Pelo segundo ano consecutivo, INA encerra o ano no campo positivo e avança 1,2% em 2018

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Pelo segundo ano consecutivo, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista ficou positivo e encerrou 2018 com alta moderada de 1,2%. Houve avanço nas variáveis do total de vendas reais (20,1%), horas trabalhadas na produção (3,0%) e no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) para 0,4 p.p. Em 2017, o indicador encerrou com alta de 3,6%. Na análise mensal, houve estabilidade em novembro (0,0%) e avanço de 1,5% em dezembro, na série com ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (01/02) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o INA refletiu o resultado positivo do PIB dos dois últimos anos. “Existe uma confiança na melhora do ambiente de negócios, que tende a subir com as primeiras ações do governo. A posse dos novos deputados e senadores e a apresentação de uma série de propostas do governo, como a da Previdência, em discussão desde a campanha eleitoral, deve trazer mais otimismo para o mercado”, avalia.

Roriz observa também que a utilização da capacidade instalada das indústrias do Estado ainda está abaixo da média histórica, que é de 80%. Em dezembro, ficou em 74,7%. “Em um período de crescimento econômico, a capacidade instalada gira em torno de 80%, segundo a média histórica. Estamos trabalhando abaixo dessa linha e para que sejam feitos novos investimentos, o ideal para a capacidade instalada é estar entre 80% e 82%”, observa Roriz.

A variação do INA ficou positiva em 11 dos 20 setores acompanhados em 2018. Entre os setores de destaque está o de veículos automotores, com crescimento de 15,3%, metalurgia (10,7%) e farmacêutico (10,2%).

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro fechou em 50,5 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado superior ao de dezembro, quando marcou 47,9 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês. Contudo, o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, observa que “os dados mostram um otimismo moderado entre os industriais em janeiro, já que eles vêm de um período de férias”.

Para a variável de vendas, houve recuo de 0,2 pontos, saindo de 48,9 pontos para 48,7 pontos. No item condições de mercado, o indicador foi de 50,1 pontos em dezembro para 49,4 pontos em janeiro, queda de -0,7. Abaixo dos 50,0 pontos, indica piora das condições de mercado. O indicador de emprego recuou -1,2 pontos, para 48,1 pontos, ante os 49,3 pontos de dezembro. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

O nível de estoque avançou 11,3 pontos para 53,4 pontos em janeiro ante os 42,1 pontos do mês anterior. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

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Nota Fiesp/Ciesp sobre PIB 2013: já passamos da hora de mudar a política econômica

Hoje (27/02), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2013: crescimento do PIB total de 0,7% em relação ao trimestre anterior e um encolhimento de 0,9% da indústria de transformação. Já o fechamento do ano de 2013 foi de crescimento do PIB geral de 2,3% (abaixo da média mundial: 2,9%) e de 1,9% para a indústria de transformação, percentual insuficiente para repor a perda de 2,5% do ano anterior.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), estes números mostram que o desempenho da atividade econômica está muito abaixo do requerido pela sociedade e que a retomada ainda não se iniciou. O investimento, embora tenha parado de cair, cresceu apenas 0,3% no último trimestre.

“Este desempenho morno só confirma que o Copom errou ontem [26/02] ao promover mais um aumento da taxa Selic, o que induzirá retração do investimento”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Para o ano de 2014, a Fiesp e o Ciesp esperam que o PIB total cresça em torno de 1,5% e a indústria de transformação, menos de 1%.

“Já passamos da hora de mudar a política econômica. É preciso controlar os gastos em custeio, aumentar o investimento público e reativar a indústria para que ela aumente o investimento privado. Só com mais investimentos poderemos reativar a economia e trazer crescimento maior para o Brasil”, conclui Skaf.

Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)