntura para a queda do INA. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 1,3 ponto percentual, e o Total de Vendas Reais registrou aumento de 1,5%.

Setores

O INA do setor de químicos subiu 0,8% (com ajuste sazonal) em fevereiro na comparação com janeiro. A principal influência no resultado foi o aumento de 4,4% da variável de Total de Vendas Reais. Na variável Horas Trabalhadas na Produção houve queda de 0,3%.

No setor de celulose e papel houve recuo de 3,3% do INA em fevereiro em relação ao mês anterior, na série já dessazonalizada. As vendas reais cresceram 2,2% no período, alavancadas pelas exportações do setor, que atenuaram parcialmente o efeito da queda nas horas trabalhadas na produção (-4,2%) e no nível de utilização da capacidade instalada (-1,8 p.p) sobre o INA do setor.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março fechou em 43,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 43,0 pontos de fevereiro, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

No item condições de mercado o indicador foi de 41,9 pontos em fevereiro para 44,2 em março. Ainda abaixo dos 50,0 pontos, indica piora das condições de mercado.

Houve recuo de 0,3 ponto (para 47,7 pontos) no indicador de vendas em março. Abaixo dos 50,0 pontos, o indicador aponta redução das vendas para o mês.

O nível de estoque apresentou recuo. Foi de 43,2 pontos em fevereiro para 42,5 em março. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

O indicador do nível de emprego recuou de 42,9 pontos em fevereiro para 42,8 pontos em março. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

Atividade industrial de São Paulo cai 0,6% em outubro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A atividade da indústria paulista recuou 0,6% na passagem de setembro para outubro, segundo leitura com ajuste sazonal do Indicador de Nível de Atividade (INA) da Fiesp do Ciesp. No acumulado de 12 meses, o índice apresentou queda de 5,7%, conforme a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (1/12).

Segundo a equipe do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pelo INA, “a incerteza sobre a trajetória das contas públicas, entre outros, contribui para manter a confiança do empresariado industrial em níveis historicamente deprimidos, minando dessa forma a retomada da atividade do setor”.

De janeiro a outubro deste ano, o desempenho da indústria paulista piorou 5,6% na comparação com igual período do ano anterior.

O Depecon estima uma queda de 5,8% do INA em 2015, após recuo de 6% em 2014.

Sempre há espaço para piorar. Portanto vamos entrar no ano de 2016 melancolicamente, e 2015 não vai deixar saudades”, afirmou Paulo Francini, diretor do Depecon.
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Vendas
A variável Total de Vendas caiu 2,3% em outubro contra setembro, sendo a principal influência negativa para o resultado do INA na comparação mensal.

As Horas Trabalhadas na Produção também foram destaque negativo no mês, com recuo de 0,8%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou taxa de 75,6% em outubro, contra 75,5% em setembro, com ajuste sazonal.

Setores
O setor de alimentos se destacou no levantamento do mês passado ao apresentar alta de 2,8% na comparação com setembro, motivado pelo aumento no Total de Vendas Reais, que apresentou alta de 4,6% no mês.

Já a atividade da indústria de máquinas e equipamentos caiu 1,2% no mês, influenciada principalmente pelas variáveis Horas Trabalhadas na Produção e Total de Vendas Reais, que recuaram 2% e 1,1%, respectivamente.

O segmento de veículos automotores também apresentou queda em outubro. O setor caiu 1,2%, pressionado pela forte queda de 11,9% nas Vendas Reais e pela retração de 1,3% nas Horas Trabalhadas na Produção.

Percepção
O pessimismo quanto à percepção do setor produtivo em relação à atividade industrial se manteve em novembro. O indicador recuou 2 pontos, para 43,5 pontos no mês, ante 45,5 pontos em outubro, com ajuste sazonal.

A variável Mercado, que compõe o índice, subiu este mês para 45,6 pontos, versus 43,2 pontos em outubro.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

O item Estoque ficou em 42,7 pontos no mês corrente, contra 44,6 pontos em outubro. E a percepção quanto ao Emprego piorou 7,2 pontos, indo para 40,1 pontos em novembro, versus 47,3 pontos no mês anterior, a pior taxa da série histórica da pesquisa.

A variável Investimento também caiu – para 42,8 pontos este mês, contra 45,5 pontos no mês passado, descontada a sazonalidade.

Atividade industrial de SP cai 3,2% no terceiro trimestre

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho da indústria paulista piorou 3,2% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre anterior, segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Fiesp do Ciesp. A queda nos últimos três meses reforça a previsão das entidades de queda de 1,5% do PIB no mesmo período. Os números oficias devem ser conhecidos em dezembro.

Elaborado pelo Departamento Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, o INA apurou uma queda 0,8% na passagem de agosto para setembro, na leitura com ajuste sazonal.

A queda da atividade industrial registrada em setembro é, porém, bem inferior ao recuo de 2,1% em agosto na comparação com julho, na leitura com ajuste sazonal.

“Nós percebemos, comparativamente a outros meses mais recentes, que o ritmo de queda desacelerou-se, ou seja, a atividade industrial continua caindo, porém não com a velocidade que estava”, avalia Paulo Francini, diretor do Depecon.

Ele pondera, no entanto, que “um só mês não conta uma história completa”, e esse comportamento precisa ser observado nos próximos meses para confirmar uma desaceleração da queda.

O Depecon estima uma queda de aproximadamente 6% do INA em 2015, uma vez que “não se percebem no horizonte sinais evidentes de melhora” das condições econômicas e políticas do país.
>> Ouça reportagem sobre o INA

Na avaliação de Francini, o problema econômico é, em parte, inspirado por um “panorama político que continua muito ruim. E eu não acredito que a economia possa melhorar se a política não melhorar”.

Horas trabalhadas na produção

A variável Horas Trabalhadas na Produção foi a principal influência negativa para o INA de setembro, com queda de 1,2% na comparação com agosto. O Total de Vendas Reais recuou 0,7% no mês, na série livre de influências sazonais.

No acumulado dos 12 meses encerrados em setembro, a atividade industrial caiu 5,2% e nos primeiros nove meses de 2015, o setor produtivo amarga perdas de 5,1%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou ligeira alta no número do mês, de 75,3% em agosto para 75,8% em setembro, com ajuste sazonal.

Setores

O setor de produtos farmacêuticos se destacou no levantamento do mês passado ao apresentar alta de 2,2% na comparação com agosto, motivado pelo crescimento de 3,4% do Total de Vendas Reais e pelo aumento de 2,2 das Horas Trabalhadas na Produção.

Já a atividade da indústria de metalurgia básica caiu 1,4% no mês, influenciada principalmente pelas variáveis Horas Trabalhadas na Produção e Total de Vendas, que recuaram 1,6% e 1,3% respectivamente.

O segmento de minerais não-metálicos, entre os quais incluem-se fabricantes de cimentos e revestimentos, também apresentou queda em setembro. O setor caiu 1,1% pressionado pela queda de 0,7% nas Horas Trabalhadas na Produção e de 0,7 ponto percentual em seu NUCI.


Percepção

O pessimismo quanto à percepção do setor produtivo em relação à atividade industrialperdeu força em outubro. O indicador avançou 2,1 pontos para 45,8 pontos no mês corrente, ante 43,7 pontos no mês passado, com ajuste sazonal.

A variável Mercado, que compõe o índice, ficou praticamente estável este mês em 43,3 pontos versus 42,4 pontos em setembro.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

O item Estoque ficou em 45 pontos no mês corrente, contra 42,5 pontos em setembro. E a percepção quanto ao Emprego melhorou 6,6 pontos para 47,3 pontos em outubro versus 40,7 pontos no mês anterior.

A variável Investimento também subiu para 46,2 pontos este mês, contra 44 pontos no mês passado, descontada a sazonalidade.


Atividade industrial de SP cai 2,5% na passagem de julho para agosto

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062O Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista caiu 2,5% na passagem de julho para agosto, segundo leitura com ajuste sazonal, e deve encerrar o ano com uma queda de 5,8%, com viés de baixa. Este é o segundo ano consecutivo de queda do INA, fato inédito na história do levantamento, iniciado em 2002 pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Na avaliação do diretor do Depecon, Paulo Francini, o arrefecimento da atividade industrial nos últimos dois anos reflete uma crise econômica e de renda, cada vez mais grave, do consumidor nesse período. “Esse é o dado dessa crise que está à vista: a sociedade está empobrecendo velozmente.”

Em 2014, o desempenho da indústria paulista caiu 5,9% na comparação com o ano anterior. Para Francini, “2015 já está perdido e vai ser o pior ano da indústria de toda a série que nós fazemos. É um desastre em termos de dimensão da queda e da perda de emprego”.

Neste mês, a Fiesp e o Ciesp divulgaram que a indústria paulista havia registrado um saldo negativo de 26 mil empregos na passagem de julho para agosto. A previsão do Depecon para o final do ano é de pelo menos 200 mil vagas a menos.

Francini afirma que, em meio a forte desaceleração da indústria, ainda não é possível prever o comportamento deste setor ao longo de 2016.

“Eu diria que se tiver alguma dúvida para colocar sobre a mesa é o que vai acontecer em 2016. Há uma visão mais ou menos otimista ou pessimista”, diz.

Números negativos
Segundo apuração do Depecon, no acumulado dos 12 meses o desempenho da indústria caiu 4,7% em comparação com igual período anterior. De janeiro a agosto, a atividade industrial já amarga uma queda de 4,6%. E se comparado com agosto de 2014, o indicador deste ano apresenta queda de 9,5%.

Francini reitera que os próximos resultados devem apresentar piora do desempenho do setor no Estado de São Paulo. “Agora é o período em que a indústria deveria estar mais ativamente trabalhando, por conta do fim do ano, e ela não está. Então, 2015 já é um jogo jogado.”

O diretor do Depecon também alerta para um comportamento negativo disseminado entre os segmentos da indústria. Dos 20 setores avaliados pela pesquisa da Fiesp e do Ciesp, apenas três anotaram aumento de sua atividade em agosto.

“É preocupante porque, na verdade, a crise vai se espraiando. E quando é crise mesmo, é espalhado”, completa.

Ainda de acordo com a pesquisa, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu para 75,7%, contra 77,1% em julho.

Setores
A indústria de móveis exibiu a queda mais expressiva em agosto, com uma variação negativa de 14,9% na comparação com julho. A variável que mais contribuiu para essa contração foi o Total de Vendas Reais, que despencou 26,6%.

“Quando [o setor de] móveis cai dessa maneira é porque a sociedade está empobrecendo. É um setor muito importante para a família média, que é consumidora”, afirma.

O setor de veículos automotores também registrou forte queda entre julho e agosto. A atividade desse segmento piorou 3,6%, influenciada, como a indústria de móveis, pela queda de 12,1% no Total de Vendas Reais.

A atividade da indústria de químicos também retrocedeu, 0,9%, no mês, com perda de 1% na variável Horas Trabalhadas na Produção. O segmento apresenta queda da produção. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) a produção do setor, principalmente ligado à fabricação de adubos e fertilizantes, diminuiu 3,6% de janeiro a julho deste ano.


Percepção em setembro

A percepção do setor produtivo em relação à economia de modo geral piorou 4,6 pontos em setembro contra agosto, para 43,8 pontos, ante 48,4 pontos no mês anterior, com ajuste sazonal. A variável Mercado, que compõe o índice, também caiu este mês, 9,1 pontos, para 42,5 pontos, versus 51,6 pontos em agosto.
Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.
No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.
O item Estoque ficou em 42,3 pontos no mês corrente, contra 46,7 pontos em agosto. E a percepção quanto ao Emprego piorou para 40,7 pontos em setembro versus 46,4 pontos no mês anterior.
A variável Investimento também caiu para 43,9 pontos este mês, contra 46,3 pontos no mês passado.

Atividade da indústria de SP deve encerrar o ano com queda de 5,8%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062A atividade da indústria paulista, conjunto de variáveis como horas trabalhadas na produção, total de vendas e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), deve encerrar 2015 com uma queda de 5,8%. A estimativa é do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp. A projeção anterior era de queda de 5% para o ano.

As entidades divulgaram nesta segunda-feira (31/8) os resultados do levantamento da atividade industrial feito em todo o Estado de São Paulo. E, segundo a pesquisa, o desempenho do setor em julho piorou 0,5% na comparação com o mês imediatamente anterior, na leitura com ajuste sazonal.

O resultado de julho reflete a trajetória de queda que a indústria tem percorrido nos últimos anos. E, segundo o diretor do Depecon, Paulo Francini, ainda não há sinal de recuperação para o setor, uma vez que os fundamentos econômicos perderam força.

“O panorama da indústria hoje é muito triste. Não estamos falando mais de uma pequena redução. São indústrias, empresas e setores que vão inviabilizando-se na sua continuidade”, explica.

Longa recessão

Na avaliação de Francini, o país vive a mais longa recessão desde a década de 1980. O Depecon projeta uma queda de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, e com viés de baixa. Anteriormente, o departamento estimava um recuo de 1,7% do PIB.

“A economia está em recessão, mas existe um grupo que estuda o tema e que chegou à conclusão que ela está em recessão desde o segundo trimestre de 2014, ou seja, é longa e vai prosseguir até o final de 2015. Essa é a mais longa recessão que tivemos desde a década de 1980”, avalia Francini.

O diretor corrobora a tese do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), criado pela FGV em 2008, de que a economia brasileira está em recessão desde abril de 2014.

Pesquisa

Se comparado com o mesmo mês em 2014 o INA de julho recuou 6,9% (sem ajuste sazonal). E no acumulado de 12 meses versus o período imediatamente anterior, a atividade do setor caiu 4,4%, apurou o Depecon.

De janeiro a julho deste ano o desempenho do setor enfraqueceu 3,8% ante igual período do ano anterior.

O resultado do mês passado foi influenciado principalmente pela retração nas variáveis Horas Trabalhadas na Produção e Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que registraram perdas de 0,5% e 0,5 ponto percentual respectivamente. O NUCI em julho foi de 77,3, contra 77,7 em junho.

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Setores

O Departamento de Economia informou ainda que 14 dos 20 setores pesquisados registraram piora em sua atividade no mês.

Entre as perdas, destaque para a indústria de máquinas e equipamentos, que caiu 3,4% em julho versus junho, em meio a perdas de 8,8% na variável Total de Vendas Reais e da queda de 2,2% das Horas Trabalhadas na Produção.

O setor de borracha e plástico também registrou queda expressiva em julho, de 1,3%, influenciado por perdas de 1,5% no Total de Vendas Reais e de 0,4% em Horas Trabalhadas na Produção.

Na contramão, a indústria de papel e celulose registrou alta de 2,2% da atividade em julho versus o mês anterior. A variável Total de Vendas Reais puxou o índice para cima, com aumento de 3,2% no mês, enquanto o componente Horas Trabalhadas na Produção subiu 0,1%.

Percepção em agosto

A percepção do setor produtivo em relação à economia de modo geral registrou 48,4 pontos em agosto ante 47,8 pontos em julho, com ajuste sazonal. Mas a variável Mercado, que compõe o índice, foi a única que aumentou, de 48,9 pontos no mês passado para 52,6 pontos este mês.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

O item Estoque ficou em 47,2 pontos no mês corrente, contra 48,2 pontos em julho. E a percepção quanto ao Emprego manteve-se em 46,9 pontos em agosto versus 48,4 pontos no mês anterior.

Atividade industrial paulista cai 3,4% no segundo trimestre

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062

Houve queda de 3,4% na atividade industrial paulista na passagem do primeiro trimestre de 2015 para o segundo, de acordo com o Indicador do Nível de Atividade (INA) da  Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgado nesta quinta-feira (30/7).

Entre maio e junho, o nível de atividade caiu 1,3%, e na comparação com junho de 2014, o recuo foi de 2,9%. No período de janeiro a junho de 2015, o INA mostra retração de 3,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.

A queda na atividade foi praticamente generalizada, atingindo 14 dos 20 setores acompanhados.

O cenário para a indústria de transformação continuará desafiador no segundo semestre. O expressivo aumento dos custos, na esteira da elevação da tarifa de energia elétrica e de tributos, o aperto da política monetária, a elevada incerteza no cenário econômico e o processo de enfraquecimento do mercado de trabalho apontam para a manutenção da fraqueza da indústria nos próximos meses.

“O mais dramático é que ao se olhar nos vários campos – na estrutura econômica, política, jurídica – o que nos aguarda no futuro, percebe-se que vai piorar”, diz Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, ao comentar a tendência a estimativas pessimistas dos empresários nos diversos itens pesquisados.

“É um ano terrível”, afirma Francini. “2015 vai ser o pior ano dos últimos anos da economia brasileira”, diz. “A queda prevista é em torno de 2% para o PIB. A indústria de transformação, depois de ter caído 6% no ano passado, cai mais 5%.” Francini comentou também a falta de perspectiva para o ano que vem. “Em 2016, vem aí a recuperação pretendida, esperada, ansiada? Não temos a resposta ainda. Se 2016 vai continuar caindo, isso só o tempo vai responder.”

>>Ouça comentários de Paulo Francini sobre o INA

Setores

O setor de móveis, já descontadas as influências sazonais, registrou queda de 5,1% na passagem de maio para junho. O indicador do Total de Vendas Reais teve contração de 9,6% na passagem mensal.

O resfriamento do mercado de trabalho é em grande medida responsável pelas perdas no setor moveleiro. O aumento do nível de desemprego afeta negativamente a massa salarial do trabalhador, contribuindo para a redução do consumo de bens duráveis.

Na metalurgia, a queda foi de 0,3% na passagem de maio para junho. Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia, a produção total de aço bruto, laminados e ferro-gusa apresentou retração de 0,8% em junho, na comparação com o mês imediatamente anterior, após ajuste sazonal.  Apesar da alta de 7,6% no Total de Vendas Reais do setor, o recuo do nível de atividade em junho reflete o baixo dinamismo da indústria de transformação, porque o setor de metalurgia fornece insumos para várias cadeias produtivas.

O setor farmacêutico paulista mostrou bom desempenho no sexto mês do ano, com elevação de 2,0% da atividade e crescimento de 5,2% no Total de Vendas Reais, mas as perspectivas para este ano não são boas, devido à constante queda da renda da população. De janeiro a junho deste ano, o INA do setor já acumula queda de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Sensor em julho

A percepção do setor produtivo em relação à atividade industrial, indicada pela pesquisa Sensor, mostrou discreta melhora em julho (47,6 pontos, contra 46,8 pontos em junho). Apesar da alta do indicador, ele continuou abaixo dos 50,0 pontos, sinalizando queda da atividade industrial para o mês.

O indicador das condições de mercado chegou a 48,3 pontos em julho, contra 47,5 em junho. Abaixo dos 50,0 pontos, sinaliza arrefecimento nas condições de mercado. Houve resultado negativo no indicador de vendas, que caiu de 50,7 pontos em junho para 48,6 em julho. Por estar abaixo do patamar de 50,0 pontos, o indicador aponta queda das vendas no mês em evidência.

Ficou praticamente estável o indicador de emprego (de 48,3 em junho para 48,5 em julho). O patamar do índice (abaixo dos 50,0 pontos) indica expectativa de demissões para o mês.

O nível de estoque avançou de 41,8 para 48,0 pontos, ainda em situação de sobrestoque, representada por leituras inferiores a 50,0 pontos.

Atividade industrial sobe 1,2% na passagem de abril para maio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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O desempenho da indústria paulista cresceu 1,2% em maio na comparação com abril, segundo dados com ajuste sazonal da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) divulgados nesta quarta-feira (1/7). Embora seja positivo, o resultado de maio não muda a perspectiva das entidades de baixo dinamismo da indústria neste ano.

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, explica que a cifra positiva em maio se deve a um comportamento significativamente negativo em abril.

“Comparamos maio com um outro mês que foi muito fraco. Mas se compararmos com o mesmo mês em outros anos, vemos que o crescimento de maio é muito modesto, porque este costuma ser um bom mês”, diz Francini. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a atividade industrial apresenta uma queda de 7,7%.

A variação do mês de maio versus abril é uma das mais baixas da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001. Mesmo em 2009, ano da crise, o desempenho industrial registrou um avanço mensal superior ao resultado de 2015, na série sem ajuste sazonal.

“Não podemos interpretar a pequena alta como, talvez, um processo inicial de recuperação, ou que o pior já passou. Não. Seria ledo engano. Nossa perspectiva para o ano mantém-se muito ruim, com o aprofundamento da crise no segundo semestre”, afirma Francini.

O Depecon projeta uma queda de ao menos 5% para a atividade industrial paulista em 2015.

Francini reforça ainda que não vislumbra recuperação do setor manufatureiro, uma vez que a demanda interna está desaquecida. “Para poder ler uma recuperação, é preciso vê-la espelhada em pelo menos três meses.”

“A renda tem caído, o crédito tem caído. Portanto, o combustível maior para a atividade da indústria, que é a demanda, está em queda.”

Pesquisa
De janeiro a maio deste ano a indústria paulista registrou uma piora de 3,6% em seu desempenho. E no acumulado de 12 meses as perdas chegam a 4,8%, números da leitura sem ajuste sazonal.

Além da baixa base de comparação registrada em abril, a variável Total de Vendas Reais também ajudou a puxar o resultado do mês, com variação positiva em 2,5%.

>>Ouça boletim sobre o INA de maio

Setores

O setor de produtos químicos se destacou na pesquisa, com ganho de 0,7% em maio versus abril, impulsionado por aumento de 3,1% na variável Total de Vendas Reais. As exportações do setor também corroboram o desempenho positivo do segmento.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as vendas externas da indústria de produtos químicos registraram alta de 20,6% nos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período de 2014.

Já no campo das perdas, destaque para a indústria de minerais não metálicos, que registrou queda de 1,5% em maio com relação a abril. O saldo negativo de 1,9% da variável Horas Trabalhadas na Produção foi uma das influências negativas ao desempenho do setor.

O setor está fortemente ligado à indústria da construção civil, que, por sua vez, registrou uma queda de 4,7% no Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Sensor em junho
A percepção do setor produtivo em relação ao mercado apresentou ligeira melhora em junho, de 44,3 pontos em maio para 46,7 pontos em junho, com ajuste. A variável Mercado também aumentou – foi para 47,2 pontos em junho, ante 41,9 pontos em maio.

O item Estoque chegou a 41,8 pontos no mês de junho, ante 45,5 pontos no mês anterior. E a percepção quanto ao Emprego melhorou para 48 pontos, contra 43 pontos em maio.

De acordo com o levantamento, a variável Investimento ficou estável em 47,3 pontos versus 46,4 pontos em maio.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

Atividade industrial de SP sobe 0,8% em fevereiro, mas não há sinal de recuperação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A atividade da indústria paulista registrou aumento de 0,8% em fevereiro na comparação com janeiro, sem influências sazonais. Apesar de positivo, o resultado ainda não sinaliza uma retomada da produção, indica a pesquisa da Federação e do Centro da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgada nesta terça-feira (31/3).

“Percebemos que esse aumento tanto em janeiro quanto em fevereiro é reflexo da grande queda que houve em novembro e dezembro”, explica o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini.

A equipe de economia das entidades é responsável pelo levantamento Indicador de Nível de Atividade (INA) no estado de São Paulo.

O Depecon revisou para cima o resultado do INA de janeiro, de 2,9% para forte alta de 5,4%, com ajuste sazonal. Mesmo assim, Francini diz não ver “no número em si a condição de alterar a visão que temos quanto ao desempenho da indústria para o ano de 2015, que é um mal desempenho”, alerta o diretor.

A Fiesp e o Ciesp projetam uma queda de 5% da atividade industrial de São Paulo em 2015. E Francini reitera que o baixo grau de confiança do empresariado ainda influencia negativamente o investimento no setor.

“Os investimentos continuam comprometidos por essa visão de futuro”, diz Francini sobre a provável retirada dos programas de desoneração da folha e do Reintegra, e o aumento da tarifa de energia, da taxa de juros, além da desaceleração do consumo doméstico.

No acumulado de 12 meses, a atividade industrial paulista apresentou queda de 5,9%.  Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) se manteve em 79% em fevereiro.

>> Ouça o boletim sobre a atividade industrial paulista


Câmbio
Embora a significativa desvalorização do Real com relação ao dólar estimule em certa medida a competitividade da indústria brasileira, Francini pondera que ainda não é possível dimensionar o impacto da mudança cambial no setor produtivo.

“Certamente o efeito é positivo, mas dimensioná-lo é mais complicado porque há esse tempo necessário para as empresas ganharem posição no mercado externo. Ou seja, é um tempo impossível de determinar. É uma coisa que vai depender do particular setor, da particular empresa”, afirma.

Setores
A indústria de celulose, papel e produtos de papel se destacou entre os comportamentos de alta, com ganhos de 4,7% em fevereiro ante janeiro, na leitura com ajuste sazonal.  A maior parte da produção do setor é direcionada para exportação, que vem sendo beneficiada pela trajetória de desvalorização do Real frente ao dólar.

O setor de máquinas e equipamentos também anotou alta em fevereiro, a 2,2% com relação ao mês anterior.  Já o segmento de metalúrgica básica registrou queda de 1,3% na comparação mensal. O aumento dos custos com energia e combustível tem influenciado negativamente o desempenho dessa indústria.

Percepção
A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, se manteve estável em março, a 48,8 pontos contra 47,9 pontos em fevereiro.

O componente Mercado também apresentou estabilidade, de 48,6 em fevereiro para 46,9 pontos no mês corrente. Enquanto o item Vendas subiu de 49,4 pontos no mês passado para 53,5 pontos em março.



A variável Estoque aumentou para 46,4 pontos em março ante 42,4 pontos no mês anterior.  E a percepção quanto ao Emprego caiu para 44 pontos contra 46,1 pontos em fevereiro.

De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Investimento ficou estável a 53,4 pontos contra 52,9 pontos em fevereiro.

Com exceção da variável Estoque, resultados em torno dos 50 pontos indicam estabilidade. Acima disso há otimismo e abaixo, pessimismo.


Atividade da indústria de SP sobe 2,9% em janeiro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062A atividade da indústria paulista subiu 2,9% em janeiro com relação a dezembro do ano passado, segundo dados dessazonalizados da pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O resultado recupera parte das perdas acumuladas no final de 2014, mas não indica uma retomada de crescimento do setor.

Na avaliação de Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, a forte alta em janeiro também se deve à uma base de comparação muito baixa. Entre novembro e dezembro do ano passado o índice acumulou perdas de 6,5%.

“Eu diria que a primeira reação é de certa alegria porque temos divulgado sempre números muito negativos”, diz Francini. “A segunda [reação] é de relativizar isso. Uma parte expressiva do crescimento ocorrido em janeiro se deve ao fato de que o mês de dezembro foi anormalmente ruim”, afirma.

Para o diretor do Depecon, a atividade industrial deve continuar mostrando fraco desempenho em função de um cenário econômico adverso.  “Não é que a intenção seja de manter um tom pessimista, muito pelo contrário. Porém não dá para nos basearmos neste resultado positivo para dizer que isto representa uma reversão da situação da indústria”.

“Não vimos até agora um programa redentor, da mudança, que deve estar contido. A indústria, para vencer o período ruim pela frente, precisa enxergar com clareza que ao mesmo tempo estão desenhando coisas boas para sua atividade”, afirmou. Francini acrescenta que a intensidade e duração da crise hídrica em São Paulo é “uma grande dúvida”, além das incertezas no setor quanto ao futuro da economia.

Alívio com dólar

Em meio a fundamentos econômicos negativos, há certa movimentação positiva, promovida pela apreciação do dólar por parte de empresas exportadoras, diz Francini.

“A desvalorização do Real impulsiona, evidentemente, a atividade exportadora e também dá mais competitividade à produção doméstica versus o produto importado. Isso é uma coisa positiva dentro do quadro recente”.

>>Ouça o boletim sobre o desempenho da indústria


Atividade em janeiro
No acumulado de 12 meses, a atividade da indústria paulista caiu 5,9% em relação a igual período imediatamente anterior. Comparado a janeiro de 2014, o comportamento do setor manufatureiro piorou em 5,7% no primeiro mês deste ano.

Para o resultado positivo na leitura mensal, contribuíram, além da baixa base de comparação, as variáveis horas trabalhadas na produção, com alta de 2,1%, e as vendas reais, que subiram 3,3% no mês.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou em 80,5% em janeiro versus 79.6% em dezembro do ano passado, na leitura com ajuste sazonal.

Setores
A atividade da indústria de bebidas cresceu 3,9% na comparação mensal, puxada principalmente pelo aumento de 5,2% no total de vendas reais e de 1,2% nas horas trabalhadas na produção.

O setor de borracha e matérial plástico foi outro destaque positivo de janeiro com avanço de 2,8%, impulsionado pelo crescimento de 2,9% das horas trabalhadas na produção e 6,4% no Nível de Utilização da Capacidade Instalada.  Enquanto a performance do segmento de minerais não metálicos melhorou em 1,6% na comparação entre dezembro e janeiro, em meio ao aumento de 2,3% do total de vendas reais.

Percepção
A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, se manteve estável em fevereiro, a 47,9 pontos contra 47,7 pontos em janeiro.  Já o componente Mercado mostrou alta de três pontos, para 48,6 em fevereiro contra 45,5 pontos no mês anterior. O item Vendas se manteve estável em 49,4 pontos no mês passado versus 50,8 pontos em janeiro.

A percepção quanto ao item Estoque também continua estável, a 42,4 pontos em fevereiro ante 42,9 pontos no mês anterior.  Estabilidade também na variável Emprego, a 46,1 pontos contra 47,9 pontos em janeiro.

De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Investimento também ficou estável a 52,9 pontos contra 51,5 pontos em janeiro.

Com exceção da variável Estoque, resultados em torno dos 50 pontos indicam estabilidade. Acima disso há otimismo e abaixo, pessimismo.

Desempenho da indústria paulista cai 5,9% em 2014

Alice Assunção, Agências Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540167062A atividade da indústria paulista encerrou o ano de 2014 com queda de 5,9% em relação a 2013, aponta o levantamento da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). De acordo com o diretor de Economia das entidades, Paulo Francini, a trajetória do último trimestre do ano passado agravou a já debilitada situação do setor manufatureiro.

“O que já era ruim ficou um pouco pior”, afirma o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), responsável pelo Indicador de Nível de Atividade (INA). Somente em dezembro de 2014, a performance do setor manufatureiro paulista registrou queda de 4,3%, na leitura mensal com ajuste sazonal. Em novembro, o desempenho da indústria recuou 1,6% sob a mesma comparação.

A variável do índice que mais apresentou queda em 2014, foi a de horas trabalhadas na produção, com declínio de 6,6% no ano.

Francini explica, no entanto, que o componente de horas trabalhadas, apesar de um dado físico importante para o indicador, pode sofrer interferências mais complexas que não resultem em uma baixa produção, como o aumento da produtividade, ou seja, o uso das mesmas horas para fabricar mais produto.

“O INA é um indicador que mistura dados físicos e financeiros. O número de produção deveria acompanhar o número de horas trabalhadas, se não existisse a diferença da produtividade, ou seja, há particularidades. Porém, no grande jogo, a mensagem é essa: 2014 foi muito ruim”, esclarece.

Ainda segundo a pesquisa, o componente Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou em 79,6% em dezembro de 2014 contra 79,4% em novembro do mesmo ano.

O resultado de 2014 foi mais negativo que o estimado pelo Depecon, que projetava uma queda de 5,4 no final do ano passado. Francini associa o desempenho ruim da indústria à má performance da economia.

“Espera-se evolução do PIB de 2014 próxima de zero. Quando um PIB cresce, e cresce vigoroso, é porque a indústria está crescendo, quando se tem um PIB zero, a indústria vai ter um resultado negativo”, explica o diretor do Depecon.

Ele reitera ainda que o já esperado ajuste fiscal, aumento dos juros e contenção do crédito não desenham um início de ano “brilhante”.  Francini acrescenta ainda que, com os “fantasmas da crise hídrica e energética voando, é difícil ver algo positivo”.

Setores

A indústria automobilística registrou um dos piores desempenhos em São Paulo durante 2014. De acordo com o levantamento, a atividade do setor despencou 15% na comparação com 2013. Somente em dezembro, a performance dessa indústria piorou em 9,3% na leitura mensal com ajuste sazonal.

O desempenho do segmento de metalurgia básica também amargou uma forte queda no ano, de 5,6% versus comportamento de 2013. Na comparação mensal, o setor caiu 3,8%, com ajuste sazonal.

A indústria de máquinas e equipamentos também se destacou entre as quedas com declínio de 3,9% no ano. No mês, o desempenho do setor caiu 4,7%.

Percepção

A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, mostrou estabilidade no mês de janeiro, a 47,7 pontos contra 45,9 pontos em dezembro. O diretor do Depecon destaca, no entanto, que se trata de um resultado “atípico” para o mês de janeiro.

“Início de ano sempre tem aquela esperança, o entusiasmo foi substituído por um cansaço que parece ser residual do ano passado”, afirma Francini.

Em janeiro de 2014, o Sensor Fiesp apontava uma leitura de 49,9%. Com exceção da variável Estoque, resultados em torno dos 50 pontos indicam estabilidade. Acima disso há otimismo e abaixo, pessimismo.

O componente Mercado mostrou alta de quase cinco pontos, para 45,5 em janeiro contra 40,9 pontos no mês anterior. O mesmo aconteceu com o componente Vendas, que subiu mais de seis pontos para 50,8 pontos em janeiro versus 43,6 pontos em dezembro.

Já a percepção quanto ao item Estoque piorou para 42,9 pontos no mês corrente ante 48,2 pontos no mês anterior.  Enquanto a variável Emprego mostrou alta, de praticamente dois pontos, para 47,9 contra 45,8 pontos em dezembro.

De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Investimento ficou estável a 51,5 pontos contra 50,9 pontos em dezembro.

Fiesp e Ciesp esperam crescimento de 0,7% do PIB em 2014 ante projeção anterior

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A economia brasileira deve crescer 0,7% este ano, projetaram, nesta quarta-feira (20/08), a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Fundamentos como a baixa confiança do empresariado, estoques da indústria elevados, crise da Argentina e aumentos da taxa de juros fizeram as entidades revisarem para baixo suas expectativas para o desempenho econômico do país.

O Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp previa anteriormente uma expansão de 1,4%  da economia brasileira. Assim como no caso do Produto Interno Bruto (PIB), os prognósticos para outros indicadores econômicos também foram revisados para baixo pelo departamento.

A previsão para o PIB da indústria, por exemplo, foi revisada para uma queda de 1,6% contra estimativa anterior de queda de aumento de 1%, enquanto o PIB somente da indústria de transformação deve apresentar baixa de 3,1% contra prognóstico anterior de recuo de 0,8%.

“Claramente os vários indicadores referentes à atividade industrial e à atividade econômica como um todo indicam que as condições da economia brasileira são hoje bastante adversas”, afirmou o diretor do Depecon, Paulo Francini.

A Fiesp e o Ciesp projetam uma queda de 0,2% do PIB no segundo trimestre do ano. Enquanto o PIB da indústria de transformação no mesmo período deve cair 2,3%, configurando o quarto trimestre de queda.

Atividade industrial e emprego

A indústria paulista também deve apresentar uma queda significativa em sua performance este ano. Segundo o Depecon, a atividade industrial paulista deve cair 5% em 2014 versus prognóstico anterior de queda de 1,6%.

O prognóstico para o emprego industrial em São Paulo continua pessimista, mas a revisão das projeções foi ainda mais acentuada para baixo, indicando que o índice deve encerrar o ano com queda de 4,5% ante perspectiva praticamente estável de 0,1%.

Pelos cálculos do Depecon, o ano de 2014 para o desempenho e emprego na indústria deve se igualar à performance de 2009, ano de crise, no que diz respeito à trajetória negativa. “As condições da economia brasileira são hoje bastante adversas”.

Segundo o diretor da Fiesp e do Ciesp, qualquer medida de socorro por ventura anunciada é mais política do que efetiva. “Mas isso é sem julgamento de valor”. “Não existirão grandes alterações e mudanças este ano. E qualquer coisa que for feita no momento tem uma interpretação política que sobrepuja as consequências econômicas”, avaliou Francini.

Participação no PIB

A participação da indústria de transformação no PIB também deve diminuir para 12,6% este ano, o equivalente a uma queda de 12,2 pontos percentuais com relação à taxa média de participação verificada entre 1973 e 1992, quando a fatia era de 24,8%.

Francini acredita que a participação indústria de transformação no PIB não deve mais voltar ao patamar de 25% o que, segundo ele, indica uma deficiência do país em gerar riquezas.

“Estamos falando de décadas, de muitos governos e muitas responsabilidades, ninguém quer colocar a boca nesse cálice. Os países não abrem mão da sua indústria. Pergunta para a Alemanha se ela vai fazer isso”, avaliou o diretor. “A minha sensação de tristeza não é dedicada aos empresários, mas ao país que perdeu essa capacidade de geração de riqueza”, defendeu.

Investimento

A expectativa para a taxa de investimento total da economia também é de queda para 16,9% este ano, o menor nível desde 2006, quando a parcela chegou a 16,4%.

O Depecon também revisou para baixo suas estimativas para a formação bruta de capital fixo, termômetro do aumento de investimentos das empresas. Anteriormente, o departamento já previa uma queda de 1,1% em 2014. Agora a previsão é de queda de 6,5% para o mesmo ano.

Para o segundo trimestre de 2014, o departamento projeta uma queda de 5,2% da formação bruta de capital fixo, o quarto declínio consecutivo. “A economia brasileira realmente teve um comportamento esse ano bastante anormal”, completou o diretor.



Atividade industrial cai 2,7% no mês; Fiesp deve revisar para baixo previsão para 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho da indústria paulista apresentou queda de 2,7% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, por conta, entre outros fatores, do número menor de horas trabalhadas na produção, reflexo da realização da Copa do Mundo de futebol no país. A queda, no entanto, já era esperada uma vez que o setor manufatureiro vem apresentando um arrefecimento da atividade cada vez mais agravado, de acordo com a análise de Paulo Francini, diretor de Economia da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp)

Os números de junho são resultado do Indicador de Nível de Atividade (INA), elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Segundo a pesquisa, a atividade da indústria no primeiro semestre de 2014 registrou queda de 7,3%, o pior desde 2003, quando o levantamento de conjuntura da produção começou a ser feito, com exceção do ano de 2009, quando o percentual de queda chegou a 15,8%, em consequência da crise econômica mundial.

Já na comparação com o mês imediatamente anterior, o resultado mensal verificado em junho é o pior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001.

“É um junho ruim que acompanha o andamento ruim da indústria, o qual infelizmente deve continuar ruim durante o ano de 2014 e sem grandes novidades a vir porque as expectativas estão todas voltadas para um novo governo que haverá de tomar posse em janeiro de 2015”, afirma Francini.

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Paulo Francini, diretor do Depecom/Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O dado de junho foi puxado principalmente pela perda de 5,5% no total de vendas reais da indústria e pela diminuição de 2,4% do total de horas trabalhadas na produção, em decorrência do Mundial de futebol realizado entre 12 de junho e 13 de julho.

“Porque você tem 20 dias do mês, praticamente, que coincidiram com a Copa. Estabeleceu-se um conjunto de interrupções dessa e daquela natureza em dias de jogos. Portanto, a queda do mês de junho foi influenciada por esta redução”, explica o diretor das entidades.

Atividade industrial ainda pior

A Fiesp e o Ciesp estimam que a indústria paulista deve encerrar 2014 com queda de 4,4% em seu desempenho, mas o Depecon está trabalhando na revisão para baixo dessa projeção.

“Já havíamos feito uma [estimativa] no final do ano passado, fizemos uma revisão em março e, terminado o primeiro semestre, estamos sendo obrigados a fazer mais uma revisão. E é muito provável que essa previsão de queda aumente para um número ainda desconhecido”, diz Francini. A federação deve divulgar suas novas estimativas ainda em agosto deste ano.

O diretor acredita que os resultados da economia brasileira como um todo devem continuar apresentando números  que ele classifica como “medíocres”.

Pesquisa

Segundo o INA, o desempenho da indústria caiu 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, na leitura sem ajuste sazonal. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) registrou ligeira queda, chegando a 79,1% em junho versus 79,3% em maio, sem efeitos sazonais.

A indústria de Artigos de Borracha e Plástico se destacou entre as perdas com uma queda de 6,1% em junho versus maio, com ajuste sazonal, abatida sobretudo pela queda de 7,6% do total de vendas reais, enquanto as horas trabalhadas na produção desse setor foram reduzidas em 1,4%.

Outra influência negativa sobre a indústria de Borracha e Plásticos é a queda da produção de veículos, a qual, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), contraiu-se em 19,2% entre maio e junho.

O segmento de Metalurgia Básica também computou queda em seu desempenho na passagem de maio para junho com uma variação negativa em 1,7%, com ajuste sazonal.

Na contramão, a indústria de Bebidas se destacou com um desempenho positivo em 2,8%, com ajuste sazonal, impulsionada pelo aumento de 3,9% do total de vendas do setor, em meio a um aquecimento da demanda por conta da realização da Copa do Mundo.

Percepção

Segundo Francini, “vai mal” a percepção geral dos empresários diante do cenário econômico no mês de julho, medida pelo Sensor Fiesp.

De acordo com o levantamento, o Sensor caiu para 45,8 pontos em julho ante 47,2 pontos em junho. Já a percepção quanto ao item Emprego mostrou melhora em julho para 46,3 pontos contra 41,4 pontos em junho.

A variável Estoque caiu de 44,5 pontos em junho para 34,5 pontos em julho, o que significa uma “piora muito significativa com o aumento de estoques”, afirma Francini.

O item Mercado também apresentou piora da confiança em julho para 47,7 pontos, ante 49,5 pontos em junho. O componente Investimento também caiu para 50 pontos em julho versus 53,6 pontos em junho.

A percepção dos empresários com relação a Vendas, no entanto, melhorou para 50,3 pontos em julho contra 46,7 pontos em junho.

Atividade industrial paulista cai 8% no 1º quadrimestre do ano

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A atividade da indústria de São Paulo despencou 8% no primeiro quadrimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado. No mês, o desempenho do setor manufatureiro piorou em 0,1% com relação a março, com ajuste sazonal, mostra nesta quinta-feira (29/05) pesquisa mensal da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O Indicador de Nível de Atividade (INA), elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades, apurou que a variável Horas Trabalhadas na Produção abateu o desempenho da indústria com uma queda de 1,3% em abril versus março.

Na avaliação do gerente do Depecon, Guilherme Moreira, fundamentos como a confiança do empresário, que caiu 5,1% em maio segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), e incertezas quanto ao cenário doméstico continuam apontando para o baixo dinamismo da indústria de transformação em 2014.

“É o terceiro resultado negativo consecutivo do INA esse ano, considerando que só tivemos quatro meses. E é muito preocupante”, diz Moreira.

Ele avalia ainda que o carregamento estatístico da atividade industrial em abril, que indica uma expressiva queda de 5,9% em 2014, corrobora a rota de deterioração do setor manufatureiro e a Fiesp e o Ciesp podem revisar para baixo a projeção que já indica queda do desempenho da indústria este ano.

“Nossa previsão para o INA desse ano é queda de 1,6%. Portanto, se esse quadro continuar daqui até o final do ano, essa revisão vai cair bastante. Principalmente por conta do carregamento estatístico”, afirma.

O gerente do Depecon explica que o atual patamar da taxa básica de juros Selic e a falta de perspectiva de queda afetam a atividade da produção. Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela manutenção da taxa Selic em 11% ao ano.

“Os juros continuam em patamares elevados e sem nenhuma projeção de queda. E as perspectivas para economia de maneira geral são muito ruins. Então, isso afetou muito a confiança do empresário e, portanto, refletiu também no indicador de atividade.”

Argentina

A menor demanda por parte da Argentina, sobretudo ao setor automotivo brasileiro, também preocupa a indústria com relação ao seu desempenho, segundo Moreira.

“Para a indústria de transformação brasileira, a Argentina é um importante destino e há poucas perspectivas de melhora. Então, preocupa bastante. É um fator que vem afetando tanto a confiança quanto a produção”, esclarece.

As incertezas com a economia brasileira e a deteriorada confiança do empresariado também respingam no mercado de trabalho da indústria. “Tanto é que fizemos uma revisão para baixo da previsão [do nível de emprego] para este ano”, acrescenta o gerente do Depecon.

Desempenho pior em abril

Comparado com abril de 2013, o desempenho do setor manufatureiro de São Paulo caiu 12,7%. Já no acumulado em 12 meses, a atividade caiu 2,3%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou praticamente estável em 80,3% em abril ante 80,2% em março.

O resultado negativo em 8% do primeiro quadrimestre é o pior da série histórica, com exceção de 2009, ano da crise no qual o INA amargou 17,3%.

Entre as perdas da indústria paulista, o setor de Alimentos apresentou a queda mais expressiva com variação negativa de 1,5% em abril contra março, na leitura com ajuste sazonal, pressionado também pela variável Horas Trabalhadas na Produção, que apresentou perdas de 3,7%.

Percepção estável, mas estoque elevado

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de maio, medida pelo Sensor Fiesp, ficou estável em 47,4 pontos, ante 47,3 pontos em abril. Mas o componente Estoque, importante sinalizador do comportamento da indústria, mostrou um nível elevado que não era visto desde 2009.

Em maio, a variável Estoque caiu para 32,9 pontos contra 43,4 pontos em abril. Essa é a menor pontuação desde a marca de 30,9 pontos em janeiro de 2009. Ao contrário das demais variáveis do índice, o componente indica reservas dentro do planejado quando está próximo aos 50 pontos.

“Essa variável do sensor que chama atenção e mostra que a indústria está com estoque muito acima do desejado”, explica Guilherme Moreira.

Já o item Mercado também ficou estável em 48,6 pontos no mês corrente ante 47,9 pontos em abril, enquanto a percepção dos empresários com relação a Vendas melhorou para 52,9 pontos este mês versus 46,6 no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Emprego ficou estável em 47,7 pontos em maio, ante 46 pontos em abril. O componente Investimento também ficou estável em 54,7 pontos em maio contra 52,8 pontos em abril.



Atividade industrial sobe 2,2%, mas não recupera fortes perdas anteriores

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A performance da indústria paulista, medida pelo Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), foi positiva em 2,2% em janeiro ante dezembro, mostra o dado com ajuste sazonal. Mas o ganho do mês passado não recupera as fortes perdas registradas em dezembro ante novembro, quando o índice despencou 5%, na leitura revisada.

Guilherme Moreira, gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, explica que a forte queda da atividade em dezembro se deu por conta dos números mais baixos que o esperado da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM) de São Paulo, indicador de produção industrial mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e uma acentuada diminuição das vendas reais da produção derrubou os números do último mês do ano.

Em dezembro de 2013, a variável vendas reais caiu 7,9% em comparação com novembro com ajuste. Já em janeiro, a mesma variável ajudou a puxar o índice com um desempenho positivo de 10,4%.

Embora o resultado de janeiro seja positivo, ele deve ser visto com cautela, uma vez que a base de comparação é o pior resultado para o mês de dezembro desde 2008, início da crise econômica mundial, alerta Moreira.

Segundo ele, dezembro do ano passado “foi um mês que a indústria praticamente parou, com um volume muito acima do normal de férias coletivas, vendas muito abaixo do normal”.

“É um mês que está ocupando o espaço vazio de dezembro. É um bom resultado, mas tem que levar em conta que é um resultado em cima de um dezembro horrível”, afirma o gerente.

O prognóstico da Fiesp e do Ciesp para a atividade industrial é de crescimento de 1,8% em 2014, mas o departamento de economia das entidades está revisando para baixo essa expectativa.

As entidades acreditam ainda que atividade industrial deve continuar mostrando pouco vigor no ano também em função da perspectiva negativa para investimentos em 2014, uma vez que as taxas de juros no Brasil e no mundo estão em rota de alta e as previsões para o crescimento econômico do país continuam com viés de baixa.

Nas contas do gerente do Depecon, se o INA apresentar estabilidade em todos meses até o final do ano, ainda assim pode encerrar 2014 com queda de 4,2%. Para fechar o ano com variação zero, o indicador precisa crescer 0,8% todos os meses.

“Para chegar a nossa previsão de crescimento de 1,8%, o INA teria que ter um crescimento muito vigoroso, o que a gente acha difícil ocorrer. Infelizmente estamos revisando para baixo o INA e na próxima divulgação devemos ter um número bem inferior à previsão atual”, explica Moreira.


Indicador de Nível de Atividade – Jan 14 de Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Indústria em janeiro
No acumulado de 12 meses, o INA apresentou crescimento de 0,7%.  De janeiro a dezembro de 2013, a atividade da indústria paulista subiu 1,8% em relação aos mesmo período do ano anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 81,8% em janeiro versus 81,3% em dezembro de 2013.

A indústria de máquinas e equipamentos se destacou na atividade levantada em janeiro com variação positiva de 6,6% versus o mês anterior.  Segundo Moreira, o setor recuperou as perdas ocorridas em dezembro do ano passado, quando caiu 5,2%. Mas essa informação deve ser vista com cautela, segundo ele, porque o setor “está muito exposto ao aumento da taxa de juros e está muito associado também ao investimento”.

O desempenho da indústria de Produtos Químicos ficou positivo em 5,9% em janeiro ante dezembro, também recuperando perdas do mês anterior, de 6,8%.

Já o bom desempenho do setor de Minerais não Metálicos, com alta de 3,2% em janeiro contra dezembro, foi motivado principalmente pela atividade na construção civil.

“Esse segmento tem muita relação com o setor de construção civil por ser um produtor dos insumos, principalmente de cimento”, diz o gerente do Depecon.

Percepção econômica
A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de fevereiro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável a 51,4 pontos contra 49,9 pontos em janeiro.

Indicador de Nível de Atividade – Jan 14 de Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Já o item Mercado também subiu de 48,6 pontos em janeiro para 53,6 pontos em fevereiro, enquanto a percepção dos empresários com relação a Vendas também subiu significativamente para 51,5 pontos este mês versus 42,3 no mês passado.

O componente de Estoque ficou em 46,4 pontos em fevereiro contra 51,4 pontos em janeiro, indicando sobrestocagem nas indústrias.

A percepção quanto ao Emprego também ficou estável a 50 pontos em fevereiro contra 50,3 pontos no mês passado. O componente Investimento caiu de 57,2 pontos em janeiro para 55,5 pontos em fevereiro.

Atividade industrial cai 0,2% em agosto; Fiesp e Ciesp revisam para baixo estimativa de crescimento para 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,2% em agosto sobre julho, descontados os efeitos sazonais. Os resultados são da pesquisa do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp) e confirmam que o  setor manufatureiro em 2013 já está comprometido e o seu desempenho não deve recuperar as perdas registradas em 2012, quando o indicador fechou o ano com 4,1% de queda.

“Não estamos otimistas há algum tempo e parece que tínhamos razão de não estar otimistas”, afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Em meio a perspectivas de fraco desempenho do INA, a Fiesp e o Ciesp revisaram para baixo sua projeção para 2013. A entidade agora espera um crescimento de 2,5% para o indicador até o fim deste ano, contra prognóstico anterior de 3,2% de crescimento.

A expectativa para desempenho do índice no terceiro trimestre é de queda de 1,7%. Se confirmado o declínio, o INA precisa apresentar crescimento de 1,3% no último trimestre de 2013 para fechar com crescimento de 2,5%.

“O panorama de tristeza persiste quanto ao desempenho da indústria”, acrescentou Francini. Segundo ele, fatores positivos como a desvalorização cambial de 10%, de R$2,00 para R$2,20 ainda não são sentidos.  “Os efeitos tardam e a reação tem uma dimensão ainda desconhecida, mas a ocorrer a partir do início do próximo ano”.

Outro motivo aparentemente positivo, segundo Francini, são os leilões do plano de concessões do governo, cujo primeiro foi feito na semana passada para a concessão de rodovias.

“Até os ocorridos conduzem mais certo ceticismo com relação ao seu resultado, mas ainda temos leiloes adicionais, portanto há coisa ainda para acontecer e que pode dar um impulso de otimismo sabendo, no entanto, que os resultados não são imediatos”, ponderou Francini.

Atividade Industrial

Sem ajuste sazonal, a atividade industrial subiu 3,6% em agosto sobre julho. No acumulado de 12 meses, o nível de atividade ficou em 1,9%. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, agosto deste ano recuou 1,1%, enquanto que no acumulado do ano o desempenho da indústria acelerou em 3,4%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) encerrou agosto com 80,9% contra 81,2% em julho sem considerar efeitos sazonais

Dos setores avaliados pela pesquisa no mês passado, o segmento de Alimentos foi destaque com alta de 1,5%, estimulado pela queda dos preços dos alimentos que motivou a expansão das vendas no mês.

Já a indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês praticamente estável, crescendo apenas 0,3%, na leitura com ajuste sazonal, após mostrar desempenho positivo no primeiro e no segundo trimestre do ano, uma vez que a confiança do empresário enfraqueceu no terceiro trimestre de 2013.

“Após comportamento razoável ocorrido no primeiro e no segundo trimestre do ano, no terceiro trimestre o setor mostra um cansaço desse comportamento mais positivo”, afirmou Francini.

Percepção

Fôlego para o mau momento da indústria. A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de setembro, medida pelo Sensor Fiesp, melhorou para 51,8 pontos contra 49,4 pontos em agosto.

“A boa notícia vem do Sensor, é nossa lanterna de proa, que voltou ao campo positivo acima de 50 pontos, mas temos que dar um pequeno desconto nessa questão em função do mês de setembro, que é tradicionalmente o mês de maior de atividade da indústria”, explicou o diretor do Depecon, Paulo Francini.

O item Mercado também subiu de 51,6 pontos em agosto para 56,3 pontos em setembro, enquanto a percepção dos empresários com relação ao Emprego melhorou para 51,7 pontos este mês versus 47,9 no mês passado.

O componente de Estoque ficou em 49,7 pontos em setembro contra 42,9 pontos em agosto, indicando normalização do nível de estoques da das indústrias.

Por outro lado, o indicador Vendas caiu de 51,5 em agosto para 49,2 pontos no mês corrente, enquanto o componente Investimento ficou praticamente estável em 52,2 pontos contra 53,3 pontos no mês anterior.


Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 24/06/2013 e 12/07/2013

Agência Indusnet Fiesp

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca as visitas do presidente da Catalunha, Artur Mas i Gavarró, e da ministra do Meio Ambiente, Transportes, Energia e Comunicações da Suíça, Doris Leuthard, além da conquista inédita de sete medalhas por parte dos alunos do Senai-SP no WorldSkills 2013, na Alemanha.

Na última quinzena, os grupos de trabalho da Fiesp sobre direito ambiental, direito tributário e direito regulatório realizaram encontros  enquanto especialistas debateram a norma ISO 26000 durante reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema).

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp trouxe para seu encontro na última quinzena a jornalista Ana Paulo Padrão e a empresária Patrícia Meirelles. Enquanto o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi PG) realizou módulos de capacitação no interior de São Paulo.

Veja todos os acontecimentos da quinzena 24/06/2013 a 12/07/2013:

Atividade industrial paulista fecha 1º trimestre com alta de 2,4%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp. Foto: Helcio Nagamine

A atividade industrial paulista encerrou o primeiro trimestre de 2013 superior em 2,4% contra o desempenho do último trimestre de 2012, informou nesta quinta-feira (02/05) o diretor do Departamento de Pesquisas Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini.

“Desempenho razoável para o primeiro trimestre, coisa que nos fez rever a previsão do índice para 2013”, disse Francini.

O prognóstico da Fiesp para o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em 2013 é de um crescimento de 3,2% versus 2012. A estimativa anterior era de alta de 2,3%.

Apesar da revisão para cima, Francini ponderou que a recuperação da indústria está acontecendo, mas longe do ritmo de recuperações anteriores. “Sem muito a lamentar, sem muito a comemorar”.

Falta de vigor
Pesquisa mensal realizada pelo Depecon da Fiesp e Ciesp, o INA é um termômetro do desempenho do setor manufatureiro.  Embora sejam positivos, os números do levantamento de março confirmam indicações de que a recuperação está em curso, mas não demonstra vigor.

Em março, o INA registrou uma alta de 1,1% contra fevereiro, na série com ajuste sazonal. Na leitura sem ajuste sazonal, o índice registrou forte ganho de 8,8% na comparação com fevereiro.

Apesar de vigoroso, se comparado à série histórica da pesquisa, o crescimento de 8,8% é menor desde 2002, com exceção dos anos 2011 (6,3%), 2008 (5,6%) e 2003 (6,9%).

“Normalmente na indústria, o mês de março comparativamente a fevereiro costuma apresentar grande variação positiva”, acrescentou Francini.

A mesma tendência foi verificada no acumulado de janeiro a março deste ano, que, apesar de alta em 2,4% contra igual período do ano anterior, a variação foi a menor da série histórica, com exceção de 2012 (-5,5%), 2009 (-17,4%) e 2003 (-0,2%).

“O acumulado de janeiro a março também mostra a fragilidade do ano de 2013”, afirmou. No acumulado em 12 meses, o nível de atividade da indústria caiu 2,2%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou praticamente estável a 82,1% em março versus 82,6% em fevereiro, sem influência sazonais. Na leitura sem ajuste sazonal, o NUCI fechou março com 81,1% contra 80,6% em fevereiro.

Dos setores avaliados pela pesquisa, o segmento de Produtos Químicos se destacou com alta de 2,3% na leitura mensal, descontados os efeitos sazonais.

A atividade na indústria de Artigos de Borracha e Plástico registrou ganhos de 1,0% sobre fevereiro, na série dessazonalizada. Já o desempenho do setor de Celulose, Papel e Produtos de Papel em março registrou queda de 1,3%, sem efeitos sazonais, na comparação com mês anterior.

Quanto ao desempenho dos setores em março, Francini avaliou que “não há nenhum setor que apresente uma tragédia e nenhum que apresente a glória”.

Percepção

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, ficou mais pessimista no mês passado. O índice caiu de 56,8 pontos em março para 50,9 pontos em abril.

“O titubeio tem sido uma característica da indústria. Quando você pensa que o dado é positivo, de repente esse dado é negativo no mês seguinte”, avaliou Francini.

A sondagem com relação ao item Mercado também apresentou piora, de 60,1 pontos em março para 54,5 pontos em abril. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que recuou de 59,5 pontos em março para atuais 52,1 pontos em abril.

O indicador de Estoque passou de 51,8 pontos em março para 50,8 pontos em abril. Enquanto o Emprego despencou para 44,3 pontos em abril ante 52,4 pontos registrados em março, um dado “preocupante”, na avaliação do diretor da Fiesp e do Ciesp, já que se trata de “um eventual prenúncio de redução de emprego na atividade industrial”.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento também piorou, de 60,4 pontos em março para 53 pontos em abril.

Com exceção do item Estoque, resultados do Sensor acima de 50 pontos revelam uma percepção positiva do industrial sobre o comportamento do componente no mês de referência.